Got something to live for
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Point of View Rachel's
O que era pra ser férias em um cruzeiro, acabou se tornando em confusão e conflito. Eu tinha que achar uma forma de fazer Santana acreditar em mim, e no nosso dever. Se não tivesse necessidade, eu não estaria ligando também, mas o pior é que coisas estranhas começaram a acontecer.
Santana inexplicavelmente teve uma febre altíssima na noite passada, ela estava extremamente pálida e suava muito, estava totalmente inconsciente, e murmurava coisas, parecia delirar em algum pesadelo que não conseguia acordar. Fiquei angustiada em não conseguir resolver aquela situação. Os médicos do cruzeiro disseram que ela devia ficar internada, em estado de observação.
Logo na manhã seguinte em que fui verificá-la na enfermaria do cruzeiro, ela não estava lá. Perguntei ao médico, e ele disse que ela já tinha recebido alta, pois já estava totalmente recuperada.
Eu fiquei mais preocupada ainda, isso só pode significar uma coisa, a luta já começou. E há alguém neste navio que tem participação nisso.
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Voltei para o meu quarto após tomar um ótimo café da manhã, e encontrei Santana sentada na janela, lendo um livro.
"Olá, senhorita que resolveu me largar sozinha na enfermaria medíocre deste cruzeiro. Não teve graça, Rachel. Vai ter volta." Disse Santana, sem desviar a atenção do livro.
Olhei-a perplexa. Ela só pode estar brincando. Ela quase morreu ontem!
"Você poderia me agradecer por salvar a sua vida. Você quase morreu ontem, Santana!" Falei exasperada.
"Pode largar de teatro, Rach." Disse Santana. Bufei, colocando a mão no rosto, sem acreditar naquilo. Ela não se lembrava de nada.
"San, você não se lembra de nada ontem?" Ela fez que não com a cabeça. "Olha, você precisa acreditar em mim, e não ficar dizendo que fiquei maluca e nem pirar, ok?" Santana me olhou meio desconfiada, mas concordou.
"Olha, tem algo aqui querendo nos fazer mal. Nós temos que fazer alguma coisa, temos que proteger as pessoas que estão aqui." Santana me encarou meio que cerrando os olhos, mas continuei. "Se você não acredita em nada disso, faça pelo menos pelas vidas inocentes que estão aqui. Famílias completas passando as férias. Imagina a dor de uma mãe perder um filho? Não podemos ficar de braços cruzados vendo sem fazer nada."
Santana permaneceu calada, mas concordou relutantemente. "Eu não sei que porcaria você está falando, mas esse argumento me convenceu. Mas se você estiver inventando, garanto que sua morte será lenta e dolorosa, Berry."
"É sério. Eu tenho algo que possa te provar." Disse e levantei procurando uma das minhas malas. "Eu tenho esse livro... Nele tem tudo o que vamos precisar e todas as informações da Ordem Secreta." Peguei um livro velho e marrom com a capa em couro.
"Ele está na minha família há gerações, cada testemunha têm cuidado dele com a própria vida. Tudo para evitar que caia em mãos erradas. Por isso sempre carrego comigo." Abri em uma página, e o livro logo tratou de me dar o capítulo que eu tanto precisava.
"Há sempre duas vidas entrelaçadas para toda a eternidade. As almas se conhecem antes mesmo da vida em um ventre, compartilham memórias de vidas passadas. Recapitulam destas memórias seus poderes da mente e do corpo. É como uma metamorfose, que você não percebe na mudança, mas com o tempo nota as diferenças e o que você cresceu durante o tempo percorrido." Li um trecho do livro para Santana.
"Então quer dizer que eu te conheço desde a vida passada e vou ter que passar o resto da minha vida com você? Só era o que me faltava!" Brincou Santana. Dei um tapa no braço dela.
"Como se você não gostasse da minha presença." Ergui o cenho. "E tudo o que falei, você só prestou atenção nisso. Se daqui há algum tempo me pedir em casamento não vou estranhar..." Falei rindo.
Santana bufou e rolou os olhos. "Eca, Berry. Definitivamente não!" Fez cara de nojo.
"Sei... Vai negar que nunca quis provar destes lábios? Hm?" Falei fazendo bico e indo em direção da latina.
"Adoraria provar veneno!" Santana me empurrou rindo, e me deu uma travesseirada, e assim começou uma guerra... De travesseiros.
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Pov's Santana
Eu realmente não sabia do que aquela anã estava falando, devia estar ficando maluca, só pode. Aquele livro parecia uma coisa de bruxas velhas, cinematográfico, sei lá. E ainda me vem com esse negócio de testemunhas de jeová... Só acredito vendo!
"San!" Era Brittany me chamando. Ultimamente temos andado mais juntas, e eu já não a ignorava mais. Na verdade o jeito dela me atraía estranhamente... Vai entender. Mas nada de mais tinha acontecido entre a gente. Não por falta de tentativas por parte de Brittany... Eu simplesmente não conseguia tirar Quinn dos meus pensamentos depois daquele sonho. Então na hora fazer aquilo com Brittany não parecia certo, não com Quinn sempre nos meus pensamentos.
"Já estou indo, Britt!"
"San, trouxe uma coisinha pra você." Disse Brittany retirando uma rosa de trás das costas.
"Isso é lindo. Obrigada." Sorri pegando a flor de sua mão, e sentindo o doce aroma.
"De nada, e você que é linda." Respondeu Britt me dando um selinho.
Coloquei a flor em um vaso com água e fomos em direção a piscina. Rachel já estava lá, estava sentada, lendo uma revista de fofocas.
"Olha se não é o casal de lésbicas mais fofo deste cruzeiro!"
Britt apenas ficou vermelha e segurou a minha mão. "Bom dia pra você também, hobbit." Respondi com deboche.
O clima ali estava confortável, estava cedo e não tinha aqueles adolescentes pra encher o saco. Eu aproveitava e trocava carinhos com Britt, e Rachel lia sua revista de fofoca empolgada.
"Oh! Dianna Agron decidiu sair de Nárnia!" Disse Rachel com os olhos arregalados para a revista.
"Sério?" Perguntou Britt.
Apenas rolei meus olhos "Não sei pra quê tanto estardalhaço. Deixem a mulher em paz, ela tem o direito de namorar um canguru se ela quiser."
"Eu namoraria um canguru, aí ele teria que me carregar naquela sacola que tem na barriga..." Falou Britt meio que avoada. Rachel olhou pra mim e arqueou uma sobrancelha, dei de ombros sem entender também.
"Enfim, o sol está começando a esquentar..." Rachel falou, mudando de assunto.
"Jura?" Ironizei.
A menor bufou "Você trouxe protetor solar? Esqueci o meu no quarto."
"Não, vou ir lá buscar."
"Eu vou com você." Disse Britt se levantando pra ir atrás de mim.
"Há há há!" Rachel interrompeu a loira, segurando o braço dela. "Você fica aqui. Você duas indo no quarto juntas significa eu virando torrada no sol."
"Tudo bem..." Disse Britt me dando olhos de cachorrinho.
Rolei os olhos. "Está mais pra frango frito. Que seja!"
Saí e andei até o quarto. Ao chegar no corredor comecei a sentir uma sensação estranha, mas ignorei. Me atrapalhei um pouco com a chave ao abrir a porta. Quando abri a porta, inexplicavelmente fui recebida com um soco e tudo ficou escuro...
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"Acorda vadia!" Lentamente abri os olhos, senti jogarem mais água no meu rosto já molhado. Pisquei com a claridade repentina incomodando minha visão...
"Olha quem resolveu despertar!" Olhei para cima e me deparei com uma mulher alta e ruiva. Rosnei pra ela e tentei me levantar, mas estava com os pés e as mãos amarrados em uma cadeira.
"Sua desgraçada! Me solta!"
A mulher em troca só riu. "Ok, agora chega de palhaçadas. Me diz logo onde está o livro."
"Hã? Está na primeira gaveta do criado mudo do lado da cama."
A mulher estreitou os olhos e se virou para pegar o livro. Abriu a gaveta "A culpa é das estrelas? Mas que porcaria é essa!?" A mulher estava furiosa, e jogou meu livro longe. "Não estou aqui para gracinhas, garota!" A mulher disse perto do meu rosto, em seguida me deu um tapa na cara.
"Vagabunda!" Cuspi o sangue no chão.
A mulher me deu um soco dessa vez, e eu quase apaguei com tamanha força do golpe.
Ela retirou de dentro da bota um punhal e colocou no meu pescoço.
"Onde está o livro das testemunhas?" Ela me perguntou devagar.
Eu engoli em seco, agora tinha sacado no que ela estava atrás. Olhei pra ela com os olhos arregalados. "Socorro!"
"Não adianta gritar, sua idiota! Eu coloquei um campo de força negra em volta do quarto!" Explicou a mulher ruiva enquanto se preparava para cortar minha garganta. Fechei os olhos pronta para sentir a dor.
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Rachel estava sentindo que Santana estava demorando um pouco demais para voltar. Se ela não estava com Brittany, não tinha nenhuma razão aparente para tamanha demora. E como a própria Santana havia dito, ela acabaria virando frango frito assim no sol. Rachel então decidiu ir ao quarto pegar ela mesma o protetor solar.
"Nossa, me bateu um mal estar. Uma dor de cabeça..." Parou Rachel no meio do corredor.
"O que houve, Rach? Quer ajuda ou um remédio?" Perguntou Brittany, colocando uma mão nas costas da morena para apoiá-la.
"Não, tudo bem... Foi só uma tonteira."
Rachel sabia que algo não estava certo ali. E com esse pensamento, tudo se encaixou e ela saiu correndo.
"Ei, porque você está correndo? Me espera, Rachel!" Gritou Brittany correndo atrás de Rachel, sem entender nada.
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De supetão Rachel abriu a porta, assim, tirando a atenção da mulher ruiva, que estava a milésimos de matar Santana. A menor pegou a primeira coisa a sua frente e lançou em direção a mulher, que desviou facilmente. Isso a fez se afastar de Santana, e ir em direção a Rachel.
A ruiva tentou enfiar a adaga no pescoço de Rachel, mas a menor desviou bem na hora. O que fez com que o golpe da ruiva acertasse a parede e prendesse a arma. A mulher tentou puxar a lâmina da parede, mas não conseguiu. E nesse tempo que ela perdeu, Rachel deu uma cotovelada nas suas costas, o que fez a mulher cair. A ruiva se virou e desviou do chute em que a menor iria lhe desferir, e segurou seu pé.
Rachel caiu, e a mulher se arrastou em cima dela, lhe acertando um soco no rosto. A menor gemeu de dor, e a ruiva deu um sorrisinho fugaz. Rachel então deu um soco nas costelas da ruiva, e essa caiu ao lado de Rachel, grunhindo de dor. Rachel subiu em cima da ruiva, apertando o pescoço dela. A mulher se debatia no chão, ficando roxa sem ar. Até que então parou.
Rachel suspirou e largou o pescoço dela.
"Você matou ela?!" Disseram Brittany e Santana em unissom. Rachel se virou para a porta e viu Brittany ali, que testemunhara todo o acontecimento.
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