Got My Heart In Your Hands
27 Um pedido de socorro
It just ain't living and I just hope you know that if you say goodbye today, I'd ask you to be true. Cause the hardest part of this is leaving you...
Lachelle aproximava-se do veículo, toda insinuante, e ria do que havia acontecido.
– Você não vale nada mesmo. – Pierre dizia com raiva.
– Agora que você percebeu isso, meu querido?
– O que você quer, hein?
– Não sei... De repente eu estava olhando para o seu amigo e vi que ele não é de se jogar fora, pena que é gay. – Lachelle foi em direção ao David e começou a se esfregar nele. David tentava empurrá-la, mas ela não queria sair de cima dele.
– Ei! Será que dá pra vocês dois pararem? – Pierre ficou com ciúmes.
Lachelle se afastou, e Pierre, ainda com ciúmes, foi tirar satisfação com David.
– Por que você deixou ela se esfregar em você?
– Como assim? Você viu que eu tentei impedir.
– Claro... E como não conseguiu, se aproveitou. Estava bom?
– Pierre, acorda... Eu não gosto de mulher.
– Mas dela você gostou.
– Olha pra mim...
Pierre olhou para David e cruzou os braços.
– Eu só gosto de você. Só tenho olhos para você. Agora esquece isso, ok?
– Está bem. – Pierre selou os lábios de David.
Todos ainda estavam em choque com o que havia acontecido, e tudo por causa da Lachelle. Chuck ainda não conseguia sentir a perna esquerda, e então teve que ser carregado, pois não havia nenhum hospital por perto para pedir uma cadeira de rodas. Não havia nada, a estrada estava deserta, ninguém na rua, e as lojas já estavam fechadas.
– Nós estamos muito longe do aeroporto. – Joel ficara triste.
– Calma, esse show vai acontecer. – Jeff acalmava-lhe.
– Laurence e eu vamos ao banheiro. – Falou Avril.
– Mas onde que tem banheiro por aqui? – Sébastien olhou em volta.
– Deve ter algum posto aberto, nós vamos até lá.
– Laurence, por favor, não vá. É muito perigoso. Agüenta até chegar ao aeroporto. – Sébastien tentava impedi-la.
– Não dá, amor. Eu preciso ir, antes que eu faça xixi nas calças. Eu volto logo. – Laurence despediu-se dando um beijo leve em Sébastien.
As duas seguiram o seu caminho, tentando achar um posto. Mas, como pararam longe, tinham que andar muito, e a estrada estava ficando perigosa. Haviam boatos de que estupradores rodeavam por aquele local à noite.
– Avril, eu estou ficando preocupada. Não há nenhum posto por aqui.
– Eu estou ficando com medo. Vamos voltar, sim?
– Vamos. Eu posso segurar até chegar ao aeroporto, e eu não quero me perder e ficar longe do meu Sébastien.
– E eu não quero ficar longe do Chuck.
– Então vamos voltar.
Laurence e Avril voltavam aos meninos. Sébastien ligou no celular de Laurence:
[Ligação: ON]
– Amor?
– Onde você está, Laurence?
– Nós estamos voltando. Não achamos nenhum posto. Dentro de meia-hora estamos aí.
– Vocês estão longe?
– Sim, fomos andando sem rumo e decidimos voltar. Me espere, estou a caminho.
[Ligação: OFF]
Avril e Laurence caminharam de volta ao lugar onde se encontravam Joel e o Simple Plan. Já era de madrugada, não havia postes e nem nada para iluminar. Ambas andavam de mãos dadas para não se perderem uma da outra. A respiração de cada uma já estava ficando ofegante, um ar de aflição e medo, como se estivessem em um filme de terror. Na metade do caminho, avistaram uma cabana, que parecia estar abandonada. Como Laurence precisava ir ao banheiro, elas foram até lá. Porém, um rapaz as parou:
– O que vão fazer nesta cabana? – Perguntou o rapaz.
– Ah, que susto... Nós estamos procurando um banheiro. – Avril respondeu.
– Eu tenho um posto de gasolina, se me acompanharem, vocês podem ir até o banheiro.
– É muito longe daqui? – Indagou Laurence.
– Não, é logo ali. – Apontou o rapaz.
– Nós vamos então. Obrigada.
Avril e Laurence seguiram o homem. Quando chegaram ao posto, Laurence foi ao banheiro, e Avril ficou do lado de fora esperando. Ela deixou cair o anel de seu dedo, e então Lavigne se abaixou para pegar. O rapaz, que estava acompanhado de mais cinco amigos, ficou observando Avril ao se abaixar, olhando o seu traseiro.
– Essa gatinha vai ser minha. – O rapaz mordia o lábio.
– Gostei mais da morena. – Dizia o outro rapaz.
– Eu pegaria as duas.
– Então vamos partir para a ação.
Laurence voltou do banheiro, e as duas estavam indo embora.
– Obrigada. – Agradeceu Avril.
– Ei! Aonde pensam que vão?
– Embora. – Respondeu Laurence.
– Duas meninas bonitas andando sozinhas... Pode ser perigoso demais. – Um dos homens pegou no cabelo de Avril e cheirou o pescoço dela.
– O que vocês querem de nós? – Laurence chorava.
– Calma... Vocês estão seguras.
O homem segurou Avril pelo braço, apertando forte, enquanto o outro fazia o mesmo com Laurence. Eles levaram ambas até a cabana, onde eles estavam anteriormente.
– Você está me machucando! – Avril tentou se soltar.
– Relaxa, loirinha... Que a coisa vai piorar.
– ME SOLTA! SOCORRO! – Laurence gritou, e um dos caras deu um tapa na cara dela.
– Cala a boca, cala a boca!
– Andrew, traga a minha arma.
– Arma? Por que nos matar? Deixe-nos em paz.
– Shhhh. Você está muito alterada, morena.
– Meu namorado está me ligando. – Dizia Laurence.
– Não está não... – Harry, um dos rapazes, estava com o celular de Laurence na mão. Ele havia apanhado de seu bolso.
– Nós só queremos ir embora. – Avril implorou.
– Está vendo essa arma? Dê um beijo nela.
– Não!
– Anda logo, loirinha. Eu tenho pressa. – Harry bateu em Avril, e ela beijou a arma, chorando desesperadamente.
– Sugue a arma.
– O quê?
– Chupe a arma, loira. Será que só assim para eu falar na sua língua?
– Por favor, deixe-nos em paz. – Laurence chorou.
– Não posso... Vocês são muito gostosas, e está nos provocando. Agora você vai sugar essa arma. – O rapaz enfiou a arma na boca de Avril à força, e realizava certos movimentos, fazendo Lavigne sugar a arma.
– Isso... Delícia. – Os rapazes riram.
– Matthew, tira a roupa da morena e transe com ela, faça o seu show.
– O quê? – Laurence se desesperou.
– Eu... Eu não quero, Andrew. – Respondeu Matthew. – E ela também não quer.
– Seu virgem! Olha, se você não quiser, nós vamos cortá-la da cabeça até... Aqui. – Dizia Andrew, que estava com uma faca afiadíssima nas mãos. Apontou para as partes íntimas de Laurence, ameaçando cortá-la.
– Está bem, eu vou. – Matthew estava sem escolha. Ou transava com Laurence, ou ela morria.
– Não! – Avril gritou, tentando salvar a amiga, mas Harry a empurrou e a amarrou na cadeira.
– Abaixa essas calças. – Andrew abaixou as calças de Laurence.
– Matthew, você ainda não está ‘’preparado’’? Seu murcho!
– Calma, perdoe o carinha. É que ela não o atiçou totalmente. – Dizia Harry. – Dance pra ele!
– Não quero.
Andrew agarrou-a pelo braço e puxou o seu cabelo com a outra mão.
– Vai dançar agora! Aqui quem manda somos nós, gatinhas só obedecem.
Laurence não teve escolha, e iniciou a dança, semi-nua. Os rapazes batiam em seu traseiro, e Laurence se desesperava ainda mais, chorando. Avril, que estava assistindo, tentava se soltar, mas Harry havia a amarrado muito forte, então ela começou a chorar e se desesperar também.
– Laurence! – Avril soluçava de tanto chorar.
– Cala a boca. – Harry colocou um pano na boca de Avril, e segurava fortemente.
– Matthew já está pronto. Agora pode pegar essa morena. Gostosinha, não é? – Andrew abaixou a roupa íntima de Laurence, e a deitou no chão, segurando os seus dois braços para impedir que ela evitasse o ato.
Matthew se aproximou, mesmo não querendo machucá-la. Mas só estava fazendo isso para o bem de Laurence, pois não queria vê-la morta. Então, Matthew penetrou em Laurence, fazendo-a gritar muito.
– NÃO, NÃO, NÃO! SOLTEM-NA! – Avril implorava.
– Geme, Matthew, geme. – Andrew filmava.
Matthew gemia e acariciava as pernas de Laurence. Ela não entendia porquê estava sendo vítima de um estupro.
– Harry, desamarre a loirinha. Agora é sua vez. Pegue ela de jeito. – Ordenou John, o outro rapaz.
– Avril? Não, ela não, por favor.
Harry desamarrou Avril e tirou toda a sua roupa, deixando-a completamente nua. Agarrou-a por trás e deixou vários beijos em seu pescoço.
– Muito gostosa você.
– O que você quer? Deixe-nos ir embora.
– Depois que eu usar você. – Harry abriu o zíper de sua calça e abaixou-a, penetrando em Avril, que já estava no chão. Ele fazia movimentos bruscos, o que estava machucando-a.
– Isso. Mais força. – Gritava Andrew.
– Avril! – Laurence chorava.
Avril deu um chute na boca de Harry, e Laurence acertava um golpe nos outros. Ambas pegaram suas roupas e fugiram, enquanto os rapazes estavam caídos no chão. Vestiram as suas roupas e, na metade do caminho, avistaram um xerife.
– Moças, calma.
– Que bom encontrar o senhor aqui. Nós fomos procurar um posto de gasolina, pois precisávamos ir ao banheiro, e cinco caras nos raptaram e nos estupraram. Estamos feridas. – Avril dizia assustada.
– Ok, eu sei quem são. Vamos para lá agora.
Avril, Laurence e o xerife voltaram até a cabana.
– Primeiro preciso revistá-las.
A primeira a ser revistada foi Laurence. O xerife passava a mão por todo o seu corpo, e ao chegar na parte traseira, ele apertou.
– O que é isso? – Laurence virou-se, apavorada.
A próxima foi Avril. Ele fez a mesma coisa com ela, mas ao apalpá-la, ele sussurrou em seu ouvido:
– Você é uma delícia.
– Que história é essa?
– Acharam que iam se livrar de nós? E se aproximou do xerife? – Harry ria.
– Como assim? – Laurence e Avril se olharam.
– Agora é a minha vez. – O xerife abaixou as calças de Avril, livrando-se também de sua roupa íntima. Deitou-a no chão de costas e, com as calças também abaixadas, pôs seu corpo em cima dela.
– Por trás é mais gostoso. – O xerife iniciou o seu ato, e Avril gritou de dor.
– Ai meu Deus! Socorro! – Laurence gritava na janela, mas Andrew a puxou pelo cabelo.
O xerife ficou quinze minutos em cima de Avril. Ao terminar, as meninas fugiram novamente. Os rapazes foram atrás.
– Corre! – Dizia Avril.
– Calma, eu estou machucada.
– E eu? Ele me pegou por trás. Mas nós precisamos sair daqui.
– Acho que eles ficaram para trás. – Laurence olhou para trás.
– Hum, vocês estão aqui.
Laurence e Avril pararam.
– Vocês estão com sede? Estão? Então bebam água. – Harry segurava a cabeça de Avril e Laurence, e as afogaram numa poça d’água. – Ainda estão com sede? Bebam mais. – Ele continuou.
Depois de elas terem sido afogadas, John aproximou-se de Laurence e abaixou as calças dela. Penetrou nela por trás, se movimentando violentamente. Laurence não estava agüentando de dor, mas Avril, ao ver a amiga sendo estuprada daquela maneira, pegou um galho de árvore forte e acertou a cabeça de John. As duas saíram correndo.
– Avril, onde está seu celular?
– Aqui.
– Liga para o Pierre, ou qualquer um que você tiver o número.
[Ligação: ON]
– Avril, onde você está, pelo amor de Deus? – Pierre estava preocupado.
– Nós fomos raptadas e estupradas.
– O quê?
– Vem nos tirar desse inferno, por favor.
– Claro. O taxista está aqui do nosso lado, e nós vamos buscá-las. Pode me dizer onde vocês estão?
– Estamos na East Great Falls.
– Está bem. Fica calma, toma cuidado para ninguém te ver e nos espere, estamos indo o mais rápido possível.
[Ligação: OFF]
– Estão vindo nos buscar.
– Graças a Deus.
Enquanto isso, na estrada...
– É ali, senhor. – Pierre mostrou uma placa que estava escrito ‘’Welcome to East Great Falls’’, e Avril e Laurence entraram no carro imediatamente.
– Foi horrível. Eu não quero passar por isso novamente. – Disse Laurence, enquanto deitava no peito de Sébastien, ainda paralisada.
– Calma. Vamos ao aeroporto... Vocês acham que ainda estão em condições para ver o nosso show?
– Sim, nós vamos. Não queremos que vocês acabem com um sonho por nossa causa. Nós vamos sim, vamos esquecer o que aconteceu.
A banda seguiu até o aeroporto, fizeram o check-in e entraram no avião. Tudo ocorreu bem, exceto a violência sexual contra as meninas. Como será o show no Brasil?
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