Got My Heart In Your Hands

138 Tudo parece certo


Notas iniciais
Era pra ser maior esse capitulo,mas euzinha aqui cochilei de tarde uashuashaushauhs

Depois da festa, Hayley e Patrick foram para casa. Eles entraram e Pat foi até a cozinha, enquanto Hayley se sentou no sofá:

─ Você acha que eles já vão viajar?

─ Pierre me disse que queria esperar o Halloween pra fazer a viagem de lua de mel.

─ É, acho que é melhor. — Disse ela pegando o controle da TV.

─ A mãe do Pierre quer que ele fique, não sei o porquê.

...

─ Amor?

─ Oi Hayley.

─ Eu acho...

─ Você está bem? — Patrick foi até Hayley que estava no sofá ainda.

─ Eu acho que minha bolsa estourou.

─ Você quer dizer...

─ Que nosso filho vai nascer!

─ Mas você só está com 7 meses!

─ Patrick! Leva- me ao hospital!

─ Desculpa, vamos. — Pat levou Hayley até o carro cuidadosamente e pegou tudo o que ela precisava. Seguiu até o hospital e em quinze minutos Hayley já estava na sala de parto.

A situação de Hayley e do bebê eram graves, o risco de algum deles morrer era muito grande e, ainda, a criança era prematura.

“Dizem as escrituras sagradas: “Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer”. A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A “reverência pela vida” exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. ”

“Eu tenho medo de morrer. e alguém me diz: “quem não tem? ”. Olha, deve haver alguém nesse mundo que não tenha medo dessa coisa inevitável que é a morte, que é dada a surpresinhas. Mas esse alguém que não tem medo, não sou eu. Não estou preparada, acho que nunca, nunca estarei e nunca não é advérbio que acompanha o momento de partir. ”

[... ]

Duas horas depois na casa de Julie e Joel...

─ Amor, você está bem? — Joel perguntou.

─ Não, eu acho que preciso ir ao hospital.

─ O que você está sentindo?

─ Meu Deus! A minha bolsa estourou!

─ Vamos ao hospital rápido!

Joel chamou um táxi que chegou rapidamente e eles chegaram ao hospital. Julie foi levada e Joel foi para a sala de espera onde encontrou todos menos David e Pierre.

─ O que vocês estão fazendo aqui? — Disse ele confuso.

─ Hayley vai ter o bebê, mas o que você está fazendo aqui? — Perguntou Pat.

─ Julie também vai ter o bebê.

─ Sério? — Disse Avril com um sorriso de orelha a orelha.

─ Sim... Cadê o David e o Pierre? E por que vocês não chamaram a gente?

─ Não quisemos incomodar o casal, e Julie está grávida, não é bom se estressar, por isso não ligamos. — Disse Laura.

─ Tudo bem, eu entendo.

─ Você acabou de chegar? — Chuck perguntou para Joel.

─ Sim, e vocês estão aqui faz quanto tempo?

─ Mais de duas horas, estou preocupado. — Dizia Pat que andava de um lado para o outro nervoso.

─ Pat, desse jeito você vai estar desmaiado quando seu filho ou filha nascer. — Marie Lee disse colocando a mão na frente de Patrick.

─ Relaxa cara! — Jeff disse.

─ Olha quem fala, você também ficou assim quando as gêmeas nasceram. — Patrick disse.

“Quando se trata dos outros eu dou mais que apoio moral, eu tenho certeza que a pessoa vai se sair bem! Eu faço de tudo pra ajudar, pelos meus amigos e mesmo que não seja meu amigo. Se eu puder ajudar, ajudo!

Mas quando se trata de mim, quando o lance é pessoal, quando é comigo… eu fico pensando tanto tempo que vou errar que eu acabo errando, esses pensamentos que gritam o tempo todo, que me deixam nervosa e faz com que eu acelere as coisas… esses pensamentos eu queria saber o antídoto, pra fazer com que eles me deixassem relaxar e viver o momento. Claro nem sempre é assim, mas quando sei que eu vou ser o foco… algo dentro de mim grita e me deixa angustiada, e ai vem aquele velho ciclo, quando se trata de mim “é um bicho de sete cabeças”, quando se trata dos outros nem é bicho de sete cabeças, é um dragão, mas eu vou com uma lança pra destroçá-lo! ”

O médico chegou e foi em direção a Patrick.

─ O bebê vai nascer, você quer ver o parto?

─ Mas é claro doutor, vamos. — Eles foram andando e Joel aproveitou para perguntar ao médico sobre Julie.

─ Doutor, você sabe da situação de Julie Desrosiers? Ela vai ter o bebê também.

─ Ah sim, ela está na sala do lado, vou fazer o parto também. É seu filho?

─ Sim, doutor.

─ Provavelmente depois do parto do filho do Sr. Langlois, o seu bebê vai chegar Sr...

─ Madden.

─ Madden.

─ Obrigado doutor.

─ Logo, logo uma enfermeira vai vir chamá-lo, vocês esperem aqui que logo poderão ver o bebê.

Pat e o médico foram para a sala de parto onde Hayley se encontrava. Os outros ficaram na sala de espera, e o celular de Chuck começou a tocar:

─ Você não desligou isso? — Avril perguntou brava.

- Desculpa gente, eu esqueci. — Ele verificou quem estava ligando. ─ É o Pierre, vou atender.

─ Alô.

─ Hey cara, vocês tão bem?

─ Sim, por quê?

─ Vi na TV que vocês entraram no hospital e como só você atendeu...

─ Nossa! Já sabem?

─ O que aconteceu?

─ Hayley e Julie vão ter os bebês.

Chuck ouviu Pierre comunicar a David do outro lado da linha e logo depois um grito de Desrosiers pegando o telefone.

─ Como assim meu sobrinho vai nascer e ninguém me avisa nada?

─ A gente não queria atrapalhar vocês.

─ Ah, mas devia ter atrapalhado. Estamos indo pra aí!

─ Ok David, até daqui a pouco.

─ Até.

[...]

Uma hora se passou... Finalmente David e Pierre chegaram.

─ Até que enfim! — Disse Seb.

─ Foi mal gente. — Disse David ficando com a face corada.

─ Estavam fazendo o que pra demorar tanto assim? — Jeff fez uma cara maliciosa.

─ Nós estávamos nos arrumando, mas daí... Ah, você sabe! — Pierre respondeu.

─ Safadinhos! — Disse Patrick vindo todo sorridente:

─ Patrick estrela! E aí? — Pierre perguntou animado.

─ Querem ver o novo Langlois?

─ Yeah! — Disseram todos num uníssono.

Depois de verem o bebê de Hayley que era um menino, o de Julie nasceu, era uma menina.

“Acho tão bonito casais que duram. Não importa o tempo, o que vale é a intensidade. Querer estar junto vale muito mais do que estar junto há 20 e tantos anos só por comodidade. Sei que estou falando obviedades, mas hoje vi um casal de velhinhos na rua. Acho que o amor, quando é amor, tem lá suas dores bonitas. A gente vê uma cena e o coração fica emocionado. Nos dias de hoje, com tanta tecnologia, com tanta correria, com tanta falta de tempo, com tanto olho no próprio umbigo e nos próprios problemas, com tanta disputa pelo poder, pelo dinheiro, por ter mais e mais, sei lá, acho bonito ver um casal de velhinhos na rua. A mão, enrugadinha, segura a outra mão. A outra mão, por sua vez, segura uma bengala. Falta equilíbrio, sobra experiência. Falta a juventude, sobra história para contar. Falta uma pele lisa, sobram marcas de expressão que contam segredos. Envelhecer não é feio. Em tempos de botox, a gente devia olhar um pouco para dentro. De si. Do outro. Do amor. ”

Everytime — Simple Plan

Notas finais
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