Got My Heart In Your Hands

33 Pra sempre te amarei


– Gosta disso? – Pierre mordeu a orelha de David.

– A orelha já é covardia, né. – David arrepiou-se todo.

Pierre riu e jogou David na cama. O clima já havia esquentado demais, e ele não conseguia esconder o volume que se formava em sua boxer. Assim que Desrosiers caiu na cama, Bouvier mordeu o lábio inferior, após ser puxado por David, para que assim, seus corpos ficassem colados. Pierre não pensou duas vezes e fez o que Desrosiers pediu, colocando seu corpo por cima dele e selando os lábios de David demoradamente.

– Você não vai tirar essa roupa? – David fitava Pierre.

– O quê? Você é cachorro, hein...

– Só se for filhote.

– Ai ai ai. E eu sou um Pitbull?

– Por que não? – David riu e levantou a camisa de Pierre, mas ele não queria levantar os braços. Queria fazer joguinho. – Levanta os braços, Pierre.

– Não.

– Levanta, por favor.

– Não.

– Então eu vou rasgar a sua camisa.

– Ui, me gusta. Faça o que quiser, hoje eu sou seu.

David tentou rasgar a camisa de Pierre, mas não conseguiu.

– Que tecido é esse, meu Deus? Parece cótton.

– Está difícil?

– Muito, não vou conseguir rasgá-lo.

– Ok, você venceu. – Pierre levantou os braços.

– Obrigado. – David finalmente conseguiu se livrar da camisa de Bouvier, e após retirar, jogou a mesma ao chão, indo agora para as calças dele. Abriu o zíper e o botão da calça, puxando-a para baixo assim que Pierre ficou de joelhos sobre a cama. Bouvier fez o mesmo com Desrosiers, e por fim, a boxer. Em seguida, os dois se deitaram. David em baixo, Pierre em cima.

– Caramba!

– O quê? – Perguntou Pierre.

– Nada, continua. – David já estava com a respiração ofegante.

Desrosiers gemia com os movimentos que Bouvier fazia enquanto penetrava em seu corpo. Ele não estava pegando leve, ao contrário, o sexo estava sendo selvagem, com direito a alguns tapas. Mas, pelo azar dos dois, alguém bateu na porta. Pierre se assustou e caiu da cama.

– Pierre! – David olhava Pierre no chão.

– Ai, quebrei minhas costas.

– Que exagero. Mas ok, você pediu alguma coisa?

– Não. Devem ser um dos meninos voltando. Vou abrir a porta.

– Pierre, acorda, coloca uma roupa primeiro.

– E você também, né.

Os dois colocaram uma roupa imediatamente.

– Ferrou tudo!

– Por quê?

– Pierre, olha o seu membro.

– Como farei pra disfarçar isso aqui?

David ria sem parar.

– David, é sério.

– Está super... Levantado.

– É... – Mas o seu também está. Quero ver como vamos disfarçar isso aqui.

– Coloca o hobbie, enquanto eu fico sentado aqui com a almofada.

– Se adiantar, tudo bem, né David.

Pierre abriu a porta. Não era ninguém. Algum pivete bateu na porta só para irritá-los.

– Ah, eu não acredito que tiveram coragem de nos interromper e fazer gracinha.

– Nossa, que sacanagem.

– Ok... Vamos continuar?

– Sim.

Os dois tiraram a roupa novamente e continuaram. O ato durou horas e horas, e quando terminou, foram para o banho. Mas não foram juntos, cada um em um banheiro individual. Incrivelmente, saíram do banheiro na mesma hora, deram o último selinho e foram ao encontro dos amigos.

– Oi, gente! – Disse Pierre, sentando-se na cadeira. David sentou logo em seguida.

– Que bom que todos estão aqui. Eu preciso contar uma coisa.

– Pode falar, Laurence. – Chuck colocou suas mãos na mesa.

– Vocês vão ser titios. – Laurence abriu um largo sorriso.

– Como é? – Patrick não acreditou.

– Sim, o Sébastien vai ser papai. Estou grávida!

Todos se levantaram para abraçar Laurence.

– Parabéns.

– Obrigada, Joel. Estou tão feliz.

– Eu sabia que o Sébastien havia trans... Ai. – David beliscou Pierre. Ele ia falar uma besteira. – É, parabéns.

– Obrigada, Pierre.

– David, toma cuidado com esses beliscões. Você é magrelo, mas tem mão forte.

– Você tem que controlar essa tua língua de trapo.

– Poxa. – Pierre fez um enorme bico.

– Ah, desculpa, vai. Não resisto a isso. – David abraçou Pierre.

Laura estava feliz com a gravidez de Laurence. Jeff também. Os dois não paravam de se olhar, e então Jeff decidiu convidá-la para um passeio na praia. Laura aceitou e foram conversando no caminho.

– Então, Laura, me fala mais sobre você.

– Bom, eu sou bastante tímida, porém alegre. Gosto de dar risadas e fazer novos amigos. Ah, eu não tenho muito que falar de mim.

– Você tem irmãos?

– Tenho uma irmã, mas eu não a vejo desde que ela tinha 2 anos. – Laura começou a chorar.

– Não, não fica assim. – Jeff a abraçou. – Você vai reencontrá-la. Talvez ela esteja bem próxima a você.

– O meu colar tem a foto dela. – Laura tirou o colar de seu pescoço.

O colar de Laura era um coração de ouro, que quando abria, a foto de sua irmã estava lá, em tamanho grande.

– Que linda a sua irmã. Parece você.

– Ah, que isso.

Laura, que estava segurando o colar, deixou cair de suas mãos. Sem perceber, continuou a sua caminhada.

Minutos depois...

– Que praia maravilhosa. – David ficou encantado.

– Praia sempre é maravilhosa. – Completou Laurence.

Ao decorrer da caminhada, Laurence encontrou o colar de Laura no chão, mas ninguém sabia de quem era. Laurence viu sua foto no colar, e achou estranho, pois o colar não era seu. Quem havia colocado uma foto dela no colar?

– Gente, essa sou eu.

– Que bonitinha. – Pierre olhava o colar.

– Mas o colar não é meu.

– Ué, e de quem será então? – Perguntou Sébastien.

– Não sei. De alguma pessoa que me conhece muito. Eu tenho uma irmã que não a vejo desde que eu tinha dois anos, essa foto foi a última vez que a vi.

– E por quê, Laurence?

– Ah, Avril... Eu não sei direito sobre a história.

Ao voltarem para o hotel, instantes depois, lá estava Laura, desesperada procurando o seu colar.

–Alguém viu o meu colar?

– Como ele é? – Indagou Laurence.

– Um coração de ouro. Abrindo-o tem a foto da minha irmã, que não a vejo desde que ela tinha dois anos de idade.

– Espera, você disse irmã?

– Sim. – Laura ficou assustada.

– Como ela é?

– Bom, ela tinha cabelos castanhos que nem o seu, uma pele linda, sapeca, gordinha... Hoje ela já deve ter a sua idade.

– Me fala mais sobre ela. Vocês brincavam muito?

– Brincávamos.

– Laura...

– O quê, Laurence?

– Eu não consigo acreditar que é você.

– Eu o quê?

– A irmã que eu tanto procurei. Eu achei esse colar, e nessa foto sou eu.

– Laurence? Você é minha irmã?

– Sim.

– Ah, que felicidade.

As duas se abraçaram. Finalmente se reencontraram após muitos anos. Estavam muito contentes e ficaram matando as saudades até de madrugada.