Got My Heart In Your Hands
121 Decisão repentina
Notas iniciais
Bom, pessoal... Eu odeio ter que pedir as coisas, mas é que ultimamente eu estou sentindo que muitos leitores estão se afastando de nós. Por que eu estou dizendo isso? Porque não recebemos mais reviews. Já postamos dois capítulos, e não recebemos comentários em nenhum deles. É chato ter que falar isso, mas nós gostamos de reconhecimento, não basta só ler, pois é muito ruim você se esforçar e ninguém reconhecer o seu trabalho. Portanto, eu gostaria de ver novamente os meus leitores lindos aqui deixando as reviews mais fofas e mais carinhosas que eu já vi na vida. Muitos autores desistem de prosseguir com a fic por causa dos poucos comentários, e nós não queremos ter que fazer isso pela falta de reconhecimento. Se deixarem apenas um ''gostei'', já está ótimo. Só queremos mesmo ser reconhecidas, porque nós nos esforçamos para dar o melhor para vocês, e para garantir uma diversão e uma emoção em cada capítulo postado, e vocês não imaginam o trabalho que dá para deixar tudo bonito para atrair vocês leitores. Mandem reviews, por favor. Não nos abandonem, gente. Estamos muito tristes com isso, ninguém era assim. Espero que isso mude logo, pois queremos vocês de volta e nunca perder ninguém. Beijos da Betina.
Part one
Hayley estava nas mãos de Marcela, não havia escapatória. Implorava para que ela lhe soltasse, até que finalmente chegou a polícia. Hayley deu o seu depoimento, mas Marcela negava, o que fez a polícia desconfiar, mas por fim, a deixou livre, enquanto Marcela foi para o seu canto. Que bom que tudo havia se acabado — por enquanto. -
Depois que o pesadelo acabou, Hayley foi até a sua casa. Girou a chave e a maçaneta da porta, adentrando a casa e vendo Patrick no sofá, que se preocupou bastante ao vê-la ensangüentada por causa da masturbação e de algumas tentativas de asfixia.
─ Hayley, o que aconteceu? — Perguntou Patrick muito aflito.
─ Não aconteceu nada, Patrick. — Hayley respondeu, sem intenções de preocupá-lo.
─ Como assim nada? Você está toda machucada. — Ela realmente estava machucada, com alguns cortes no rosto e hematomas pelo corpo.
─ Está bem... Eu fui seqüestrada por uma mulher e ela me masturbou. Aquela nojenta!
─ O QUÊ?! — Gritou Patrick. ─ Eu vou matar essa moça.
─ Patrick, por favor, não faça isso. Ela é perigosa.
─ Mas olha o que ela fez com você.
─ Deixa a polícia resolver isso, não faça essas coisas com as suas próprias mãos, pois não quero vê-lo na cadeia. Deixe as coisas como estão. Agora eu vou tomar um banho. — Hayley foi se afastando.
─ Espera... Você chega de surpresa e nem vem me dar um beijo?
─ Eu estou muito cansada.
─ Vai me recusar um beijo, vai? — Ele fez uma cara de neném.
─ Claro que não, seu bobo. Até porque é difícil resistir a essa carinha. — Os dois se beijaram intensamente.
Logo que cessaram o beijo, Hayley foi até o quarto e tirou a roupa, entrando na suíte para tomar banho. A banheira estava ficando vermelha de sangue, e sua região íntima também estava sangrando um pouco.
Chorou ao abrir o chuveiro, pensando em seu bebê, e como Patrick havia descoberto tudo, já que ela estava escondendo.
“Algum dos meus amigos devem ter contado a Patrick. Bom, deixa. Afinal, eu corro riscos de perder o bebê e ele precisava saber disso a qualquer momento”, disse ela em voz baixa e com a cabeça encostada na parede, enquanto a água escorria por todo o seu corpo.
Começou a chorar ao pensar na possibilidade de perder o bebê, mas lembrou-se também que Patrick sempre estaria ao lado dela, e que jamais a desamparia, o que fez a ruiva sorrir, para ver se assim, continha as lágrimas que caíam sem parar.
Saiu do box despida e apanhou a toalha pendurada na mesma, colocando ao redor de seu corpo e saindo dali. Pegou uma blusa preta de caveiras e uma calça vermelha. Em seguida, pegou o secador e começou a secar o cabelo.
Seu rosto estava abatido e cansado, e seus olhos estavam fundos, como de alguém que não havia dormido há muito tempo. Bebeu o copo de água que estava sobre o criado-mudo e abandonou o copo no mesmo lugar.
Deitou na cama, por estar cansada, mas logo teve que levantar, pois estava sentindo enjôos. Desde que Hayley caiu da escada, as dores na barriga se intensificavam.
Vomitou tudo o que tinha que vomitar na pia do banheiro. Além de vomitar o que ela havia ingerido no café, também vomitou sangue.
Debruçou na pia e começou a chorar, chorar e chorar... Até quando uma menina tão bonita ia se acabar de chorar dessa maneira?
Part two
Estava escuro lá fora. Escuro de verdade, uma madrugada terrível. Não havia lua e muito menos estrelas, somente uma escuridão densa que os postes acesos tentavam amenizar. A neve caía pela janela; milhões delas, juntas e rápidas, se amontoando em cima das calçadas, dos telhados e dos hidrantes. O termômetro do quarto de Pierre e David estava indicando dez graus abaixo de zero, o que era de dar arrepios.
Pierre estava observando a neve cair pela janela, e virou a poltrona de couro de costas para a lareira para poder olhar a neve lá fora, mas o fogo ainda lhe alcançava e lhe aquecia. Ele tinha um cobertor ao redor dos ombros e uma garrafa de vinho nas mãos que, pouco a pouco, se esvaziava. Estava tentando se embebedar, mas, por alguma razão, não estava conseguindo. Talvez simplesmente não tivesse bebido o suficiente ainda, mas o fato era que ele não conseguia desviar o rumo dos seus pensamentos por nada no mundo, e aquilo estava começando a aborrecê-lo.
Ele estava sozinho em casa, não sabia o porquê, e estava ficando preocupado. Tentou tomar o vinho, mas Pierre era muito fraco para bebidas, e logo largou a garrafa sobre a mesa.
Por quatro vezes Pierre tentou dormir, como se a cama o chamasse de volta, mas tinha desistido quando o relógio marcou uma hora da manhã. Agora eram três e Pierre ainda estava ali, mesmo que tivesse prometido a si mesmo que só demoraria alguns minutos. Mentira, ele sabia que levaria muito mais tempo para esquecer o sonho que o acordara ou, pelo menos, para superá-lo.
Ele havia sonhado que David havia encontrado outra pessoa em sua vida. Será que esse sonho se tornou realidade? David não estava lá. O que Pierre viu durante o sonho foi assustador.
Ele já estava sentindo falta dos lábios de David tocando os dele. Aonde foi que ele se meteu? Talvez aquela coisa entre eles tivesse, enfim, acabado de vez. Pierre se lembrava do último beijo entre os dois, mas, por Deus, aquilo já fazia muito tempo. Muito tempo para quem precisava disso o tempo todo.
Ele estava malditamente triste. Melancólico, até. Não demorava a começar a chorar. E ao som desse pensamento, ele sorriu de um jeito a debochar dele próprio.
Apanhou a garrafa que ele havia deixado antes sobre a mesa e começou a girar, antes de abrir. Já havia uma taça ali por perto, e então ele encheu de vinho na mesma e bebeu. Um gole, dois goles, três goles... Ainda não estava tão zonzo, e a garrafa se esvaziava cada vez mais. Alguma coisa estava a acontecer, David não iria se afastar à toa.
Em breve Pierre superaria tudo isso... Será? Ele não podia deixar que noites como aquela se repetissem, ele não podia simplesmente acordar no meio da noite e ficar devaneando sobre relacionamentos passados…
De repente, alguma coisa se iluminou além da lareira. Pierre olhou para o lado, para onde o celular tinha vibrado, no silencioso, sobre a mesinha de madeira. Ele pousou a garrafa para pegar o telefone com a mão fria depois de se recuperar do breve susto.
Mensagem de texto as três e quarenta e dois da manhã, quem poderia…?
O nome que piscou na tela fez seus batimentos cardíacos acelerarem ligeiramente. David escreveu:
Pierre, eu só queria lhe dizer que arrumei outra pessoa. Espero que fique bem, e que viva a sua vida longe de mim.
“O quê?!” Exaltou ele, irritado com a mensagem. Ele quis abrir a janela, pular para a nevasca lá fora e correr atrás de David, pois queria entender melhor essa história toda.
Os pensamentos que outrora vagavam até David, lembrando de quando os dois simplesmente deitavam no tapete felpudo da sua sala de televisão e comiam uma pizza ou qualquer outra coisa gordurosa enquanto assistiam e comentavam um filme de comédia, como muitas vezes já tinham feito. Ele queria abraçar David e dizer que não queria que nada daquilo tivesse acontecido. As brigas, a distância que eventualmente se colocou entre eles… Nada. Ele queria que as coisas ainda fossem como antes. Queria ao menos ligar para dizer que estava pensando nele, que esteve pensando a noite inteira, sem cessar. E que provavelmente continuaria a pensar até o seu último dia de vida, aliás. Queria ligar para perguntar o que havia acontecido.
Mas enquanto tentava decidir sobre o que fazer exatamente, em como iria responder àquela SMS, ele foi ver como estava Melanie e Lennon. Sim, Melanie estava morando com eles. Ela gostava muito do Pierre, e não queria ficar afastada dele.
Melanie estava encolhida sob o pijama de inverno, os pés calçados com pantufas muito próximos um do outro. Seus olhos escuros estavam inchados de sono e quase fechados, e seus cabelos negros estavam um pouco desajeitados.
─ Tio, você não vai dormir? — Perguntou Melanie com voz rouca e cansada.
Pierre escondeu o celular no bolso.
─ Claro, meu anjo. Só mais um minuto.
─ São quase quatro horas da manhã, tio.
─ Eu já estou indo, prometo. Mas e você, princesa? Por que está acordada? — Ele disse pegando a pequena e fazendo-a sentar-se em seu colo.
─ É que... — Ela deu de ombros e fez uma expressão carrancuda, como se não visse motivos para Pierre ficar ali, sentado sozinho e no escuro, vendo a neve cair à noite toda. ─ Eu estou sentindo falta do David.
Pierre suspirou fundo antes de responder.
─ Eu também, meu anjo... Eu também. Mas não vamos ficar assim. Vamos brincar de alguma coisa.
─ Eu quero que você conte histórias para mim, até eu pegar no sono novamente.
─ Você não quer escutar músicas, meu amor?
─ Só se for Simple Plan.
─ Você gosta de Simple Plan? — Pierre ficou encantado em saber que uma menina de pouca idade como Melanie, cerca de uns sete anos, gostava de Simple Plan.
─ Eu amo, tio. Ouço antes de dormir, pra poder pegar no solo tranquilamente.
─ Gosta das minhas músicas?
─ Gosto, tio. Fala de sentimentos, eu gosto disso.
─ Você é muito espertinha, sabia?
Ela deu um risinho sem graça e ligou o rádio, colocando Welcome To My Life para tocar. Melanie começou a cantarolar a música, no ritmo certo, no tempo certo, e com a letra certa. Pierre sorriu feito bobo ao ver uma menina tão nova cantando perfeitamente. Que meiga! Ele não se conteve e começou a cantar junto.
Enquanto isso, David, que estava afastado da casa, havia sido raptado por Nemours. Sim, o fantasma voltou para assombrar a vida deles.
─ O que você quer de mim? — Indagou David apavorado.
─ Eu não quero nada de você. Apenas quero que fique afastado do Pierre.
─ Por que está me mandando fazer isso? Você sabe que eu amo o Pierre, e ter mandado aquela mensagem me deu um aperto no coração.
─ Você fez um ótimo trabalho.
─ Nemours, por favor, por que insiste em nos atormentar? Você está morto e enterrado.
─ Mas meu espírito pode aparecer para você. Liga para o Pierre, coloca no viva-voz e fala que está com outra pessoa, ou qualquer coisa do gênero.
David suspirou fundo, apenas para conter as lágrimas que estavam quase caindo, e enquanto Melanie já estava adormecendo no sofá, Pierre a cobriu com um cobertor e a levou até o quartinho dela, com cuidado para não acordá-la.
─ Celular tocando. — Pierre observou o nome piscando na tela, e quando leu “David”, desligou.
(...)
─ Ele não me atende. — Falou David.
─ Liga outra vez. — Respondeu Nemours.
David ligou outra vez, mas Pierre recusou a chamada novamente.
(...)
─ Ele só desliga.
─ Continua ligando.
David tentou mais uma vez.
(...)
─ Vou ter que atender... Fala, David! — Pierre disse nervoso.
─ Eu só liguei para dizer que...
─ Que você arrumou uma pessoa melhor do que eu e que eu devo sumir da sua vida? — Pierre o interrompeu.
─ Basicamente isso, mas eu não quero que suma da minha vida, afinal, temos uma banda.
─ Parece que você não está se importando com isso.
─ Com a banda, eu estou.
─ E comigo e com a Lennon? Não se preocupa com os nossos sentimentos?
─ Pierre, por favor, nada de discurso barato.
─ Discurso barato? Eu estou sendo sincero. Eu te amo muito, volta pra mim.
David começou a chorar em silêncio.
─ Eu... Eu... Não posso, Pierre.
─ Por que não?
─ Não posso te explicar, é uma longa história.
─ Como você conheceu esse cara?
─ Eu não quero falar desse assunto.
─ Me fala agora, David!
─ Não, Pierre... Apenas cuide da Lennon.
─ A Melanie está sentindo a sua falta.
─ Manda um beijo pra ela, mas não vou voltar. Acabou tudo. Preciso ir embora com a pessoa que escolhi para ser minha.
Ele desligou o telefone.
Eu guardei muitas dores, essa é a verdade. Eu vi você ir embora e tive que agüentar o vazio, mas guardei o que sentia… sempre foi assim, então eu arrumei uma nova maneira de lidar, comecei a afastar os pensamentos ruins. Dói menos, acredite… não pára de doer pra sempre, mas me deixa mais confortável. Eu guardei tanto isso tudo, que acabei canalizando toda a tristeza, transformando-a em raiva, em angústia, em uma mágoa impossível de ser destruída. Então não me olhe e diga que eu sou forte. Forte não é a palavra certa, eu sempre quis ser mais que isso… e sempre cheguei perto de ser. Eu tentei parar de pensar em tudo, passei dias treinando meu próprio cérebro pra deixar tudo pra trás. Não significa que consegui, mas eu superei… precisei aceitar. Você sabe que eu sempre fui bruta, toda complicada. E isso tudo me deixou pior. Todos os dias antes de dormir me pergunto se eu sou uma pessoa boa. Quais atitudes minhas provam isso? Não sei dizer. Mas aí me lembro que pequenos gestos me fazem ser um pouco boa, um pouco alegre, um pouco menos paranóica. Eu dou ajuda a quem precisa, abraço que está por perto, sou muito grata a quem sempre esteve comigo. Minha bondade é essa, não posso ser melhor que isso, entende? Às vezes tenho a sensação que sou imutável. Minha bondade é resumida a essas pequenas coisas e o resto de mim é apenas ignorância, orgulho e ironia. Mas o que eu posso fazer? me diz… eu tentei ser uma pessoa melhor, eu juro que me esforcei pra fazer coisas boas, e não ganhei nada com isso. Talvez esse é o motivo pra ser quem sou hoje.
As pessoas passam pelas nossas vidas, nos machucam e vão embora, levando sonhos, levando a confiança, levando a atenção e toda a dedicação que tivemos durante tanto tempo. A cada despedida, a cada final de relacionamento, vai embora um pedaço de nós. O mais difícil é recomeçar, pois a pessoa que, provavelmente vai aparecer não tem culpa do seu passado, não tem culpa das suas frustrações, não sabe o quanto seu coração foi partido e o quanto de seu orgulho que de ti foi roubado. E o que poderia ser perfeito se transforma num pesadelo para quem não tem nada a ver, e que se apareceu na sua vida foi por força do destino que de alguma maneira é generoso contigo e quer te dar uma nova chance de ser feliz. Se tem uma coisa que aprendi com o tempo é que ninguém é igual a ninguém, cada um tem sua forma individual de ser, tem seus sonhos e que isso tem que ser respeitado. Jamais se aproxime de alguém para esquecer uma vida do passado, um amor do passado; se aproxime com a esperança de uma nova vida, de uma nova chance para a felicidade, uma nova chance de ser feliz. Não procure em ninguém uma pessoa que jamais irá voltar para sua vida, porque se te deixou é porque nunca foi seu, portanto valorize o que a vida te dá. Valorize a pessoa que está do seu lado; e se sua intenção não é ser feliz, não destrua os sonhos de quem não tem culpa nenhuma pelo seu fracasso.
Pierre caiu sobre seus joelhos e entrou em prantos. Ficou desesperado com tal ação de David. “Por que ele está assim?” Pensou ele em voz alta.
E enquanto Melanie adormecia no quartinho dela, Pierre, que ficou ao lado dela apenas a observando, tentava não pensar em David olhando ocasionalmente para o próprio celular, à espera de uma mensagem positiva que não chegaria.
Eu queria ser quem você ama, eu queria ter a sorte de ser quem você pensa todas as horas, deseja todos os dias, sonha todas as noites. Eu queria que o seu sentimento por mim fosse amor, eu juro que ia dar valor, eu ia te amar de volta, eu não iria me cansar de você… Eu iria agradecer todos os dias por ter seu amor, e iria pedir pra que Deus não te tirasse de mim tão cedo, por favor. Iria sorrir a cada sorriso teu, te beijar a todo instante. Tentaria te arrancar sorrisos todas as horas, e não deixaria nenhuma lagrima escorrer do seu rosto, só se fosse lagrimas de alegria, aí sim… eu até choraria contigo. Ah, eu só queria que fosse amor… Eu iria fazer todas as tuas vontades, eu iria sair contigo todos os finais de semana, eu iria andar de mãos dadas contigo na rua, eu iria te abraçar a todo instante, e iria falar ”eu te amo” até você cansar. Mas eu só queria que fosse amor… Queria sorrir teu sorriso, queria ser uma parte de ti, eu queria morar no seu coração. Eu queria ser ”aquela”, a pessoa especial pra ti, a pessoa que você deseja todos os minutos, eu queria iluminar o seu caminho, e queria ouvir da sua boca que eu tenho o sorriso mais lindo do mundo. Eu queria ser seu, eu queria me entregar pra você e eu só queria que fosse amor. Eu ia te encher de mimos, eu ia ficar feliz só por acordar e lembrar que eu sou aquele que você sempre quis, eu seria o menino mais feliz do mundo.
Fale com o autor