Got My Heart In Your Hands

175 Até que ponto isto pode chegar?


Notas iniciais
Tenho uma coisinha pra falar com vocês,bem,eu conversei com a Betina e a primeira temporada vai acabar dia 9,eu sei,era pra ser depois,mas eu vou pra casa da minha avó passar as férias e infelizmente é quase certeza que não vai ter internet.Ainda não decidimos quando voltamos com a segunda temporada,mas avisaremos pra vocês

David’s POV: On

Quem colocaria drogas na bebida do Pierre? Pensei que tudo estivesse bem, e agora isso, será que nós nunca vamos viver em paz? Queria ir pra um lugar onde todos nós fôssemos felizes, mas acho que nossa felicidade depende de nós mesmos.

Bem, acho que o que podemos fazer é passar por isso, continuar fortes e não desistir, um dia tudo vai dar certo.

– David? — Jonathan perguntou.

– Oi.

– Você não quer comer alguma coisa? Eu fico aqui com ele.

Olhei para Pierre que dormia tranquilamente se recuperando do susto e depois senti meu estômago roncar, sim, eu estava morrendo de fome, não tinha saído de lado do Pierre.

– Está bem. — Eu disse saindo do quarto do hospital devagar.

Saí do quarto cambaleando, pois minhas pernas estavam dormentes, talvez porque eu fiquei sentado em uma cadeira desconfortável por muitas horas. Continuei andando, passei pela recepção e percebi que uma garota estava meio nervosa ao falar com o recepcionista.

– Mas você não entende, eu preciso vê-lo!

– Eu já disse, não dá.

– Onde é o quarto de Pierre Bouvier?

– Eu não posso dizer pra você, senhorita.

Nem liguei muito, com certeza era uma fã que descobriu que Pierre estava no hospital, apenas continuei andando na direção da cafeteria. Pedi um cappuccino e me sentei em uma das mesinhas. Fiquei observando as pessoas passando, todas preocupadas, médicos iam e vinham tomando mais café para ficarem acordados. Pedi a conta e fui para o quarto onde Pierre estava novamente.

– Voltei. — Eu disse fechando a porta com o pé.

– Já? — Jonathan perguntou.

– Sim, agora você pode ir.

– Está bem, eu só vou comer alguma coisa e ligar pra Carol.

– Ok.

Eu esperei ele sair e me sentei na cadeira, só que dessa vez mais perto de Pierre.

– Sabe, acho que nunca vamos ficar totalmente em paz, mas eu acho que se estivermos juntos, podemos passar por isso. — Eu sorri e segurei uma das mãos de Pierre que estava fria, coisa que quase nunca acontece, ele sempre é tão quentinho.

De repente, Pierre apertou minha mão, e eu sorri, ele devia estar cansado, então o deixei dormindo.

“Eu sei que eu sou uma pessoa cheia de erros e defeitos. Eu sei que eu sou complicada, cheia de nhé nhé nhé. Eu sei que eu sou teimosa, ciumenta e possessiva excessivamente. Eu sei que sou fria, grossa e insuportável. Eu sei que sou cheia de imperfeições e brigo por qualquer besteira. Eu sei que não demonstro quase nada, ou melhor, nada. Eu sei que quanto mais eu tento consertar tudo, eu acabo estrago mais ainda as coisas. Eu sei que eu sou fresca e boba. Eu sei que não digo que te amo todos os segundos da sua vida, eu sei que não digo, muitas vezes, quando sinto sua falta. Mas eu sinto, sinto tanto e não consigo demonstrar nada. Sinto tanto ciúmes e o que você não vê é que eu morro de medo de perder você. Sou possessiva além da conta, não suporto quem ameaça te tirar da minha vida, de mim. Pra mim o que é meu é meu e de mais ninguém. Sou capaz de fazer qualquer coisa pra te ver sorrindo. Sou complicada e muitas vezes não consigo desatar o nó que fiz. Sou dura de pedra, fria de congelar, desconfiada, ciumenta e possessiva pra deixar alguém louco. Mas a minha maior qualidade, ou defeito, seja amar demais, sem esperar em troca. Doar-me por inteira, mesmo que durem anos pra que isso aconteça. É mergulhar com a alma. É saber interpretar cada silêncio sem precisar pronunciar uma só palavra. É saber ler o olhar que nenhuma palavra seria capaz de expressar. É amar, amar por inteiro. Não gosto de meio termo. Ou sou sua ou não sou. Ou amo ou não amo. Ou fico ou vou embora. Eu posso ter mil e um defeitos. Mas ninguém poderia te amar do mesmo modo, ou até mais, do que eu te amo. Ninguém poderia ficar contigo até o fim. Ninguém saberia decifrar cada detalhe teu. Ninguém saberia ler os seus olhos ou o seu silencio. Ninguém sentiria tanto medo de te perder como eu. Ninguém, ninguém te amaria como eu. Então não me perde, mesmo com meus inúmeros defeitos e erros, não me perde. Porque ninguém seria capaz de ficar contigo até o fim, como eu irei ficar. ”

“E que não exista, que não exista outro cheiro, outra voz, outro riso, outro abraço, outro jeito, outra gargalhada. Que não exista outro olhar que te faça se sentir preso, outra risada boba que te arranque sorrisos bobos, outra voz que te derreta ao ouvi-la, outro abraço que te aconchegue, abrigue e o faça se sentir protegido, seguro. Outro jeito que te vicie, outro beijo que te atice, cause delírios e o provoque, outro cheiro que fique grudado na sua camisa ou que fique do lado direito da sua cama. Que não exista ninguém além de mim na sua vida. Que só exista meu riso, minha gargalhada, minha voz meio rouca maliciando algo no seu ouvido, meu cheiro, meu jeito, meu abraço. Que só exista o meu eu em você. ”

You and Me — Lifehouse

...

– David? — Senti alguém me cutucar.

– Oi, Pierre. — Eu disse ainda meio sonolento.

– O médico disse que eu já tenho alta, é só você ir assinar uns papéis na recepção.

– Que bom... Desculpa, acabei dormindo. Você está bem?

– Sim, me sinto bem melhor.

– Eu vou lá assinar os papéis, você fica bem sozinho?

– Sim, claro, vou trocar de roupa.

– Mas cadê o Jonathan que estava aqui?

– Ele foi pra casa, eu disse pra ele ir.

– Tudo bem, eu vou lá, fica bem aí!

– Ok, Desrosiers.

Eu ri da cara que Bouvier fez e saí do quarto em direção à recepção. Assinei os papéis e voltei ao quarto. No caminho esbarrei com uma garota, a mesma doida da recepção procurando por Pierre. Ela olhou pra mim assustada e saiu correndo. Levantei-me do chão e percebi que ela tinha deixado um envelope cair, tentei chamá-la, mas já estava longe demais.

Peguei o envelope do chão e achei estranho, não era apenas um papel, tinha alguma coisa dentro, alguma coisa que pesava, abri e fui conferir e era... Um tipo de pó, será que eram drogas?

Drogas? Espera, será que... Não, não pode ser, me lembrei que ela estava perto do quarto de Pierre e corri pra lá, quando cheguei ele estava segurando um copo e iria beber o que tinha dentro.

– Pierre, não bebe isso!

– Por quê?

– Acho que acabei de esbarrar com a garota que fez você ficar aqui.

Is This It — The Strokes