Gossip Witch - Marotos

2 Toda festa que se preze tem fofoca


Notas iniciais
Capítulo dedicado a Scarlett Black Potter e Little Athena Valdez. Leiam as notas finais, obrigada.

— Fiquei lendo o Semanário das Bruxas, a manhã toda no meu quarto, então não tive de tomar o café da manhã com eles — disse Marlene McKinnon a três de suas melhores amigas e colegas de quarto na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts: Lily Evans, Mary McDonald e Alice Fortescue. Ela estava se referindo a sua greve, que consistia em evitar a família, que começou no início do verão — Eu não acredito que ela só não me deixou viajar com vocês, mas como pediu para Twinky dar uma de "babá" o verão todo. Minha mãe me proibiu falar com vocês: "Você e o James se distanciaram tanto depois de Hogwarts, aproveite que está aqui e passem o verão juntos brincando de Snap Explosivo ou outra coisa do tipo". Tive que subornar minha elfa-doméstica para ligar pra você, ruiva. Eu não tinha a menor ideia de que Twinky sabia usar o telefome — Twinky era a elfa doméstica da família McKinnon.

— TE-LE-FO-NE. — corrigiu-lhe Lily Evans rapidamente.

— Você me entendeu, ruiva. — Marlene prendeu os cabelos compridos castanho-escuros por trás das orelhas e bebeu um gole do uísque de fogo do copo de cristal que tinha na mão. Já estava no segundo copo. — E como vão vocês? Suas vidas não podem estar pior.

Os olhares das meninas se dirigiram à Lily.

— Conte tudo. Não esqueça nenhum detalhe, ouviu bem, L? — Mary perguntou brincando.

Era óbvio que as quatro amigas já haviam lido na Gossip Witch sobre Lily.

— Bem, o nome dele é Severo Snape, é meu vizinho mestiço. Satisfeitas?

— Não! Queremos detalhes ... — disse Alice maliciosamente.

— Pálido, cabelo pretona altura do pescoço, olhos pretos também.

— L, desculpa falar assim tão na cara, mas qual a casa dele? — disse Marlene ansiosa.

Lily olhou pra baixo, arrependida, evitando contado visual.

Oh oh.

— Oh, meu deus ele é um professor, não é? — Mary chocou-se.

— Não, nada a ver... — a ruiva sorriu divertida com o entusiasmo das amigas — Ele é da Sonserina.

— UM SONSO, Lil! — as três exclamaram surpresas.

— Shiu! — a ruiva sussurrou.

Lily Evans estava nervosa. Talvez elas quisessem esquartejá-la como fizeram com a mocinha naquele filme que estava vendo antes de Petúnia mudar de canal. Talvez a queimassem em praça publica. Ou então jogariam tomates nela. Mas para a nossa (in)felicidade nada disso ocorreu.

— Que fofo! — disse Alice.

— Uma grifa e um sonso, é tão Romeu e Julieta... Awn! — Mary McDonald suspirou.

Marlene sorriu.

— Amor proibido, que lindo. Estou até emocionada — Marlene fingiu secar uma lágrima.

— Isso quer dizer que vocês não vão me queimar em praça pública!?

Marlene olhou para Mary, que olhou para Alice que olhou Lily, que encarou o chão. Elas começaram a rir.

— Então, MD como vai seu namoro? — questionou Lily, enrolando uma mecha de cabelo em seu dedo. — Vocês já...?

— O quê!? Não! Eu disse para vocês, quero esperar até meu aniversário.

As amigas a encararam com um olhar do tipo "Hmm... Sei..."

— É serio, gente! Vocês também não podem falar nada, suas... Suas... Suas virgenzinhas!

— Mas nós não temos namorados. — cantarolou a ruiva — E com nós a Lene não está incluída!

— Eu e James não namoramos! Somos apenas amigos!

— Com benefícios. — acrescentou A.

— Tá bom. Acreditem no que quiser. — Marlene virou-se de costas para as meninas e cruzou os braços.

Oh shit. Todos sabem que Marlene McKinnon tem pavio curto, e que quando se zanga com alguém é bem difícil de perdoar (e de bônus ainda cria apelidos constrangedores que pegam rápido. Duvida? Pergunte á Bombrillatrix Black.).

— Ei, MK, desculpa.

— Nós estávamos brincando, não tínhamos a intenção de te magoar.

— Você nos perdoa?

— Que diferença faz? É claro que perdoo vocês, suas vadias — Marlene tomou outro gole da bebida e abraçou suas amigas com um sorriso triste.

Para Marlene McKinnon ter que aturar sua ex-melhor amiga, Dorcas, a solução era beber, beber muito mesmo. Os pais de seus amigos achavam chique e elegante o fato dos filhos beberem e se comportassem como adultos não como babuínos bobocas balbuciando em bando, como diria a professora McGonnagal.

Todos os amigos da família McKinnon foram comemorar o início do ano letivo – onde os pais comemoram o início da vida sem filhos para fazer o que diabos eles quiserem e os filhos comemoram com tristeza o fim das férias: a família Black e seus filhos Sirius e Regulus; senhora Longbottom e seu filho Frank; o sr. McDonald e a sua filha Mary; Florence Fortescue e sua sobrinha, Alice; os pais de Remus e o próprio; a sra. Pettigrew e seu filho Peter; o sr. e a sra. Potter e o único filho, James. Até os pais de Dorcas Meadowes estavam lá. A filha? Bem, Marlene gostava de pensar que a filha estava lá naquele lugarzinho não muito bonito. Como Lily era nascida-trouxa, Madame Malkin, a mãe de Marlene que achava a ruivinha um excelente exemplo para sua filha seguir, convidou Lily para passar um dia em sua casa.

Além de compartilharem as iniciais, Marlene McKinnon e Mary McDonald compartilhavam o mesmo sentimento em relação a possível volta de Dorcas. A sensação que ela iria lhes tomar tudo de volta. Mas nenhuma das quatro amigas falava abertamente sobre isso com as outras, pelo fato de não saber se estavam felizes ou tristes pela volta da loira.

E foi nesse momento que Mary descobriu que estava pronta. Quando Dorcas chegasse, Mary não seria mais a virgenzinha cujo o namorado tem tesão por outra. Tomou outro gole do uísque de fogo. Ah, sim. Definitivamente, ela estava pronta. Mary andou confiante até Remus e sussurrou em seu ouvido e puxou Remus pela mão, em direção ao quarto de hospedes pois Marlene McKinnon ficaria uma fera se descobrisse que Mary perdeu sua virgindade em seu quarto.

— Aluado! Vamos conversar sobre como vamos receber os calouros? — Sirius sorriu maroto.

— Quando eu voltar? — Remus arriscou.

Se ele voltar. — Mary corrigiu-o e puxou-lhe para dentro do quarto.

— O que foi? — Remus perguntou rindo.

— Fiquei com vontade de fazer agora.

— Agora? Achei que você quisesse esperar.

— Mudei de ideia. — disse Mary.

Notas finais
E nos próximos capítulos: "— Pra você é Evans, Potter. — ela cruzou os braços emburrada. — Não. Evans-Potter só depois do casamento, mas se quiser usar meu nome já, eu não vou empedir." Reviews, please? Eu estou numa dúvida cruel: quantidade de palavras por capítulo. Quantas vocês querem?