Gossip Witch - Marotos
7 O que rima com golfinho?
Notas iniciais
Os nossos “queridinhos” desceram impecáveis do legendário Expresso Hogwarts, andaram de carruagem e passaram pelo salão principal e sentaram em suas respectivas mesas.
A professora Minerva McGonagall lia a lista com o nome dos primeiranistas, fazendo os McKinnon e seus amigos ficarem nervosos com a colocação do caçula.
Eles conversavam para passar o tempo, então se é escutado “McKinnon, Joseph” e o frio na barriga chega.
O chapéu seletor pensou, refletiu e raciocinou, por fim gritou como se fosse um grito de guerra (o que era para muitos):
— Grifinória!
Os grifanos nervosos agora eram grifanos barulhentos e agitados. Minerva lançou a eles um olhar assustador e eles pararam logo em seguida.
O Professor Albus Dumbledore começou a discursar logo após a escolha dos alunos novos.
— Bem-vindos à mais um ano memorável aqui na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. – os alunos aplaudiram entusiasmados – Quero dar as boas-vindas também a uma aluna excepcional que teremos a alegria de poder voltar a conviver com ela. É um prazer ter você de novo nessa escola. Uma salva de palmas para a senhorita Dorcas Meadowes!
Dorcas Meadowes se levantou, pois McGonagall fez um sinal com as mãos. Quando as palmas cederam, ela sentou-se novamente.
— Podem atacar a comida à vontade. – Dumbledore lhes informou.
Só que antes de comer aquele delicioso banquete com costeletas de carneiro, entrou um bando de corujas e cada uma carregando uma cartinha.
Gossip Witch
Advertência: todos os nomes verdadeiros de lugares, pessoas e fatos foram abreviados para proteger os inocentes. Quer dizer, eu.
oi, gente!
Flagra
D sendo convidada de última hora por ninguém menos do que MK!
S sendo desconvidado de última hora por ninguém menos do que MK!
J socando um carinha na pista. ♥ treta ♥
MD e R se agarrando a festa inteira. Vão para um motel! Se eu quisesse ver pornografia via o que o S fez com a B. Ah é.... Eu vi. Uma dica: rima com golfinho.
L saindo da festa com o vestido todo melado de cerveja e quando voltou, ainda mais diva, teve o prazer de presenciar J agredindo seu acompanhante. Ela fez bem tirando o ‘abigo’ de lá.
SUA CARTA
Vocês não fazem ideia a quantidade de cartas eu recebi antes, durante e depois da Festa Ambulante. Até a própria D me mandou uma! Só que essa vocês não vão poder ler... Agora essas aqui, vocês podem! Digam para Dumbledore que eu disse ‘oi’!
De: G. K. A.
P: O que diabos a D está fazendo aqui na festa?
R: Eu achei que isso estava óbvio! MK e D podem ter seus momentos de raiva, mas mesmo assim continuam amigas. Confuso, não? Mas é assim que as coisas são.
De: K. J. W.
P: Que briga foi aquela do J?
R: Então meus amiguinhos, parece que descobrimos a verdadeira identidade do garoto misterioso: SS! Não sei o que aconteceu antes mas deve ter envolvido a L. J deu um soco muito bem dado! Meus parabéns, J! Isto só deve ter aumentado o ódio da L por você, mas pelo que eu me lembro você não se importa com isso, não é mesmo?
De: P. U. T. A.
P: Como entro na elite? Tem que ser sangue-puro ou algo assim?
R: Hahaha No! Não se “entra” na elite (ainda mais com essas iniciais), você vai conquistando seu lugar no topo da pirâmide. Querida, se tivesse que ser sangue-puro acho que a L não estaria, né? A única coisa que você tem que ser é polêmica.
De: M. J. H.
P: O que faço para ficar com S?
R: Se você tiver peitos, ajuda. Bunda também.
De: J. H. W.
P: Como a B viriou vadia?
R: Acho que a sua pergunta está errada. A B ainda é virgem, meu amor! J. W., isso é recalque? Porque ela beijou S e você não?
De: G. G. W.
P: Eu sei quem você é! Gossip Witch é P!
R: Sério? O que houve com vocês, galera? Você quase acertou, só que não.
De: Sonso Revoltado
P: Por que a “elite” é toda da Grifinória. A Sonserina é muito melhor!
R: Quando alguém da Sonserina fizer algo empolgante como trair o namorado ou um ménage me avise.
De: U. Z. N.
P: Por que o S foi pra festa com a B se antes ele estava paquerando a MK?
R: Aff... Essas pessoas que não sabem nada sobre manipulação me enojam. Ele usou a B para poder entrar na festa, já que tinha sido desconvidado, meu amor!
De: Chudley C.
P: A está solteira?
R: Sim e não. Sim, ela está solteira. Não, ela não está disponível para você.
De: E. P. V.
P: A chegada da D causou muito... Se outra pessoa voltar vai causar assim também?
R: Provavelmente se ‘outra pessoa’ for um codinome para E. Se for você, eu aconselho aos alunos e funcionários de Hogwarts a ficar pre-pa-ra-dos.
De: Aluno Curioso
P: Gossip Witch, qual é a sua casa? Deve ser Grifinória para estar tão a par das informações.
R: Eu tenho informantes em cada uma das casas então não tente descobrir minha identidade porque não vai funcionar, seus filhos da mãe.
Você sabe que me ama,
Beijinhos,
Gossip Witch
A medida que cada um acabava sua leitura, a carta explodia deixando impossível para os educadores verem seu conteúdo.
Os estudantes de Hogwarts voltaram a comer como se nada tivesse acontecido. Mas o pessoal que era citado naquela carta meio que...perdeu a fome?
Mary MacDonald mal tocava em seu suco de abóbora.
James Potter estava revoltado pela maneira como atacava seu pobre pudim de arroz.
Alice Fortescue comeu apenas por educação, já que vomitaria no banheiro depois.
Remus Lupin estava nervoso, tinha a sensação de que precisava falar com Dorcas, mas as sós.
Dorcas Meadowes segurava a faca com tanta força, que dava para ver sua raiva de ser o centro das atenções.
Sirius Black estava tentando se desculpar com Marlene por.... Bem, ele, agora sóbrio, não sabia porquê.
Lily Evans se pegava olhando para a mesa da Sonserina para se certificar de que Severo estava bem.
Frank Longbotton era o mais feliz da mesa, pois não tinha visto nenhum ‘F’ naquela maldita carta, mas uma parte dele estava enciumada pois alguém queria saber se Alice estava solteira. A vontade dele era de gritar que não, que Alice era propriedade dele. Mas isso é muito grosseiro e tenho certeza que a senhora Longbotton não aprovaria nem um pouco.
Marlene McKinnon ignorava Sirius e as baboseiras que saiam da boca dele. Tinha que estar feliz por seu irmãozinho, não? Até isso Sirius Black mudou. No momento Marlene tinha pena do exemplo que Joseph seguiria naquela casa. Remus, se ela desse sorte; Sirius se desse azar. Mas por via das dúvidas ela torcia para que Joseph se inspira-se em James.
Peter não tinha nem tempo para pensar: a comida deliciosa de Hogwarts tomou toda sua atenção.
Dumbledore dispensou a escola e Lily e Remus levaram os alunos do primeiro ano até o salão comunal, por isso foram na frente. O resto do bando depois foi junto.
— Qual é a senha? – perguntou a mulher gorda.
— Fudeu! – disse Peter Pettigrew.
— LILY! MEU AMOR! ABRE A PORTA PRA GENTE VAI! – batucou James Potter na parede.
Os alunos do primeiro ano lá dentro riram.
— Não tem a senha, não pode entrar. — falou a gorda do quadro para desespero dos alunos.
— REMUS! É SÉRIO! – arriscou Mary MacDonald.
Enquanto alguns gritavam por Lily Evans e Remus Lupin, outros discutiam coisas mais importantes.
— Eu sinto muito, Lene!
— Sente por ter feito ou por ter sido pego?
— Para falar a verdade eu nem sei o que eu fiz!
— Ah é? Vamos, Sirius. Não se faça de tolo e inocente, não combina com você. O que rima com golfinho?
— Sei lá! Bonitinho? Azul Marinho? Docinho? Amiguinho?
— Então você não sabe mesmo do golfinho na carta da Gossip Bitch... – xingou Marlene incrédula.
— Sabe que eu não gosto desses jogos! O que houve na droga da festa na droga do Expresso Hogwarts?
— Eu não sou tuas negas, Black! Pergunta pro James!
— Senha incorreta. – avisou a senhora rechonchuda.
— PONTAS! ELA FALOU, PONTAS! RABICHO, VOCÊ TAMBÉM OUVIU ISSO?
Os amigos de Sirius não acreditaram no que saiu da boca de Marlene, que apenas ignorou eles.
— Lene, o que você acabou de dizer? – perguntou Alice esperançosa.
— Que eu não sou putinha do Sirius para manter ele a par das informações, porque essa é a função do James. – explicou Marlene McKinnon.
— Ei! – reclamou James Potter mas ninguém se importou.
— Não, não! A frase inteira! – desesperou-se Frank Longbotton.
— Eu não sou tuas negas, Black! – repetiu a morena e fez os três marotos sorrirem.
A passagem se abriu e eles deram de cara com Lily lendo um livro numa poltrona muito confortavelmente e Remus, pobre, Remus. Ele estava listando as futuras senhas para nenhum dos alunos ficar trancado do lado de fora.
— Vocês não ouviram os nossos gritos de agonia, não? – dramatizou Dorcas.
— Er... Não. – os dois responderam juntos.
— Sério? – James perguntou e os dois assentiram. – Lily, eu tenho uma notícia para lhe dar. – ele sentou-se ao lado dela.
Lily fechou o livro e prestou atenção em James.
— Enquanto estávamos lá fora, eu gritei por você várias vezes. Em uma delas eu te pedi em casamento, e você sabe o que dizem: quem cala, consente.
A ruiva, discretamente pegou uma almofada e começou a bater nele.
— Idiota!
Eles pararam de prestar atenção em James e Lily e começaram a interrogar Remus.
— Aluado... O que você está fazendo? – perguntou Sirius.
— Eu estou anotando as futuras senhas para nenhum aluno ficar trancado do lado de fora e oh...
— Pois é. – completou Peter.
— Rápido, Mary! Dá um tapa no Remus! – pediu Marlene.
— Por que eu?
— Vocês namoram então ele vai te perdoar! – explicou Marlene e empurrou Mary para Remus, que acabou caindo no colo dele e eles começaram a se beijar, ou se comer (se preferir).
— Já são 22:59, pelas barbas de Merlin! Cama, todo mundo! – Sargento Lily Evans ordenou e quase todos obedeceram. – Potter, você pode vir para o dormitório das garotas quando for uma.
— Sonhe comigo, Lily. – James desejou tentando ser educado o que só irritou mais ainda a ruiva.
— Então não será um sonho, e sim pesadelo. – retrucou a garota.
James riu.
— Boa noite, Lil.
Lily fechou a porta e deslizou nela com um sorriso bobo no rosto, que não passou despercebido pelas amigas que já estavam de pijama.
— Não, por favor. – ela se referiu o alhar que as outras tinham no rosto.
Como Marlene McKinnon é Marlene McKinnon, ela puxou o bando e elas começaram a cantar bem alto para que até as outras casas pudessem ouvir.
As meninas começaram cada uma a pular em suas camas e de uma cama para outra.
— A Lily tá diferente! Tá, tá diferente! Ela tá apaixonada! Tá apaixonada! Foi! Foi ele, sim! Foi o Potter que deixou ela assim!
Enquanto as amigas da onça (na opinião de Lily) cantavam, ela pegou seu travesseiro e jogou em Marlene que caiu rindo em sua própria cama.
— GUERRA DE TRAVESSEIRO! – gritou Alice.
Guerra de travesseiro é uma das coisas mais praticadas por garotas entre seis e vinte e nove anos. Consiste em pegar um travesseiro por garota e bater apenas em quem está armado.
As meninas batiam, riam e apanhavam uma das outras com as almofadas. Dorcas golpeava em Mary com o travesseiro da mesma enquanto Marlene e Lily travavam uma batalha sem fim com direito à ofensas amorosas. Alice? Saltitando nas camas alegremente.
— Cansei gente. – avisou Mary e Dorcas estendeu a mão para ajudá-la a se levantar.
Mary MacDonald pegou a mão de Dorcas, mas ao invés de levantar fez Dorcas cair e deitar a seu lado.
— É verdade, vamos parar: tem aula amanhã. – concordou Lily.
— Sem essa, Evans! Só porque eu estava ganhando.
— Como se ganha isso? – quis saber Alice e Dorcas prometeu que explicaria depois.
— Lene, já está tarde e.... – Lily tentou argumentar mas foi interrompida.
— Pó! Pó! Covarde! – Marlene imitou uma galinha, se não estivesse com sono, Lily teria rido, porém ela foi botar o seu pijama.
— Isso de covarde só funciona com você, Leninha. – lembrou Mary MacDonald.
Dorcas concordou.
— Aposto que se desafiarem, você, Lene, a beijar alguém e usassem essa técnica de covarde, você faria até sexo com a pessoa.
Marlene McKinnon sorriu em resposta e fez um sinal com o dedo indicador para elas ficarem caladas.
Garotos são extremamente atraídos quando se é dito o nome da guerra, pois em suas cabeças, “Guerra de Travesseiro” é algo praticado por várias garotas usando pijamas curtos.
— Saí, Almofadinhas! É minha vez agora! – ordenou James.
As garotas chegaram perto da porta. Alice Fortescue contou nos dedos 1, 2 e 3. A porta foi aberta e os dois meninos caíram no chão.
— Vocês têm um minuto para se explicarem, senão eu vou pensar numa tortura bem torturadora. – ameaçou Dorcas.
Os dois meninos não sabiam o que dizer.
— Potter... – exigiu Lily.
— Foi tudo ideia do Sirius! Ele que ouviu vocês falando em guerra de travesseiro.
— Que grande amigo você é, Pontas. – Sirius foi sarcástico. – Eu só estava preocupado com vocês. Ouvi a palavra guerra e fiquei preocupado com as loirinhas porque o RemAI, DORCAS! Qual é? A sua melhor amiga já me agrediu suficientemente hoje e você vai lá e puxa a mesma orelha que minha mãe e Lene puxam? Aí é sacanagem.
— Sinceramente, o que me impede de dar uma detenção aos dois? –perguntou Lily autoritária.
— O tamanho do seu pijama. – respondeu James.
— Apenas sumam antes que eu grite ‘estupro’. – advertiu Mary.
— Ei, Lene! Descobri o que rima com golfinho! – contou Sirius feliz.
— Bom pra você! – ela bateu a porta em sua cara e apagou as luzes.
Todos foram dormir sem mais interferências.
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