Gossip Witch - Marotos

8 Admiradores secretos são secretos


— Lily, você...

— NÃO, POTTER! PELA MILÉSIMA VEZ: EU NÃO VOU SAIR COM VOCÊ! – interrompeu Lily Evans

— Me passa o sal? – completou James Potter erguendo uma sobrancelha.

Lily se envergonhou, corou e passou o saleiro para James.

— Qual a primeira aula? – Mary puxou assuntou com o namorado.

— História da Magia. – respondeu Remus Lupin.

Os jovens começaram a reclamar.

— Continua chata? – Dorcas Meadowes quis saber.

— Você não faz ideia, loura. – contou Sirius Black.

Peter Pettigrew se levantou.

— Aonde você vai, Rabicho? – quis saber Potter.

— Pegar um travesseiro para a aula, ué. Se vocês acham que eu vou desperdiçar tempo precioso da minha vida ouvindo o fantasma rabugento, estão muito enganados. – explicou Peter.

Alguns riram enquanto o maroto se afastava. Já outros, como Lily Evans, estavam realmente preocupados com a possibilidade do amigo pegar no sono dentro do dormitório e cabular aula. Por esta razão ocorreu uma troca de olhares e inclinações de cabeça entre ela e Remus, que acabou indo atrás de Peter para garantir no mínimo um relativo sucesso em sua vida acadêmica.

Enquanto isso, Sirius Black estava sentado de frente para Marlene começava a implorar perdão da morena.

— Desculpa, McKinnon!

Marlene não acreditava que Sirius tinha bebida tanto que nem lembrava.

— Ah... Então o senhor descobriu o que fez?

— Mais ou menos. Eu tenho uma ideia do que aconteceu.

Sirius fez um sinal com a mão e ele e Marlene se esticaram para sussurar.

— Nós transamos, não?

A garota bufou, deu-lhe um tapa e voltou a se sentar como antes.

— Não fui eu que quase fiz com você, idiota.

— Então por que tenho que pedir perdão, gata?

— Você tem que se desculpar com Bertha Jorkins, a lufana metade virgem. – Marlene fez Sirius rir.

— Metade?

— Você quase estuprou ela!

— EU O QUÊ!? – chocou-se Sirius.

— Quase estuprou ela. Não ouviu? – disse Dorcas ao lado de Marleneenquanto engolia sua torrada com geléia. — Eu fui atrás de vocês dois com a Lene. Não está lembrado da bronca enorme que ela lhe deu?

— Não. Quem diria? Dorcas Meadowes, heroína das virgens e meias virgens. – riu Sirius, sozinho.

Marlene McKinnon cochichou algo no ouvido de Dorcas que fez questão de logo em seguida avisar ao garoto.

— A Srta. McKinnon permitirá à Sirius Idiota Cafajeste Canalha Black voltar a seu círculo de amigos, quando o mesmo pedir perdão à Robertha Lynn Jorkins.

— É sério isso? “Sirius Idiota Cafajeste Canalha Black”?

Dorcas Meadowes levantou as mãos demonstrando ser inocente.

— Pode ser a minha boca, mas são as palavras dela. – a loira se levantava.

— Tudo bem, eu não quero falar com Marlene mesmo. – Sirius podia ter bancado o imaturo, mas adorou ver a morena se contorcendo de raiva.

— Ótimo!

— Ótimo!

Então os dois saíram da mesa, deixando-a vazia dos alunos do quinto ano da Grifinória. Entretanto, Sirius, após se certificar que a garota havia realmente ido para a sala, foi até a mesa da Lufa-Lufa falar com uma menina que ele possivelmente tenha traumatizado.

X-X-X

A tartaruga velha e enrugada, vulgo professor Binns lecionava sobre as Guerras dos Gigantes que ocorreram no século XIX e blábláblá.

O exemplar de História da Magia escrito por Batilda Bagshot de Alice Fortescue caiu no chão fazendo um barulho desagradável e atrapalhando a aula do fantasma. A Grifinória pediu desculpa ao professor que continuou sua aula.

Ao pegar o livro, Alice notou um pedaço de pergaminho que dizia:

Amo o jeito que sorri quando está com suas amigas,

Linda, encantadora,

Irresistível, mesmo que GW tenha dito que não quer ficar

Comigo

Espero com louvor a resposta de seu amor.

Assinado: Chudley C.”

O coração de Alice dava pulinhos de felicidade e curiosidade para descobrir quem era esse Chudley C. As amigas também estavam pouco se importando para o velhote, com exceção de Lily, claro. Alice passou o bilhete para Mary e depois para Dorcas e Marlene por fim.

“Alguma ideia de quem possa ser? – MD” mandou em outro pedaço de pergaminho qualquer.

“Nop. – AF”

“Não pode ser tão difícil assim! Afinal quantos alunos tem em Hogwarts? – DM”

“10 alunos de cada casa por ano = 40 alunos por ano. Se há 7 anos de estudo então existem 280 alunos em Hogwarts. Como a população masculina é a metade disso, são 140 os candidatos ao coraçãozinho da Alice*. Agora só falta descobrir quais são os torcedores dos Chudley Cannons (sim, eu entendo de quadribol). – MK”

“De quadribol eu não duvidava mas de Aritimância... – MD”

“O quê? Agora só a Evans pode ser inteligente? –MK “

“Desculpa, Lene. – MD”

“Não tem que pedir perdão, Mary. Eu vi a Lene passando o papel e tenho 100% de certeza que essa letra é da Lily. – DM”

“Qual é? Eu não mereço saber da fofoca por vocês? Tenho que ouvir da Gossip Bitch primeiro? – LE”

“Mal, Lil. Achei que você estava prestando atenção na aula e não quis atrapalhar. – AF”

“Eu estava, só que vi vocês fazendo algo mais interessante comparado a aula. – LE”

“Voltando ao plano, só temos que achar um torcedor dos Chudley? – DM”

“Eu procuro pelos times de quadribol enquanto Ali dá uma olhada na Grifinória. – MK”

“Fico com a Lufa-Lufa. – LE”

“Corvinal! – MD”

“Droga! Peguei a Sonserina. – DM”

“Os marotos não podem ter conhecimento disto porque se eles souberem do que estamos fazendo, vão querer ‘ajudar do jeito Maroto’. – AF”

“E todas sabemos que esse jeito não dá nem um pouco certo. – LE”

“A não ser que o plano seja pintar o cabelo de alguém de rosa. – MD”

Dorcas iria escrever uma risada e pedir explicações sobre esta estória quando viu que certos meninos xeretas estavam querendo ver o motivo do tumulto. Ela guardou o papel nas vestes para queimá-lo depois.

Alice tacou uma bolinha de pergaminho em Dorcas, que quando abriu se viu surpresa com a seguinte pergunta: Posso contar para o Frank?

“Contar para o seu namorado que você quer descobrir quem gosta de você? Acho melhor não... Mas a vida amorosa é sua. – DM”

Ela devolveu a bolinha à Alice Fortescue que quando abriu, rolou os olhos e voltou a prestar atenção na aula sobre a Guerra dos Gigantes justamente quando a aula acabou.

— Frank! – chamou Alice ao final da aula.

— O que houve?

— Houve isto. – ela mostrou o poema – Encontrei em meu livro de História da Magia, e quero que me ajude a descobrir quem é.

— Lice, sem querer desapontar você ou algo assim, mas admiradores secretos são secretos porque não querem ser descobertos.

— Por favor, Frankie! – choramingou Alice Fortescue – Por mim!

— Okay, o que tenho que fazer?

— Descobrir de quem é essa caligrafia, mas isto só depois das meninas acharem os torcedores do Chudley Cannons. Posso contar com você?

— Sabe que sim, Lice. – concordou ele.

— Obrigada. Quando tiver a lista te aviso.

X-X-X

— Eu não estou brincando, Pontas!

— Não? Então colocar bombas de bosta para explodirem no meio do jantar não é uma brincadeira?

— Uma brincadeira de muito mal gosto, por sinal. – completou Remus.

Peter Pettigrew assentiu.

— Pobre comida! Tão deliciosa!

— E se fizéssemos apenas nas outras casas? – tentou Sirius.

— Então Dumbledore saberia que veio da única casa que não levou bomba de bosta, inteligência rara!

— Aluado, você me deu uma ideia genial.

— Deu? – questionou Peter.

— Vamos por bombas de bosta em todas as casas. Assim não vão achar o culpado e nós vamos inaugurar Hogwarts com estilo e fedor.

— Ainda prefiro a opção da Guerra de Comida. – resmungou Peter.

Os quatro amigos continuaram discutindo sobre qual seria a melhor peça para pregar em Hogwarts durante a tarde toda, praticamente. Entre intervalos de aulas, as conversar eram sobre Bomba de Bosta, Pó de Arroto, Sabão de Ovas de Sapo, Xícara que morde nariz, Soluços Doces, Minhocas de Apito, Chumbinhos Fedorentos e os mais variados tipos de artifícios e brincadeiras de todo o mundo bruxo.

X-X-X

Bertha Jorkins era o centro das atenções da Lufa-Lufa, rodeada por suas amigas e outras garotas que nunca vira antes, todos pediam detalhes sobre a festa, sobre como ela conheceu a elite ou o que aconteceu entre ela e Sirius Black.

Hestia Jones perguntava tantas coisas sobre a vida de Bertha que a garota quis perguntar por quê ela não cuidava da própria vida. Já Cleo Parker perguntava e anotava em um pergaminho cada palavra que saia da boca de Bertha.

— Ele beija bem? – Caroline Lewis ficou enciumada.

— Muito. – admitiu Bertha.

— Você é amiga dela agora? – quis saber Florence Harris.

— Por favor. Eu e MK somos praticamente irmãs. – gabou-se Bertha.

— E B, por que... – Nina Lockwood foi interrompida por ‘B’.

— Só as minhas amigas me chamam de ‘B’. E nenhuma delas está aqui. – ela deixou os cinco minutos de fama subir à cabeça.

— Achei que fossemos amigas. – comentou Hestia chateada e se retirou, deixando a “amiga” falando e fofocando sobre si mesma.

X-X-X

A sala de poções se esvaziava a medida que a aula acabava, Remus John Lupin esperava Dorcas Meadowes do lado de fora, como quem não quisesse nada. Quando ela saiu ele puxou-a pelo pulso até um local mais reservado.

— O que você quer, Remus? – estranhou Dorcas.

— Você voltou. – Remus falou sem acreditar.

— Sim, eu voltei, mas não foi por sua causa. — Remus não entendia — Eu me importo muito com a Mary para que isso aconteça. E você, como namorado dela, precisa esquecer o que aconteceu ano passado.

Dorcas tentou se desvencilhar do braço do maroto, porém foi em vão.

— Remus... As coisas têm que ser assim. – Remus soltou-a e mudando de assunto, Dorcas acrescentou: — Eu não quero me atrasar para DCAT.

Tanto Dorcas Meadowes quanto Remus Lupin correram para chegar a tempo na aula do novo professor no terceiro andar, sendo que eles saíram das masmorras, chegariam no mínimo cinco minutos atrasados.

Entraram sorrateiramente na sala e se sentaram ao fundo, torcendo para que o professor, que estava de costas, não os visse. O professor escrevia seu sobrenome na lousa: “Professor McCall”, embora ele estava nervoso ao ponto de quase esquecer como se escreve ‘professor’.

— Olá, classe! Como vocês devem saber eu sou o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas ou como vocês chamam ‘DCAT’. – algumas meninas suspiraram ao ver um professor tão jovem – Eu posso errar alguns nomes e... Caralho. – Professor McCall avistou os dois que entraram sorrateiramente.

A classe riu com o vocabulário do professor novo.

— Desculpem o linguajar, eu não costumo usar palavras de tão baixo calão.

Sirius Black pigarreou.

— Palavrões, você quis dizer, professor.

— Sim, Senhor...

— Black. – arrependeu-se Sirius.

— Exato, Senhor Black. – e diminuindo o tom de professor adicionou: — Só não deixem Dumbledore e nem nenhum outro professor saber disso, porque eu realmente não quero perder meu emprego. – ele piscou com um olho e deu um sorrisinho de canto que fez Lily, Marlene e Alice rirem e corarem deixando os senhores meninos embasbacados – Alguma pergunta?

Da Grifinória apenas a senhorita McKinnon levantou a mão. Somente ela o fizera pois: a) Dorcas não queria ser notada; b) Mary tinha namorado; c) Lily Evans estava mais concentrada na matéria; d) Alice relia pela sétima vez seguida, o poema.

— Desculpe-me, mas quantos anos você tem? – Marlene questionou.

— Vinte e seis, senhorita...

— McKinnon. – ela sorriu.

Com um professor assim quem não gostaria de ir bem nessa matéria?

— Você é casado? – quis saber uma Sonserina.

— Infelizmente sim. – a turma riu e algumas garotas suspiraram derrotadas, já Dorcas não gostou nem um pouco – Senhorita... McFly? – ele olhou num papel e a McFly consentiu.

Remus Lupin levantou sua mão masculina no meio de uma imensidão de mãos femininas com anéis, pulseiras e unhas bem-feitas. Dorcas Meadowes que fazia dupla com o maroto, tentou intervir puxando a mão dele, implorando e até sussurrando promessas de beijos escondidos para que não chamasse atenção. Mas tudo foi em vão, fazendo a garota bater a cabeça na mesa no mínimo umas cinco vezes e em seguida abrir o livro “Teoria da Defesa em Magia” com o objetivo de esconder o seu rosto.

— Senhor Lupin, certo? – certificou-se McCall.

— Sim, senhor. Só por curiosidade, qual é a matéria desse ano?

Os olhos do professor ganharam um brilho especial.

— Esse ano vamos estudar iguanas, morcegos vampiros, contra-azarações e, se não me engano, feitiços defensivos, Sr. Lupin. Até a próxima aula. – despediu-se enquanto alguns alunos saiam e outros ainda guardavam o material. – Senhorita Meadowes, posso ter uma palavrinha com a senhorita?

Ela ia dizer que não, que tinha um compromisso importante, e outras mil desculpas que nunca falharam, mas esqueceu todas elas ao ver o sorriso do professor. Olhou para sua melhor amiga em busca de alguma resposta. Mas desta vez, Marlene não sabia o que se passava com D.

— E-eu tenho que fazer um trabalho de História de Magia com a Lene, desculpa. — mentiu Meadowes.

— Dory, o trabalho é para semana que vem. – e virando-se para o professor gato: — Ela é toda sua, professor. – e saiu correndo.

— Não, Lene! – mas a menina já havia saído. — Droga! – murmurou para si mesma.

— Você me disse que já tinha se formado. – começou Ted.

— Na verdade, eu nunca disse isso. Você falou que tinha sido da Grifinória e eu respondi ‘eu também’.

Theodore McCall ficou calado.

— Você é casado!?

— Não, eu só falei aquilo porque vi o olhar das meninas e não queria que elas perdessem o foco da matéria.

— Tudo bem... Mas tudo o que houve entre nós vai ter que ser obliviado.

Ele andava sorrateiramente para perto dela.

— Então existiu um ‘nós’? – ele sorriu.

— Existiu, mas não pode mais existir. Você é professor e eu sou aluna. – eles começavam a tomar distância um do outro.

— Levando em conta, o fato de que sou onze anos mais velho.

— Esse relacionamento extracurricular morre aqui, professor.

— Concordo plenamente, senhorita Meadowes.

— Até. – Dorcas pegou sua bolsa.

— Até.

Dorcas deixou sua bolsa cair no chão e correu até Ted.

— Dorcas, o que você... – ele não pôde continuar a frase pois Srta. Meadowes meteu a língua dela na garganta dele.

Ao parar o beijo, ele trancou a porta com um feitiço. Dorcas jogou tudo o que estava na mesa do professor McCall no chão, e deitou-se sobre ela enquanto Ted desabotoava o uniforme da Grifinória. Dorcas distribuía beijos em seu pescoço e isso era bom e errado. Theodore percebeu que as coisas começavam a esquentar quando se viu sem camisa e segurando uma embalagem de camisinha.

Bateram na porta e os dois começaram a se arrumar o mais rápido possível. Ele arrumou a mesa com um feitiço e quando a porta foi destrancada com um ‘Alorromora’, Minerva McGonagall entrou.

— Entendeu, Srta. Meadowes? – ele perguntou e Dorcas fez que sim com a cabeça. – Qualquer outra dúvida sobre a matéria do quarto ano pode vir aqui novamente, desde que não seja horário de aula, eu te atenderei.

— Obrigada, pela... hm... Explicação, professor. – despediu-se a aluna.

— Srta. Meadowes! Está atrasada... – Minerva começava um sermão que Dorcas não prestou atenção.

A única coisa que D. Meadowes sabia era que tinha adorado o que tinha acontecido antes de McGonagall entrar.

Como algo pode ser tão bom e tão errado ao mesmo tempo?

Notas finais
*No ano do Harry haviam 40 alunos,mas a J. K. disse que tinha mil em Hogwarts, então a fanfic vai seguir o raciocínio de que todos os anos tem 40 alunos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.