Gossip Witch - Marotos

5 "A beleza tem um preço." Eu já disse como amo ser rica?


Notas iniciais
Desculpem a demora, vou tentar postar com mais frequência agora que as provas acabaram. Boa leitura! Beijos, - N

— Oi. – Marlene disse timidamente pois em casa ela não tinha um guia de “Como falar com gatinhos mais velhos do que você sem parecer uma criança”.

— Oi, você é a irmã mais nova do Matt? Marlene, não?

— Só Lene.

— Ok, Só Lene. – o menino disse fazendo Marlene rir

— Quais dos amigos dele é você? Reese? Darren? Joe? Nico? – o garoto fez que não com a cabeça para todas essas tentativas – Quer parar de dizer “não” e me dizer a droga do seu nome?

— Não.

— AH! Já sei. Você é o Uriah.

— Parabéns, Sherlock. Mas é Uri para os íntimos.

— E nós temos intimidade desde quando? – a morena cruzou os braços levantando a sobrancelha.

— Desde que seu irmão é meu amigo e vocês compartilham o mesmo material genético. – ponderou Uriah.

— Inteligente... Gostei... Meu tipo.

— Seu tipo?

— Eu falei isso em voz alta? – Marlene chocou-se.

Uriah assentiu.

— Então, Só Lene, qual o seu tipo?

— O tipo dela é Sirius Black. Prazer, Sirius Black, namorado da Lene. – o próprio chegou e colocou o braço direito sobre os ombros da McKinnon enquanto o esquerdo foi estendido para apertar a mão de Uriah, que recusou o aperto.

— Me desculpe, eu não sabia que você tinha namorado.

— Nem eu sabia disso. – Marlene tentou com fracasso se desvencilhar do braço de Sirius.

— Pobrezinha. – e Sirius sussurrando para Uriah disse – Acabou de sair do St. Mungus. Jogaram um obleviate nela e do jeito que a Lenezinha é, não conseguiu se defender.

Marlene ouviu e deu um tapa em Sirius Black.

— Ai, Lene! – ele tirou o braço dela imediatamente.

— Nós dá licença por um segundinho, Uri? – Marlene sorriu forçada – Não vai demorar nadinha.

— É verdade, nossas DR’s não costumam ter muita fala mesmo, é mais ação, se é que me entende... – Sirius sorriu safado fazendo Marlene o puxar pela orelha.

— Eu vou dizer de novo: Ai, Lene! – Sirius falou acariciando a orelha agora vermelha.

— Indefesa? Desculpe, mas eu sou uma das melhores do Clube de Duelos.

— Não nesse ponto, gata. Eu quis dizer indefesa contra estupradores. Seus pais não te avisaram disso?

— Avisaram sim – dito isto, Marlene deu certa distância de Sirius Black para ele sacar que na cabeça dela, ele também era estuprador (quem mandou ser o playboy de Hogwarts?) – Mas isso não tem importância agora. Por que disse que era meu namorado? Hein, Black?

Sirius odiava com toda célula de seu organismo ser chamado pelo sobrenome: era uma das poucas coisas que o ligava à sua família que ele tanto tinha desgosto.

— Eu fui te proteger, Marlene!

O feitiço se virou contra o feiticeiro.

Marlene achava que seu próprio nome era coisa de gente velha. A alternativa era Lene, que fazia as pessoas pensarem que seu verdadeiro nome era Elena, Ellen ou algo parecido.

— Me proteger? De quê, posso saber?

— Do Uri! – Sirius fez uma voz fina para imitar Marlene, que acabou rindo.

— Do Uri? — Marlene McKinnon ergueu uma sobrancelha enquanto tentava segurar a risada.

— Sim! Ele pode ser um pedófilo! – Sirius disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

A adolescente cruzou os braços, sem se preocupar se isto destacaria seus seios e chamaria a atenção de Sirius.

— E por que o meu irmão seria amigo de um pedófilo?

— Ai está a questão. Ele não era pedófilo, ele ficava com garotas da idade dele, quando te conheceu... Ah, morena, qualquer um cometeria pedofilia por uma gostosa como você... Ai! É sério daqui a pouco eu fico cheio hematomas e vou ter que te dedurar para as Madames Pomfrey e para a minha querida sogrinha, Malkin.

Marlene McKinnon bufou.

— Sorte sua que o Expresso Hogwarts acabou de chegar.

Sirius fez uma dancinha da vitória que incluía socos no ar de comemoração.

— Mas antes me devolva.

— O quê? – ele se fez de desentendido.

— O seu passe para a festa que está no bolso esquerdo da frente

— Como você sabia onde estava? – Sirius gesticulou enquanto entregava—o para Marlene. — Você estava olhando para... – Sirius Black sorriu

Marlene McKinnon bufou novamente e guardou o passe de Sirius dentro de sua bolsa Trapobelo Moda Mágica azul da nova coleção, claro.

— Por que você ficou com o meu passe?

— Porque você está oficialmente e de todos os outros jeitos possíveis, desconvidado. Tenha um péssimo dia, Black. – McKinnon saiu para buscar seu malão — porque mala é elogio perto do tanto de roupa que a garota leva.

— Lhe desejo o mesmo, Marlene.

X—X—X

Peter Pettigrew não acreditou no que ouviu.

James Potter estava paralisado.

Remus Lupin permanecia perplexo com a notícia.

— C-como assim? – James não entendia nada.

— Tem certeza que a Marlene disse com essas exatas palavras? – conferiu Remus.

— Não. Mas foi o jeito que a minha cabeça traduziu, porque metade da conversa era um monólogo já que só ela falava e eu prestava atenção em outra coisa...

— Por Merlim, Almofadinhas! – suspirou Peter.

— Sério, Rabicho? Você realmente achou que Marlene McKinnon havia dito: “Tu tá barrado da minha party hard porque eu num sô tuas negas”? – riu James.

— Sei lá. – Peter riu – Mas, Sirius, falando sério, por que a Lene te desconvidou?

— Acho que deve ter sido pelo fato de eu ter destruídoumpossívelrelacionamentodelacomumpedófilo.

— Você o que? – os três disseram ao mesmo tempo.

— Destruído um possível relacionamento dela com um pedófilo.

— Um pedófilo? – questionou Remus.

— Um ano mais velho mas ainda sim um pedófilo, Aluado.

— Vá à merda, Sirius. – brigou James – Como você acha que vamos ir para a festa sem você, hein?

— A Lene ia arranjar qualquer desculpa para desconvidar Sirius Cachorrão Black, mesmo. Relaxa, Pontas. Eu tenho uns planos... – sorriu Sirius Cachorrão Black.

James colocou sua cara de "Surpreenda-me".

— Aqui no Sirius Safadão, temos uma variedade de planos infalíveis. Desde Plano A até o infinito: a imaginação não tem limites! – comercializou Sirius Safadão.

— Diz logo, Pads!

— Plano A) Poção pollisuco.

— Não, vai demorar muito.

— B) A capa.

— A Lene meio que sabe da Capa. – suspirou James.

— O QUÊ? – os queixos dos três amigos caíram.

— Eu tinha onze e ela também. E ela sempre foi minha melhor amiga e... – James tentou se explicar mas foi interrompido.

— Pode parar, viado, já deu para entender. Okay, então... Plano C) pegar "emprestado" de volta sem o consentimento da Marlene.

— Isso não é roubar?

— Não, quem rouba vai pra Askaban e quem pega "emprestado" é inocente, Rabicho. Plano D) Ir de acompanhante de alguém.

— Sem essa, Sirius. Ninguém aqui vai ser seu acompanhante.

— Com alguém eu quis dizer uma garota, Aluado. – ele explicou o óbvio.

— Não pode ser qualquer garota, Almofadinhas. Essa festa é muito exclusiva. – advertiu Pontas.

— Tá bom... Então vou vadiar por ai esperando esbarrar em alguma convidada.

— Todos concordam com o D? – questionou James Potter.

Os marotos assentiram. E Sirius Black III saiu em disparada para o corredor. Mas não sem antes esbarrar em sua loura favorita.

— Meadowes! Quanto tempo! — ele a abraçou.

— Nos vimos ontem à noite, Sirius. — ela riu.

— Então, já tem par para a Festa Ambulante?

— Quem me dera. Nem convidada fui.

— Mas vocês não são melhores amigas?

— Talvez eu e Marlene estejamos mais para animigas. – Dorcas sorriu triste.

— Err... Olha, eu não sei como dizer isso, mas será que você sabe de outra garota que foi convidada?

— Eu só sei que a Marlene colocou uma lufana para entregar os passes. Uma tal de Jorkins, eu acho.

— Valeu, loira. – Sirius agradeceu e saiu de vagão em vagão procurando essa Jorkins.

Encontrou a garota quando ela estava entregando o penúltimo passe. Só sobrara um em sua mão. E a menina sem querer o derrubara e agachou—se para pegá-lo.

Sirius chegou por trás dela e sussurrou em seu ouvido.

— Sabia que você fica muito sexy descendo até o chão?

Havia duas possibilidades:

1) Ela dar um tapa na cara dele

2) Ela corar e ajudar o Plano de Sirius

Por sorte a moça fez a número 2.

Jorkins corou e soltou um risinho.

— Vai na festa ambulante, gata?

— Vou. – ela ergueu o passe para Sirius ver.

— Vai sozinha?

Ela confirmou.

— Eu. Você. Festa Ambulante. O que me diz?

— Cla—claro!

— Nos vemos daqui a pouco, – Sirius deu uma de romântico beijando a mão da adolescente. — minha cara...

— Bertha. — Sirius disse e deu meia volta e depois deu volta e meia porque lembrou que tinha que falar mais alguma coisa com Berta — Ah, Betty querida...

— Bertha. — corrigiu a garota ainda não acreditando que iria em uma festa e ainda por cima com Sirius Black! Dá para acreditar?

— Então, eu queria fazer uma entrada triunfal, e bem, para isso você não pode contar pra ninguém que iremos juntos, eu gosto de surpresa no rosto das pessoas, entende? — ela assentiu e Sirius após agradecer se retirou.

— Até mais tarde, Bertha. — ele disse

— Por favor, Sev! — implorou Lily Evans não muito longe dali.

— Não, Lily! — Severo Snape ria da insistência da ruiva

— Vai, Sev. Por mim! — Lily fez biquinho

— Você sabe que fazer biquinho não vai mudar minha opinião sobre festas ilegais dentro de propriedades da Escola.

— Vai ser legal, eu prometo!

— Não, o idiota do Potter e os amiguinhos dele vão estar lá também. — justificou Snape.

— E daí? Eu também fui convidada e quero festejar junto com as pessoas que eu amo. E você, como meu melhor amigo e vizinho, deveria aceitar ir como meu acompanhante.

— Tá bom.

— Ai! Obrigada! Obrigada! Obrigada, mesmo Sev! – Lily abraçou o vizinho/melhor amigo com o desejo de nunca mais largar.

— O que você não me pede sorrindo que eu não faço chorando? – Lispector, Severo filosofou.

— Te vejo mais tarde, Sev. — Lily beijou sua bochecha antes de sair.

— Até. — murmurou Severo sorrindo com o beijo.

X—X—X

Mary MacDonald fechou a espécie de cortina que havia na porta do vagão, onde ela e suas amigas estavam para poderem trocar de roupa, enquanto Alice fazia o mesmo com o vidro da janela.

— Lice, você viu meus sapatos? – Lily questionou procurando os malditos e lindos sapatos.

— Aqueles com o salto agulha de 15?

Lily Evans confirmou.

— Se importa se eu usar? – pediu Marlene McKinnon com os saltos na mão direita.

— Desde que você me empreste esse vestido azul. – Lily apontou para o vestido no malão de Marlene.

Marlene McKinnon murmurou um “Okay”.

— Mary! – chamou Alice Fortescue.

— O que foi, criatura? – Mary MacDonald respondeu enquanto calçava o pé esquerdo naquele Madame Malkin vermelho.

— Dá um jeito no meu cabelo, por favor! – solicitou manhosamente e dramaticamente, Alice.

Mary logo em seguida começou a trançar a cabeleira não muito longa de Alice.

— Lene, a Dorcas foi convidada? – perguntou Alice que recebeu uma bronca de Mary porque mexeu a cabeça e estragou o penteado e Mary teria que fazê-lo de novo.

— Não, ninguém sabia que ela iria voltar para Hogwarts. — esclareceu Marlene.

— Ah... Eu senti tanta a falta delAi Mary! Tá doendo! Dá próxima vez vou cortar bem curto para não destruir meus neurônios com essa escova de cabelo demoníaca.

— A beleza tem um preço, Ali. – e todas vocês são ricas, suas bonitinhas.

— Eu também morri de saudade da Dory, mas se tem alguém que eu definitivamente não sinto falta é de Emmeline Vance. – comentou Lily fazendo as outras rirem.

Marlene teve uma ideia para descobrir o que as outras achavam de Dorcas

— Vamos fazer uma votação. Quem é a favor de Dorcas Meadowes ser convidada?

X—X—X

“Onde esta maluca loura se meteu?” era a pergunta que martelava a cabeça de Marlene McKinnon sem parar. Até que viu a loira num vagão sozinha folheando o novo catálogo da Talhejusto e Janota.

Marlene bateu na porta e Dorcas permitiu a entrada de Marlene.

— Lene, olha...

— Você podia ter me escrito uma carta, pelo menos.

— Eu não pude. Beauxbattom é muito rígida, só deixam mandar cartas para família uma vez por ano.

— Bem, você era como uma irmã pra mim. – ponderou Marlene. Agora você só é mais uma morte de um ente querido.

— Lene, desculpa.

— Você sabe como é escrever para a casa da sua melhor amiga, perguntando porque ela sumiu logo após o diretor chamar ela em sua sala e a mãe dela enviar uma resposta dizendo: "A Dorcas não te contou? Ela foi transferida para Beauxbattom.".

— Eu tinha coisas para tirar da minha cabeça. Criar uma nova Dorcas, e eu só podia fazer isso onde ninguém me conhecia. – Dorcas resolveu mudar de assuntou, ela nunca foi fã de histórias deprê – Me diga o que eu perdi estando lá e não aqui.

— A Bombrillatrix foi traída e trocada por um homem.

As duas riram como nos velhos tempos.

— Eu ia dizer que seria engraçado se não fosse triste, mas a cara que ela fez foi igual a da...

— McGonnagal quando ela pega o Black transando com alguma vadia. – completou Dorcas fazendo Marlene rir.

— Eu senti sua falta.

— Eu também senti.

— Ah, Dorcas.

— Sim?

— Estou feliz por ter voltado.

— Eu também. Ei, Lene?

— O quê?

— Você acha que as meninas vão me perdoar?

— Eu posso tentar convence-las. Aliás, eu achei isso aqui, acredito que seja seu. – Marlene deu um convite para a loira.

— MK, aqui está escrito: para Lauren Lopez.

— Ela vai estar ocupada com a morte de seu pufoso. Eu já disse como amo os Marotos, D? — Lene piscou para Dorcas e saiu.