Notas iniciais
Leith = Leighton meester a atriz interpreta Blair no seriado Gossip Girl, criado pela Warner. May tem uma grande adimiração por Avril Lavigne.

- O que você pretende, me trazendo aqui? – OO’

- Calma, não pense besteira. Eu moro em um Hotel, nunca gostei de comprar apartamentos. – ele foi para um lado escuro onde havia uma porta de garagem que se levantou quando o carro parou em frente, era um estacionamento. Descemos o carro, e paramos perto de uma porta de Metal, que presumir ser o elevador. Desci do carro quando ele desligou o motor, que não fazia barulho. Fomos em direção ao elevador. Percebi o que estávamos fazendo.

- O que vamos fazer aqui? – ele se virou pra mim.

- Quero te mostrar uma coisa. – a porta se abriu, entramos.

- Que coisa? – eu estava curiosa.

- Se eu falei “Coisa” é por que não ia te contar né. – ele olhou sarcástico pra mim, com a sobrancelha erguida.

Ele apertou o andar de numero 21. Cassetinho, será que era alto?

- Chace? – perguntei.

- O que senhora silencio? – ele riu.

- Você já namorou a Leith? – ele arregalou os olhos pra mim. Ops não devia ter perguntando.

- Pra que você quer saber? – ele olhava pro teto do elevador.

- Por que sim. Só por curiosidade. – eu olhei despercebida.

- Quando eu te perguntei sobre o que aconteceu na França você não quis falar, e eu não quero falar sobre eu e a Leith – acho que o clima ficou estranho agora, senti uma pontada de um chute na bunda. Que menino cruel. Ficamos em silencio e já estávamos no andar do quarto dele. Ele saiu primeiro e foi em direção a uma porta marrom do lado direito do elevador. Abriu à porta, o lugar estava escuro. Ele andou um pouco a minha frente, eu fiquei parada na porta, ele acendeu a luz de um abajur quase no final do que eu notei ser uma sala. Que dividia muito bem um grande espaço com uma cozinha pequena e limpa.

- Entra boba – ele sorriu. E veio me puxar pra entrar. O lugar era pouco iluminado, apenas por uma luz amarelada do abajur. Sua mão estava quente. Havia um quarto perto da cozinho, e outra sala que notei ter um tatame japonês.

- É muito bonito o lugar Chace. – eu sorri admirando cada detalhe do lugar. Notei que do lado da sala com tatame tinha uma porta de madeira deslizante aberta, com varias estantes. Não entendi bem o que era, por que estava escura. Fiquei um tempo olhando para um objeto que havia dentro desta sala.

- Obrigado, eu mesmo que decorei gosto dessa mistura de países aqui – ele notou que meu olhar ficou naquela sala escura e ligou outro abajur que havia nela. Era uma mini estúdio com um piano negro maravilhoso, me aproximei da sala ainda admirada. Chace me puxou pra perto dele, eu ainda não tinha percebido que seu corpo estava grudado no meu, só fui perceber quando sentir sua respiração quente em meu pescoço. Dei um pulo pra traz, ele me olhava sem entender o que ele próprio estava fazendo.

- O que você queria me mostrar – falei pra quebrar um clima estranho que ficou.

- Sim, é isso aqui. – ele se aproximou da porta – vem cá! – ele estendeu a mão pra mim. – Este piano era do meu avô, ele trouxe da Alemanha. Quando você me disse que gostava de piano me lembrei na hora e quis te mostrar. – ele sorriu calmo e ficou me olhando – quer tocar? – ele me perguntou. Não sabia bem se queria, na verdade eu não sabia tocar, sabia só uma musica.

- Bom eu só sei tocar uma musica... Ela é da Avril Lavigne. – ele olhava o piano.

- Bom, toque a que você sabe. – ele insistiu. Sentei no banquinho fofo. Me posicionei e fechei os olhos. Lembrei de quando meu avô me pos no colo dele a tantos tempos atrás no Brasil. Ele me disse: “Querida, a musica é o único lugar onde os artistas encontram a paz.” Deixei que a emoção tomasse conta de mim, abri os olhos e fui envolvida pelo toque, meus dedos dançavam calmos, cada nota, cada som... Todos eles me faziam lembrar dele. A melodia soava calma, terminei e fechei os olhos, o lugar estava silencioso, nem mesmo a respiração de Chace eu podia ouvir. Abri os olhos e olhei para cima onde ele estava.

Eu não sabia o que estava por acontecer. Ele pegou minha mão e me levantou, a sala ainda clara pela cor amarela do abajur, ele me puxou devagar para perto de seu corpo. E me abraçou carinhosamente, deslizando devagar suas mãos na minha coluna. Sua respiração quente em meu pescoço me fez sentir borboletas no estomago. Ele parecia se movimentar como numa dança clássica. Deitei meu pescoço em seu ombro. Nada seria necessário para se fala naquela hora, eu pude ouvir musicas que somente existiam na minha cabeça. Estava tão fofo... Meu celular tocou e nos desgrudamos meio envergonhados. Tirei-o do meu bolso, olhei na tela. Era Nah. Atendi

Telefone On’

- Oi Nah – eu

- Oi May, to com um certo probleminha. – sua voz era acanhada.

- O que foi? – eu.

- Não vou dormi em casa hoje – OO”

- como assim você não vai dormi em casa hoje? E vai dormi onde? – eu fiquei histérica.

- Bom eu não vou dormi em casa. Vou dormi na casa de uma amiga. – OO’

- Que amiga Nathalia? – eu tava bem bravinha.

- Uma amiga cassete. E vou levar seu carro. E a Nell’s mando avisar que vai dormi na casa dos Jonas.– OO’ o que estava acontecendo no mundo?

- Ain Nathalia, que amiga é essa? – eu já tava vermelha de raiva

- Uma amiga May, Beijos Te amo Tchau – ela desligo na minha cara. Me virei pra Chace. Que estava parado me olhando surtar no celular.

Telefone Of’

- Acho que sobrou eu de menina descente nessa família de loucos. – ele parecia não entender nada, e não estava mesmo – Naty vai dormi na casa de uma... — eu parei e levantei a sobrancelha – amiga... Bom e Nell’s vai dormi nos Jonas. – ai caramba, o que essas meninas estavam propondo para a noite de hoje?

- Acho que sobrou você para dormi na casa de alguém – eu olhei assustada para ele. – Calma. Estou só brincando. Mas se você não quiser dormi sozinha no apartamento aqui tem um quartinho extra. – ele me olhou sorridente.

- Eu não durmo em quartinhos. – fiz deboche das palavras dele.

- Então ta você dorme comigo. – ele abriu um super sorriso.

- ¬¬’ besta. – eu.

- Que foi? – ele riu – brincadeira. Quer que eu te leve agora pra casa? – ele perguntou, nós já estávamos na sala de TV.

- Acho que sim, estou cansada do dia de hoje. E temos gravações a semana toda. E a próxima semana, e a próxima também.

- Okey, vamos. – ele pegou a chave do carro e caminhamos para fora lugar.

Notas finais
To Be continue...