Good Night My Little Sister.
1 O androide magnifico
Notas iniciais
No Japão, em uma 2.347 alternativa, cientistas de uma empresa chamada kagamine tentaram criar um andróide perfeito para servir aos humanos, e depois de anos de incansável trabalho eles criaram a andróide teste, unidade “RIN”, Rara Imitação de Mulher, ou para encurtar, Rin kagamine, mais essa andróide era cheia de falhas e erros, ela era lenta, precisava se alimentar de energia, não podia ter informações inseridas direto no seu cérebro, era inocente, e pelo menos uma vez por dia, ela dava um choque elétrico nela mesma, se desligava por alguns segundos e depois ia se ligando aos poucos, mais toda a vez que ela vazia isso ela se destruía um pouco, era como se morresse cada dia aos poucos, após ser criada foi estimada que duraria por mais uns 2 anos.
Então para corrigir todas essas falhas eles a estudaram a durante anos, na intenção de corrigir o projeto teste inicial.
Então algum tempo depois eles criaram com materiais bem mais caros e feito com bem mais cuidado, eu, LEN, que seria o contrario da Rin, mais como fomos feitos com o mesmo planejamento tínhamos uma semelhança incrível, a pele rosada, os cabelos curtos loiros, a única diferença perceptível de nos dois eram os olhos, o olho direito de Rin era amarelo e o esquerdo azul, e o meu esquerdo era amarelo e o direito azul.
Enquando me construíam deu uma falha em um dos sistemas e eu liguei um pouco, e o que eu dei de cara foram cientistas em uma sala escura com luzes brilhantes apontadas para meus olhos, eles olhavam para mim como se eu fosse um premio, mais como se eu não tivesse valor nenhum, como se não pensasse ou tivesse sentimentos. Quando percebi, estava encima de uma mesa, aparente mente em um laboratório, e Logo quando viram os meus olhos abertos, os cientistas apertaram um botão em uma mesa ao meu lado e tudo se resumiu novamente a escuridão. Essas são todas as lembranças que tenho de antes de ser ligado, agora vou contar as que “ela” me contou.
No laboratório em que os humanos tentavam construir um robô perfeito, o descartado andava pelas salas, sem ganhar a menor atenção o robô caminhara por entre cientistas ocupados e sai da sala em um corredor que ligava um prédio a outro onde o teto e as paredes eram feitas de vidro, mais do vidro só se via fumaça branca, acho que o corredor ficava no nível das nuvens.
O robô caminha até a o fim do corredor onde uma grande porta dupla feita de metal aparenta estar trancada, mais sem o menor esforço o robô encosta sua mão sobre a porta vazia, que parecia ter uma barra de ferro trancando a do outro lado, o robô simplesmente passa a mão pela porta e ela se abre, como se todo o seu corpo fosse magnetizado.e o que ah dentro da porta são os humanos em uma sala com tubos de ensaio, computadores e fios por toda a parte, mais eles concentravam se apenas grande mesa, o robô já fazia uma idéia do que estava encima dela, e ao chegar perto comprovou sua teoria, por entre os humanos altos pode ver um robô pela metade espalhado pela mesa cheia de fios e chips.
Ele contornou a multidão acumulada na mesa e se debruçou nela, os cientistas o viram, mais o ignoraram por acharem ele sem importância, o robô não entende o por que, mais a primeira coisa que ele notou no que estava na mesa é que ele era quase idêntico a ele, seria esse o resultado dos seus testes e das pesquisas acumuladas daqueles humanos?
Mais ele parecia ter uma expressão tão doce, como se estivesse dormindo num sono profundo, mais mesmo assim, ele parecia tão diferente daqueles o cercavam, eles tinham um olhar egoísta, de quem só pensa em ajudar a eles mesmos, seria essa a diferença entre mim e os humanos? O robô pensou olhando para o rosto mais doce e inocente que vira a vida toda.
Algum tempo se passo depois dali, e os cientistas estavam prontos para me ligar, isso era uma vitoria para eles, imaginem só, ganhar milhão com o primeiro robô escravo da humanidade criado, eles estavam adorando isso, então colocaram o sistema para inicializar o chip do meu cérebro e saíram para comer, dormir, respirar, ou seja lá o que fazem os humanos, foi ai que ela entrou na sala.
Eu abri lentamente os meus olhos me livrando da escuridão que via, e quando os abri totalmente vi um sincero e inocente olhar seguido de um sorriso puro e acolhedor, essa foi a primeira vez que eu me senti bem, pois percebi que ela não era como os que me criaram, ela era estranhamente diferente. Mas por que me senti tão bem na presença dela? O que será que a de especial nela?
Sem tirar seu doce sorriso do rosto a menina loira colocou uma de suas mãos no vidro da cápsula em que eu estava, como se quisesse interagir comigo, e eu fiquei espantado olhando para a menina sem entender, e então letamente eu pus uma de minhas mãos no vidro em cima da dela, foi nesse momento que senti uma coisa especial, senti como se tivéssemos uma conexão, e que aquela garotinha tão frágil precisava de mim para protegê-la e em troca eu poderia me sentir daquele jeito de novo , mais não sei que sentimento seria aquele...
Eu me perguntei quando os cientistas entraram na sala na maior empolgação, correndo em direção a minha cápsula e empurrando a doce menina no chão, como se ela não fosse nada, e eu fosse o objeto magnífico daquele local. Os olhos frios dos homens e mulheres que me cercavam eram... Tão diferentes do dela, mais o que os diferenciava?
– não acredito, ele já iniciou! É um tempo muito menor que nós esperávamos!
Disse um cientista de jaleco branco também com os cabelos loiros como os meus, só que mais bagunçados, com umas ataduras no olho direito, tampando ele totalmente.
– ele deve ser mais inteligente do que imaginávamos!
Gritou outra com marias-chiquinhas rosa choque em forma de dois grandes cachos e uma voz estranhamente aguda, como a de um gato.
– eu já esperava que uma coisa dessas fosse acontecer... — disse a silhueta de uma mulher na porta da sala, que ao entrar mais dentro do quarto revelou sua aparecia, tinha cabelos marrons bem curtos como os de homem e usava um jaleco branco aberto com uma blusa azul piscina, uma saia verde e uma bota preta enorme até os joelhos
– afinal, foi eu que o crie não é mesmo.
–e pelo visto, a senhora vez um excelente trabalho Dra. meiko!- afirmou uma mulher loira de cabelos curto cacheados.
– obrigado Dra.Ann, mas esse trabalho só foi possível com a colaboração de todos vocês e bla bla bla...
A mulher disse, mais só a ouvi dizer bla bla bla, não estava entendendo muito aquela situação, todos perceberam que meu rosto estava confuso, mais não se preocuparam em me explicar, naquela situação eu não entendi se eu era importante ou não, pois parecia que eu era importante uma hora e em outra me ignoravam totalmente.
– ah olha só para ele, é tão perfeito! mas parece um garotinho, só não entendi o por que de nós o fazermos assim- perguntou a mulher de cabelos rosa choque.
– onde você esteve enquanto nós o construímos hein?- disse sarcasticamente a mulher de cabelos curtos com um olhar de raiva.
– ué, eu trabalho na parte da mecânica interna dos chips de inteligência artificial, não me preocupei com a estética externa do projeto.
– nos tivemos que fazer ele a partir do projeto original, com modificações e upgrades dos sistemas, mais o desenho da estética física ainda é do projeto original, só que com mudança de sexo.
“projeto original? como assim? Sou baseado em algo?” eu pensei olhando para eles com meu olhar de desentendimento. Até a tal Ann olhar para mim e reparar que eu estava confuso.
– vejam... -a mulher disse apontando para meu rosto, eu achei que ela iria me explicar -as expressões faciais dele estão funcionando com forme o planejado.
“Que legal... acho que estão fingindo não me ver aqui” eu pensei enquanto cruzava os braços e vazia cara de raiva.
– acho que estamos deixando ele com raiva por alguma razão hahaha- a loira disse rindo.
– acho que ele não esta entendendo essa situação, alguém se lembrou de programar a ele quem somos. — falou a Dra. Meiko com cara de raiva.
– eu já fiz isso- disse outro homem também loiro.
– então por que ele esta com essa cara de desentendimento?
–e-eu... -eu tentei pronunciar uma frase testando minha nova voz
– olhe, ele esta falando!- disse o homem loiro com ataduras no olho, e quando ouviram aquilo os cientistas começaram a cochichar varias coisas sobre mim.
– a voz dele é tão bonita. — disse a menina de cabelos rosa choque
– ele tem uma voz de criança. — afirmou outra com marias-chiquinhas azuis esverdeado.
–claro ele é uma criança. – respondeu a loira de cabelos cacheados
Eu os ouvia falar mais não entendia muito bem o que estava acontecendo ali. Entre os cientistas cochichando entre si, pude ver sentada no chão aquela menina de sorriso doce, a olhar para mim, pude perceber que ela parecia estar mais confusa até do que eu, então olhando para ela, eu estiquei minha mão e a apóie no vidro da capsula na direção dela, foi então que a vi esticar sua mão no ar também, senti naquele momento como se naquela sala só houvéssemos nós dois e todos os outros aviam desaparecido e já não os escutava mais, era como a ligação que avia sentido antes mesmo sem ao menos tocar sua mão.
–vamos deixar-lhe um tempo no regenerelizador enquanto chegamos o funcionamento geral de sua placa mãe nos computadores da sala de testes.
Disse a misteriosa mulher de cabelos marrons saindo da sala seguida dos outros homens e mulheres que me cercavam. Mais antes de sair pela porta, o homem de cabelos loiros olhou para traz e viu a menina no chão olhando para mim, então voltou para a sala, puxou a menina pelo braço e a colocou dentro de outra capsula que ficava na vertical presa na parede e prendeu um fio ao seu pesco pouco antes de fechar o vidro da capsula e sair da sala.
Logo depois dele sair, a menina que estava com a cabeça abaixada como se estivesse dormindo, ouviu o barulho da porta fechar e na mesma hora levantou sua cabeça, e tirou o fio que estava preso ao seu pescoço apertando uma espécie de botão dentro da capsula que também abriu o vidro, ela saiu de dentro e caminhou até a minha direção sem falar uma palavra.
Ela parou e ficou olhando para, então acenei para ela indicando um oi, mais ela não entendeu e inclinou a cabeça, então eu tentei falar oi, mais o vidro não a deixou ouvir e isso só aumentou sua expressão de desentendimento, por isso tentei gritar, mais ela continuou sem ouvir, por que eu podia ouvir o que era dito do lado de fora mais eles não podiam me ouvir? Pra que eles realmente usavam aquele tal regenerelizador?
Eu me perguntei enquanto a menina dava a volta na capsula e apertava um grande botão que ficava na lateral fazendo o vidro a cima de mim se abrir.
Eu espantado me levantei e olhei para ela que permanecia a minha frente sorrindo.
–a-ariga..to...-
Eu pronuncie olhando para ela que fez que sim com a cabeça e correu para trás de um armário no canto do quarto e começou a revirar algumas folhas de papel que encontrou ali, até sair de lá com um grande coelho rosa de pelúcia, ele estava um pouco sujo e rasgado com o algodão saindo das costuras. Ela o carregando com dificuldade pois tinha quase seu o tamanho, o trouxe até mim e estendeu seus braço em mim direção quanto segurava, parecia que ela estava me oferecendo, e eu o pegue e olhei para ele.
– é seu coelhinho?
Perguntei e ela me respondeu fazendo sim com a cabeça, ainda com seu inocente sorriso e os olhos fechados.
– é muito bonito...
Disse olhando para ela que não me respondeu nada.
– e-eto... Qual o seu nome...
eu perguntei a ela que rapidamente tirou o sorriso do rosto e abriu os olhos.
– voce não sabe?
Perguntei novamente a ela que fez que não com a cabeça.
– então... voce apenas não pode falar...
Eu perguntei, mas ela ficou calada.
–... ou não sabe?
Ela fez que sim com a cabeça e voltou a sorrir com os olhos fechados.
– como não sabe? Você não é um robô como eu?
Ela fez novamente que sim, eu não sabia diferencia robôs de humanos, mas sabia que que aquela com certeza não era humana.
– como pode não saber, por que não inseriram isso ao seu chipe de memória?
Eu perguntei, mas ela simplesmente ficou parada ali olhando para mim.
– não puderam, por que o chip não permite não é mesmo. Voce é o modelo que veio antes de mim não é mesmo?
Ela só abaixou a cabeça e suspirou.
– por que esse suspiro? Voce não gosta de ser imperfeita não é mesmo?
Ela deixou o mesmo olhar de dor por 2 segundos e levantou a cabeça sorrindo e me puxando pelo braço para fora da capsula, o que me fez cair em cima dela e esmagar o coelhinho.
– aaaahh, por que você fez isso! Eu podia ter te machucado.
eu falei em cima dela que ficou rindo.
– ai, ai... como voce é boba hein.
Eu disse para ela com uma voz sorridente. E então me levantei e a ajudei a se levantar no chão enguanto segurava o coelhinho.
– bem... se voce não sabe falar, quer que eu te ensine?
Ela ficou animada e comçou a pular.
– tá bom,tá bom, acho que isso é um sim né... one-chan.
Eu disse bem baixinho a ultima parte, mais ela ouviu e tentou repetir.
– o-o-o-e-h-a-n...?
– não, não, não, você não pode me chamar de one-chan, e ainda disse errado, voce tem que me chamar de, repita comigo agora, o-n-i-i-c-h-a-n.
–o-oicha.
– é quase isso, mais tentemos de novo, o-n-i-i-c-h-a-n, onii-chan.
– o..onii-chan
– isso mesmo, você aprendeu!- eu falei sorrindo
– Hahaha, onii-chan, onii-chan!!
Disse ela comemorando e pulando como uma perereca. Eu naquele momento senti meu coração apertado, mais de uma maneira tão boa, saber que ensinei algo a ela e ouvir sua voz tão alegre era tão bom para o meu coração que um sorriso não se conteve de sair de dentro de mim enquanto olhava para ela com seu jeito doce e inocente. Eu senti como se... Como se...Se...se...
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