Good Gone Girl

45 Capítulo 45 – Evite dizer “a”.


Notas iniciais
OIIIIIIIIII Eu sei, eu demorei. Sinto muito por isso. Voltei a assistir uns animes (H gata B kei e 3D Kanojo Real Girl, recomendo!) ai me perdi com alguns trabalhos desgraçados (tipo planejar UM BAIRRO INTEIRO AAAAAAAa) mas aqui estamos, tentando postar um capitulozinho para ver meu povo feliz ;_; ME DESCULPEM Bisou ♥ Belle.Époque Agradecimentos especiais para: — Juuh Beauchamp — Carina — Revolte Unicornio — Sandrinha — Flor Eaton — KK — Nonpapergangsta — paulinha 3 — Lily Starks

Capítulo 45 – Evite dizer “a”.

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Quando Sasha concluí, ela respira fundo e enxuga as lágrimas, dizendo: “maldita TPM” e então caminhamos em silêncio. É algo estranho. Sinto como se eu tivesse uma missão agora. Sasha havia confiado em mim contando algo tão pessoal e eu não podia desapontá-la. Não sei o que seria desapontar a ruiva, mas eu sentia como se precisasse fazer o meu melhor para manter aquela amizade e para estar por perto.

— Então... eu acho que fui um pouco babaca quando você começou a sair com o Alex – ela confessou, de repente. – Eu fiquei falando para você não se apegar, porque ele tem aquele jeitão meio misterioso..., juro que achei que ele só queria te comer.

Ela ri e isso me faz rir também.

— A verdade, é que eu nunca o tinha visto ficar sério com alguém – ela me admite, com um discreto sorriso nos lábios. – Tipo... ele saía com algumas garotas, mas nunca chegou a ser algo sério, eu acho. Nunca ele usou a palavra “namoro”, na verdade. Acho que a última garota que ele namorou foi, Georgia. E não terminou bem...

Ela termina com um dar de ombros. Então chegamos ao meu prédio e ela se vira para mim. Tenho certeza de que já disse isso, e que até mesmo Sasha disse isso, mas ela é tão incrível. Com os cabelos vermelhos e cacheados, aquela sua atitude.... Ela é como uma heroína de algum livro onde não precisam de príncipes encantados.

— Bem, estou feliz por vocês estarem juntos – Ela termina. – Você é uma garota legal e ele é um cara legal. Quando duas pessoas que gostamos se gostam, é o tipo de coisa que nos deixa feliz de verdade.

Ela dá uma piscadela e então segue o seu caminho. Suas palavras me fazem corar, porque eu nunca pensei que fosse ouvir Sasha dizendo algo como “fico feliz” ou “nos deixa feliz de verdade”. Ela parecia o tipo de garota que não acreditava na felicidade pelos outros, somente na dela própria. Um amor próprio facilmente confundido com egoísmo.

Por algum motivo, sinto que nosso relacionamento mudou. Antes eu sentia como se eu fosse "a conhecida de Ellie" que Sasha, como sua melhor amiga, apenas aturava. Agora, sinto que sou amiga da ruiva também. É como se houvéssemos quebrado um muro e a sensação é boa. Como se você enfim fosse aceita em um lugar que já deveria estar a muito tempo.

Vou sorrindo para a minha sala de aula.

Assim que chego, sou obrigada a contar à John que Alex sabe que dormimos juntos e a pedir desculpas pela forma como ele agiu, que foi no mínimo grosseira. Tudo o que meu colega diz é que isso explicava o ódio do ruivo e que não precisava pedir desculpas. Para minha surpresa, John parece sentir mal.

— Eu não sabia que ele sabia – John admitiu, envergonhado. – Nossa, eu falar com você daquele jeito pode ter sido uma afronta para ele... ele pode ter achado que eu estava debochando ou fazendo pouco do namoro de vocês.

— Hum... não acho provável... Você não parecia nenhum pouco estar fazendo pouco – eu confessei, mas então me perguntei se o bom humor de John não poderia ser mal interpretado. – Bem, por que eu não contaria para ele? Ele merecia saber a verdade... eu não me sentiria bem continuando com ele com um segredo desses...

John deu de ombros.

— Conheço pessoas que prefeririam não contar – é tudo o que ele responde. – Dá muita dor de cabeça falar a verdade às vezes. Ainda mais de algo que já passou e que não significou nada, entende? É como criar uma confusão desnecessária. Ou apenas causar dor e desconfiança.

— Mas não seria justo – eu insisti. – E nós nunca podemos saber se algo realmente passou. E se virasse uma bola de neve que vai se acumulando e destruindo tudo pelo caminho, como nos desenhos animados?

Ele dá de ombros. Como se não soubesse o que dizer.

— Como você consegue ser tão sincera com as pessoas? – Ele perguntou, de repente, com o cenho franzido. – Você confia tanto nele, na honestidade dele, que sente que deve ser honesta de volta? Ou você sabe que ele vai te entender, por isso não tem medo de falar isso?

Eu nunca havia me perguntado aquilo.

Agora que ele perguntava, era ótimas perguntas. Porém, seria mentira dizer que eu não tive medo quando contei a verdade para ele. Eu tive medo. Eu sabia que ele iria ficar puto e que ele podia nunca mais querer me ver na vida dele..., mas talvez tivesse algo a ver comigo. Com o meu caráter. Eu não conseguiria ficar em paz comigo mesma se fizesse isso. Porque não era justo.

Por algum motivo, meus pensamentos vão para Mike e Lauren.

Por que eles não teriam me contado sobre o relacionamento deles? Tudo bem, Mike eu sei agora, mas e quanto a Lauren? Será que ela tentou evitar dor de cabeça, como John falou? Será que ela não se sentiu segura para me falar a verdade? Será que ela teve medo de que eu não a entendesse? Ou será que tinha algo a ver com o caráter dela?

De acordo com ela, Mike era quem queria me falar..., mas ela era tão importante para mim quanto ele. Se ele a estava enrolando e ela percebeu isso, Lauren podia ter chegado em mim e me dito a verdade. Eu provavelmente teria sofrido, mas eu sempre tive a fama de entender as pessoas, de tentar fazer o melhor por elas... eu era a “boazinha” afinal. Como você tem medo da garota que é boazinha?

Um arrepio percorreu a minha espinha.

Será que Lauren me conhecia mesmo? Será que eu a conhecia de verdade?

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Quando saio da aula, Alexander está me esperando do lado de fora do prédio. Sua expressão não está melhor, e parece ainda pior quando ele vê que John está do meu lado. Contra tudo o que eu previa, dessa vez ele tenta ser simpático, mesmo que ainda estivesse a expressão de quem queria dar um soco nele. Acho que a simpatia dele o assusta mais do que antes, porque John inventa uma desculpa para sair correndo.

A intenção foi boa, mas não sei se gosto disso. Acho que prefiro que Alexander aja como sente que deve agir e não de um jeito que ele espera que me faça perdoá-lo por ele ser grosseiro com meu amigo... Ainda mais agora que, depois do que John disse, eu estava vendo sua grosseria de outro modo.

Eu já o havia perdoado também.

— Acho que ele tem medo de você – eu comento depois que John foge.

Alexander franze o cenho e pega a minha mão, me guiando até o seu carro. Nós andamos alguns passos em silêncio e então ele pergunta:

— Sou uma má pessoa por gostar que ele tenha medo de mim?

Tento não rir. Digo a mim mesma que não há nada de engraçado nisso.

— Não – eu respondo com sinceridade.

Então nós caminhamos até o carro dele, em silêncio. O caminho até o apartamento dele é feito em silêncio também, apenas preenchido pelas músicas que tocavam em seu pendrive. Ele parece ter muita coisa para dizer, mas como se não soubesse como começar. Um de seus braços está apoiado na parte de dentro da janela, e sua mãe está roçando em seus lábios, que ele mordisca o tempo todo.

Seu olhar é distante e reflexivo durante todo o caminho.

Quando chegamos ao apartamento dele, eu me vejo obrigada a perguntar:

— Alex, está tudo bem?

Ele joga suas coisas no balcão da cozinha e então se vira para mim. É, aparentemente ele não estava muito bem, porque, quando eu vejo ele está com os músculos tensos novamente. Ai meu deus.

— Você acha que eu fui babaca hoje? – Ele pergunta.

— Foi – eu respondo com sinceridade. – Mas você ser babaca com ele é melhor do que tentar forçar uma simpatia que não sente. O resultado pode ser assustador quando você age de um jeito e a sua expressão é outra.

Alexander olha para mim e então solta um suspiro irritado.

— O que você viu nele? – Ele pergunta de repente.

Eu franzi o cenho.

— Quê?

— O que você viu naquele cara para... para querer ficar com ele? – Ele pergunta, desviando o olhar. Como se não conseguisse olhar para mim quando a fizesse. – Tipo... ele é um palhaço ele é... é... sei lá. Estranho...

Não sei o que ele pretende perguntando aquilo. Não sei onde essa conversa poderia dar, mas não parecia um lugar muito saudável. E fico surpresa com a observação que ele faz sem mesmo ver John no seu melhor: dando risadas escandalosas e incontroláveis e fazendo brincadeiras.

— Acho que você está sendo um pouco injusto... – eu digo. – Você não o conhece.

— Talvez... só, não entendo – ele confessou, irritado.

— Não teve “algo que eu vi nele”, Alex – eu respondi, enfim. – Eu só... Ele só era meu amigo, estava ali. Eu estava puta com você, estava bêbada, e é isso... Só isso.

Ele olhou para mim, estreitando os olhos.

— Então você dormiria com qualquer amigo que estivesse ali desde que estivesse bêbada e com raiva de mim? – Ele pergunta, de repente.

Sua pergunta é tão absurda que eu demoro um tempo para perceber que ela realmente saiu da boca dele. Ele também parece perceber tarde demais, porque ele fecha os olhos como se logo se arrependesse. Mas o estrago já estava feito. Eu estou... ofendida. Sinto como se eu houvesse levado um tapa na minha cara e isso me tira o ar porque parece muito absurdo.

— Não quis dizer isso assim-... – ele começa, mas eu interrompo.

— Que tipo de garota você acha que eu sou, Alexander? – Eu pergunto.

Minha voz sai muito baixa e rouca. Não sei que sentimento é esse que fecha minha garganta, mas ele dói. Ele faz com que respirar seja difícil.

— Bell... Bell, desculpa, eu... – ele diz parecendo arrependido. – Juro que não era para parecer assim, eu só...

Ele se aproxima e tenta me segurar, como se quisesse me impedir de ir embora antes que eu pensasse em ir. Infelizmente, a ideia só surge depois que ele já está me segurando e eu me debato contra suas mãos, mas ele não me solta.

— Desculpa – ele pede novamente, se aproximando de mim. – Desculpa. Eu fui babaca. Eu sou babaca... eu falo essas coisas... sem pensar. É que... eu estou com ciúmes.

Eu paraliso no lugar, por um segundo, e então continuo tentando me soltar.

— Eu estou com muito ciúmes – ele admite, enfim, me soltando.

Quando ele me solta, já não quero mais ir embora. A palavra “ciúmes” me prende no lugar como uma âncora. Eu não conseguia imaginar alguém como Alexander com ciúmes, ainda mais porque ele parecia ser uma pessoa muito segura. Além do que, parecia ridículo alguém como ele ter ciúmes de alguém como... John. Era uma competição injusta. Então me lembro da sua pergunta: “o que você viu naquele cara para querer ficar com ele? ” .

Eu não estava muito acostumada com a demonstração de ciúmes dele. Geralmente, ciúmes era algo destrutivo, não era? Algo como uma raiva, uma violência... foi o que eu senti quando vi Alexander com aquela loira. E era como Mike demonstrava os ciúmes dele. Era como um incêndio sufocante.

Por algum motivo toda a minha indignação se dissipa.

Merda, porque ele tinha que ser tão... tão... não sei. Era óbvio que ele estava com ciúmes, por isso ele havia dito aquilo de John. Ele estava claramente procurando motivos para odiar o outro garoto, mesmo sem conhecê-lo. Talvez ele quisesse entender o que havia me atraído em outra pessoa, ainda mais uma que parecia tão diferente dele.

— Você acha... que eu fiquei com John porque... ele tem algo que você não tem? – Eu pergunto. – E aí você tem medo que eu fique com ele de novo?

Alexander solta um suspiro pesado, mas minha resposta é um dar de ombros.

Isso me machuca um pouco. Significa que ou nem ele sabe porque isso o incomoda, ou porque a resposta é “sim”, o que não teria sentido. É impossível que alguém como John tenha algo que Alexander não tem.

— Quando eu te vi com a loira... aquela loira, eu fiquei puta – eu murmurei. – Fiquei puta porque eu passei duas semanas sofrendo por ter pedido aquele tempo, e, quando eu te vi, pensei que você tinha seguido em frente... dado continuidade à enorme fila de garotas bonitas que devia ter correndo atrás de você.... Eu me senti patética. – Eu corei, ao admitir. – Me senti patética porquê... parecia que como sempre... eu sempre gostava mais de alguém do que gostavam de mim... E eu estava cansada disso.

Sinto que um tom vermelho toma o meu rosto e lágrimas se acumulam em meus olhos. Aquele era um lado humilhante meu. Um lado que ele já devia ter percebido, mesmo assim, que doía expor; admitir a existência dele daquela forma.

— Então sim... eu provavelmente teria agarrado qualquer cara que me desse bola só por impulso. Para provar a mim mesma que eu não estava esperando demais de alguém – eu admiti. – Satisfeito? Você namora uma garota patética e carente.

Eu me sinto nua.

Ou talvez pior que isso, porque eu já havia ficado nua na frente de Alexander e nunca havia sido tão desagradável quanto dizer aquilo em voz alta. A verdade, é que eu me sentia exposta. Vulnerável. Como quando aquela minha amiga disse para todas as suas amigas que eu gostava daquele garotinho que nunca me daria bola. E a sensação só vai piorando quanto mais tempo passa, em que ele não diz nada.

— Não fale assim de você – é o que ele diz.

Eu franzi o cenho e sinto suas mãos em meu rosto. Erguendo-o para que eu olhe em seus olhos. Aqueles olhos cinzas e claros, estreitos e sexys. Adoro o seu olhar. É como Clint Eastwood quando jovem, naqueles filmes de velho oeste preto e branco. Ou como um daqueles caras de jaquetas de couro e topete nos filmes antigos. Odeio quando eles somem da minha vista, porque tudo fica embaçado por lágrimas.

— Eu não queria que você me visse assim – eu confessei. – Era a única coisa que eu não queria... que você visse que sou uma garota patética e carente.

— Você não é patética e carente – ele insiste. – Você... você só é intensa.

Intensa: 1) que tem força, vigor e quantidade: forte, acentuada, intensiva, violenta, abundante, superabundante, excessiva, carregada, exorbitante, exagerada, demasiada, muito, grande, alta, volumosa; 2) que ultrapassa o que é considerado normal: dura, pesada, penosa, árdua, profunda, poderosa, absorvente, rigorosa, febril; 3) que tem muita energia: ativa, energética, impetuosa, vigorosa, veemente, arrojada, enfática, pujante, ardente.

Não sei se é bom ser intensa.

Mas do jeito como ele fala, parece bom.

E do jeito como ele me beija, fazendo com que as lágrimas acumuladas em meus olhos transbordem, também faz parecer que não há nada de errado em ser “intensa”. Enquanto nos beijamos, ele me carrega e pede desculpas, várias vezes, por ter dito aquilo. Não que fosse culpa dele, eu acho. Eu devia saber que não seria fácil... e que essa situação seria embaraçosa e provavelmente continuaria sendo.

— Você não faz ideia do quanto eu gosto de você – ele murmurou, perto do meu ouvido. Sinto seus braços me envolverem com força. – É estranho... no início, eu até tentei não me apegar, mas você, meio que... foi tomando espaço. E agora tenho medo de perder... você. Estou inseguro, e eu nunca senti isso. Não costumo ser inseguro.

É, ele não parece ser o tipo de cara inseguro.

Nem um pouco.

Pelo contrário, ele sempre me pareceu saber o que fazer. Sempre.

— Desculpa... – murmurei.

— Não peça desculpas – ele retruca, sentando-se no sofá, comigo no seu colo.

— Não parece legal eu fazer alguém se sentir inseguro – repliquei arriscando olhar para ele. – Quer dizer... não deveria ser.

Ele dá um meio sorriso, aquele meio sorriso, e segura meu rosto em suas mãos, enxugando minhas lágrimas delicadamente. Seus olhos parecem cheios de palavras, palavras que ele não verbaliza, mas que de algum jeito, fazem meu coração derreter. Então ele me beija, delicadamente. Roçando seus lábios nos meus, depois introduzindo a língua lentamente, provocante e sedutora.

Quando vejo, estou enroscada nele. Com as mãos perdidas em seus cabelos ruivos e as pernas ao redor dos seus quadris. As mãos dele estão escapando por debaixo de minha blusa, tocando a minha pele lentamente, me puxando para si, contra o seu corpo gostoso e tatuado.

— Você sempre foi assim? – Ele pergunta, perto do meu ouvido, quando termina o beijo. – Sempre pediu desculpas pelas mínimas coisas ou isso é algo novo?

Penso nisso e acabo dando um sorriso triste.

— Penso que sentimentos são subjetivos... – confessei. – Eu posso dizer “a” e isso pode te magoar porque você não gosta da letra “a”, mesmo que essa não tenha sido a minha intenção... em uma situação como essa, penso que o mínimo que posso fazer é pedir desculpas por dizer “a” e evitar o “a”.

Ele franziu o cenho.

— Tá, mas se o problema com a letra “a” é meu, porque você pede desculpas por isso? – Ele perguntou. – Na verdade, se eu tenho um problema com a letra “a” é errado da minha parte esperar que você delete o “a” da sua vida... ainda mais quando você não sabe que eu tenho problema com “a”.

Eu ergui uma sobrancelha.

— Mas se eu descubro que você tem problema com “a” não é uma gentileza que eu evite “a” na sua frente? – Eu pergunto. – Eu gosto de você. E como eu gosto de você, não quero que você se sinta mal toda vez que eu falar “a” sem querer.

Ele inclinou a cabeça e estreitou os olhos, em uma expressão sexy.

— Não estamos mais só falando de “a”, estamos? – Ele pergunta.

Eu dei de ombros, mas não entendi a sua pergunta.

— Eu estava..., mas você quer aplicar em outra situação? – Pergunto.

— Não me parece certo você evitar aquele “a” na minha frente... sou seu namorado, eu quero me interessar por tudo que você se interessa, e ser amigo... dos seus amigos – Ele hesita a última frase, deixando bem claro que ele não via como poderia ser possível ele ser amigo de John.

— Você não é obrigado a gostar do que ou de quem eu gosto – eu o corrijo. – Não quero que você se force a aturar as coisas... ou as pessoas... para me fazer feliz ou nada assim. Você já me faz feliz apenas entendendo.

Ele abaixa o olhar, pensando nisso. As pontas de seus dedos fazem desenhos aleatórios em minhas costas, como se não percebesse o quão excitante aquilo poderia ser. E era.

— Então você vai evitar dizer “a”? – Ele pergunta.

— Vou evitar dizer “a” na sua frente – respondi. Então franzi o cenho. — Meu deus, pareceu que eu estou insinuando que vou pegar John pelas suas costas. Eca. Vamos arrumar outra analogia.

Parecia algo razoável, fazer o possível para evitar os dois se esbarrando. Não parece justo obrigar Alexander a ser legal com um cara que ele não gosta, e não parece justo obrigar John a passar por aquela situação tensa e constrangedora novamente.

Ele ri e me puxa para mais um beijo, concordando com a cabeça.

Em um momento estávamos nos beijando apenas, e no outro, estávamos nos despindo. Como se nós dois houvéssemos pensado naquilo e concordado sem dizer uma palavra. Nosso sexo é uma mistura de gentil e desesperado. Seus beijos são macios e delicados em minha pele, enquanto suas mãos firmes parecem me apertar com força contra ele. Como se quisesse fundir nossos corpos; como se quisesse a menor distância possível entre nós. Quando ele mete em mim também é forte e rápido, do jeito que eu gosto. Do jeito que faz todo o meu corpo vibrar até a exaustão.