Good Gone Girl
43 Capítulo 43 – Última Surpresa.
Notas iniciais
Capítulo 43 – Última Surpresa.
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No carro, quando eu parei para analisar o que ele havia me contado, percebi que haviam duas coisas que me surpreendiam: uma delas, era o número de pessoas que gostavam de Alexander o suficiente para tentar ajudá-lo com suas confusões amorosas (como Sasha, Ellie e até Alexis o haviam feito antes de nos conhecermos, e como seus amigos fizeram quando ele pediu ajuda para se desculpar comigo); a segunda, era o como nós dois escondemos muita coisa um do outro.
Passamos o caminho todo até o apartamento dele conversando sobre tudo o que não contamos um para o outro. Como, por exemplo, ele me admitir que queria mesmo me chamar para ir ao jantar de aniversário do tio, mas achou que eu não queria ir, porque eu havia dito que tinha “coisa melhor para fazer” (meu deus, eu deveria escolher melhor as minhas palavras). O único motivo do desconforto dele, foi porque sua irmã estava visivelmente me colocando numa situação chata, e ele não gostou disso. Também não gostou dela se metendo nos assuntos dele, porque ele pretendia me chamar em outra hora.
E no fim, deu toda aquela confusão. Ele ficou confuso porque parecia que eu queria ser convidada, mas ele havia me visto com John, então ele não sabia se eu realmente queria ou não... e seria chato levar uma garota para o jantar do tio dele sem saber se ela estava disposta a ser sua namorada.
— Você disse que não queria se apaixonar – ele me lembrou.
— E você disse “então não se apaixone”... que péssima resposta – eu retruquei.
Ele admitiu concordando com a cabeça.
— Eu disse para você não se apaixonar, porque sabia que eu já era um caso perdido – ele comentou. – Achei que talvez você tivesse salvação... apesar de não querer isso.
Eu passei aquele tempo todo me achando maluca, mas agora, estou me perguntando quem em sã consciência (por livre e espontânea vontade) se lançaria em um relacionamento sabendo que não vai ser correspondido da mesma forma. Aparentemente, Alexander era uma dessas pessoas. Era maluquice? Com certeza, mas aparentemente tudo era uma questão de ponto de vista. Enquanto eu gostava de saber onde eu estava me metendo, ele aparentemente era mais do tipo que aproveitava o momento.
Se eu era maluca, ele certamente era meio maluco também.
— Você já parou para pensar que se fôssemos duas pessoas mais sinceras sobre nossos sentimentos, teríamos evitado muito estresse? – Eu perguntei, enquanto ele estacionava o carro em sua garagem.
Ele pareceu pensar nisso com o olhar distante.
— Provavelmente – ele concordou enfim, saindo do carro. O acompanhei até o elevador, quando ele continuou: – Mas pense nisso como um daqueles ápices de livros de romance. Agora vem a parte chata em que tudo dá certo e não há mais o que contar.
Eu franzi o cenho.
— Não é só porque um livro acaba que a história termina – eu comentei. Então eu sorri e peguei a mão dele, dizendo: — Algo me diz que nós somos daquele tipo de pessoa que sempre arruma confusão... E que sempre vamos estar fazendo merda, mesmo que as outras pessoas não saibam.
Ele olhou para mim, arqueando uma sobrancelha, então deu aquele meio sorriso. Quando entramos no elevador vazio, ele me puxa para perto em um gesto repentino, passando um braço pelas minhas costas. Uma de suas mãos segura o meu rosto com uma pressão deliciosa que contrasta com seus lábios macios e carinhosos. Um roçar suave, uma mordiscada provocante, seu hálito quente no meu rosto...
Eu quero mais.
Empurro-o contra a parede do elevador.
— Ao menos que a nossa história seja uma daquelas eróticas – eu comentei, divertida. – Se for, tenho certeza que ainda terão muitos, e muitos capítulos.
Ele sorri contra os meus lábios, puxando-me para mais perto.
— Você se lembra daquele capítulo em que fizemos sexo no elevador? – Ele me provocou, roçando-se em mim.
— Não. Me mostra como foi? – Eu provoco de volta.
Ele percebe e se inclina para voltar a me beijar quando o elevador apita e a porta abre. A vizinha dele entra (a vizinha que me falou ter medo das suas tatuagens, e que perguntara se eu era sua namorada) e eu me pergunto, por um instante, se ela era a única moradora daquele prédio, tirando o ruivo.
— Boa noite – ele a cumprimenta.
— Boa noite – ela responde.
— Boa noite – eu digo também.
A presença dela ali me deixa constrangida por, nem que fosse por um segundo, cogitar transar com Alexander ali. Prédios tem câmeras de segurança, sabe? Principalmente nos elevadores... E eu ainda não estava pronta para estrelar um filme pornô para quem quer que fizesse a segurança dali.
O elevador para no andar dele. A mulher sai, e quando eu vou sair, ele segura a minha mão, como se quisesse que eu continuasse ali.
— Se divirtam – a mulher disse, antes das portas se fecharem.
Como se ela soubesse o que íamos fazer. Fico constrangida.
— A gente... n- não ia para o seu apartamento? – Eu perguntei, nervosa.
Ele não podia estar levando a sério o sexo no elevador!
Ele arqueou uma sobrancelha, como se estivesse divertido com minha expressão.
— Verdade.... Quis dizer o meu prédio, não meu apartamento – ele se corrigiu, com um meio sorriso maldoso. – Relaxa. Esse ainda não é o capítulo do sexo no elevador.
Na minha mente, dei ênfase na palavra “ainda”, mas quero lhe fazer várias perguntas quando, de repente, o elevador para novamente e, dessa vez, ele me puxa para fora. As luzes estão apagadas no pequeno hall em que paramos, mas se acendem automaticamente assim que pisamos ali. É um lugar pequeno e não vejo nada além de uma porta de correr de vidro, que Alex a abre.
O vento frio noturno acaricia o meu rosto agradavelmente assim que pisamos para fora. Estamos em um terraço. O chão é revestido com pedras que fazem barulhos quando andamos, e há plantas pequenas flanqueando bancos e o pequeno muro onde podíamos nos debruçar e ter uma vista boa da cidade. À noite, podíamos ver algumas ruas e pequenos pontinhos de luz artificiais de outros prédios e outras casas.
O céu possuía algumas estrelas, não tantas quanto um lugar sem luz, mas era uma boa quantidade delas ainda assim. Isso é tudo o que consigo ver até que Alex solta a minha mão e apaga a luz do terraço e do corredor, então tudo fica escuro. Causando-me uma pequena aflição. Ainda mais porque eu não conseguia vê-lo.
— Alex? – Eu o chamei.
— Um minuto – é o que ele me respondeu, de algum canto.
Então outra luz se acendeu.
Uma luz discreta e suave vinda de pisca-pisca brancos posicionados no chão, em círculo, ao redor de uma toalha de mesa grossa, azul marinho, com um prato com sanduíches, outro prato com cupcakes, e outro prato com frios. Era bonito. Como um jantar iluminado por estrelas no céu, e rodeado por estrelas ao redor. Vejo o ruivo se levantando de um canto, onde ele foi ligar as luzes, e vir para o meu lado.
— Você fez tudo isso? – Eu perguntei, impressionada.
Ele pensou.
— A Sra. Garfield me ajudou – ele confessou. – É a minha vizinha.
Estreitei meus olhos. Por isso ela sabia de algo.
— Então minha surpresa.... É um piquenique no terraço do seu prédio ao invés de uma noite de sexo tórrida do seu quarto? – Eu perguntei, empolgada. – Incrível! Ninguém nunca fez... nada assim por mim...
Alexander hesita.
— De repente, sua ideia parece mais interessante que a minha... – ele comentou.
Mas então ele deu aquele meio sorriso de tirar o fôlego e pegou a minha mão, puxando-me para que eu me sente sobre a toalha com ele. Nem parece que há pedras no chão quando nos sentamos, um do lado do outro, e os pisca-pisca brilham ao nosso redor como um círculo de luz, um lugar mágico que não deixaria nada de ruim passar.
— Estou curiosa.... Você disse que queria compensar o que havia preparado sábado – eu comentei. – O que exatamente você havia pensado em fazer?
Ele dá de ombros, misteriosamente, colocando uma taça de plástico na minha mão.
— Eu ia fazer uma serenata como pedido de desculpas... então soltar fogos de artifícios e cachorros adestrados para te pedir em namoro – ele respondeu.
Dei-lhe um empurrão no ombro, porque sabia que ele estava brincando.
Era engraçado, Alex não ria ou sorria quando ele brincava. Muitas vezes, tenho certeza que as pessoas iriam pensar que ele estava falando sério quando poderia apenas estar sendo sarcástico ou irônico. Mas havia algo muito claro no fundo daqueles olhos cinzas, que impediam de criar qualquer confusão.
— Vou deixar para a sua imaginação – ele respondeu com sinceridade.
— Não preciso imaginar. Você se saiu bem com tudo isso – eu retruquei.
Ele olha para mim e sorri, colocando vinho no meu copo.
Seus olhos naquelas luzes ficavam incríveis. Muito claros, muito intensos, o mesmo com suas tatuagens e seus cabelos. Os desenhos pareciam sombrios e misteriosos, como se fossem segredos, e seus cabelos pareciam ter duas cores: vermelho na luz, e castanhos no escuro. Ele todo era incrível e lindo... poderia admirá-lo a noite toda. O modo como a luz refletia em suas feições, em seu olhar taciturno.
— Você é lindo – eu murmurei, acariciando seu rosto.
Ele parece desajeitado de repente, como se não esperasse ouvir isso.
— Você está com fome? – Ele mudou de assunto.
E isso é engraçado. Ele já me elogiou tantas vezes, que parecia estranho ele parecer tímido ao ser elogiado. Agora que eu parei para pensar, sempre que eu dizia algo sobre ele, ele ficava daquele jeito. Percebi quando eu disse que ele era um deus depois de ter me chupado na cozinha dele, ele tentou disfarçar com sarcasmo, mas estava lá. Aquela ponta de timidez quase imperceptível.
— Estou – eu respondi com um olhar significativo. – Não disse do quê.
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Apesar da provocação, eu estava realmente com fome e estava tudo muito delicioso e agradável. O vinho que ele serviu fez com que não nos incomodássemos com o clima (um pouco frio), e os sanduíches e os cupcakes foram o suficiente para que eu me sentisse satisfeita. Então ele guarda as coisas e ficamos olhando o céu, um do lado do outro, meios bêbados, meio falando coisas sem sentido e nos beijando.
É um dos melhores momentos da minha vida.
Até que, do nada, ele diz:
— Bell... sobre o seu amigo... Não quero que você ache que eu sou igual o Mike... não quero que você se afaste de ninguém... eu só quero...
Ele havia passado a noite toda tentando não falar sobre John. Tentando não falar sobre ele, sobre o que eu havia feito com ele ou sobre minha relação com ele..., no entanto, como se houvesse criado coragem, ele decidiu dizer aquelas palavras. Provavelmente, porque minhas palavras possam tê-lo magoado também.
Ou pelo menos sido como um tapa na cara dele. Eu havia dito claramente que “como Michael, ou como qualquer outro filho da puta que passou pela merda da minha vida, ele achava que eu era algo dele”. Eu acho que a pior coisa do mundo para alguém deveria ser se ver comparado com alguém como Mike.
— Eu só quero que você me procure... quando tiver problemas, quando estiver com raiva, triste... me liga, me manda mensagem... eu quero te consolar – ele concluiu, e o modo como ele diz isso quase me faz corar. — Muitas vezes... eu senti como se você me afastasse... quer dizer, você estava se metendo em muita coisa... e não dividiu nada comigo... se colocou em perigo, e não me falou. É como se eu estivesse em outra categoria. Como se você não quisesse que eu me preocupe com você.
Eu me sinto corar. Era isso que ele pensava? Que eu o mantinha longe dos meus problemas... porque eu não precisava que ele se preocupasse comigo? De fato, eu achava que ele não precisava..., mas não porque eu dispensasse a preocupação dele. Me sinto muito mal de repente. Como se eu houvesse criado uma confusão desnecessária.
— N- não – eu me apressei em dizer. – É que... eu não queria ser do tipo de garota que só traz problema. Eu não gosto... de incomodar as pessoas com o que eu penso, o que sinto.... Também parecia errado. Achei que você não iria querer saber disso tudo.
Ele segurou meu rosto entre suas mãos e olhou nos meus olhos.
— Eu quero saber tudo o que diz respeito você – ele murmurou.
Suas palavras fazem meu coração mergulhar numa piscina morna e aconchegante, um sentimento que eu nunca pensei que fosse sentir antes. Era um lugar confortável e muito doce. Como se fosse uma recompensa por todo esse tempo em que fiquei maltratando meu coração com pensamentos invasivos e precipitados.
Então ele me beijou, e todo meu corpo experimentou deste sentimento. Todo meu corpo vibrou com esse sentimento novo e estranho. Eu não saberia dar nome para ele..., mas eu sabia que queria ficar ali para sempre e que se ele tivesse uma cor, seria dourado. Um dourado reluzente, como ouro derretido.
Ele se alastra por meu corpo, transformando-se em fogo.
Quando vejo, estou me debruçando sobre ele, lhe devorando os lábios. Meus cabelos caem sobre seu rosto, mas antes que eu monte em cima de Alexander, ele me empurra, voltando a me deitar sobre a toalha e então se debruçando sobre mim. Seus lábios lutam contra os meus, numa batalha por aquele beijo, e ganham. Sua vitória é comemorada quando sinto sua língua entrar na minha boca, e encostar-se suavemente à minha, e quando sinto uma de suas mãos cobrindo meu peito e o apertando.
Seu toque é tão maravilhoso que me faz gemer contra a sua boca. Como se eu houvesse passado muito tempo sem aquilo e isso me tivesse feito mais sensível. Havia me esquecido do como eu gostava do toque dele, daquele aperto firme e delicado.
— Meu deus, como eu te quero – murmurei, contra os seus lábios.
Ele sorri e fica por cima, entre minhas pernas.
O contato entre nós é tão excitante. Consigo sentir a excitação dele roçando em mim, mas como sempre, ele não é um cara desesperado. Seus lábios descem pelo meu pescoço lentamente, lambendo, mordiscando e beijando cada parte da minha pele ali, fazendo-me arrepiar e suspirar. Então sinto suas mãos por debaixo da minha blusa, o roçar lento e suave da ponta de seus dedos: subindo pelas minhas costelas, meu diafragma... seu toque me arrepia, me excita.
Passo uma de minhas pernas por seu quadril, trazendo-o para mais perto de mim.
Sinto seus lábios, em meu pescoço, se curvarem em um sorriso.
— Você é a garota mais impaciente que eu já tive – ele murmurou.
— E você, o mais lento – eu retruquei, passando minhas mãos por seu corpo.
Ele deu um sorriso maldoso, então sinto suas mãos erguendo minha blusa lentamente. A ponta de seus dedos fazendo um rastro quente em minha pele. Ele enrola minha roupa até um pouco acima dos meus seios, expondo meu sutiã que não demora em sumir do caminho. Meus mamilos enrijecendo ao contato com o frio.
— Vou te mostrar, que tem coisas que são boas lentas – ele murmurou no meu ouvido, antes de, lentamente, encostar a língua em meu peito.
Seu toque úmido e macio faz com que eu me arrepie, e arqueie minhas costas ansiando por mais. Mas Alexander está me provocando malignamente. Ele encosta apenas a ponta da sua língua, e faz o contorno da auréola, lentamente. Olhando para mim e roça sua língua no meu mamilo, fazendo-me apertá-lo com mais força. Então o sinto suga-lo para dentro de sua boca, e chupá-lo... e a sensação é tão boa que eu solto um gemido ao sentir seus dentes roçando em mim.
Eu me esfrego contra ele, ansiando por mais, mas ele continua brincando comigo. Seus lábios passam para o meu outro seio, me torturando novamente, e então percorro minhas mãos por seu corpo, debaixo de sua camiseta. Quero sentir suas tatuagens, tocar cada uma delas, beijá-las, lambê-las.... Então desço minhas mãos para o seu membro, duro, dentro da calça e o acaricio por sobre o tecido. Ele geme contra minha pele.
— Meu deus – ele suspira.
Mas então, sinto suas mãos agarrando meus pulsos e afastando-me dele. Por um instante, eu não entendo, e lhe lanço um olhar confuso. Ele segura meus braços sobre a minha cabeça, como se estivéssemos em um daqueles jogos de dominador e submissa. Isso faz com que todo meu corpo se arrepie.
— Você não vai me apressar – ele murmurou, segurando minhas mãos sobre minha cabeça. Eu protesto com um gemido impaciente que ele abafa com um beijo. – Mas tudo bem, vou recompensá-la. Você foi uma boa garota.
Então ele se afasta, saindo do meio de minhas pernas, e eu me sinto muito desesperada e abandonada com isso. Então sinto-o metendo suas mãos debaixo de minha saia, e descer minha calcinha por minhas pernas, livrando-me da peça íntima. Então sinto sua mão em mim e solto um suspiro. Ele me acaricia lentamente por debaixo da saia, antes de voltar para o meio das minhas pernas, fazendo eu me abrir para ele.
— Você está tão molhada – ele murmura no meu ouvido, deliciado.
Todo meu corpo estremece de prazer.
— Você me deixou molhada desde o campo de futebol – eu respondi.
Ele sorri, então sinto um de seus dedos deslizarem para dentro de mim, agradavelmente, de uma só vez, fazendo com que todo meu corpo fosse tomado uma sensação agradável que me arrepia. Sinto os olhos dele queimando em mim, assistindo minhas expressões enquanto seus dedos me penetravam. Ele enfiou mais um em mim e eu me contorci sob ele, mordendo o lábio para não soltar um gemido.
Mas então, ele enfiou um terceiro dedo, e meu. Deus.
Soltei um gemido agradável, sem conseguir pensar, estendi os braços para puxá-lo para mim, no entanto, ele segura meus pulsos novamente, com apenas uma mão, enquanto a sua outra estava ocupada lá embaixo. Me deixando maluca. Seus dedos se mexem em um vai e vem delicioso. É prazeroso, apesar de não parecer completo. Como se faltasse algo mais. No entanto, meu corpo se mexe contra sua mão, como se meus músculos tivessem vida própria, como se buscassem aquilo que faltava: seu dedo massageando meu clitóris.
Quando ele o faz, todo meu corpo é tomado por uma corrente elétrica. Uma sensação prazerosa que me faz gemer a cada estocada de seus três dedos em mim, quanto mais fundos eles iam, mais alto eu gemia. Até que sua mão nos meus pulsos os soltam e segura o meu rosto, para me roubar um beijo selvagem que abafa todos os meus gemidos.
Sinto meu corpo muito quente, e muito insaciável. Como se eu fosse gozar a qualquer momento. No entanto, quando estou muito perto, seus dedos param e sua boca se afasta da minha. Estou ofegante quando olho para ele decepcionada, no entanto, o olhar que ele me lança é maldoso, então ele beija entre meus seios e desce para que sua língua ocupe o lugar dos dedos.
Solto um gemido alto quando o sinto me beijando lá. Eu sabia que Alexander era bom naquilo, mas não me lembrava o quanto. Sinto sua língua lambendo o meu clitóris, brincando com ele na sua ponta, espalhando aquela descarga elétrica por todo o meu corpo. É difícil ficar quieta quando ele faz isso, eu jogo a cabeça para trás, de olhos fechados, aproveitando todas aquelas sensações que sua língua despertava em mim.
Sinto-o me chupando para dentro de sua boca, como se eu fosse uma fruta suculenta, e então penetrando a língua em mim, como ele me beijara havia alguns minutos. Sinto meu corpo ser tomado por espasmos, uma tensão leve, antes de relaxar. A sensação é tão incrível que eu consigo ver estrelas por trás dos olhos, então, quando eu os abro, estou realmente vendo estrelas. Estrelas de verdade.
Ofegante, eu me sento, apoiando-me nos meus braços, então acaricio seus cabelos ruivos. Os puxei de leve, e ele olha para mim, enquanto se afasta lentamente, roçando os lábios na parte interna da minha coxa, sedutoramente.
O puxo para me beijar, um beijo carinhoso e quente. Seus lábios são macios e lentos sobre os meus, e sua língua com o meu gosto se encosta à minha, provocando-me. Minhas mãos vão para a sua calça e desabotoam-na, tocando no seu membro excitado, por sobre a cueca, então o colocando para fora, o acaricio por toda a sua extensão e ele geme contra meus lábios, estendendo-me uma camisinha que ele tirou do bolso dele.
— Você sempre anda com isso ou o quê? – Eu perguntei, desconfiada.
— Sempre que eu sei que vou te ver – ele respondeu, divertido.
Eu coloco o preservativo nele, então puxo o seu pescoço para lhe dar um beijo e monto nele. E ele não briga pelo controle daquela situação, ele apenas permite que eu sente sobre ele e me penetra lentamente, fazendo-me gemer contra seus lábios, enquanto todo meu corpo se arrepia. Então trocamos olhares silenciosos e ele se deita sobre a toalha, os pisca-pisca emoldurando seus cabelos ruivos como um halo, iluminando suas tatuagens misteriosamente.
Suas mãos se entrelaçam às minhas, enquanto meu corpo se mexe lentamente contra o dele. Gemidos baixos e sensuais escapam de sua garganta, parecendo tremer por todo o seu corpo, enquanto seus olhos continuam presos nos meus, como que enfeitiçados. Então suas mãos vão para os meus quadris e ditam um ritmo mais rápido e forte, sensual, que faz com que todo meu corpo estremeça de prazer.
Fecho os olhos, soltando um gemido.
Sinto suas mãos subirem pelo meu corpo, uma, parando em meu clitóris, estimulando-me a ir mais rápido, mais forte, a procurar todo aquele prazer que ele podia me oferecer. A outra continuou até um de meus seios, apertando-o insistentemente, fazendo-me gemer alto. Ela não para ali, no entanto, ela sobe mais um pouco, até o meu pescoço e me puxa contra ele para um beijo selvagem, interrompido apenas pelos nossos gemidos de puro êxtase.
Então eu desabo sobre ele, esgotada, e sinto seus braços me envolverem.
— Alex – eu o chamei.
Ele geme em resposta.
— Hoje podemos ver as estrelas – eu murmurei.
Ele ficou em silêncio por um momento, então soltou uma risada, entendendo.
— E não morremos de hipotermia – ele observou.
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