Good Gone Girl

12 Capítulo 12 - Paradoxo da Bell.


Notas iniciais
Oie Entãaaao Este capítulo.... Eu tava meio receosa de postar... pq ele pareceu meio estranho para mim, e provavelmente vai parecer meio estranho também para algumas pessoas... mas, né, tudo em nome da história. Tive uma ideia legal e acho que vai ficar legal com esse capítulo assim mesmo :p Desculpem qualquer coisa. Agradeço aos comentários de: — Paulinha3 — felicitysmok — Lena — Lady Sky — Uma Leitora Qualquer — Flavia — Kika Pichsterzy — Katie Vtt — Matry-chan — Sophia — Prin Prometo responder aos comentários quando minha internet estiver melho :3 ela tá tão ruim que esta é a quinta vez que envio o arquivo pro nyah e.e #Fé no pai que agora sai!

CAPÍTULO 12 – PARADOXO DA BELL

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Ellie e Sasha me deixam na porta do meu quarto às seis horas da tarde.

Não só porque eu tinha muitas compras para levar sozinha, mas também porque talvez eu estivesse “um pouco” alterada. A “comemoração” delas foi parar num bar, às três horas da tarde, e pedir um vinho. Apesar de eu achar um hábito nada saudável e protestar contra a ideia, elas disseram que em alguma parte do mundo devia ser cinco horas então não havia problema em beber.

Talvez eu tivesse bebido vinho um pouco demais.

Não o tanto para eu precisar ser carregada para dentro do quarto, mas o suficiente para não conseguir ficar quieta e começar a me arrumar para sair às seis horas da tarde. Sendo que o ruivo ia passar para me buscar somente às oito.

Pensar nele causa um reboliço no meu estômago.

“Por que eu aceitei?” Perguntei a mim mesma diversas vezes.

Apesar de eu saber a resposta paradoxal desta pergunta: a antiga Belle não iria querer aceitar o convite, logo, a nova Belle deveria querer aceitar. Porém, o problema está em: a antiga Belle não teria coragem de recusar o convite, logo, a nova Belle deveria ter recusado. Nossa, eu era uma pessoa bem confusa mesmo quando estava tentando fazer o oposto do que eu normalmente faria.

Então, como agiria a nova Belle nessa situação?

Eu deveria gostar de sair com Alex, mas não deveria aceitar?

Não fazia sentido.

“Talvez a nova Belle devesse só parar de pensar um pouco... Já que a antiga Belle pensava demais” pensei enquanto me olhava no espelho. Talvez eu devesse parar de pensar, o que a “antiga Belle fazia” para eu tentar fazer o oposto e somente fazer algo que a “antiga Belle” nunca fez: fazer o que queria. Ser dona de si mesma.

Não que isso fosse fácil já que “a antiga Belle” nunca sabia o que queria.

Nunca achei que fosse tão difícil se reinventar.

Tentei me limitar somente na roupa e na maquiagem que eu usaria naquela noite então. A coisa já estava feita a final. Não era como se eu pudesse ligar para ele dizendo que não rolaria mais sair, porque eu estava com medo e intimidada. Primeiramente isso não iria condizer com a nova Isabelle, e, segundamente, eu não iria conseguir um pau-amigo ficando trancada no apartamento só recusando os pretendentes.

Eu escolho um vestido novo. Ele era curto com rasgados nos lados (nas costelas), num tom bonito de azul marinho que combina com meus olhos. O combino com um casaco de couro pesado preto e botas de salto alto. Gosto das minhas roupas. Do meu novo estilo. Parece que sou uma modelo de revista adolescente em tamanho de bolso (nunca teria tamanho para ser modelo de qualquer jeito).

Na maquiagem, abuso do batom roxo e delineador preto. Eu não sabia passar sombra, então sempre usava o mesmo rosto quando saía: batom claro, lápis de olho e delineador. Nunca falhavam. Porém, a Nova Isabelle gostava dos batons escuros agora. Eles lhe passavam poder e conforto. Faziam-na se sentir poderosa.

Apesar da aparência de “garota malvada”, ainda não me sinto corajosa o suficiente. Então abro uma garrafa de licor de laranja que minha mãe mandara quando eu havia acabado de vir para a faculdade. Nunca havia bebido. Nunca havia precisado.

“Você vai se divertir hoje, Isabelle. E vai tirar Mike da cabeça” eu disse a mim mesma, me servindo um pouco num copo pequeno.

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Quando Alexander chega, curiosamente às oito horas em ponto (como um bom inglês), eu já estou mais bêbada e mais corajosa. Ou mais imprudente se imprudência for um sinal de coragem. E eu não saberia dizer se era verdade o que diziam (“Que a bebida embelezava as pessoas”). Só sei que em um ambiente iluminado ele parecia incrível. Mais bonito do que o comum ou que eu me lembrava nele quando tomamos café juntos.

— Oi! – Lembrei-me de cumprimentá-lo depois de um silêncio constrangedor entre nós dois. – Tudo bem com você?

Ele deu um sorriso de canto.

— Não tanto quanto você, eu acho – ele respondeu divertido, apontando para o copo quase vazio na minha mão. – O que você está bebendo aí?

Dei uma risada sem graça. Não queria que pensasse que eu havia virado uma alcoólatra. Na verdade, eu nem sabia se deveria me importar com isso.

— Hum... Licor de laranja – eu respondi. – Minha mãe mandou da França... Quando eu disse que vinha para a Inglaterra. Quer um pouco?

Ele sorriu e deu de ombros, antes de responder:

— Por que não?

Ele entrou no meu quarto, e enquanto sirvo um pouco em outro copo, ele senta-se na minha cama e tira o casaco. É bem engraçado ver um cara como Alexander sentado numa cama coberta por uma colcha cor-de-rosa e cheia de bichos de pelúcia. Como se fosse irônico. Minha cama parece bem pequena quando ele está sentado nela.

— Sua mãe mora na França? – Ele perguntou quando lhe dei o copo.

— Hum... Se mudou para lá. Com a minha irmã mais velha... Quando eu tinha uns doze anos e ela se separou do meu pai – eu respondi. – Como sabe que eu nunca a perdoei de verdade, ela tenta me comprar com presentes de lá.

Ele não respondeu nada, só deu um gole no copo. E eu me sento do seu lado.

Enquanto ele bebe, observo suas tatuagens em silêncio. Aquelas do pescoço e dos braços, e me surpreendo com a minha vontade de passar a língua nelas. É uma ideia bizarra e assustadora, que me faz definitivamente dar uma parada na bebida naquele momento. Antes que mais pensamentos estranhos passassem pela minha cabeça.

Pensamentos tipo: “Será que pau dele era tatuado também?”.

O pensamento me assusta ao mesmo tempo que me faz rir sozinha.

— Você está bonita – Alexander disse de repente.

— Ah, obrigada. O seu pau também – Não me dou conta do que disse, até ouvir a risada dele. Desejei que a terra se abrisse para me engolir. — Quer dizer, você também. Você. Quis dizer você!

Ele ainda está rindo. Rindo de verdade. Acho que essa é a primeira vez que o vi rir desde que nos conhecemos naquele bar. Por uma fração de segundos, ele parece ser cinco anos mais novo, e tem uma risada bonita. Melódica e grave. Queria que ele risse mais, afinal, ele sempre era tão sério...

— Desculpa, você me deixa nervosa – me justifiquei.

Até parece que essa era a melhor explicação para o que eu havia acabado de dizer. Como não era, ele me observou com curiosidade.

— Não vejo porque – ele comentou abaixando o olhar e acabando com o copo.

Ele estava sem graça?

Parte de mim não acredita nessa possibilidade, outra parte acha que esta é uma reação interessante. Nunca vi nenhum cara ficar sem graça por causa disso. Essa parte me faz sentir como se ele fosse um pouco vulnerável. O que sinto é uma mistura de vários sentimentos e ideias. Que eu nunca teria tido se não estivesse bêbada.

— Mais que nervosa... – eu murmuro aproximando-me um pouco dele. – Eu diria que você me faz agir feito uma maluca.

Ele olha para mim e dá aquele sorriso de canto.

Então eu não consigui resistir e o beijei.

O beijo de Alexander era como eu me lembrava. Um leve gosto de pasta de dente, misturado com laranja. Lábios macios, gostoso de mordiscar, e uma língua ativa que sabia como me provocar e me fazer procurar por ela. Nos beijamos com vontade e com tanta fome, que sem que eu percebesse, eu estava no colo dele. Suas mãos subindo por minhas costas e me apertando contra si com força. Sem nenhuma vontade de me soltar.

Há um fogo se espalhando rapidamente por todo o meu corpo. Consumindo-o como se eu fosse feita de material inflamável. E se concentrando onde nossos corpos se tocavam. Como se aquele calor viesse dele e de mim, ao mesmo tempo.

Nunca fiquei tão excitada em tão pouco tempo.

As mãos dele exploram o meu corpo por sobre o tecido do vestido. Passam por minhas costas, pelas minhas costelas, pelas minhas cinturas... Elas apertam minha bunda, fazendo-me gemer contra seus lábios. E então ele as sobe, quase ameaçando subir meu vestido junto, e aperta minha barriga, e depois meus seios. Solto um gemido novamente. Estou sem sutiã e isso parece diverti-lo, pois enquanto ele massageia meus seios, ele brinca com meus mamilos por sobre o tecido fino, fazendo-me ficar mais excitada ainda.

Quando nos afastamos para respirar, eu tiro o meu vestido. Ficando apenas de calcinha em cima dele. E voltei a beijá-lo.

Há um momento em que ele não me beija de volta. Um momento em que eu penso que talvez ele esteja me rejeitando e isso me deixa nervosa. Menos confiante e mais “Meu deus Isabelle, o que diabos você está fazendo?”. Mas então ele me responde com as mãos explorando o meu corpo e a língua explorando intensamente a minha boca.

Minha pele vai se arrepiando de acordo com o toque dele. Quando suas mãos sobem pela minha espinha e deslizam pelas minhas costelas, elas criam um rastro quente de excitação que me deixa inquieta e me faz mordiscar seus lábios. E então sinto suas mãos cobrindo meus seios, apertando-os, massageando-os. Soltei um gemido contra seus lábios. Nossa... aquilo era bom.

Eu havia me esquecido o quão excitante era estar assim com alguém.

Sentir o toque de outra pessoa, o calor dela e a vontade dela.

Eu me remexi em seu colo, ansiosa. Ele estava ficando tão excitado quanto eu. Podia sentir isso entre as minhas pernas, debaixo de mim. Mas ele me afasta, segura o meu rosto e procura meus olhos. No seu olhar mesmo eu vejo o quanto ele me quer.

— Me diz que você tem plena consciência do que está fazendo – ele pediu num tom de urgência e preocupação.

— O que estou fazendo? — Perguntei em tom de ingenuidade.

Ele pega a minha mão em seus cabelos e a coloca em cima da braguilha de sua calça jeans, onde eu podia sentir sua ereção. Mordi o lábio inferior quando ele gemeu.

Eu não saberia explicar o tamanho da satisfação que tomou conta de mim.

Só sei que então eu comecei a massagear seu órgão por cima da calça e Alexander parou de respirar por um momento. Antes de eu desabotoá-la e passar minha mão pelo cós, pegando seu membro pulsante em minhas mãos e massageando-o para cima e para baixo. Ele somente soltou um gemido e fez a expressão mais sexy que já vi em alguém.

Eu confesso que não entendo muito de pênis, mas o de Alexander não dava para colocar defeito. Era firme e de um tamanho mais do que o suficiente. Por um momento, eu pensei realmente em cair de boca nele, todavia, boquete não é recomendado em quem você mal conhece. O que era o caso.

— Você quer que eu pare? – Perguntei eu seu ouvido.

Ele nega com a cabeça, sem poder para responder verbalmente e tira a camiseta.

O corpo de Alexander é uma obra de arte. Não só no que dizia respeito à forma física (ele era magro e tinha braços bonitos, apesar de não ser sarado como Mike), mas no que se dizia respeito a tatuagens. Todo o seu braço direito era fechado com tatuagens, juntando-se àquelas em seu pescoço. Eram vários desenhos diferentes, várias ideias, várias cores... E o outro braço havia tatuagens apenas no antebraço.

Confesso que fiquei paralisada diante de tamanha beleza, até que ele me tira de cima dele, para tirar sua calça jeans e pegar uma camisinha na carteira. De repente, me dou conta de que é real e de que vou transar com Alexander mesmo sem conhecê-lo direito... E de repente isso me deixa nervosa.

De repente eu me dou conta do que estou fazendo, mas é muito tarde para voltar atrás. Parece idiota eu me preocupar com isso agora depois de tê-lo provocado tanto... Mas simplesmente se torna difícil não pensar.

E se eu não transar bem? Eu sei do que ele gosta? Será que eu não vou brochá-lo fazendo alguma coisa bizarra? Será que ele também quer transar comigo porque me acha bonita ou só está fazendo isso porque transar é bom e eu estou disponível? E se ele fosse igual ao Mike e tiver apostado com os amigos dele que conseguiria me comer antes de termos um primeiro encontro? E se...

Alexander me puxa de volta para o seu colo e me beija na boca.

Silenciando todas as perguntas absurdas que eu estava tendo.

Seus lábios são gentis, apesar de urgentes, macios e famintos ao mesmo tempo. É como sentir fogo e gelo em um beijo. Eu sinto quando ele guia seu pênis para minha entrada, e sinto um choque de prazer quando ele me preenche. Solto um gemido, enquanto ele entra devagar, como uma provocação.

Eu me ajeito em seu colo, e de repente me dou conta de que estou por cima. Nunca estive por cima antes. Não conheço outra posição que “papai-e-mamãe” e não tenho muita ideia do que fazer. Penso que é agora que Alexander vai perceber o quão ingênua eu sou (e do quanto sou um desastre na cama) quando seus braços envolvem minha cintura e me guiam, para cima e para baixo, num ritmo constante e prazeroso.

Eu gemo em cada estocada dele, enquanto ele me aperta com força, de olhos fechados e ofegante. Passei meus braços por sobre os seus ombros, abraçando-o, e aumento a velocidade, fazendo-o gemer audivelmente. Dei um sorriso satisfeita. Acho que consigo fazer isso afinal.

Passo minhas mãos pelas suas tatuagens, arranhando sua pele de leve, e lambo seu pescoço, por sobre aquela tatuagem da data de alguma coisa. Ele suspira e me aperta com mais força, quase cravando seus dedos em mim. E começamos a nos mexer com mais rapidez, quase num ritmo frenético. Ele sobe uma mão, a enrosca em meus cabelos e puxa de leve, deixando meu pescoço livre para ele morder, beijar e lamber, enquanto me penetrava com rapidez e força. Nunca pensei que fosse gostar de levar um puxão de cabelo, mas eu solto um gemido. Era bom.

Nunca achei que fosse tão excitante um sexo tão “violento” como aquele.

Sinto que estamos chegando no clímax, pela rapidez com que nos movimentamos. Estamos tão perto, que não consigo mais pensar em nada, só no movimento de nossos corpos e naquelas sensações maravilhosas. Mas eu não chego a gozar. Alexander sim. Seu corpo estremece e ele solta um gemido que parece a mistura de um murmuro com um suspiro. Eu fico ofegante, porque estou cansada, mas de certa forma, estou feliz. Consegui transar com outro cara e fazê-lo gozar.

A satisfação que isso me dá, acho que nem um orgasmo me daria.

Ele estava ofegante, com as costas apoiadas sobre a armação de ferro da minha cama. Eu conseguia ver bem suas tatuagens da costa através do espelho do armário. Havia pássaros ferozes, como corvos e palavras e frases sendo levadas pelo vento. Era outra obra de arte, tudo na mesma tela: uma pessoa.

— Quero fazer uma tatuagem – eu digo sem pensar, passando os dedos pelos desenhos nas costas dele. – As suas são lindas.

— Sério? – Ele pergunta ofegante.

Eu concordo com a cabeça. Sinto suas mãos em minhas costas, subindo e descendo. Me abraçando. Seu abraço é quente e confortável. Aconchegante.

— Te passo o número do meu tatuador depois – ele oferece me dando um beijo na testa. Esse é um carinho estranho para mim.

Meu pai era a única pessoa que me beijava na testa.

— Acho que não cheguei a te dizer, bem, pelo menos eu não me lembro de ter dito – eu comecei. – Mas obrigada. Por aquilo que você disse sobre batatas... Que fez eu me sentir melhor sobre ter sido chamada de batata.

Eu ouvi aquele som, que não chega ser uma risada, mas é um som de diversão.

— Então você lembrou...

— Não foi tão engraçado... mas você teve uma força de espírito admirável.

Notas finais
Entãaao, comentários pfvr. Não poupem sentimentos nem palavras :3