Good Friends

14 A Má Verdade de meus dias


A pouco tempo, que voltaram as aulas, passei à estudar de 12:50 ate 18:20. Sempre que chego em casa, a sensação de conforto invade o meu ser, fazendo eu me sentir mais ‘livre’. Livre para tirar a minha mascara, a mascara que mostra uma Juliana alegre e sorridente, a mascara que esconde meu rosto coberto em lagrimas de sangue. Ponho-me a chorar livremente, quando não tem ninguém por perto. Só Deus e eu sabemos o quanto eu tenho sofrido desde que o conheci. ‘Ele’ é a pessoa que mais me faz feliz, porem também é a pessoa que mais me faz sofrer. Engraçado, nunca chorei por garotos na minha vida, nunca confiei em garotos assim na minha vida, nunca me senti tão bem perto de um garoto na minha vida. Há muito tempo, eu sonhava com alguém que eu amasse e me amasse também, porem, com o passar do tempo, esse meu sonho foi morrendo pouco a pouco, à medida que conhecia as crueldades do mundo. Sofri muito porque sempre fui incompreendida, por isso criei uma barreira em volta de mim e escondi minha verdadeira face. Fingi ser uma garota de coração de aço, uma garota forte. Porem, ao que parece, não sou do agrado de Cupido e ele deixou suas flechas caírem sobre mim, mas não sobre ‘ele’. Com o tempo, fiquei tão frágil quanto uma boneca de porcelana. Sempre que o via com o coração ocupado por outra, meu coração se comprimia e chorava. Para ‘ele’, eu mostrei minha verdadeira face, mostrei a garota delicada e gentil que sou. À ‘ele’ eu entreguei a minha alma, mas não me pareceu de seu agrado. Passei os dias mais felizes de minha vida ao lado ‘dele’, e agora eu pago o preço altíssimo de minha felicidade. Minha lagrimas antes salgadas e transparentes, agora são de cor vermelha e mais doloridas. Começo a pensar que melhor seria se eu ficasse sozinha, para o resto de minha vida. Afinal, já sou acostumada à solidão. Tenho minha família e etc. porem sempre fui solitária. Hoje é um dia como outro qualquer, já não vejo mais diferença. Sorri, me diverti... Tudo isso para esconder o vazio que tenho no peito. Agora eu me sinto incompleta, sinto-me uma casca oca. Sinto-me sem minha alma. Talvez seja porque eu a dei para alguém que não a quer. ..

“Não vou te magoar mais não.”

Foi o que ‘ele’ me disse quando eu o fiz prometer que, se algum dia ele gostar de mim outra vez, que ele não me diga isso... Pois seu coração ainda é uma criança, quando ganha um brinquedo novo, só fica com ele, ate que então encontra outro e esquece o antigo. Eu não quero mais me iludir de falsas esperanças de uma possível felicidade. Prefiro continuar me acostumando à dor e sofrimento, a ter a curta felicidade e depois sofre com a desilusão. Tolice ‘ele’ achar que não irá me magoar outra vez... Pois ‘ele’ pintou em mim uma tatuagem que diz que somente serei feliz se for ao seu lado. Naquela noite que o conheci, não teria imaginado que minha felicidade dependeria somente dele.

“Só te digo uma coisa: Finja que te considero apenas um bom amigo, faça o que quiser sem se preocupar comigo.”

Foi o que eu disse à ‘ele’, para que ele não deixasse de ‘viver’ para que eu não me machucasse. De um jeito ou de outro eu vou me machucar mesmo. Só prefiro pagar com lagrimas de sangue a felicidade ‘dele’.

Às vezes eu me acho egoísta, por pedir que ‘ele’ sinta por mim o amor que eu sinto por ‘ele’. Mas tem vezes, que eu acho que estou sendo apenas humana, por pedir pela felicidade. Afinal, é o que todos querem. Mesmo assim, eu não consigo deixar de sonhar com o dia em que ‘ele’ possa retribuir os meus sentimentos por ‘ele’, e enfim possamos ficar juntos novamente. Apesar de sempre chorar por saber que esse sonho é impossível. Como minha mãe diz: Os rapazes demoram muito para amadurecer. Mais do que as moças. Por isso vivem namorando uma e outra, enquanto sempre há uma delas que sofre por não ser amada. Esse frase que minha mãe usou para me consolar, eu as vezes mergulho meu pequeno e ferido coração em esperanças por pensar que no dia em que ‘ele’ e seu coração amadurecerem, ele possa me amar. Só espero que esse dia não demore demais... Eu só vivo por causa de minha família, senão eu já teria posto um fim em minha vida solitária e triste. O que me mantêm viva são minha família e minha esperança, não importa o que eu diga e faça, sempre tenho esperança... Sempre tenho a esperança de poder ser feliz. Agora, as maneiras que arrumo para me distrair são escrever historias, jogar jogos no computador e ler livros e mais livros! Mal acabei de ler um livro, já pego outro na biblioteca de minha escola, a bibliotecária já ate gravou meu nome. Mas meu livro favorito continua sendo Romeu e Julieta. Engraçado não? Eu sofro por amor e leio um dos romances dramáticos mais conhecidos no mundo. Eu invejo Julieta, pois ela teve o amor de Romeu e a coragem de arriscar jamais ver seus pais para viver com seu amado. Eu a invejo também por poder morrer ao lado de seu amado, poder morrer como sua esposa. Já eu não tenho essa mesma sorte, apesar de muitos falarem que sou parecida com ela. Bobagem, eu digo. Hoje, estou um pouco mais deprimida do que nos outros dias, pois tive certeza de que o coração e mente de meu amado pertence à outra. Sinto que esse grande sentimento que tenho dentro de mim por ‘ele’, jamais morrerá. Coisa que só aumenta a minha angustia, pois agora sei que sou eterna escrava do sentimento mais puro e terno que existe. Quisera eu poder voltar no tempo e impedir que o telefone tocasse antes de eu ir para o curso de informática, no ano passado. Talvez, se eu não fosse chamada para aquela festa do pijama eu não teria o conhecido. Mas como eu sei que o destino é cruel, de alguma maneira eu acabaria conhecendo-o, para que me seja dada a curta felicidade e depois arrancada de mim sem piedade, deixando somente o vazio. Quisera eu poder esquecê-lo, que por mais eu tente, por mais que eu queira... No fundo, no fundo, eu não quero, eu não posso. Só me resta esperar que algum dia ele retorne a amar-me. Enquanto isso... Continuarei a esperar por ‘ele’ em uma sala escura e fria, admirando a única coisa bela que vejo um anel escrito ‘I LOVE YOU’.

Meu nome é Juliana, tenho 15 anos. Sou estudante do 1 º ano do segundo grau. Mas nessa historia, a minha historia. Venho sendo conhecida como ‘Yukino’ ou ‘Autora’.

Penso em usar essa fic para desabafar. Já que não tenho coragem o suficiente para fazê-lo com as pessoas ao meu redor.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.