Good Feelings
6 Capítulo 6- a month
Notas iniciais
Sexta.
Caroline
Sai de casa antes que Damon chegasse do trabalho, e fui ao encontro com meu amado
–Hey,oi- disse empolgada a o ver sentado naquela mesa, ele estava com uma cara tão estranha -olá- o desanimo estava tão presente em sua voz quanto em sua feição, me sentei ao seu lado lhe cumprimentado com selinho que minimamente foi correspondido
–tudo bem?- perguntei preocupada e logo sua resposta foi negativa fazendo sinal com a cabeça — o que houve?- soltou uma lufada de ar pondo as mãos na cabeça
–Caroline... Sobre ontem... — deixou à frase incompleta e só de lembrar o que aconteceu já me senti nas nuvens novamente
– o que tem ontem? Tirando o fato de que foi o dia mais perfeito de todos os tempos- não conseguia me conter de tanta alegria
–olha... Eu não quero que Damon saiba de nos ok?- não entendia o motivo dele dizer aquilo
–mais como não? Eu não quero namorar com você escondido, uma hora ou outra ele vai saber, e bom como vou esconder o anel? Vou tirar quando estiver perto dele e colocar quando estiver contigo? Mesmo você ainda não tenha me dado- ri do que eu mesmo disse, e quando terminei a confusão tomou conta de seu olhar
–o que? Namorar? Anel? O que está falando Caroline-
–eu é que não entendo o que você esta falando, como assim, depois de ontem não podemos mais continuar saindo escondido, amor aonde você quer chegar com isso, não entendo- já não podia acompanhar o raciocínio dele, aonde iria chegar?
–car, porque simplesmente não podemos continuar a ficar, igual ficávamos na Inglaterra?-
–porque simplesmente na Inglaterra eu não me declarei pra você, porque lá eu não transei com você! Klaus que porra é essa? Porque sinceramente eu não estou entendendo- suas palavras fizeram uma raiva enorme crescer em mim
–Caroline eu só não quero compromisso, não quero namorar só isso-
–ta você não quer compromisso, você não quer comigo?-
–não car, eu não quero um compromisso, só quero curtir, só isso deixar rolar, você não entende?-
–sim eu entendo mais eu não consigo ok? Eu não consigo porque eu te amo como já disse, e eu não consigo "deixar rolar" como se você fosse só uma curtida pra mim, porque não é, coisa que parece bem diferente pra ti. –
–claro que não Caroline você não é só uma ficada pra mim... Eu... Eu gosto de você, mais não quero namorar, só isso- já sentia toda aquela raiva se transformar em ódio, é claro, eu aqui idiota pensei que ele iria dizer o finalmente esperado "eu te amo", mais não recebi um "eu gosto de você". -nossa você "gosta de mim", devo-me sentir lisonjeada certamente, ok, isso tudo foi um erro, eu não devia ter deixado me envolver com alguém que não quer assumir um compromisso, e que só gosta de mim... Eu vou embora-
em pé olhando para sua cara, não podia acreditar nas coisas que ele disse não que eu esteja fazendo tudo isso porque eu quero um status, é porque a verdade ele nunca vai me amar do jeito que eu amo, porque ele não quer algo fixo e serio comigo, eu só sou mais uma, e na verdade ele não quer que eu fale para Damon sobre nos porque ele sabe que eu sou só mais uma e se Damon descobrir a amizade deles nunca vai voltar a ser a mesma...
Sábado
Apos comer quase duas bandejas de brigadeiro quando cheguei a casa cai no sono junto com minhas lágrimas, acordei só no outro dia, vi que Damon não estava mais em casa, e a dor que sentia em meu coração era tão grande e hospedeira, que eu não sabia o que fazer, a não ser sair de casa e ir para aonde precisava...
Depois de varias doses de tequila minha visão já estava turva, mais ainda assim sentia toda a dor, e constei que precisava de algo mais forte, pedi uma garrafa de vodca, e sai daquele bar já que todos ficam me encarando, mais que porra será que nunca viram uma garota de coração quebrado afogar as magoas na bebida logo quando o dia amanhece? O clima me parecia tão alegre, só que ao mesmo tempo tão triste... Estou ficando bipolar?
Comecei a andar em alguma direção e uma louca vontade me bateu e decidi ligar pra o causador de meus problemas, sim iria ligar pra ele e dizer tudo que viesse a minha mente, abri minha bolsa de mão com bastante dificuldade já que a garrafa atrapalhava, e enquanto tentava pegar o celular continuava a andar e só parei quando tropecei e me vi no chão e comecei a rir instantaneamente, mesmo só querendo ficar chorando, Que droga tinha naquela bebida? Ainda bem que a garrafa não foi ao chão se não minha diversão iria acabar antes de começar, me levantei e percebi que a bolsinha havia ido parar longe de me corpo e quando a alcancei, tudo, estava espalhado principalmente às chaves de casa, droga onde estão? Fiquei as procurando mesmo cambaleando pra todos os cantos e dei de cara com um bueiro, só podia ter caído lá porque não há encontro, mais que puta da uma sorte que eu tenho! Droga o que eu faço é a única chave de casa, e Damon saiu mais que porra, merda, peguei novamente meu celular, mesmo bêbada e em desespero e precisava avisar para ele... Depois de ligar pra Damon e dizer a primeira desculpa que veio a minha mente e foi que sai com Klaus e fomos ao shopping e deixei as chaves em alguma loja, e por sorte meu irmão acreditou, porém liguei para o chaveiro e ele estava na hora do almoço e sob iria voltar a atender cinco ou 6 da tarde...
E bom pra piorar tudo começou a nevar, sim NEVAR, e eu estou sem lugar algum pra ficar, ótimo, sem nada mais a fazer fiquei tentando lembrar quais eram as pessoas que me livrariam disto e todas que conhecia estavam ocupadas ou eu não estava falando no caso Damon e Klaus os únicos que eu conhecia mais então me veio a mente Bonnie Bennett, sim Bonnie ela deveria estar em casa agora, já que a conheci na escola e hoje não tem aula.
Segunda
Elena
Depois de passar o dia de ontem todinho deitada, somente fumando, bebendo, e cantando. Segunda feira havia chegado juntamente com meus problemas...
Já quase no fim do intervalo já estava farta da escola então entrei e peguei a minha mochila sem que ninguém percebesse a pus e indo em direção a quadra e me sentei na arquibancada sem nada a mais pra fazer coloquei meus fones de ouvido e acendi um cigarro e me deitei sobre os outros assentos, e de olhos abertos via fumaça sair tão sorrateiramente de minha boca se juntando ao ar, e vidrada em minha diversão senti alguém apertar meu ombro direito e me levantei repentinamente e me deparei com uma garota de óculos escuros e com cabelos loiros presos — hey, calma só quero acender, empresta?- aquela voz eu conhecia, sim, era Caroline Salvatore, nem sabia que ela fumava.
–ata, hum... Toma-
Entreguei-lhe meu isqueiro e ela se jogou ao meu lado acendendo seu cigarro e me o devolvendo-me
–não entrou também?- perguntou apos ter dado uma tragada e soltado a fumaça em anéis
– não... Eu entrei mais resolvi sair no intervalo- ela então assentiu e se virou pegando algo no chão e logo trouxe em mãos uma garrafa de whisky, então ela abriu dando umas goladas e me estendeu e logo aceitei tomando senti aquele forte liquido descer queimando minha garganta e lhe devolvi a garrafa, e ficamos revisando em tragadas de cigarros e goladas de whisky, mesmo sendo estranho aquele reencontro me sentia confortável em sua companhia...
Ouvi a campainha tocar, e descendo a escada sonolenta fui abrindo a porta tão devagar que chegou a levar quase uma eternidade para uma fresta da porta mostrar-se a fora minha visita com as mãos lotadas de tralhas e uma cara de raiva
–mais que droga Elena você está drogada? Abre essa porra logo ta pesada- sua fala carregada de fúria e stress me fez segurar uma gargalhada que quase nunca conseguia evitar quando ela estava brava, e então com um chute forte a porta foi totalmente aberta e ela adentrou minha casa andando igual uma gestante e quando pois as coisas no chão me olhou de cima a baixo com um olhar malicioso
–que que isso em, você já é gostosa pra caralho e ainda fica usando essas roupas pra me atiçar, Elena Elena, isso não vai dar certo- em quanto falava se aproximava de meu corpo e em um movimento rápido puxou minha cintura pra junto de si e foi impossível não ficar corada com aquela situação -nossa e fica mais perfeita ainda corada, acho que não vou aguentar-
E então sua mão tampou minha boca e pois seus lábio contra a própria mão e ficou encenando um beijo, e em meio a isso conseguia ouvir sua risada abafada e a minha própria, se afastou rindo e foi até o sofá onde se jogou nele toda relaxada -e então, assistiremos o que?- pensei um pouco e fui até minha estante aonde havia uma de filmes, e com facilidade escolhi um
–a vida e a morte de Charlie- passei pra ela que começou a ler a sinopse
–e blá blá blá blá, não, definitivamente, eu quero assistir um filme com drogas e sexo- a olhei pasma, filme com drogas ilegais já assisti vários, é claro que em filmes com drogas sempre tem sexo, mais nessas partes tirava minha atenção do filme, ou se era prolongado, passado pra cena seguinte, mais agora com ela assistindo comigo vou ser obrigada a ver.
–ah, porque, Klaus não está aqui pra vocês transarem vendo essas cenas, e se você ficar excitada não poderei ajudar em nada-
Falei me sentando ao seu lado
–nossa Leninha belas palavras, ta aprendendo este linguajar sujo com quem em só pode ser com o Damon, quando vocês estão transando na minha sala de estar, deus, seus nojentos-
Às vezes Caroline viajava demais -para de graçinha Caroline, somos amigos, não me confunda com você e Klaus que trepam no banheiro da escola- sorri vitoriosa ao ver sua cara de chocada
–mais que coisa em, Elena, meu deus, vou dizer a Jenna as palavras que você anda aprendendo- começou a rir e eu apenas balançava a cabeça negativamente, Caroline é muito doida. -ok sua maluca, vamos assistir seu filme pornô logo, vai lá escolher-
–hey não é pornô, é arte erótica. — ri lhe atacando uma almofada ...
–eu vou ao banheiro já volto- Car se manifestou em meio ao filme, concordei e me voltei à atenção da TV, onde a cena que se passava era a garota que iria perder a virgindade com dois caras ao mesmo tempo e mesmo não gostando de ver esses tipos de cenas fiquei intrigada com aquilo, tipo, dois caras ao mesmo tempo como assim? E não pude deixar de assistir, e enquanto tudo acontecia me deixava mais curiosa, sentia minha respiração se acelerar e meus lábios secar a ponto de molhar-los com a língua, deus, aquelas cenas eram tão novas pra mim, e como antigamente eu pensava que quando veria isso sentiria nojo, ao contrario, eu... Eu... Eu não sei o que sinto, a não ser o calor sobrenatural que se alastrava em todo meu corpo principalmente em minha região intima senhor, porque de todas aquelas sensações? Porque todas aquelas cenas e gemidos com sons estrangulantes juntamente me faz ficar assim?
Mais felizmente, ou infelizmente aquilo acabou, e não sabia se sentia alívio, ou frustração. Caroline apareceu logo e em seus lábios via um sorriso bastante malicioso
–e então perdi muita coisa?- perguntou e então percebi que ela ficou bastante tempo nesse banheiro -não, só algumas coisas- falei com descaso, não queria passar pela situação de dizer a ela que a protagonista do filme acabará de perder sua virgindade com dois caras ao mesmo tempo — ah claro, algumas coisas, tipo a garota trepou com dois caras de uma vez né Lena ?- quando sua fala atingiu meus ouvidos foi inevitável não querer me enfiar em baixo da cama de tanta vergonha, eu não sabia o que falar e fazer a não ser ficar com a minha cara de 'hãm?', aquilo era tão vergonhoso
– Lena para com essa cara pelo amor de Deus você já deve ter feito coisa mais ousada né? O que eu faço com Klaus são bem mais extravagantes e inusitados... –
Chocada, sim, agora eu estava, como assim "você já deve ter feito coisa mais ousada né?"
Ela sabe que... Eu... Deus essa Caroline é muito pervertida — Caroline pare ok? Só pare, você sabe muito bem que eu nunca fiz nada, e eu não preciso saber de suas intimidades com Klaus- a sua feição era cheia de divertimento — voce tem um baita de um corpão de mulher, duvido que ainda seja virgem, mais já que diz... — não podia acreditar naquilo que disse, mais que garota mais abusada, e cega ainda por cima
–calada, eu nunca tive nada... Ah... Meu deus... Eu nunca fiz isto, e ta na hora de você ir há um oculista- revirou os olhos quando terminei de dizer
– nunca teve um pênis enfiado na sua intimidade?! Foi isto que você quis dizer né?Bom não sabe o que esta perdendo é a melhor sensação do mundo o êxtase e excitação é melhor do que a da maconha que você fuma quem sabe até você poderia viciar em sexo e largar isto-
Já pensei varias vezes como deve ser a sensação de ter outro corpo lhe invadindo, porém nunca tive a chance de experimentar e nem sei se desejo isto.
–você também fuma pelo que eu saiba- a encarei e o sorriso escancarado em seu rosto desapareceu para se desenhar um novo, só que mais malicioso do que qualquer estuprador tentasse dar — é, tudo bem, mais eu prefiro mil vezes sentir o Klaus se afundando em mim em cada estocada ou fazer oral nele do que ficar drogada, na verdade ter um orgasmo é melhor que ficar chapada... -
Orgasmo... Sim, a sensação que todas as mulheres querem sentir e ter, dizem que é como o paraíso, uma sensação dos deuses, porém acho que no momento isso não veria a ser uma sensação que eu experimentasse, nem nesse momento e nem sei se sentirei isto alguma vez, com certeza não... -tudo bem, acabou o assunto só vamos terminar isto antes que Jenna chegue- então ela assentiu
...
Um mês... Já se completará um mês desde que me encontrei com Caroline na quadra da escola e começamos a sair juntas, seja para beber, ou fumar, e no caso com a gente era sempre os dois, um mês desde que ajudei Caroline com os problemas de Klaus e hoje em dia eles estão juntos, um mês desde que eu comecei a sair com car e nos tornamos amigas, um mês desde que comecei a me tornar um pouco mais "social" saindo de casa para bares com Klaus, Damon, e car... Um mês desde que tornei amiga de dois homens e uma pervertida... Foi tudo tão rápido e tão anormal, mesmo já tendo amigos há tempos atrás já me havia desacostumado com a idéia de ter alguém me chamando pra sair em uma sexta, pessoas para me fazer sorrir às vezes, e tirar um pouco desta minha carranca do rosto de vez em quando...
Era bom poder dividir alguns de meus segredos, compartilhar parte de meus sentimentos às vezes, era uma coisa que eu pensei que nunca mais iria poder aproveitar em minha vida novamente e tinha que admitir, foi a melhor coisa que me aconteceu...
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