Good Enough
4 Capítulo III - I'm the HufflePuff
Notas iniciais

CAPÍTULO III – I’M THE HUFFLEPUFF!
Assim que todas as aulas do dia haviam terminado Alvo ia seguindo para o local que havia combinado de se encontrar com sua prima, porém Scorpius o seguia sem se dar conta de onde estavam indo, até que Alvo sentiu-se obrigado a parar e falar:
— Scorpius, porque não vai para o salão comunal da Sonserina, vou logo depois. — sugeriu fingindo casualidade.
— Não, eu vou com você depois. — deu de ombros.
— Não, pode ir que eu vou demorar.
— Eu não tenho nada para fazer agora, posso esperar.
— Cara! Eu preciso conversar com uma pessoa em particular. — disse irritado.
— Oh! Por que não disse logo, meu caro. — sorriu malicioso para ele — Boa sorte, hein? — e saiu, mas não antes de dar uma piscadela para o amigo.
Revirando os olhos por tudo aquilo Alvo foi até o lago onde pode ver cabelos cor do fogo esvoaçantes saindo detrás de um salgueiro. Olhou por sobre o ombro para ver se Scorpius havia mesmo ido embora ou resolvera ficar para espioná-lo, mas como não havia sinal dele, ele aproximou-se da prima.
— Rose? — chamou-a.
Ela olhou para ele com as sobrancelhas franzidas, indicando que estava pensativa e um tanto irritada.
— Oi Alvo. — murmurou voltando seu olhar para o lago.
— O que queria conversar comigo? — perguntou sentando ao seu lado — É sobre o meu amigo Scorpius, não é? Ele tem falado muito de você ultimamente, sobre você ter dito que ele não era bom o suficiente para você, e essas coisas.
— Exatamente isso, ele está me deixando irritada. — disse sem rodeios, não precisava mentir para Alvo, ele era seu melhor amigo e mesmo que fosse melhor amigo de Scorpius também ele não contaria nada — Eu disse que ele não era bom o suficiente para mim para ver se ele me deixava em paz, porque ele vive fazendo aqueles joguinhos típicos dele... Ele acha que sou uma idiota qualquer que é só ele dar um sorrisinho que já me derreto.
— Espera! Você disse que ele não era bom o suficiente para você porque queria que ele te deixasse em paz? — indagou confuso.
— Sim. Quero dizer, não! Não foi só por isso... — começou e recebeu um olhar de advertência dele — O que? Eu não posso falar que não o acho bonito, gostoso... Mas ele não é bom o suficiente para mim. Fala sério! Ele é um mulherengo conquistador e convencido, acha mesmo que ele é bom para mim?
— Não acho que ele seja tudo isso e... Ok, ele é tudo isso sim. Mas, quanto a não ser bom o suficiente para você... — deixou a frase se perder no ar — Ele é um cara legal, Rose. Sei que pode parecer impossível, mas ele é mais do que um simples mulherengo conquistador e convencido como você mesmo disse.
— Que seja, Alvo. Acho muito difícil de acreditar nisso, e duvido que ele faça algo para mudar minha opinião, mas eu queria te pedir uma coisa.
— O que? — perguntou cauteloso.
— Peça para ele parar com isso, não vai levar a nada.
— Rose, eu não posso me meter nisso. Ele é meu amigo também.
— Mas eu sou sua amiga e prima, acho que me deve essa. — insistiu.
— Rose, não me peça isso. Nessa guerra entre os dois eu sou a Lufa-Lufa!
— Oi? — perguntou sem entender nada.
— Eu sou a Lufa-Lufa. — repetiu — A casa neutra.
— Essa foi péssima até mesmo pra você Severo.— resmungou a ruiva. — Mas o que eu vou fazer? — indagou mais para si mesma do que para ele.
Ele olhou para a prima que estava quase entrando em desespero. Ele sabia que ela sentia medo de sucumbir aos charmes de Scorpius, e mesmo que ela dissesse que ele não era bom o suficiente para ela, ele sentia que Rose poderia fazer algo com Scorpius que garota nenhuma seria capaz de fazer, e ele estava apostando todas as suas fichas nisso. Afinal, aquela possível mas quase improvável união poderia fazer bem para os dois, ele sabia disso.
— Não posso te ajudar Rose, sinto muito. — lamentou sinceramente — Mas eu posso te dizer que vocês ficariam bem juntos.
— Não tem graça Alvo! — retrucou.
— Não, eu estou falando sério. — ela ficou olhando para ele como se cogitasse a ideia daquilo ser verdade, ela e Scorpius juntos? Não, ele só podia estar tirando uma da sua cara.
— Bem, acho melhor você ir para o seu amigo, aposto que deve estar se corroendo de curiosidade para saber que garota que você está conversando.
— Aposto que sim. — riu — Vai a Hogsmeade amanhã?
— Vou, o Lysander me convidou.
— Entendi. — respondeu meio confuso, não pelo Lysander a convidar, porque todo o castelo sabia que ele tinha um penhasco por ela, mas sim por ela aceitar, não gostava de iludir ninguém e ela não gostava dele. — Até mais, então.
— Até!
Rose caminhou para onde Dominique conversava com Roxanne e Lily Luna próximo a ponte que havia no jardim, enquanto Alvo voltou para o salão comunal verde e prata de sua casa. Estava certo em esperar que Scorpius estaria esperando-o no salão, e pelo que pode perceber não havia nem largado sua mochila.
— E então Alvo? Quem é a garota da vez, hein? — indagou sorrindo sacana.
— Alice Longbotton. — foi o primeiro nome que viera a sua cabeça, porque na verdade ele nunca saia de lá. — Convidei ela para ir comigo a Hogsmeade esse fim de semana.
— Mandou bem Severo. — deu um soco em seu ombro. — Poderia ter chamado a Rose também, não é? Já me adiantava.
— Poderia, mas não acho que ela fosse aceitar. — confessou.
— Qual é, ela é sua prima, você conseguiria convencê-la. — o lembrou.
— Não precisaria convencê-la se eu fosse chama-la. — rebateu.
— Exatamente, porque ela está caidinha por mim, só não quer admitir. — gabou-se.
— Ou então porque ela já tenha sido convidada por outra pessoa. — sugeriu em uma casualidade fingida — Alguém do tipo Lysander, sei lá, é só um chute.
— O que? Aquele idiota? Fala sério, como ela aceitou sair com ele? Eu sou mil vezes melhor do que aquele sem noção sem personalidade idiota e...
— Respira! — falou — Já entendi, você não gosta dele. Mas sinto lhe informar que o idiota sem noção e tudo o que você acha que ele seja foi mais rápido que você e convidou-a.
— Droga! Agora serei obrigado a acabar com esse encontro ridículo. — falou cruzando os braços. — E você vai me ajudar.
— Em que parte de eu convidei a Alice Longbotton você se perdeu? — indagou.
— Naquela em que você disse que convidou ela. — deu de ombros — Você como meu melhor amigo tem a obrigação de me ajudar a acabar com esse encontro.
— Não, nem pensar! — soltou.
— Alvo, você é meu melhor amigo! — protestou.
— E ela é minha prima! — rebateu — Não vou fazer isso com ela, sinto muito.
— Mais um motivo para me ajudar a acabar com esse encontro, sabe muito bem que esse idiota não presta para ela.
— Sinto muito Scorpius, mas sou a Lufa-Lufa.
— Você é o que? — indagou completamente confuso.
— Sou a Lufa-Lufa, a casa neutra. — explicou — Não vou ajudar nem você e nem a ela nessa disputa.
— Essa foi péssima até para você Severo. — disse negando com a cabeça descontente.
Alvo soltou um riso anasalado. Já era bem irônico ter que ajudar seu melhor amigo e sua melhor amiga e prima nessa loucura, e ainda mais irônico eles dizerem exatamente a mesma coisa quando dissera a justificativa para não poder ajuda-los, e ainda havia pessoas que diziam que Rose e Scorpius não combinavam.
Para Alvo eles sempre combinaram, desde o primeiro dia em que se viram naquele trem enorme e majestoso, quando Scorpius soltou seu primeiro insulto para Rose, lembrava como se fosse ontem:
— Então quer dizer que você é a filha do Weasley e da Granger? Meu pai disse que eles eram insuportáveis, aposto que você deve ser duas vezes mais. — falou imponente e cheio de si.
— E você é filho do Malfoy? Aposto que é tão patético quanto ele. — sorriu cínica rebatendo o insulto.
Naquele exato momento Alvo notou um brilho em comum no olhar deles, algo que mais tarde ele descobriria que lhe daria muito trabalho. Muito trabalho porque o que eles julgavam ser ódio em comum, nada mais era do que atração física e psíquica.
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