Notas iniciais
Gente, como vão vcs? Então, só pra falar, na hora que ela for tocar coloquem Good Enough do Evanescence pra tocar, só pra ajudar na imaginação do capitulo *-*

Começei a mostrar minha casa pra ele. Demoraria um pouco, a casa era grande demais. A cada comodo ele dava um sorriso e olhava para mim, de um jeito hiper meigo, e eu não conseguia parar de corar quando ele o fazia... Meu quarto foi o ultimo. Ficava no "terceiro andar", era o único quarto daquela parte, então toda aquela ultima parte da casa era minha.

-Não repara na bagunça. Estava morrendo de preguiça de arrumar e não sabia que iria ter visitas... — Ri e ele me acompanhou.

-Se você fosse no meu quarto não conseguiria andar te tantas montanhas de roupa suja que tem por lá!

Rimos e eu abri meu quarto. Estava "arrumado". A empregada devia ter passado aqui antes de ir embora. Devem ter brigado, ela sempre dizia que era um trabalho meu fazer tudo isso e eu sempre aceitava de boa, mas também ficava agradeciada quando a empregada dava uma de teimosa e arrumava tudo... Ele entrou e sorriu novamente, eu me perguntei como um ser humano podia ser daquele jeito...

-Bagunça não? Se isso é bagunça, meu quarto é um puta de um lixão! — Eu ri alto de sua piada ridicula.

-Tava bagunçado antes de eu sair. A empregada deve ter brigado com minha mãe para poder arrumar...

-Entendi... Sua cor favorita é azul não é?

-Isso. — Sorri — Ta muito na cara né?

-Até demais. A maioria das coisas no seu quarto é azul!

-Esqueceu de algo...

-O que? — Ele me olhou, puxei uma mecha do meu cabelo e sorri timidamente — Nossa, seu cabelo! — Ele riu alto — Eu sou meio distraido, como deve ter percebido...

-Um pouco entre aspas né? É a coisa mais chamativa em mim!

-Como assim?

-O pessoal da escola vive inventando "apelidos carinhosos" pra mim. Além dos outros que eu já tinha antes por usar óculos.

-Os óculos te deixam muito... — Ele corou pela primeira vez — Bonita...

Corei brutalmente, respirei fundo e pedi para ele não ter percebido. Mas, pelo contrario ele sorriu e beijou minha buchecha avermelhada. Mostrei tudo em meu quarto. Aonde as coisas ficavam, as minhas camisetas, papéis. Então ele achou a guitarra que meu primo havia me dado. Era totalmente preta com alguns detalhes em vermelho, em baixo tinha uma plaquinha com um "6661" nela.

-Você toca?

-Sim. Guitarra, baixo e piano.

-Piano?

-Isso. Aprendi quando tinha cinco anos. Com dez enchi o saco da minha mãe e do meu pai pra me colocarem na aula de guitarra e baixo. Minha mãe foi contra gosto, mas meu pai ficou todo feliz e me colocou nas aulas de boa.

-Legal. — Ele sorriu. — Eu toco bateira e um pouco de guitarra, baixo e piano. Mas nesses ultimos três eu não sou muito bom, principalmente no piano. Você treina piano aonde?

-Tem um lá embaixo, é a única coisa que minha mãe gosta de me ver fazer.

-Pode tocar pra mim alguma música?

-Ér... Claro Jimmy!

Ele sorriu e pegou na minha mão. Descemos rapidamente dois lances de escadas, riamos um pouco alto demais. Chegamos na sala, o conduzi até o piano. Ele puxou uma cadeira e sentou-se do lado do piano. Me sentei no pequeno banquinho na frente das teclas.

-Conhece Good Enough, do Evasnecence?

-Não, mas já ouvi falar da banda.

-É uma das minhas preferidas...

-Você pode cantar também? Queria ouvir...

Corei um pouco e balançei minha cabeça afirmativamente. Ele sorriu, pedindo para eu começar. Respirei e começei a tocar, estava um pouco nervosa. Essa música era minha favorita e sempre que a tocava eu ficava um pouco alterada. Começei a tocar minha parte favorita. Respirei fundo, pegando o ar para cantar.

Under your spell again

Sob o seu encanto novamente

I can't say no to you

Eu não consigo te dizer não

Crave my heart and it's bleeding in your hand

Deseje meu coração e ele estará sangrando em sua mão

I can't say no to you

Eu não consigo te dizer não

Shouldn't let you torture me so sweetly

Não deveria ter te deixado me torturar tão docilmente

Now I can't let go of this dream

Agora eu não consigo acordar deste sonho

I can't breath but I feel good enough

Eu não consigo respirar mas me sinto boa o bastante

I feel good enough for you

Me sinto boa o bastante para você

Drink up sweet decadence

Beba desta doce decadência

I can't say no to you

Eu não consigo te dizer não

And I've completly lost myself and I don't mind

E eu me perdi completamente e não me importo

I can't say no to you

Eu não consigo te dizer não

Shouldn't let you conquer me completly

Não deveria ter te deixado me conquistar por completo

Now I can't let go of this dream

Agora eu não consigo acordar deste sonho

Can't believe that I feel good enough

Não posso acreditar que me sinto boa o bastante

I feel good enough

Me sinto boa o bastante

It's been such a long time coming, but I feel good

Demorou muito, mas me sinto bem

And I'm still waiting for the rain to fall

E eu ainda estou esperando pela chuva a cair

Pour real life down on me

Derramar vida real sobre mim

'Cause I can't hold on to anything this good enough

Porque não consigo me apegar a algo tão bom assim

Am I good enough for you to love me too?

Eu sou boa o bastante para você me amar também?

So take care what you ask of me

Só tome cuidado com o que você me pede

Cause I can't say no

Porque eu não consigo dizer não

Terminei de tocar a música, sorri pra ele. Ele fazia o mesmo. Um sorriso doce, meigo, no qual eu poderia mergulhar e ficar o resto da minha vida. Senti aquele sentimento existente crescer mais ainda em mim. Ele se levantou abrindo os braços, continuava com aquele. Me levantei e o abraçei. Seu abraço era quente, bom. Ele beijou o topo da minha cabeça.

-Você canta muito bem, e toca pra caralho. Devia fazer uma banda. — Ele riu docemente.

-Eu não acho isso. Além disso, seu eu o fizer minha mãe me mata.

-Então não, não quero te perder... — Me afastei e olhei para ele, senti minhas buchechas arderem.

-Você fica linda vermelha. — Disse também ficando no mesmo tom e logo desviando o olhar para o relogio. — Onze horas, eu acho melhor ir. Sua mãe pode chegar a qualquer momento.

-Eu não queria que você fosse — Disse sem querer, quase morrendo de vergonha depois.

-A gente conversa mais na escola.

Fomos até a porta. Ele parou e olhou para mim, um sorriso travesso atravessou seus labios. Senti um frio gigante na minha espinha. Ele apontou para a propria buchecha.

-Me dá um beijo?

-Ér... Claro Jimmy, nem precisava pedir!

Fui beija-lo e quando cheguei perto de sua buchecha algo completamente, sem palavras, aconteceu. Ele se virou, selando meus labios. Senti o doce deles na minha boca. Nos separamos rapidamente e ele sorriu. Ele estava vermelho, eu também.

-Então... Até amanhã?

-Até Jimmy...

Ele beijou minha testa e saiu correndo pela rua. Fechei a porta e tentei respirar, reconstituir meus pensamentos. A tranquei e fui em direção as escadas. Ouvi algo mechendo na tranca da porta, uma chave. Lucy e meu pai estavam chegando, corri o mais rapido que pude para meu quarto. Não podia saber que eu ainda estava acordada. Cheguei lá, coloquei um pijama e me joguei na cama. A porta foi aberta e eu ouvi um barulho de papel. Logo ela se fechou e eu cai no sono...