Good Bad
25 Capítulo 25 – De malas prontas.
Stacey chegou em casa e sentou-se no sofá da sala pensativa. Ainda estava amargurada pelas palavras que disse ao Gerard. Estava com uma idéia na cabeça, mas tinha receio de fazer aquilo. Foi então que tomou coragem e pegou as chaves do carro sem falar com sua mãe e saiu. Chegou em frente a uma casa grande, bonita e verde clara. Stacey estacionou o carro atrás de um outro bem bonito que estava de portas abertas. Ela desceu de seu carro e foi em direção a porta passando do lado de um cara que parecia ser um chofer e carregava algumas malas na mão. Subiu os degraus da varanda e quando ia tocar campainha a porta se abriu e dela saiu Gerard que olhou surpreso ao vê-la ali.
-oi. – disse Stacey sem graça.-O que faz aqui? -Vim te pedir desculpas.-Pelo que? – perguntou virando o rosto.-Gerard... – disse com uma voz chorosa e ele a olhou. Ela se aproximou rápido agarrando ele pelo rosto e o beijou sem que ele tivesse tempo de fazer qualquer coisa. Eles se separaram após o beijo e Stacey ficou olhando nos olhos dele ainda bem próxima.-Por que fez isso? – perguntou com um tom meio arrogante.-Por que eu te amo.-Diz isso por pena também? Não precisa fazer essas coisas só por que minha mãe morreu. Já te disse que o que eu mais odeio nessa vida é gente sentindo pena de mim.-Eu realmente te amo Gerard. eu fui uma burra dizendo aquelas coisas, eu nem sei por que disse aquilo à você. eu fiquei a noite toda sem dormir imaginando o que dizer à você hoje, treinei várias falas, só pra te dizer o que sinto por você e quando tenho oportunidade eu só abri a boca pra dizer um bando de besteira e mentiras. Eu não fui por pena Gerard...eu queria te ver e queria muito estar contigo e poder te fazer companhia nesse momento. era só por isso que eu estava lá, por você.-Está sendo sincera?-E eu mentiria pra você? sabe que tudo que te digo é verdade. Eu não brincaria com isso ainda mais agora. Eu não quero te perder Gerard. eu quero você. – dessa vez foi Gerard que tomou a iniciativa e a beijou. -Não sabe como esperei por esse dia... – disse ele e quando Stacey se aproximou pra beija-lo novamente ele continuou. -...mas agora é tarde.-O que? – perguntou Stacey pasma se afastando dele.-Agora é tarde por que estou indo morar com a minha avó.-Onde?-Vou pra Minnesota.-Está brincando não é? – perguntou com a voz trêmula ameaçando chorar.-Não. Bem que eu queria, Stacey.-Por que está fazendo isso comigo, Gerard? é algum tipo de vingança, é isso?-Não, Stacey. Eu nem sabia que isso ia acontecer. -Gerard meu querido... – disse sua avó saindo da casa. – ah, oi! – disse pra Stacey — Quem é sua amiga meu filho?-Stacey. – respondeu Stacey forçando um sorriso.-Prazer querida. – disse a senhora docemente. – querido, estou esperando no carro enquanto se despede da sua amiga.-Ta. – respondeu ele de cabeça baixa.-Então você realmente vai? – perguntou Stacey e ele de cabeça baixa balançou-a positivamente. Stacey mordeu a manga do sobretudo pra não chorar.-Eu sinto muito. -Mas Gerard... – e ela não conseguiu terminar de falar, não tinha forças para aquilo. eles se abraçaram se apertando forte um contra o outro e ela então não resistiu e acabou deixando as lágrimas saírem. -Um dia eu volto. – disse segurando firme o rosto dela e olhando em seus olhos. — Se cuida. – e deu um beijo nela rápido, correndo em seguida pro carro. A velha senhora deu tchau colocando a mão pra fora do carro enquanto partiam e Stacey retribuiu o aceno de coração partido. Stacey olhou pra casa dele mais uma vez e depois foi pro seu fusca. Sentia-se mal. Uma vontade enorme chorar, mas se segurava pra que isso não voltasse a acontecer. sua garganta já começava a doer com aquela vontade que lhe invadia e ela segurava. Quando Stacey chegou em casa e estacionava, pode ver Ursula sentada na escada da varanda dela. -hey Julieta, você esqueceu seu traje. – disse Ursula se levantando e vindo até ela. ao ver que Stacey chorava ela ficou séria. – o que aconteceu Stacey? -O Gerard foi embora.-Embora? Pra onde?-Ele vai morar com avó agora. – e Ursula a abraçou. E Stacey chorou tudo que teve vontade de chorar, mas não queria.
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