Good Bad

1 Capítulo 1 - sem nome hehehe


Notas iniciais
A fic é bem legal, é meio q uma mistura de todos os filmes adolescentes. vou postar 3 capítulos agora e mais tarde eu posto mais alguns pq to um poko ocupada no momento

8 anos antes...

- Meus parabéns. – Disse o menino sem graça aos incentivos de sua mãe.

- Meu filho, entrega o presente à ela. – Diz Donna, sua mãe, dando-lhe um empurrãozinho.

- Isso é pra você. – O menino estende uma caixa embrulhada para Stacey.

- Obrigada. – Ela agradece pegando o pacote.

Leila, a mãe de Stacey que observava tudo em silêncio, decide convidar sua amiga Donna para ver sua cozinha nova.

- Venha, vou te mostrar minha nova cozinha, Donna. Richard comprou tudo novo.

- Mal posso esperar pra ver. — Ela aceita animada seguindo a amiga em direção à cozinha.
As crianças continuaram em seus lugares. Stacey observava o embrulho colorido que envolvia a caixa com seu presente misterioso, enquanto Gerard mexia um pé ansioso.

- Não vem mais ninguém pra festa? — Ele pergunta curioso observando o cômodo vazio, enfeitado por algumas bexigas nas cores rosas e brancas.

-Não. – Ela responde com uma careta. – O pessoal não gosta de mim. Eles vivem me chamando de “gorduxa” ou “Stacey bochecha”.

- Eu também sou e não ligo pra esses comentários bobos.

- Você é a única pessoa legal que eu conheço.

- Você também. – Ele diz envergonhado com o elogio.

- Eu gostei do jeito que você me defendeu ontem na escola. Eu posso te retribuir?

- Você vai me dar algum docinho pra comer?
Stacey sorri.
- Não, eu vou dar isso.

Gerard ficou surpreso quando recebeu um selinho de Stacey. Suas bochechas rechonchudas coraram violentamente.

- Nós...er...podemos comer agora? – Ele perguntou sem graça. Stacey riu e ia responder quando ouviu sua mãe os chamar.

- Crianças, venham cortar o bolo.

- Vamos?

- Vamos. – Os dois deram as mãos e correram pra cozinha onde a mãe de Stacey e de Gerard esperavam na cozinha com o bolo de aniversário. Stacey completava dez anos naquele dia.

8 anos depois...

Triiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim

- Droga de despertador! – Stacey disse num tom abafado pelo travesseiro. Ela saiu tapeando o criado mudo até que o despertador caiu se espatifando no chão, e ela voltou a dormir.
Não demorou muito tempo para Leila aparecer no quarto.
- Stacey! Você não ouviu o despertador? Já são seis horas, está na hora do colégio.

- To com sono.

- Não mandei você ficar até altas horas na internet de palhaçada. — Ela dizia enquanto recolhia o monte de roupa suja espalhado pelo chão do quarto.
Stacey afastou o travesseiro e levantou a cabeça.

- Não era palhaçada, eu estava salvando o mundo.

- O mundo? — Leila perguntou confusa sem dar muita atenção.

- De Lorencia.

- Está dizendo coisa com coisa... — Ela se agachou uma última vez para recolher uma calcinha.

- O mundo do jogo mãe! Como você é tapada. — Stacey afundou a cabeça na cama e voltou a jogar o travesseiro por cima.

- Olha como você fala comigo mocinha. E mais: como eu vou saber de jogo se eu nem jogo? Mal sei ligar o computador...Agora levanta dessa cama já. – Leila foi em direção a cama da filha e puxou a coberta.

- Ai mãe, para! – Ela grita lutando com a mãe num puxa coberta pra lá, puxa coberta pra cá.

- Você vai apanhar depois de grande Stacey!

- OK. Eu já to me levantando. — Stacey se deu por vencida. — Deixa só mais um minutinho...

- Stacey!

- OK, dona Leila, já to indo. – Disse se levantando e se trancando no banheiro.

- E nada de demorar uma hora no banheiro. – Leila gritou batendo na porta do banheiro.

Depois de se arrumar e tomar o café da manhã, Stacey pegou seu velho fusca e foi pro colégio.

I know what I feel and you feel it too
I dream of that first kiss and who\'ll make the first move
Who\'s gonna put their heart on the line
It could be me it could be you tonight

I\'m mixed up confused
And I don\'t know what to do
I want to and I\'d love to
If I knew you\'d want me to



Desligou o rádio quando estacionou o carro. Foi recebida por vários olhares curiosos na frente do colégio ao estacionar ali. As pessoas próximas começaram a rir quando tentava fechar a porta empenada de seu carro. Era um bando de meninas com alguns meninos sentados no capô de um carro novo.

- O que vocês estão olhando em? – Perguntou Stacey na maior cara de pau e todos viraram a cara sem deixar a graça de lado.

– Ao invés de virem ajudar ficam de risadinhas...bobocas. – Stacey resmungou passando por eles.

Stacey pegou a folha com o numero de sua sala de dentro do bolso da calça e foi procurando onde iria estudar ao longo do ano. Já havia algumas pessoas, não muitas, sentadas em algumas carteiras, todos do lado direito da sala. Uns cinco meninos e duas meninas. Ela se sentou na primeira cadeira que viu do lado esquerdo, afastado dos outros da sala. Foi quando ouviu alguém a chamando e virou a cabeça procurando quem era.

- você não deve ficar aí. – disse uma menina vestida toda de preto.

- como é que é? – Stacey se virou pra menina.

- está sentada no lado errado.

- como assim? – perguntou sem entender.

- senta aqui que eu te explico. – Stacey se levantou e sentou ao lado da tal garota. – me chamo Ursula. – disse estendendo a mão a ela.

- Stacey. – disse apertando-lhe a mão. – o que tem o lugar que eu estava sentada?

- são para os populares.

- populares? Fala do bando de meninas e meninos patéticos adorados por um bando de idiotas? – disse Stacey rindo.

- Ó, aí vem eles. – disse olhando pra porta.

Quando Stacey se virou pra porta, entravam dezenas de alunos e alunas na sala. As meninas todas de rosa, com bolsas prada, cabelo feito, salto alto e os meninos com ar de superiores, todos fortes e bem vestidos. Logo a sala foi invadida por cheiro de perfumes caros. Era sufocante. Eram todos bem bonitos, stacey se sentiu num daqueles filmes de Hollywood onde todos os atores são impecáveis.

- uau! Isso aqui é alguma gravação de um filme para adolescentes?

- todos perguntam isso na primeira vez que os vêem. Viu só? O lado esquerdo da sala de aula é para os populares. Nós sentamos no direito.

- nós o que? – perguntou se referindo ao “nós”.

- o resto. Os rejeitados: roqueiros, nerds, fedorentos, feios, gordos, magros demais, com aparelho....

- ah é? E o que eu sou? Não, por que você me tirou de lá assim que sentei. Está me dizendo que sou feia?

- não é isso. você ainda não está definida. Elas não gostam que os novatos sentem no outro lado. Você tem que ser convidada primeiro.

- definida?

- é! a chefe deles que define quem fica em qual lado.

- chefe?

- é. lá vem ela. – Stacey olhou pra porta e viu uma menina loira dos olhos claros e também toda de rosa entrar na sala. – é ela quem decide.

- deixa ver se eu entendi. Quer dizer então que essa “barbie de malibu” é quem decide quem vai sentar onde?

- e como será chamada daqui pra frente.

- mas que coisa ridícula. E vocês aceitam isso numa boa?

- Fazer o que né? Isso já faz cinco anos. Todos as respeitam no colégio. Até os professores tem medo delas. Uma vez um garoto tentou retrucar e sabe o que aconteceu com ele?

- não faço a mínima idéia.

- não voltou mais, foi atropelado por um ônibus quando saia do colégio. Foi um acidente feio.

- e o que tem isso?

- é a maldição das perfeitas. Ninguém sai da linha ou senão elas rogam uma praga capaz até de te matar. Elas foram até boazinha com esse menino pois ele só quebrou alguns ossos.

- ã? – stacey parou pra pensar e começou a rir. – não creio que isso seja verdade. Vocês acreditam nessa coisa idiota? Isso é ridículo. É lógico que ele foi atropelado por não ter atenção. Não existe nenhuma maldição das “perfeitas”. Isso é ridículo, e infantil.

- você quem sabe. Se quiser quebrar as regras, é contigo mesmo...eu não me atrevo.

- isso é ridículo. – disse ainda rindo.

- Aquele é o namorado da chefe dos populares. – quando stacey se virou achou que o conhecia de algum lugar.

- eu conheço esse garoto de algum lugar...

- ele é o mais popular e o mais gato de todo o colégio.

- e qual o nome dele?

- se chama Gerard.

- * repetiu o nome tentando se lembrar * Gerard? Gerard....Gerard! – lembrou ela.

Fazia tempo que não o via, a ultima vez foi alguns meses depois de seu aniversário de 10 anos. Depois disso a mãe de Stacey e de Gerard tiveram um desentendimento e os dois ficaram proibidos de se verem e se falarem. Gerard até mudou de escola por causa disso. Depois nunca mais se viram. Era uma coincidência revê-lo ali. Ele estava bem diferente de como era antes, estava alto, magro, e bonito.

– vejam só, o menino gordinho agora popular... – disse baixinho quase que pra si mesma.

- o que disse?

- ah...nada. – disfarçou ela ainda olhando pro rapaz.

Na hora do recreio, Stacey comia com os outros dos “rejeitados” quando a tal Barbie apareceu por trás dela.

- oi. – Stacey não deu bola e continuou rindo à mesa de uma piada que um dos meninos havia contado. Todos ficaram quietos olhando pra tal garota parada atrás dela. – ei! Eu estou falando com você. – disse a cutucando.

- Stacey, ela está falando com você. – disse Ursula baixinho pra ela.

- ah é? Quem? – e se virou. – ah, é você é? O que você quer aqui vossa majestade?

- mais respeito com a Rô. – disse uma das duas garotas que a acompanhavam. Era alta, magra, tinha o cabelo negro e curto e olhos verdes.

- cala a boca sua Barbie. – todos fizeram um ‘ó’ conjunto nesse momento que Stacey falou.

- rô, ela me ofendeu. – disse a menina com raiva.

- vejo que tem uma metida á espertinha na sala. Qual o seu nome rejeitada? – falou a tal da “chefe’.

- não te interessa.

- como se atreve se dirigir à mim desse jeito?

- quem é você? O presidente? Alguma rainha? Ah! O papa? Ah desculpa, eu não sabia.

- fique sabendo que...

- calma Rô, deixa comigo. Poupe sua linda voz. – disse uma menina baixa, loira e dos olhos azuis.

- obrigada Lola.

- estamos aqui pra nomeá-la e registra-la no nosso caderno.

- caderno? Que caderno?

- Kelly, o caderno. – a outra menina do cabelo curto passou um caderno todo de pena rosa pra ela e uma caneta. – de agora em diante será chamada por...deixa eu ver... – disse olhando Stacey de cima a baixo. – brega ta bom? – perguntou à chefona.

- eu acho ótimo. Bem adequável à esse tipinho de pessoa que se veste com esse trapos que ela insiste a chamar de roupa. Não sabia que ainda existia alguém com look dos anos setenta. Brega é perfeito.

- que original. – disse Stacey em tom de deboche.

- está me zoando? – perguntou a tal de Rô irritada.

- está zoando com a cara dela? – perguntou a de cabelo curto.

- Kelly! Ela não tem cara, é rosto. – falou a outra.

- perdão. – e a de cabelo curto abaixou a cabeça.

- ok, então será brega. Deixa eu registrar aqui. – disse a tal de Lola escrevendo no caderno. — Descrição...magra, cabelos rebeldes, vestes: trapos estilo ano setenta. Seu nome?

- já disse que não interessa. – respondeu Stacey firme.

- é stacey. – respondeu Ursula e Stacey olhou pra ela repreendendo-a.

- alguém te perguntou alguma coisa? – perguntou Kelly a Ursula.

- ok, está anotado. – disse Lola fechando o caderno.

- só mais uma coisa. – dessa vez quem falou foi Rô enquanto pegava um copo de suco da mesa e despejando todo em Stacey. – nunca se dirija a mim como uma moleca de hoje. Tenha respeito comigo. E é vossa excelência pra você querida.

- ó! – disse olhando pra sua camisa toda molhada de suco. — sua barbie nojenta. Olha o que você fez com minha roupa nova. – disse stacey se levantando.

- isso era novo? Comprou aonde? Num brechó?

- patricinha nojenta. – stacey pulou pra cima dela puxando-lhe os cabelos e as duas caíram no chão. Logo chegou a diretora que apartou as duas que foram direto pra diretoria. Foi
um ótimo começo na escola...

Mais tarde...

- boa tarde querida. Como foi seu primeiro dia na nova escola? – Stacey já chegou em casa batendo a porta com força. Ela foi até a cozinha onde estava sua mãe e se debruçou no balcão.

- desastre total.

- ué. Por que?

- sabia que nessa escola há um bando de mesquinhos, uns quinze por aí, que tem lugar marcado na sala? Minha sala de aula é totalmente dividida. De um lado os “popularezinhos” do outro nós, os rejeitados.

- o que? – perguntou Leila sem entender.

- é isso mesmo que você ouviu. Faço parte dos chamados “rejeitados”. E até me nomearam. agora as barbies se dirigem à mim como ‘brega’. Olá sua Brega. como vai você Brega? – disse fazendo uma voz fanhosa. — Muito original. Não esperava mais do que isso daquele cérebro de pomba.

- ah filha. Que drama. Não deve ser pra tanto.

- não, nem tanto. – disse sarcástica. – toma. – e colocou um papel em cima do balcão. – isso é uma advertência que tenho que levar assinada amanhã. – e sem dizer mais nada subiu pro seu quarto.

- o que é isso? – Disse Leila entrando no quarto de Stacey que tirava sua roupa pra tomar banho.

- uma advertência, não leu?

- não me refiro a isso. Me refiro a causa que levou à isso.

- lembra da menina que me nomeou brega? Pois bem, ela derramou suco na minha roupa.

- na roupa nova que eu lhe comprei? – disse incrédula pegando a roupa que estava em cima da cama. – será que manchou?

- viu? Ficou com raiva? Eu também. Eu lhe enfiei a porrada quando ela me fez isso. – disse lutando com o vento.

- ta é certo, mas...não, isso não está certo. Tudo bem que essa menina é uma bruxa que manchou o lindo conjunto que eu te dei de presente, mas isso não é motivo...

- não? Ela me humilhou na frente de todo o colégio. Queria que eu fizesse o que? ficasse de braços cruzados? Tivesse medo dela como todo aquele bando de infelizes dos rejeitados.

- que rejeitados?

- o outro lado que não são populares que eu te falei...

- ah...mas isso não justifica Stacey.

- mãe, eu só me defendi. Foi só.

- é, mas isso acarreta uma expulsão como na outra escola do bairro vizinho, e da outra que também foi expulsa, aquela que eu pagava caro pra você estudar.

- o garoto começou me xingando.

- Stacey, não interessa. Ele te xingou e você que foi expulsa. Não agüento mais ter que trocá-la de colégio. Ou você entra na linha, ou não irei mais esquentar minha cabeça com você.

- por que não me dá pra uma instituição de caridade? Ou melhor, me interna num desses lugares pra malucos.

- stacey você está muito rebelde. Eu sei que o que aconteceu foi duro pra você, mas isso não justifica sua rebeldia.

- não meta meu pai na conversa. Deixa ele em paz.

- não tem outro motivo pra você estar assim. Desde que ele morreu você anda desse jeito.
- se ele não tivesse morrido ele me daria educação, e não seria como você que não sabe ser mãe.

- está me ofendendo!

- por sua culpa ele morreu.

- por minha culpa? Não fui eu que passei a doença pra ele.

- mas se você desse mais atenção a ele, ele não iria procurar outra.

- cala a boca! Cala a boca Stacey! Cala essa sua boca! Droga! O que foi que eu pari? Um monstro? Parece que tudo que eu faço é errado. Nunca está satisfeita com nada! Cresça, está demorando pra amadurecer e virar gente e não continuar como um bicho que não se adapta a lugar algum.

E saiu do quarto deixando Stacey aos prantos.
Mais tarde, Leila foi até o quarto de Stacey que estava deitada em sua cama.

- Stacey....filha. – e ela não respondeu. – me desculpa pelo que eu tenha dito a você. Você é uma boa filha, mas às vezes é rebelde. E eu compreendo. Perdeu o pai muito nova e compreendo por você não aceitar tudo isso e agir dessa maneira. Eu sei que você não quer falar comigo e tem razão, eu...eu disse coisas horríveis pra você. Mas eu só queria deixar claro, que não foi minha culpa. Eu amei muito o seu pai e todos os nossos anos de casado eu sempre, sempre dei toda atenção que uma esposa poderia dar ao seu marido. Sempre fiz tudo por ele, mas...os anos se passam e acho que ficamos pouco atraente pra eles...eu me descuidei e não ligava muito com o negocio de aparência e acho que foi por isso que ele optou se envolver com outra...com minha melhor amiga. Mesmo sabendo disso eu cuidei dele até o ultimo minuto de sua vida. Eu fiquei lá...firme. e sabe do que mais? Eu o amava do mesmo jeito. Mesmo sabendo de tudo. Eu o amava e ainda amo muito seu pai. Ele me deu você Stacey. E eu também te amo muito.- ela então se virou e a abraçou.

- eu também te amo muito mãe. Me desculpa por tudo. Eu sei que você não teve culpa, me desculpa eu estava com raiva. Eu fui uma idiota te dizendo aquelas coisas.

- tudo bem filha. Eu te perdôo. Eu te amo.

- Também te amo mãe, muito mesmo.

Notas finais
Para ouvir a musika citada na fic --> http://www.youtube.com/watch?v=xAv9U9eIQdQ