Gonna Change You
3 Pétalas Cor de Rosa
Notas iniciais
—Droga! Está tarde! Estou acordando atrasada de novo! -gritei, irritada. Não é lá uma coisa muito sensata de se fazer as 6 e meia da manhã, mas não tem problema. Eu estava realmente irritada.
Pulei da cama, corri no banheiro e troquei de roupa, o mais rápido que consegui. Peguei minha mochila da escola e desci as escadas correndo, quase passando direto pela cozinha no andar de baixo, mas a minha irmã foi mais rápida.
—Ei! Kaya! Não vai sair sem comer de novo! Pode fazer o favor de vir aqui e comer? -Kanako me gritou de longe, ao me ver em disparada. Parei de correr em frente à porta, respirando fundo, e olhei para ela. Ainda estava com os cabelos azuis desarrumados, vestindo sua camisola branca, descalça. Se ela tivesse ainda seus cabelos de cor natural, igual ao meu, seria como ver minha imagem no futuro. Realmente somos bem parecidas, e isso é divertido. Gosto de espelhar meu futuro em minha irmã, eu realmente a admiro muito, mesmo que tenha largado a faculdade para abrir o karaokê bar dela.
—Ah, desculpa Kanako... -eu andei até ela, me apoiando na bancada da cozinha. Ela sorriu e passou um prato de torrada com manteiga para mim, e um copo de suco. Eu peguei as comidas e comecei a comer, e só então percebi o quanto estava com fome.
—Não se preocupe. Ainda está em tempo, não? E se precisar, te dou uma carona. -ela se ofereceu, sorrindo para mim, apoiando-se em cima da bancada perto de mim. Agradecida, concordei com um aceno de cabeça, já que eu estava com a boca ocupada mastigando um pedaço da torrada. -Mas o que eu quero saber é: acordou tarde pelo mesmo motivo que da última vez?
Eu parei de comer por um segundo, e a encarei. Ela sorria de modo travesso, como sempre, mas eu só desviei o olhar novamente para a comida, dando de ombro.
—E se for? Tem algo de errado? -respondi, indeferente ao assunto. Kanako revirou os olhos, rindo.
—Sabe que não. É até bom isso. Vocês dois realmente se aproximaram, hein? Ele realmente veio para mudar a sua vida... Mesmo que aos poucos. -Kanako continou sorrindo, me olhando. Eu não respondi, ainda comendo. Ela riu, e passou a mão pelo meu cabelo. -Aposto que você ainda nem percebeu isso né?
—Não tem nada aqui pra perceber. Ele só está me ajudando, e se ajudando. É uma troca muito inteligente de favores.
—Sempre tão seca... -ela suspirou, e apertou minhas bochechas. Ai, essa garota... -Mas sabe, eu amo seu jeitinho.
—Também amo o seu, boba. -ri, terminando de comer. Ela se inclinou para beijar minha testa, e então subiu para trocar de roupa, afinal não dava para ficar de pijama né?
Bem, mas o que ela disse era verdade. Já fazia um mês que as aulas haviam começado, e desde então eu e Leonard nos aproximamos bastante. A única pessoa com quem eu me sentia tão próxima assim, fora meus irmãos, era Kamiho. Eu estava feliz em finalmente ter mais que só um amigo.
Na verdade, eu estava fazendo vários amigos, aos poucos. Leonard pouco a pouco ia me convencendo a conversar mais com a Kyoko, Sakura, Peter e Naomi, por meio de um grupo de estudo que ele organizou. Graças a isso, estou ganhando créditos extracurriculares, sem falar que me ajuda a manter minha posição como representante. Também, estava gostando de conhecer mais outras pessoas. Era um mundo completamente diferente do que eu estava acostumada, e eles realmente eram legais.
As coisas estavam mudando lentamente, mas eram mudanças tão boas, que eu não reclamava. Por exemplo, eu havia acordado tarde porque havia conversado por mensagem com o grupo até tarde, os ajudando a fazer tarefa, até as meninas puxarem um assunto sobre música. Eles começaram a falar sobre isso, entre algumas outras coisas, e eu fiquei apenas lendo as mensagens, ainda me sentindo meio deslocada. Apesar de não participar, foi bem engraçado ficar lendo, me dava uma sensação diferente. Até que interação social não parecia tão ruim.
Leonard realmente estava me fazendo ver as coisas de um modo meio diferente. Eu continuava estudando muito, claro, mas era apenas começo do ano. Sabe-se lá o que vai acontecer no futuro. E não saber exatamente de nada me assusta.
—Vamos? -Kanako apareceu, me despertando de meus devaneios sobre a vida. Passei a mão pelo cabelo, ajeitando algumas mechas que caíam sobre meu rosto. Assenti com a cabeça, pegando minha mochila no chão, e enfim seguimos para o carro dela.
—Tenha um bom dia na escola, maninha. -Kanako me deu um delicado beijo na testa e me abraçou, ao parar o carro em frente do portão da escola. Eu a abracei de volta, com um sorriso.
—Obrigada. Ah, e obrigada pela carona e o café da manhã também. Tchau, Kanako. -me despedi, saindo do carro e acenando para minha irmã. Ela sorriu e deu a partida, indo embora em seguida.
Puxei o celular de dentro da mochila. "10 minutos! Droga, preciso correr!" Pensei e sai em disparada para dentro do globo de vidro, mais conhecido por Owasa High School.
Entrei, troquei os sapatos, voltei a correr. Ainda estava em tempo de chegar à sala antes do sinal, eu esperava. Lá dentro era muito grande, então se locomover levava um bom tempo. Para ir até a minha sala, demorava até 10 minutos, dependendo do seu ritmo. É, não é exagero não. A escola era realmente grande.
Finalmente cheguei na sala, quase morrendo de tanta pressa. Kamiho e Kyoko conversavam, enquanto Naomi pedia ajuda de Sakura para prender o cabelo em marias-chiquinhas. Sakura estava se dando bem com as meninas, ela era bem sociável e divertida, todos pareciam gostar dela, e eu também. Leonard estava sentado em uma mesa ao lado da que eu costumava a sentar, escutando músicas no IPod. Ele foi o primeiro a me ver chegando na sala, e olhou para mim, sorrindo de modo meigo. Sorri de volta, tentando andar até meu lugar, sem que os outros me vissem.
—Ei, Ky-chan! Bom dia pra você também! -Kamiho veio até mim, e me abraçou. Eu sabia que iria conseguir passar despercebida por ele... Eu parei de andar, o abraçando de volta, beijando sua bochecha.
—Ah, Kami-kun! Bom dia. Dormiu bem? -perguntei, ainda meio abraçada a ele. Ele sorriu, sarcástico, lembrando da noite anterior.
—Claro, estou super disposto. -ele bocejou, e depois riu. -Estou meio cansado, mas bem. E você?
—A mesma coisa. -disse, dando um pequeno sorriso, e então ele me acompanhou até minha mesa para deixar minhas coisas.
Mesmo de longe, gentilmente acenei para as meninas, que me cumprimentaram de volta. Olhei para Leonard, que estava sentado ao meu lado, parecia esperar que eu me sentasse para falar comigo. Sentei na cadeira, e assim que Kamiho se afastou, Leo tirou seus fones, se virando para mim.
—Bom dia, Mitsuki. -ele disse, com um sorriso. Eu olhei para ele, o analisando. Leonard parecia bem cansado, como todas as manhãs, com grandes olheiras embaixo dos seus olhos azuis... Era engraçado ficar o olhando. Eu sempre sentia minhas bochechas ardendo, mas não entendia ao certo o porquê.
—Bom dia, Sinclair... -respondi, pondo a mão no rosto, e me virei para a janela ao meu lado, observando o lado de fora, sorrindo.
Eu e Leonard ficamos com essa mania de chamar um ao outro pelo sobrenome, porque ele disse que acha meu sobrenome muito legal, por ser japonês. Sei lá, coisa de americano.
O sinal tocou alguns minutos depois, e o professor entrou na sala. Eu não estava lá com mente para prestar atenção na aula, coisa que eu quase nunca deixo de fazer. Mas naquele dia em específico, eu estava bem dispersa. Com o olhar fixo na janela e a paisagem lá fora, eu apenas escutava a aula, fazia algumas anotações e exercícios, mas passava maior parte do tempo olhando o sol brilhando nas janelas das casas e prédios da cidade. Era uma cena muito bonita, todo aquele brilho iluminando as ruas. Uma brisa fraca da manhã fazia as flores da cerejeira em frente à escola balançarem, como se dançassem uma música, e caiam no chão, o pintando com sua coloração rosa-claro.
Comecei a desenhar a cena da árvore no caderno, distraidamente, e passei a pensar nela. Era interessante como as árvores mudavam conforme as estações, era como se elas se adaptassem a aquelas situações para não sofrerem ou algo do tipo. Parece uma loucura, mas na verdade não é tão maluco assim. Ou será que isso só provava que eu estava me dispersando demais? Eu não sabia.
Me reeprendi pela distração, e balançando a cabeça, eu voltei ao mundo real. Aula. Livros. Caderno. Caneta. Era aquele meu mundo, e eu não podia querer mais que isso. Aquilo tudo era muito importante para mim, e não deixaria de ser, de modo nenhum. Eu tinha objetivos, um futuro brilhante.
Passei o resto da manhã prestando atenção nas aulas, sem ficar voando muito, mas as vezes eu me dispersava e só voltava depois que Leonard me cutucava ou Kamiho me chamava. Caramba, o que 2 horas a menos de sono fazem com as pessoas hein? Tinha que parar de dormir tarde, se quisesse parar de divagar tanto no meio da aula.
Na hora do almoço, eu e Kamiho dividimos nossas comidas, como sempre. Era bom ficar um tempo sozinha com ele, principalmente quando nós comíamos, era engraçado observar meu amigo comendo.
—Meu Deus, minha mãe colocou uma quantidade generosa de comida hoje... -ele suspirou, pegando os hashis, e olhou para mim, apontandoa comida. -Quer um pouco, Ky-chan?
—Ah, sim, obrigada. Se quiser, pode pegar um sushi da minha marmita também. -agradeci, pegando um pouco. Nós ficamos em silêncio por algum tempo, até que eu pensei em conversar com ele sobre meus devaneios. Ele deveria saber como me aconselhar. -Sabe, as coisas me parecem estar diferentes, e me incomoda não saber como lidar com tudo isso.
—É que você não estava acostumada. Seus livros eram seu único mundo. Mas agora você está conhecendo outro mundo. -ele respondeu, mordendo um sushi que eu havia oferecido, me olhando. Eu larguei minha comida, o encarando de volta, deixando minha confusão vir a tona, já que ele era uma das poucas pessoas pra quem eu conseguia demonstrar meus problemas.
—Isso é tão... Estranho. -olhei bem para os olhos dele, que estavam focados na comida, brilhando de um jeito quase obsessivo. Eu ri, vendo aquela cena familiar, me sentindo menos perturbada perto dele. -Pelo menos, sei que você nunca vai me parecer diferente ou estranho.
—Claro que não! Afinal, sempre fui diferente e estranho aos olhos alheios. -ele riu e apertou meu nariz de forma fofa. -Assim como você. Mas nunca vamos nos importar com os pensamentos dos outros, vamos?
—Não, claro que não.
Nós voltamos a ficar em silêncio e a comer, e para não me distrair com meus pensamentos, comecei a olhar em volta na sala. As gêmeas estavam olhando para mim e Kamiho, cochichando, enquanto almoçavam em uma mesa longe da nossa. Quando me perceberam, deram risadinhas e pararam de olhar.
—Quem dera se pelo menos aquelas duas mudassem um pouco para melhor. Já chega de ser tão idiota, não é? -resmungei, ainda as encarando. Kamiho riu, já que é meio raro eu deixar escapar algum comentário maldoso. Eu costumo só ignorar, mas acontece de eu soltar alguma coisa de vez em quando.
—Olha, ficou agressiva. -Kamiho deu uma risada alta, se divertindo com a minha careta de vergonha. Mas o observando rir, me senti mais calma. Só ele mesmo para parecer idiota e um ótimo amigo ao mesmo tempo. -Então... Já está pensando nos preparativos da feira cultural? É no fim do mês hein!
—Eu sei... Já estou com quase tudo pronto. Alguma coisa ou outra que preciso ver com o diretor ainda, mas está quase tudo preparado. -fiquei feliz com a mudança de assunto. Eu adoro falar de coisas relacionadas a escola, principalmente quando tenho que organizar. -Vamos ter bastante comida, isso é fato.
—Mas aí tá bom demais então! E também espero que tenha várias atrações divertidas, além das apresentações chatas e costumeiras...
—Isso já é surpresa. Prometi ao diretor não contar nada ainda, para ninguém.
—Ah... Vai me deixar curioso mesmo?
—Vou. E não venha choramingar pra cima de mim.
Eu comecei a rir da cara emburrada que Kamiho estava fazendo, em sinal de protesto ao segredo. Mas realmente não podia falar nada, mas seria bem divertido. E ele adora essas feiras, então esperar um pouco mais era até legal para ele, Kamiho ama surpresas.
—Ei, vai voltar para casa comigo ou com o Leo-kun hoje? -ele me perguntou, depois de um tempo. Eu o olhei, depois encarei minha marmita.
—Não sei, acho que com o Sinclair... -respondi, distraída pelo sushi que comia. Vendo que estava dispersa, meu amigo me cutucou com um dos seus hashis, me chamando de volta para a realidade.
—Hey! Terra chamando Kaya!
—Ah, desculpa...
Ficamos nos encarando um pouco, e começamos a rir. Eu simplesmente não sei o que faria sem ele para me distrair dos estudos. Se não fosse ele, eu seria uma nerd sem interação social o resto da minha vida. Graças a ele, e agora também ao Leonard, as coisas no momento parecem estar cada vez melhores.
O sinal do final do almoço bateu, e todos nós nos arrumamos em nossos lugares novamente. Então, as aulas começaram novamente, e dessa vez consegui me focar completamente na aula, como de costume.
Aconteça o que acontecer, eu não iria abandonar meus estudos. Além do que, eu não poderia, nunca. Meus pais me matariam se eu o fizesse. Não seria agora, que um sentimento esquisito nascendo no meu peito iria estragar tudo. Pelo menos, era o que eu esperava.
Finalmente, a aula acabou. Felizmente, Leonard era menos lento que Kamiho, então nós saímos juntos da sala. Demos um rápido tchau para nossos amigos antes de sair, e começamos a andar até fora da escola. No percurso até o lado externo, permanecemos em silêncio, apenas andando lado a lado.
Era meio desconfortável, todo aquela quietude, mas ele me fazia ficar assim. Era como se a presença dele simplesmente travasse tudo em mim. Minhas funções corporais só paravam de funcionar, e eu não fazia ideia do porquê isso acontecia, e era essa incerteza que me deixava ainda mais incomodada.
Eu percebi isso quando voltamos juntos da aula pela primeira vez naquele segundo dia de aula, foi quando também descobri que ele tem mania de cantarolar as músicas que escuta nos fones, já que sempre está com eles, enquanto anda. Era uma cena engraçada e fofa, e eu tinha começado a rir quando o percebi fazendo isso. Ele me notou rindo e começou a rir junto, assim que viu que eu estava rindo dele. Acho que foi depois disso que passamos a conversar mais.
Ainda sem trocar uma palavra, e já do lado de fora, passamos pela cerejeira que ficavana entrada da escola. As flores voavam sobre nós, dando um perfume agradável a brisa fria do final de tarde. O sol pintava o céu com sua coloração alaranjada. Parecia uma cena de filme, comecei a pensar, distraída. Uma cena de um filme de romance... Que engraçado.
Eu não estava muita atenta as coisas, já que estava lendo um livro, além de estar divagando, então mal percebi quando aconteceu. De repente, só senti uma mão pousar sobre meu cabelo, e eu parei de andar. Meu coração simplesmente parou de susto. Lentamente, ele retirou a mão, revelando uma pétala da flor da cerejeira que estava presa em meu cabelo. Ele passou a mão para ajeitar minha cabeleira ruiva, e soprou a pétala.
—Pronto, melhor. -ele disse, depois de ver a pétala voando para longe, sorrindo para a flor. Um vento bateu novamente, fazendo seu cabelo se bagunçar. Eu fiquei o olhando, atônita. Tinha como alguém ser tão bonito a ponto de me deixar sem reação? Que ridículo.
—Obrigada...? -hesitei, meio incomodada, enfiando a cara no livro novamente. Aquilo foi bonitinho, eu admito... Mas sério, por que ele me deixava tão confusa? Tão estranha? Eu estava perdida, mas de certo modo, eu não odiava isso.
—Não precisa agradecer. Vamos, antes que escureça. É perigoso andar por aí a noite, principalmente para você, uma mocinha tão fofa e indefesa.
—O que?! -eu o encarei, com uma expressão supresa. Como ele se atreve a me chamar de fofa?! Mas ele só riu, olhando para mim, e apertou minhas bochechas, que estavam bem vermelhas.
—Hahaha! Sabe que estou brincando! Aqui é calmo demais para algo acontecer. -ele disse, de modo travesso, e logo voltamos a andar, passando pelo portão. Quando já estávamos andando pela rua, ele pousou a mão no meu ombro, me assustando de novo. -Mas sabe, você é realmente fofa.
Eu não soube como reagir. Ele tinha acabado de me elogiar de novo?! Que tipo de liberdade ele pensava ter pra ficar me elogiando assim?! E por que eu estou tão confusa com isso?!
Leonard somente riu, e passou o braço pelos meus ombros, em um abraço protetor. Sem conseguir me mexer, por não conseguir pensar em nenhuma reação para aquele tipo de contato corporal, apenas continuei a ler, tentando o ignorar, o que era difícil. Seu jeito fofo e seu rostinho bonito as vezes me deixava curiosa para olhá-lo, o que eu fazia discretamente. Não sei porquê, mas eu gostava só de olhar para ele.
Ao enfim chegarmos em frente da minha casa, ele parou de andar, virando-se de frente para mim, e me abraçou de surpresa. Fiquei meio... estranha? Quero dizer, eu não gosto de contato físico, mas de certo modo, eu gostava do abraço dele. Era aconchegante, com um cheiro bom... Por que eu estava pensando nisso?!
—Amanhã, quero vir te buscar, aí podemos ir para a escola juntos. Tudo bem para você? -ele cochichou no meu ouvido, enquanto estávamos abraçados. E nesse momento, o mundo parou para mim. Um sentimento que eu nunca tinha sentido me preencheu por inteira. Eu me sentia bem com ele, poderia ficar ali, sem problema algum...
Será que isso era o amor?
Não, não. Não pode ser. E se for, é um baita problema. Pensando nessa assustadora hipótese, larguei os braços dele, me recompondo. Eu precisava manter a postura, mesmo que estivesse confusa.
—Tudo bem, eu acho. E hoje, não vou ficar até tarde conversando, ouviu?
—Sim senhora. -ele deu um sorriso tímido para mim, com o rosto corado. O olhei, em dúvida. Ele sempre sorria para mim com o rosto avermelhado, o que isso queria dizer? Mas antes que eu pudesse continuar a pensar nisso, em um golpe surpresa, ele rapidamente se inclinou perto do meu rosto, e me deu um beijo na bochecha. -A gente se vê amanhã, Mitsuki, tchau!
Avermelhado e com vergonha, Leonard saiu correndo, me deixando para trás, parada na calçada, tremendo. O que tinha acabado de acontecer? O que aquele gesto significava? Por que ele pareceu tão envergonhado? E por que eu estava tão nervosa e com o rosto quente?
Eu realmente não sei porque ainda me fazia essas perguntas... Estava claro que eu não ia entender meus sentimentos sobre o Leonard tão cedo.
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