Gone With The Sin
9 Capítulo 9 - Scared To Death
Notas iniciais
James' POV
- James... eu realmente não quero machucar você. E eu não quero que você me veja durante o tratamento, porque eu vou estar horrivel. — ela falou escondendo o rosto com as mãos
- Eu não ligo. Courtney não dificulte as coisas. — eu retirei as mãos dela e beijei as maçãs do rosto dela.
- James, você que não pode dificultar o que já está muito dificil — ela pareceu confusa — Essa situação é muito dificil para mim, porque na verdade eu não pretendia ter um namorado e ter medo de morrer, eu não tinha. Mas agora com você, tudo muda, porque eu não quero deixar você triste e no caso da quimio, ela irá dar a você esperança, mas ela pode não ocorrer como você quer. Eu irei ficar muito fraca, meu sistema imunológico irá fica mais fraco do que ele já é. Ou seja a gripe, que para vocês é muito facil de combater, para mim vai ser como uma pneumonia. — ela respirou fundo não deixando as lágrimas escaparem — Então, eu tenho que lhe perguntar. Você está pronto? Para cuidar de mim com todo o cuidado que existe? De saber que eu vou ficar com uma aparencia horrivel? Que sua vida vai mudar da noite pro dia caso eu não resista? Você está pronto para isso?
- Se eu te dissesse não, você acreditaria?
- É óbvio. Se não eu não estaria fazendo essa pergunta.
- Pois é você está errada. Eu estou disposto a cuidar de você com todo o cuidado, te dar toda a atenção e o carinho do mundo até o último dia da sua vida. Porque neste momento, você é meu mundo, e se eu te perder eu me perco. Se eu me perder, eu tenho a absoluta certeza que depois não terei como voltar atrás. — eu falei acariciando o rosto que começava a ficar rosado — Agora, cabe a você decidir.
Courtney me encarou, em seus olhos eu pude ver a incerteza e a confusão. O amor e o ódio, a vida e a morte, juntos, como ela havia me dito uma vez. Eu estava vendo-a ficar cada vez mais doente e ela ficava cada vez mais perto da morte, mas eu não podia permitir que ela morresse sem tentar, e foi ali, naquele momento que eu ouvi as palavras que eu queria ouvir, as que eu esperava que Courtney falasse, a que todos aguardavam.
- Eu aceito... – ela falou olhando para o teto – Eu aceito fazer a quimioterapia.
- Amém. Você é muito teimosa. – eu ri e a beijei – Eu te amo, Courtney.
- Nossa, que chato você. – ela riu – Eu te odeio, James.
- Eu sei que você me ama.
- Não... – ela falou colocando a mão no meu rosto e o virando
Eu me deitei com Courtney na cama do hospital, que era muito desconfortável, e esperei por noticias. O dia virou noite e a noite virou dia, até que o médico entrou sorrindo no quarto. Ele olhou para mim e me estendeu um copo de café. Eu havia entendido o recado, eu passei dois dias sem sair daquele quarto, apenas segurando a mão de Courtney, minhas olheiras deveriam estar pretas.
- Tome, jovem. Você deveria descançar. – ele sorriu e olhou para Courtney – Vamos ver como você está.
- Eu vou comer algo e escovar os dentes, já volto. – eu sorri e beijei a testa de Courtney.
Eu não queria me afastar dela, mas era obrigado a deixa-los a sós para que ele a examinasse. Eu não deixava que eles dessem banho nela, eu a ajudava e ela o tomava sozinha. Mas o resto eram eles que faziam. Eu fui até a cafeteria do hospital e pedi um cookie, eu o levei até uma mesa próxima a janela e me sentei ali. Minha mente vagou pelas ruas que estavam embaixo da janela. Tudo parecia perfeito, nem parecia que eu estava em um hospital. Meu celular vibrou. Era uma mensagem de Kendall “Estarei ai em 10 minutos.”. Eu fechei, enfiei o resto do cookie na boca e o engoli com a ajuda de um gole de café.
Eu estava tão distraido que não reparei que estava acompanhado. Uma garota loira se sentou de frente para mim, ela mexia na bolsa. Eu a encarei até que ela levantou a cabeça, os olhos grandes e azuis da garota, que aparentava estar na casa dos 19 anos, se arregalaram.
- Desculpa eu não vi você aqui. – ela sorriu levantando as mãos
- Que nada. – eu sorri
- Você está acompanhado? – ela falou ao olhar para os lados
- Não, mas meu amigo está para chegar.
- Ah... – ela falou fazendo uma careta – Então acho que vou sair.
- Claro que não, pode ficar aqui se você quiser. Ele vai demorar 10 minutos e eu estou esperando para entrar no quarto...
- Acompanhando alguém?
- Sim, minha namorada. Ela tem leucemia, vai começar a quimioterapia assim que sair daqui. – eu falei observando a garota – E você o que te tras aqui?
- Meu pai. Ele tem cancer no estomago... – ela falou com um sorriso meio triste – Faze terminal, ele veio fazer o último check in no hospital. Nós estamos indo embora, ele quer morrer em casa. Eu vou deixar ele fazer isso.
- Nossa. É uma pena.
- Sim, vou ficar sozinha. – ela falou segurando uma lágrima no olho azul – Minha mãe nos deixou anos atrás.
- Nossa! – eu arregalei os olhos – Eu sei que eu não te conheço nem você me conhece, mas se precisar de algo, me liga ou me procura. – eu estendi um cartão com meu telefone
- Muito obrigada... – ela parou para ler algo no cartão – James... Muito obrigada, James.
- De nada... – eu sorri – Qual seu nome?
- Jackie. – ela sorriu
- De nada, Jackie.
- Oi, James! – o perfume de Kendall entrou pelo meu nariz quase me fazendo espirrar – E olá, para você menina que está com James. – ele falou com uma voz estranha e depois riu
- Muito obrigada de novo. – Jackie falou se levantando e andando até outra mesa – Tchau para vocês.
- Tchau, Jackie – eu falei acenando
- Tchau. – Kendall falou com um olhar bobo na cara e depois se sentou. – O que foi isso? Quem era ela?
- Não sei, ela se sentou ai. E depois percebeu que eu estava aqui.
- Ah ta. E você acredita que ela não viu você ai. – Kendall bufou – Óbvio que ela viu e se sentou.
- Não, cara. O pai dela ta internado. Câncer fase terminal.
- Sua namorada também. – ele falou revirando os olhos – Cadê ela?
- No quarto, idiota. Ela não pode sair de lá, lembra? – eu falei dando um tapinha de leve no rosto dele
- Ah, é? Então o que ela está fazendo parada bem atrás de você? – Kendall riu
- Seu babaca, eu ia dar um susto nele. – ela riu e lançou seus braços ao redor de beu pescoço – Adivinha quem vai poder ir para casa? – ela beijou meu pescoço
- O Kendall? – eu ri
- Eu? – Kendall riu
- Isso... eu vou ficar aqui mesmo. – ela falou dando de ombros e caminhando em direção aos quartos.
- Ei. Menina que não sabe brincar. Volta aqui. – eu corri até ela e a abracei, por cima do ombro de Court eu pude ver Jackie.
- Eu vi tudo, ta? – Courtney falou fazendo uma careta
- Viu o que? – eu engoli em seco
- Vi que você deu um tapinha no Kendall. Não gosto quando você bate nele. – ela riu e correu até a mesa se sentando ao lado de Kendall
- Então, é verdade? Você foi liberada? – Kendall falou sorrindo para Courtney – Você agora pode ir para a minha casa, ai a gente cria uns mini Kendalls? – ele riu
- Sai daí, seu feio. – ela o empurrou
- Ei, que palhaçada é essa com a minha namorada? – eu falei indo até eles.
Kendall riu e abraçou Courtney, que fungou o pescoço dele. Eu puxei ela para mim e a sentei do outro lado da mesa. Jackie se levantou da mesa e acenou, sorrindo, depois sumiu em uma das portas.
- O que foi isso? – Courtney parou de rir
- Nada... ela é a Jackie... – eu estava gaguejando e deixando Courtney furiosa
- Eu chamei ela para sair – Kendall se meteu – Ela é uma gata.
- Ah é? – Courtney olhou para mim com os olhos semi cerrados
- Sim.
- Ok, então. – ela riu – Kendall, você é um babaca, vir para hospitais e cantar meninas.
- Fazer o que. – ele riu e deu de ombros
- Vamos? – eu levantei e puxei Courtney pela mão
- Sim, tenho que buscar meus poucos pertences.
- Pode deixar que eu vou. –Kendall falou se levantando e indo até o quarto dela.
Eu peguei a mão de Courtney e nós fomos caminhando até o estacionamento. Ao entrar no carro eu percebi que algo a incomodava. Eu me sentei no banco do motorista esperando Kendall aparecer com a pequena bolsa. Eu olhei para Courtney, ela batia o dedo repetidamente no joelho.
- O que houve? — eu falei segurando o dedo dela
- Nada, James. — ela falou se virando para mim — Por que você acha que tem algo acontecendo?
- Se eu não achasse eu não perguntava.
- Eu sei que aquela garota não foi atrás do Kendall, não me faça de idiota. Se você quer uma garota perfeitinha, é só ir atrás dela, tenho certeza que você tem o celular dela. Eu não sou perfeita, nunca serei. Ela é. Sem contar que ela é mais nova...
- COURTNEY — eu gritei para interrompe-la — Chega! Eu não tenho o celular dela, eu a encontrei por acaso ali na cafeteria. NÃO eu não quero uma garota perfeita, e nem novinha, eu quero você. Agora chega desse nhe nhe nhe.
Courtney's POV
James me deixou insegura. Você sabe quando você tem câncer, vai ter que raspar a cabeça, não esta muito de bem consigo mesma e uma garota linda começa a acenar para o seu namorado? Não? Eu sei. James me deixou insegura não por ele ficar afim da garota, porque eu sei que ele me ama ou na verdade eu não tenho certeza porque ela era realmente bonita. Mas porque ele é um cara maravilhoso, qualquer menina daria tudo para ficar com ele, e eu sei que existem meninas mais bonitas que eu nesse mundo. Esse era o fato pelo qual eu não queria me envolver com ele, porque eu vou morrer e não quero privar James de ficar com outras garotas.
Quando James finalmente estacionou na casa dele, eu desci do carro e abri o bagageiro para pegar as malas, James correu e quase me jogou na China para pegar as malas para mim. Uma gentileza com uma grosseria, eu adorava isso. Ele riu da minha expressão facial, depois pegou na minha mão, me puxou para mais perto dele e me beijou. Era estranho estar assim com James, eu nunca pensei que um dia iria encontrar um namorado que nem ele. Era tipo, as pessoas iam olhar por fora do relacionamento e falar de tudo, mas apenas nós, que estávamos vivendo aquilo intensamente, poderíamos falar de tudo. James era o tipo de cara que aparentava ser babaca quando ele entrava em algum lugar, mas quando você o conhece vai percebendo que aquele teatrinho todo é apenas para as pessoas acharem outras coisas dele. Ninguém nunca conheceria ele do jeito que eu conheço agora. Ele poderia namorar uma outra garota, mas no futuro ele não será como ele é hoje.
- Vamos entrar? — ele falou rindo
- Sim, eu estou com muita saudade da minha cama. — ele me pegou no colo e beijou meu rosto
- Da sua cama ou do que pode estar nela? — ele falou fechando o bagageiro e me carregando para dentro da casa, sim ele é forte e multifuncional.
James jogou a bolsa no sofá e fechou a porta atrás da gente. Ele me virou em seu colo para que pudéssemos nos beijar. O quarto parecia estar a quilômetros de distancia. Eu tirei minha blusa e depois a de James, quando eu vi o corpo dele eu suspirei. Finalmente eu ouvi a porta do quarto abrir e eu sorri. Ele me colocou com cuidado na cama e beijou meu pescoço. Nós tiramos as calças e ele sorriu antes de colar os lábios nos meus. Ele colou seu corpo no meu e eu senti que ele estava animado, isso me fez gargalhar.
- Ei, foguinho safadinho, cadê a camisinha? — eu falei arranhando o abdomem sarado dele, como ele gostava — Eu não quero surpresas, e aliás surpresas que eu não serei capaz de dar a luz porque estarei morta.
- Isso não teve nenhuma graça.
- Desculpa, essa não é a hora para piadas. Não quero que você broxe porque eu falei da minha condição.
- Vou pegar a camisinha... — ele riu e deu um tapinha na minha coxa
Ele se levantou e foi até a mesa de cabeceira, abriu a gaveta e retirou uma camisinha.
- Menta? Você tá me zoando? — eu ri
- Qual é o problema? Eu tenho de morango se você preferir...
- Você está esperando o que de mim? Um boquete?
- Não, você tem uma mente muito safada... — ele riu — É que os meninos me deram essas. E imagina se a de menta dá um frescor?
- Pelo amor de Deus, James... você está querendo frescor? Come um ar condicionado.
- Você tem uma boca muito suja...
- Funciona com alguns caras. — eu falei batendo com a mão na minha cabeça — Anda de uma vez. Daqui a pouco eu saio do clima.
- Ok, madame.
Ele riu, se deitou na cama e colocou a camisinha, eu sentei em cima dele. Era estranho fazer isso, James havia feito a mesma coisa com várias garotas. Eu ri e coloquei um travesseiro na casa dele. A cara de sexo dele não era a melhor de todas. Quando eu tirei o travesseiro ele sorriu, levantou o troco e me deu um beijo.
- Eu te amo, Court.
- Eu te amo, Jamie mie mie baby.
- Odeio quando você faz isso.
James caiu na cama cansado e ofegante, eu cai ao seu lado rindo. Ele passou a mão na minha barriga e sorriu.
- Que foi?
- Eu queria muito ver essa barriga crescer...
- Credo, James! Você quer me ver gorda?
- Não, tola... — ele riu e passou a mão por meus cabelos — Eu queria ver meu bebê crescer aqui.
- Jamie, não dá, eu juro que queria. Mas isso pode prejudicar minha saúde mais ainda e a do bebê, que é a que mais importa. — eu falei beijando a mão que passava por meu rosto agora. — Até porque eu tenho uma data, e não conseguiria realizar um parto antes.
- Eu sei... Mas eu queria ter uma família com você.
- Sim, eu também queria uma com você. Mas você sabia disso quando nós começamos a namorar, eu te avisei.
- Entendo. Não quero falar sobre isso agora.
- Eu também não... — eu sorri e o beijei — Vou te fazer uma surpresa.
- Aé?
- Sim, uma bem grande.
- Nossa, mal posso esperar... — ele me beijou
Eu me levantei e fui até o banheiro. Lavei meu rosto e enxaguei a boca. Depois eu fui até James que estava deitado na cama e o beijei. Vesti uma camisola, desci as escadas até a cozinha, puxei a caixa de cereal e o leite que estava na geladeira, enchi uma vasilha até o topo com cereal e leite, peguei suco na geladeira e os arrumei em uma bandeja. Fui até a sala coloquei a bandeja em cima da mesinha e peguei o primeiro filme que tinha na pilha, era "Mean Girls". Peguei a bandeja e subi as escadas, James já havia colocado uma roupa, ele veio me ajudar com a comida e depois me puxou pela cintura e me jogou na cama. Ele foi me beijar, mas eu coloquei a capa do DVD na frente.
- Ei, o que foi isso? — ele riu
- Eu que digo, por que você tem Mean Girls?
- Foi um presente...
- De quem?
- Kendall... ele falou que eu era uma menina muito malvada no colegial e que era para eu assistir esse filme que foi feito para mim.
- Ta brincando? — eu ri
- Não! Até parece que você não conhece Kendall.
Eu ri do que James acabara de me contar. James colocou o filme, eu me sentei na cama e James me entregou o copo de suco, eu o coloquei no criado mudo ao lado da cama. Depois ele me passou a vasilha com o cereal e se ajeitou ao meu lado. Passou a mão pela minha cintura me abraçando e depois colocou as duas colheres no cereal. Eu dei play no filme e nós começamos a comer. O filme era engraçado e me fez engasgar com o cereal uma vez. James se apavorou e eu cai na risada me afogando mais. Ao final do filme James se levantou da cama e olhou no relógio. Era 13h, ele olhou para mim e para a vasilha.
- Esse foi nosso almoço?
- Não, eu to com fome! — eu ri
- Como isso? Você comeu o cereal todo sozinha! — ele falou incrédulo
- Mentira, você comeu cinco colheres. — ele revirou os olhos — Ei, para sustentar esse corpitcho eu tenho que comer bastante.
- To vendo.
- James... — eu fiz um biquinho
- O que você vai querer comer? Quer que eu peça alguma coisa?
- Comida chinesa?
- Court...
- Por favor, Jamie mie mie...
- Não me chama assim.
- Por favor, bebê.
- Ok. Vou lá pedir.
- AEEEEE — eu pulei na cama.
Ele desceu e alguns minutos depois subiu e se deitou ao meu lado. Nós nos viramos um para o outro, ele passou a mão em meus cabelos e sorriu.
- Você é muito bonita sem maquiagem... — ele riu
- Ah ta... eu viro o Shrek
- Não... você é perfeita assim. Sem nada. Limpa. — ele beijou minha testa
- Pare de mentir, Sr. Maslow. Isso não me fará melhor do que eu já sou.
Ele riu e se virou para a parede. Depois voltou, me puxou para perto dele e me beijou.
- Você também fica melhor sem maquiagem. — eu ri e baguncei o cabelo dele que logo estava perfeito de novo — Seu cabelo é melhor que o meu.
- É nada. — ele riu e se levantou.
- Onde você pensa que vai, JM?
- Vou para a minha cozinha, posso?
- Não, se não você terá que me levar.
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