Golden string
2 introdução.
Para os que se mantivessem atentos e fossem sensitivos, saberiam que existia um clima no ar. Ninguém via a troca de olhares, os sorrisos discretos ou até mesmo as pequenas interações. Tudo passava de forma despercebida, mas estava ali, existia de sua forma discreta.
Tudo tinha começado com apenas um pedido de desculpas por ter esbarrado, mas isso serviu apenas como um fósforo para acender algo que estava por vir ainda. Porém se não for certeiro, a pequena chama pode se apagar antes de ter a chance de acender a fogueira. E foi o que aconteceu com esse pedido de desculpas, passou despercebido e não chamou a atenção de nenhum dos dois envolvidos.
Mas para o destino aquilo foi como se uma cortina fosse aberta e a luz finalmente entrasse, como se fosse um sinal de que Andrômeda Black e Edward Tonks iriam viver uma ótima vida juntos.
Alguns meses depois, de forma inesperada, Professor Slughorn convidou ambos e mais alguns excepcionais alunos para serem participantes de um grupo exclusivo, como era o Clube do Slug. E foi ali, com poucas pessoas que tiveram a chance de se conhecerem — mesmo que superficialmente. Foi em um dos maravilhosos jantares que o professor com seu jeito, um tanto quanto próximo do que poderia ser chamado de indelicadeza, fazia todos falarem que Black e Tonks se viram pela primeira vez.
Talvez tenha sido naquele momento que os deuses no qual a garota era tão devota concordaram que eles eram ligados de alguma forma, ou que foi alguma mudança química acabou acontecendo no sistema do moreno. “A ciência pode explicar o motivo.” era o que ele dizia dias depois, quando começou a fazer tantas perguntas em relação a sonserina.
A ciência explicaria o motivo de alguma forma ele se ver sempre atraído por ela, explicaria o porquê de forma repentina ele sentia uma necessidade de falar com ela. E o mesmo acontecia com a Black, sentia como se fosse puxada por uma corda que a levava justamente para perto do Tonks.
Andrômeda via uma necessidade de estar perto, pedia por coragem para falar com o rapaz. Algo dentro dela gritava de angústia quando estava longe de Edward Tonks. E quando estava minimamente próxima, ainda não era o suficiente. Precisava descobrir a cor exata dos olhos dele, precisava saber como era ter os braços dele envolta de si, somente assim bastaria.
Apenas os que se mantivessem atentos ou fossem sensitivos notariam a corda de ouro que em uma das pontas estava amarrada em Andrômeda Theodora Black e a outra ponta em Edward Caleb Tonks.
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