Golden Years

27 Tire meu fôlego


Notas iniciais
Olá meus amores, como estão? A música utilizada no capítulo pertence a banda Berlin – Take My Breath Away. Isso mesmo! A mesma música que embalou o filme Top Gun Ases indomáveis 1986. Quem não assistiu trate de assistir, tarefa para o fim de semana. Gente, está música é umas das mais apaixonadas do planeta. Ué tia, mas estava todo mundo brigado no capítulo anterior e agora você vem com está música? Sim, sim. ^^ Enfim, espero que gostem do capítulo o tanto que gostei e vejo vocês nas notas finais. Observação: leia a tradução da música hein. Ao fazer isso o contexto ganhará mais sentido. Até mais!

Meu mundo caiu e me fez ficar assim quase tendo um colapso nervoso. Eu vou estrangular cada um com minhas próprias mãos. A equipe foi desclassificada, minha escola vai para o lixo e agora eu vou ser presa. Sim! Vou ser presa por estrangular aqueles delinquentes.

— O que houve com vocês? – Estamos na casa que paguei uma nota para nós hospedar e agora estou arrancando verdades destes jovens. – Vocês erraram o tom neste nível do campeonato? E caramba, vocês estavam tão depressivos que até eu fiquei!

Vejo eles sentados e quietos. Acho que estou pegando pesado, afinal eles também foram desclassificados, na verdade eles foram desclassificados e meu sonho foi para o além. Puxo uma cadeira. Contudo eles têm uma grande parcela de responsabilidade nisto.

— Tinha grupos piores que nós. – Naruto diz e ele tem razão, mas não importa que haja grupos piores, afinal o único desempenho que importa era do Lions.

— Eu sei, Naruto. E o que isso importa agora? Vamos para casa amanhã cedo. – Levanto para ir para meu quarto, eu preciso pensar no que irei fazer da vida de agora em diante.

— Tsunade! E a repescagem dos grupos? – Ino pergunta algo que poderia fazer a diferença, na verdade o regresso para a etapa final.

— Pelo o que entendi nós atingimos a pontuação necessária para pleitear nesta categoria. – TenTen diz com um fio de esperança na voz. Realmente atingimos e o que isso significa?

— Sim atingimos, mas me diga. Vocês vão subir naquele palco para competir como equipe de verdade ou não? Porque sinceramente não estou com vontade de passar vergonha. É o meu nome que está em jogo.

E como esperado recebo o silêncio como resposta, afinal ninguém parece estar dando a mínima a não ser Ino e TenTen. E aliás a segunda já tinha até mudado de planos, o que será que houve para tentar me convencer a voltar com esta tolice?

— Eu não vou obrigar ninguém a nada, essa vai ser uma decisão de vocês. Uma decisão da equipe se querem ou não continuar. Vocês têm uma hora para decidir. – Essa é a melhor coisa que eu posso fazer, aliás eu já perdi mesmo o que vier agora é lucro.

— Não há nada para ser decidido, vamos competir. – Neji diz e não fico nem um pouco surpresa. Admito estou um pouquinho surpresa, afinal ele era o último dentro da minha lista que tentaria prosseguir.

— Sim, nós vamos. – Hinata o apoia e eu afirmo positivamente. É bom saber que eles se importam com alguma coisa a não ser eles mesmos.

— Tudo bem, agora vocês sabem que está é a última etapa antes da grande final? – Vejo eles afirmarem positivamente e a firmeza estampada no rosto de cada um me causa comoção. Acho que estou ficando velha demais e de coração mole.

— E vamos fazer de tudo para passar. – Naruto diz convicto da sua decisão e levo a mão até meus lábios, não quero que eles pensem que o meu sorriso inevitável os levem a concluir que está tudo bem. Eu ainda estou furiosa com eles.

— Hum, então vou inserir vocês na lista da repescagem. – Vamos ver do que vocês são capazes quando não são obrigados a nada. É uma escolha de cada um seguir em frente.

— Não a necessidade, eu já fiz isso. – TenTen diz e Temari faz sinal positivo com o polegar e agora fico pensando qual é este novo grau de comprometimento e onde ele estava anteriormente?

— Nos de outra chance, Tsunade. – Sakura diz e eu levanto a sobrancelha num sinal de descrença. O que será que houve? Todo mundo tomou chá de conscientização? Nada como o gosto de ser um perdedor para dar uma impulsionada, não é? E eles mal sabem que sou uma lendária perdedora.

— Como quiserem. A repescagem ocorre daqui dois dias, vou comunicar seus responsáveis. E não me decepcionem mais uma vez, caso isso ocorra vou raspar o cabelo de cada um. – Não posso fazer uma ameaça mais grave, afinal sou uma adulta e a única responsável por eles no momento.

Naruto ri com minha ameaça e deixo a sala antes que eu comece a chorar, pois no fim das contas acabei formando uma verdadeira equipe. Não uma equipe de competidores, uma equipe de amigos.

E por mais que tenham sido os motivos que levaram a desclassificação, eu sei que agora eles farão o possível para passar. A determinação está estampada no rosto de cada um ou sou apenas uma velha enxergando coisas demais.

Ino POVs

Sentada na varanda, recebendo a brisa vinda diretamente do mar me ajuda a refletir tudo o que aconteceu dentre as poucas horas passadas. Ao longe consigo ver o farol acesso e lembro de uma das aulas de história. Consequentemente lembro de Tsunade, a qual acabou de depositar toda responsabilidade sobre nossos ombros. Mas isso foi escolha minha, uma escolha do grupo. E fico orgulhosa de cada um deles, afinal a opção de entrar naquele ônibus e deixar tudo para trás estava disponível e nós escolhemos ficar.

Já está de madrugada, contudo meu sono não vem. Não quando no quarto ao lado do meu está o meu ruivinho, o qual parece não compreender minha atitude de ir atrás de Sasuke. E está furioso por isso, mas eu também não estou contente com ele. No fim estamos quites. Pelo menos nas minhas contas e sinceramente não quero quitar nada se for para ficar deste jeito. Longe dele sendo que estamos tão próximos. Gaara, o que faço com você? O que faço com nós?

— Ino, não vai ir dormir? – Escuto uma voz conhecida e nem mesmo me viro para olha-lo. O que será que aconteceu com sua fúria para tentar vir conversar comigo? – Quero te dizer uma coisa.

Deixo de encarar as ondas no mar para colocar meus olhos sobre si e julgo isso como uma péssima escolha. Ele está sem camisa e com os cabelos tão bagunçados que eu poderia rir, enfim ele está lindo, mas estou brava com ele ou pelo menos eu tento fingir que estou.

— O que te fez vir aqui? O Neji? – Questiono Gaara enquanto ele senta nos degraus feito de madeira e eu fico no banco de balanço. – Foi, mas eu quero dizer que não vou pedir desculpas por socar Sasuke.

Não me diga, Gaara? O vento bagunça meus fios e decido sentar ao seu lado. Será que sou tão fraca a ponto de não conseguir ficar brava por mais de vinte quatros horas com ele?

— E também que não quero ficar longe de você por isso. – Deveria ter pensado nisto antes, isso era o que eu deveria dizer, mas apenas consigo afirmar positivamente. – Então, está tudo bem?

— Não sei. Me diga você, afinal você quase me matou com os olhos quando fui atrás do Sasuke. – Seu silêncio se mistura com a noite e fico apenas ouvindo a ressaca das ondas numa música compassada com o uivar do vento. E admito que eu fiz o que deveria ter feito, apenas faltava um grande ponto final em tudo. E estou muito aliviada por isso e mais aliviada ainda pela atitude madura de Gaara em vir por tudo em pratos limpos.

— Contudo que isso não se repita, está tudo bem. – Abro um sorriso devido sua afirmação. O que está pensando, Gaara? Que irei te deixar para ir cair nos braços do Uchiha? Eu apenas sei querer você.

— Hum e eu não quero ver você mais derrubando ninguém no chão. – Se ele está cobrando uma atitude minha, a qual mais parece uma declaração enciumada e sem fundamento, também irei cobrar mais alto controle.

— Eu até que me segurei bem. – Ele me faz rir com está informação. E me perco nos argumentos, quando vejo seu riso contido, do ser agressivo. – Não posso me conter quando um cara magoa a minha garota.

Sua garota? E me sinto uma tola apaixonada a ouvir a frase que será a mais próxima de um eu te amo. E sinceramente prefiro assim, pois ouvir ele dizendo isso seria um tanto fora de contexto e de perfil. Ele deita no chão e bate a mão sobre seu tórax. – Vem aqui.

E eu não consigo me segurar. Encosto a cabeça em seu peito e sinto seu cheiro junto do afagar de sua mão em meu cabelo. Droga, Gaara. Deste jeito não vale, fica totalmente fora de contexto sair batendo o pé e o abandonar.

— Desculpa. – A rouquidão em sua voz me causa arrepios e logo ele me puxa para cima de seu corpo. E a pouca luz ilumina seu rosto perfeito. Perfeito a meus olhos. Fecho meus olhos quando deposito um breve beijo no canto de seus lábios. Seus dedos da mão esquerda deslizam carinhosamente por minhas costas por debaixo da minha blusa de tecido fino. E fico me perguntando em que momento ele agiu. E ainda mais a sua habilidade de abrir feixe de peças intimas.

Deixo minhas questões, quando ele me puxa para o nosso primeiro beijo depois desta confusão e diferente do que eu pensei ele está calmo e paciente. Como se soubesse que tem todo o tempo do mundo para ficarmos aqui, nos beijando, nos tocando na varanda a beira-mar.

— Não, eu não te desculpo. – Ele ri entre meu beijo e logo morde o lábio inferior. Se ele soubesse o tanto que fica provocante assim, acho que não iria desfazer este sorriso convencido nunca.

— Não? Minhas conclusões estão equivocadas então? – Claro que estão, só porque eu deixei você me tomar para si não significa que está tudo bem, na verdade está sim, mas ele não precisa saber disto.

— Ino, quer ir para o mar? – Deixo seus olhos para olhar as ondas e a orla a pouco metros de nós. Confirmo positivamente e saio de cima de si mesmo querendo permanecer. – Vai ficar aí sentado?

Grito para ele, quando já estou correndo na areia em direção ao mar. Viro para vê-lo sentando no degrau com os cotovelos apoiados nos joelhos e com os olhos fixos na minha direção. Então decido provoca-lo, retiro a fina blusa rosa bebe e a jogo no chão. E sua reação se resume a virar o rosto para o lado, morder o lábio inferior e baixar a cabeça rapidamente enquanto sustenta um sorriso sacana.

Retiro meu short de tecido o jogando na areia para ficar somente em trajes íntimos. E uma sensação boa me preenche. Ser pega em flagrante por transeuntes seria desastroso, mas não há ninguém aqui, além de nós. Eu e ele.

Retorno minha corrida em direção a água enquanto Gaara ainda permanece sentado no degrau. Mas ao pôr os pés na água e antes de ir mais para o fundo procuro Gaara onde eu o deixei e não encontro. Onde ele está? Uma pontada no peito surge pela ideia de que ele deu meia volta e foi dormir. Caso isso tenha se tornado realidade, eu desconsidero tudo que ele disse. Entretanto sou suspensa do chão e a surpresa me toma.

— Da onde você surgiu? – Pergunto entre risos, eu estou tão animada e começando a ficar excitada por ele, com ele. Ele é perfeito mesmo fazendo coisas absurdamente ridículas. – Estava por aí, te observando.

Ele segue mar adentro ainda comigo em seus braços e suas pequenas revelações me derretem por inteira. Ele logo mergulha comigo me fazendo gritar devido o contato frio da água. Retorno a superfície primeiro e sem ar e novamente Gaara sumiu. Ele tem que parar com isso, mas ele logo surge na minha frente para acabar com o meu fôlego. Seus braços e seu corpo é quente neste mar gelado.

— Você me tira o fôlego. – Digo ao passar meus braços sobre seus ombros e seu sorriso repuxado quase imperceptível devido a má iluminação torna-se minha sentença. Eu não posso, eu não quero ficar sem ele. Minha dependência tem nome, endereço e telefone fixo. Quero você, Gaara.

Hinata POVs

As ondas tímidas são visíveis da onde estou, ou seja, sentada no parapeito da janela. A noite está incrivelmente quente mesmo com a ventania advinda do alto mar. E uma sensação estranha me toma. Ino não está na sua cama e estou contente por isso, afinal meu sono não confirmou presença no momento. E este calor me incomoda a ponto de me obrigar a tomar outro banho, mas eu acabei de fazer isso e no meio da madrugada. Daqui a pouco Tsunade levanta e me afoga no mar.

Escuto leve batidas na porta que logo é aberta sem mesmo permissão. E através da brecha consigo ver fios dourados, os quais não pertencem a ocupante da cama ao lado.

— Hinata, está acordada? – Naruto coloca a cabeça para dentro do quarto enquanto sussurra, mas a ver que Ino está ausente e eu me refrescando com a brisa na janela escancarada ele entra sem cerimônias. – Ainda bem, está calor demais para dormir.

Ele se joga sobre minha cama apenas usando uma bermuda. Sua pele é dourada e seu cabelo está espatifado. E o calor que tanto me incomoda parece aumentar. O que está acontecendo? Seus olhos pendem sobre minhas pernas desnudas e logo se deslocam, para que, eu não fique desconfortável.

Afinal já tocamos neste assunto mesmo que superficialmente e Naruto é cavalheiro demais para retornar a falarmos nisto. E meu rosto arde apenas em pensar na possibilidade de que ele chegue a desconfiar que eu o estava cobiçando poucos minutos atrás. Uma sensação nova fervilha e eu estou gostando dela por mais que eu ache inusitada.

— Quer que eu vá para meu quarto? – Ele se senta visivelmente desconfortável por conta de meu silêncio e eu nego com a cabeça. – Certeza? Não ficarei chateado em nem nada se quiser que eu saia.

E ele começa suas justificativas e por mais que eu esteja me sentindo estranha, eu quero que ele fique aqui, na minha cama. – Não, quero que fique.

Eu sei que Naruto não vai fazer nada que eu não queira. E mesmo que eu fique muito satisfeita com isso, agora uma ideia meio absurda dança na minha cabeça. Minha boca está seca e preciso de um copo da água. Saio da janela e vou até o criado mudo para me servir de um copo da água, seus olhos não desgrudam da minha direção e não sinto tanto desconforto como pensei que sentiria ao vê-lo me desejando e tentando disfarçar.

E arrisco dizer que estou contente por isso e o mais hilário de tudo isso é o tamanho da insegurança que eu estava sentido. Pois na minha cabeça, eu nunca iria sentir está sensação estranha numa noite quente de primavera. – Quer água?

O questiono somente para que ele saia de suas observações mentais, as quais creio eu que se definem a este momento. E a esse calor infernal não passa, parece que estou pegando fogo. – Obrigado, mas não.

O silêncio permeia entre nós e isso nunca havia ocorrido depois do nosso primeiro beijo. Ele está quieto demais e eu estou preocupada demais em ficar o observando invés de travar um assunto qualquer. – Se importa de eu ligar o rádio?

Ele sai do parapeito da janela e vai até uma estante com uma vitrola bem conservada. Vou em sua direção e escolho um disco de vinil dentre vários e ele sorri abertamente. – Nem um pouco.

Assim que coloco a agulha sobre o disco um som ensurdecedor soa, mas Naruto logo o regula para mais baixo e caímos na risada por conta do horário e nosso pequeno escândalo. – Está nos denunciando, Hinata.

Ele desfaz o coque que me livrava dos fios de cabelo em contato com minha costas assim que se aproxima mais. E o ar me foge por um instante. Suas pupilas estão dilatadas e o deslizar de seus dedos em minha face que me causa uma sensação nova, diferente das outras vezes que ele repetiu o mesmo gesto.

Por Deus, o que está acontecendo? E me perco entre as perguntas e respostas que fico a elaborar para explicar este momento novo. Estás sensações novas que surgem do meu interior, do meu intimo como se fossem labaredas de fogo.

— Quer que eu vá agora? – Ele questiona assim que circunda minha cintura com suas mãos e a única coisa que separa nossas peles é o tecido da minha regata de alça fina. E eu tomo seus lábios antes que a coragem para o fazer suma.

— Você não precisa fazer isso. – Escuto ele dizer assim que se desvencilha de meus lábios e beija delicadamente meu ombro. E meu coração apenas falta saltar pela boca pela decisão que eu tomei, pois diferente das outras vezes, Naruto está tirando todo o meu fôlego. – Eu sei, mas eu quero.

E o descompasso de minha respiração demonstra que não estou forjando, que eu realmente estou querendo avançar o sinal. Mesmo com a dúvida de que eu não seja boa o suficiente para você, Naruto.

— Senhorita, você não é obrigada a nada. – Naruto encosta sua testa na minha e diz baixo numa confissão privativa minha. E eu sei de tudo isso, mas desta vez não vou voltar atrás da minha decisão.

— Eu sei. – Naruto abre um sorriso e parece meio perdido com minha decisão enquanto o calor emergente me consome. Ele aumenta o som minimamente sem se afastar. – Está bem, mas vamos dançar um pouquinho.

Observando cada movimento

Eu meu tolo jogo de amantes

Sinto sua mão me auxiliar no embalo dos pequenos passos enquanto mergulho meus olhos no seus. O vento leva mechas do meu cabeço para frente do meu rosto e ele logo trata de as tirar. Distribuindo seu sorriso perfeito.

Apenas navegando o oceano infinito

Finalmente amantes não conhecem vergonha

Sua língua invade minha boca assim que nossos lábios retornam a se encontrarem, como se fossem um par de imãs. Nossos passos desajeitados no pequeno espaço livre deste quarto me fazer sorrir entre o beijo. – Ainda não mudou de ideia?

Escuto sua pergunta, quando ele morde o lóbulo da minha orelha e como uma garota tola deixo um pequeno suspiro escapar. Isso é tão bom, mas não é melhor do que as chances que ele me distribui em parar, caso eu mude de ideia. – Não, nem por um segundo.

Virando e retornando

A algum lugar secreto por dentro

Observando em câmera lenta enquanto você vira e diz

Ele retorna o seu beijo quente e a cada toque seu me sinto perdida em uma nova sensação. E quando ele se afasta minimamente meu ar falta em desespero devido sua pausa repentina. Eu não quero que ele pare. Mordo meu lábio inferior e fico um pouco envergonhada por acariciar seu tórax.

— Levanta os braços. – Ele me pede baixo e sem hesitar atendo seu pedido. Ele pega na barra na minha regata, mas não a levanta até no momento que afirmo positivamente. Com meu parecer positivo ele retira a jogando em qualquer canto do quarto. E nem por um momento ele retira os seus olhos dos meus. – Você é linda.

Tire meu fôlego

Tire meu fôlego

— Você tira todo o meu fôlego. – Sussurro no seu ouvido assim que ele me suspende do chão. E deposita vários beijos rápidos na região de meus seios ainda cobertos pela peça intima. E aquela sensação retorna mais forte em parceria com o queimar das minhas maças do rosto.

Observando, eu continuo esperando ainda antecipando o amor

Nunca hesitando

Em virar amores destinados

Virando e retornando

A algum lugar secreto por dentro

Sinto o colhão macio na minhas costas e seu peso sobre meu corpo que logo se suspende. O contato quente de sua pele me faz falta. Levanto a cabeça brevemente para verificar o que Naruto está fazendo e o encontro com as mãos na abotoadura de meu short somado aos seus olhos pedindo consentimento. E eu levo minhas mãos no mesmo local, abrindo cada botão enquanto escuto seu riso baixo. – Você está mesmo segura de si, não é?

— Eu não vou me arrepender, eu sei. – Digo olhando no fundo de seus olhos e ele deve estar se perguntando onde está toda a minha insegurança em relação a sexo. Por favor, caso encontre a resposta me informe, pois eu também não sei.

Observando em câmera lenta enquanto você se vira e diz

Meu amor,

Tire meu fôlego

Tire meu fôlego

Levanto o corpo do colchão apenas para ele retirar a peça e neste momento puxo ar para os pulmões, quando sinto seus lábios ir de encontro a minha virilha. E a necessidade de questiona-lo sobre o que ele está fazendo é estancada pelo prazer de receber suas caricias. Naruto retorna a me beijar enquanto com suas mãos rente as minhas costas abre o feixe da minha peça preta e sem graça.

E a conseguir abrir deixa meus lábios no momento que retira a peça me deixando exposta. Sua boca desce para meu pescoço e eu fico a fitar o teto, mas cerro meus olhos, quando a sucção realizada pelos seus lábios no meu seio esquerdo me entorpece.

Através da ampulheta

Eu vi você

A tempo você escorregou para fora do meu alcance

Quando o vidro quebrou e eu te chamei

Suas carícias sôfregas aumentaram assim que denotei satisfação. Ele arranca todo o meu fôlego. Puxei a ponta do lençol e ele continuou a descer e descer. E pela primeira vez nesta noite me preocupei.

— O que está fazendo? – Não consegui segurar minha aflição, quando senti a pressão de sua boca sobre o tecido da minha peça intima e ela logo sendo retirada.

Sua resposta não veio verbalmente e tudo o que consigo fazer é apertar o lençol enquanto Naruto resolveu brincar entre minhas pernas. E um pingo de vergonha é atribuído no meio destas sensações novas. Vergonha por descobrir como isso está sendo maravilhoso e tão diferente de como eu pensei.

E virei para ouvir você dizer

Se só por hoje

Estou sem medo

Tire meu fôlego

Tire meu fôlego

Naruto tirou seus lábios da minha intimidade assim que eu o puxei. Eu não o queria mais ali apenas por não saber onde isso poderia chegar. E ele sorriu, aquele sorriso que apenas ele tem. Nada disse e retornou para onde estava.

E eu retornei a conter os pequenos gemidos que insistiam em escapar pelos meus lábios, feito o ar que se negava a entrar em meus pulmões. Efeitos que ele estava me causando, que Naruto me causa.

— Naruto. – O chamei, pois, meu corpo estremeceu quente sobre o colchão e o seu corpo retornou a pesar sobre o meu. O ósculo com um toque novo de sabor misturou se ao meu. Meu rosto ferve enquanto Naruto resolve deitar se ao meu lado.

Observando cada movimento

Neste tolo jogo de amantes

De que, em algum lugar, há um amor em chamas

Virando e retornando

A algum lugar secreto por dentro

Estou te ouvindo. – Ele morde seu lábio inferior enquanto coloca o braço atrás da cabeça. O vento agora ainda mais forte seca o suor de meu corpo sob o lençol que puxei. Naruto está do meu lado com suas vestes intactas esperando meu parecer. E não consigo conter minha comoção ao perceber que o que acabara de acontecer, de certa forma foi a nossa primeira vez... a minha primeira vez.

Observando em câmera lenta enquanto você se vira e diz

Tire meu fôlego

Tire meu fôlego.

— Você me tira o fôlego. – Digo copiosamente da música, mas com toda a veracidade do mundo. Você retirou todo o fôlego na minha primeira experiência e devolveu cada molécula de oxigênio em se preocupar somente com o meu momento, com o meu prazer, com minha primeira vez. Da onde ele veio? Por que certamente não é deste planeta.

Temari POVS

O peso das suas pernas sobre a minha barriga começa a me incomodar. E como eu não sou de suportar muita coisa eu as retiro sem notificação prévia. E ele abre apenas um olho devido minha ação. Recolho as cartas de baralho assim que me sento no colchão e Shikamaru afunda o rosto no mesmo. Ele é mesmo um preguiçoso.

— Está ouvindo está música? – O questiono após ter pensando ouvir sons, mas com o uivar do vento e o barulho das ondas fica meio complicado distinguir qualquer coisa sonora. – Não, não estou ouvindo nada.

E está é a melhor resposta que recebo. Fito o relógio, o protótipo de humano ao meu lado e uma questão surge: o que ele ainda está fazendo aqui?

— Shikamaru! Vai para o seu quarto. – Ordeno assim que levanto para guardar o baralho. Ainda não acredito que estamos aqui, depois de tudo. – Já estou no meu quarto.

Viro meus olhos diante de tal argumento e tenho que aceita-lo, pois é verdade. Mas ele não está no seu colchão. – Então vai para o chão, onde está o seu colchão.

O empurro, para que, ele saia da minha cama de casal e siga para o seu colhão de solteiro no chão. Dane-se que somos namorados e dane-se que estou numa cama espaçosa.

— Qual é, Temari? Me deixa dormir aqui. Não vou fazer nada que você não queria. – É claro que não vai. O acerto com o travesseiro e ele nem mesmo reage. Se eu não o conhece acharia que estivesse morto. – Está bem, está bem.

Desisto de tira-lo da minha cama e apago a luz do quarto. Puxo um fino lençol, pois dormir com cobertas está fora de cogitação. Estamos recebendo uma amostra grátis do inferno. Shikamaru se arruma na cama depois de pegar seu travesseiro e retirar a camisa.

— Proibido dormir seminu neste quarto. – O digo e ele me fita descrente. – Temari, está calor demais.

E recebo isso como resposta. Eu sei que está calor, caso contrário não estaria usando roupas curtas e finas. Shikamaru deita ao meu lado e acabo por rir. Ele é mesmo um cara resistente por aguentar minhas alterações de humor.

— Está rindo do que agora? Posso saber? – Seu rosto encontra se com o meu e paro de rir. Pelo visto o calor deixa uma pessoa irritada. – Da vida, não pode rir da vida?

E como sou uma pessoa que adora discussões sem sentido dou a melhor resposta que achei. Nara, não se irrite apenas estou me divertindo as suas custas, mas estou. Não consigo conter a risada novamente e ele me dá as costas.

— Shikamaru. – O chamo baixo e balanço seu ombro depois do silêncio em que ele mergulhou. Escuto o estralar de seus lábios e sento na cama. O que está acontecendo com ele? Dentre todos estes meses eu nunca o vi assim. – Nara.

— Temari, eu quero dormir. – E após esta resposta eu deito e fico o mais quieta possível. Eu hein! Deve estar irritado por algum motivo maior e que não me envolva. Eu não fiz nada demais para irrita-lo. O ponteiro do relógio anda para frente e meu sono não chega. Shikamaru dorme com o braço esquerdo sobre o rosto e com uma perna levantada. Levanto para abrir a janela e uma brisa suave invade o local. Que maravilha.

Retorno para seu lado e me cubro com o lençol. Até mesmo dormindo sua cabeça parece elaborar alguma coisa. Afinal ele é tão inteligente, chego a dizer que ele me supera. Suspiro, insônia é uma das piores coisas da vida. Exagero meu, Shikamaru diria, mas é.

— Por que você não dorme? – Ótima pergunta, vegetal. Meu sono está de greve, deve ser isso. Shikamaru diminui a distância entre nossos corpos. – Acho que estou com energia acumulada.

— É uma ótima teoria. – Escuto sua resposta e o puxão que ele aplica no meu lençol. Qual é o problema deste garoto? – E sabe qual é o melhor jeito de dissipar energia acumulada?

Ah Nara, vai pensando que vou cair nesta, mas até que não seria uma péssima ideia. Levo o meu dedo até meus lábios fingindo pensar. – Não, não sei. Qual é a forma?

E eu quero que ele me diga, pois deste jeito as chances de eu errar e passar vergonha são menores. Ele ri brevemente e seu silêncio é infindável.

— Correndo. Levanta daí e vai correr. – Minha expressão deve ser de desapontamento, pois é assim que estou agora: desapontada. Sento me na cama e o acerto com o travesseiro novamente e o cretino ri.

— Eu pensei que você iria dizer sexo. – Digo sem papas na língua. A função de tímida neste grupo já é exercida pela Hinata. – Ah é, verdade, mas não é a melhor forma.

Ele diz e eu retorno a deitar derrotada. O que eu fiz para merecer isso meu Deus? O que? E agora quem senta na cama é ele me olhando fixamente. – Temos duas opções, qual você prefere?

Vejo ele levantar uma sobrancelha e um fino sorriso brotar em sua face. Eu deveria ter desconfiado que marinheiro de longa viagem não faz nó mal feito. – Eu prefiro a minha sugestão, mas também não vou rejeitar a sua.

Sua afirmação me causa risos e fico perguntando para onde foi toda aquela irritação? Não me diga, afinal eu não quero ela de volta. Levanto rapidamente apenas para puxa-lo pelos ombros para baixo o forçando a deitar novamente. E para minha sorte o calor aqui é tanto que não preciso justificar o meu calor.

— Acho que vai ser a minha opção. – Digo e entrelaço minhas pernas em sua cintura. – A não ser que você queria ir correr, caso sim eu vou acordar o Naruto para você não ir sozinho.

Escuto sua risada abafada rente a meu pescoço e o acompanho. E a opção escolhida fica evidente, quando ele desliza suas mãos por debaixo da minha camisa. – Opção número dois.

— Concordo. – Roubo seus lábios enquanto ele se ocupa e explorar o meu corpo com sua mão. Isso tudo é tão romântico. Afinal quase transamos duas vezes e nos fechamentos das contas a nossa primeira vez vai ser no estilo tradicional. Melhor nem comentar isso com ele.

— Não sou de ficar por debaixo. – Sussurro em seu ouvido e fico por cima contra seu gosto. Retorno a beija-lo depois de lançar minha camisa para longe. E ele fica a observar o meu bustiê preto e rendado. Deixando evidente que eu já esperava por isso, afinal sou a capitã deste navio.

— Uma dominadora, então? – Paro de beijar seu tronco ao ouvir tal pergunta. E bom nunca cheguei numa resposta para isso. – Acho que não, apenas precoce demais.

Escuto sua risada e sinto seus dedos entrelaçarem nos meus fios rente a nuca no leve puxão de cabelo. Droga, como ele sabe que gosto disto? Deve estar meio que na cara. Ele me força a ficar por debaixo novamente e agora já estou ofegante.

— Se você não se importa, gostaria de ficar aqui em cima. – Escuto ele dizer enquanto arranca a minhas calças com pressa. Shikamaru e pressa não são sinônimos e isso me surpreende.

— Que tal revezamento? – Proponho assim que sinto sua mão separar delicadamente minhas pernas. E ele retornar para retirar a peça de cima. – Concordo.

Deixo meu riso escapar. Acho que ele foi feito sobre encomenda. E cara, eu agradeço o presente. Arranco sua calça rapidamente e ele me olha divertido. – Não é justo você ficar vestido.

— Também concordo. – E antes que eu posso retrucar uma caricia ousada me faz cessar. Onde que este vegetal aprendeu isso? Bom, isso não importa. O que importa é o fato de ele me enlouquecer com uns simples movimentos feitos por dois dedos.

— Pare de me torturar, isso não é justo. – Digo um tanto ofegante. Droga, estou parecendo aquelas garotinhas inexperiente de tudo. Está bem que não sou nenhuma profissional, mas isso o que ele está fazendo é golpe baixo.

— Como quiser, Tema. – E para pagar a minha maldita língua, Shikamaru deixa de massagear minha intimidade com os dedos para massageá-la com a língua. Acho que de vegetal, ele não tem nada.

Já sinto a ardência no meu rosto e a umidade entre minhas pernas, quando Shikamaru resolve me beijar novamente. E poxa não sabia que estava desejando tanto isso. Desejando tanto ele como agora.

— Pronta? – Questiona olhando no fundo de meus olhos e eu entendo sua pergunta. Afirmo positivamente enquanto ele retira seu membro da peça intima que ainda usa. – Então diga.

— Estou pronta. Não conhecia este lado seu, Shikamaru. – Faço uma observação desnecessária, mas ele se mostrou totalmente diferente do que eu havia imaginado. Pensei que ele não perceberia de como eu gosto da falta de romantismo exagerado na hora do sexo e o pingo de satisfação devido a sua pergunta.

— Quase ninguém conhece, segue a lógica. – E escuto seu riso divertido, realmente não é para todo mundo conhecer este seu lado. – E caso venha depender somente de mim de agora em diante apenas você irá conhecer.

Sinto seus lábios prensarem os meus, sua mão procurar a minha e o preenchimento total da minha cavidade. E não vou mentir é desconfortante, incluindo os primeiros movimentos. Mas se for com o cara certo o incomodo logo vai desaparecer, aos poucos. Como agora.

— Sugiro revezamento. – O digo com a respiração entre cortada enquanto sua mão livre acaricia um dos meus seios. Estou um tanto aérea agora e não sei qual é o seio em questão. Na verdade tanto faz.

— Concordo novamente. – Entrelaço minha perna no seu quadril e ele se joga no colchão depois de suspirar. Me ajeito sobre si e vejo seu sorriso de contentamento. – Temari, você é perfeita.

— Corta essa, Shikamaru. – E isso é a única coisa que sei formular em resposta e seu riso divertido aparece logo em seguida, mas desta vez não sei o motivo.

— Você é mesmo uma garota durona. – Ele diz fazendo referência ao meu jeito de ser, ao jeito que recebo elogios. E concordo, mas está garota mandona, cheia de marra. Neste quarto, nesta cama com você é apenas para você, Shikamaru. Apenas para você.

Sakura POVs

Este colchão é horrível e vou colocar toda a culpa da minha insônia nele. Já mudei de posição, já deitei no chão da sala, onde estou dormindo, pois fiquei sem quarto. E o Naruto era para estar no sofá, contudo não está.

Fito o lindo lustre sobre minha cabeça pendurado no teto. E ele parece que vai desabar a qualquer momento. E por conta dele mudei de posição novamente. Bom, estou tentando me enganar, mas mais tarde eu pelo menos posso dizer que tentei.

Sento me novamente e abraço meus joelhos. Observo os degraus que leva até o segundo andar onde ele está. E provavelmente está dormindo. Uchiha Sasuke. Droga, estou mais viciada neles do que em meus remédios e isso é um problema.

Se ele soubesse que eu fui a primeira a me oferecer para ir atrás dele será que ele me olharia nos olhos? Droga e eu queria tanto ter falado com ele, mas quando tive a oportunidade percebi que eu não tinha nada para falar.

Tsc, isso parece romance barato. Eu odeio romances baratos. Já deixei expresso qual é a minha opinião sobre eles e agora pareço estar inserida em um. E o relógio caçoa da minha cara, seu feio!

Abraço meu travesseiro e nada de meu sono dar as caras. Escuto uma risada e finjo que estou dormindo. Com um olho minimamente aberto vejo Ino e Gaara entrarem com cautela e subirem os degraus. Ela com um sorriso no rosto e ele com aquela cara de sempre.

Em fim uma boa noticia neste dia fatídico que não acaba nunca. Queria ter a coragem de quem tomou a iniciativa e ir ver como ele está. Eu sei que ele está bem, mas tenho a necessidade de ouvi-lo dizer isso. Puxo meu colchão para a varanda, pois o lustre está fazendo sérias ameaças e o calor está demais hoje. Deito e me cubro rapidamente. A temperatura começou a cair e o vento está forte.

Escuto o som das ondas e observo a luz do farol ao longe. Se eu pudesse morava na praia. E mesmo fazendo estás observações não consigo retira-lo da cabeça. Quer saber? Vou lá. Levanto e subo as escadas correndo antes que eu desista. Abro a porta do seu quarto e não o vejo. Meu esforço foi em vão no final das contas, mas olhando pelo lado positivo: eu tentei.

Encosto a porta com cautela e a me virar o vejo encostado na parede. Pausa, quando ele chegou aqui? Mas a resposta não me importa e sim sua expressão de surpresa na face. – Como você está?

E ele deve estar achando que sou uma idiota por perguntar isso a quatro da manhã ou pelo fato de eu estar em frente à sua porta de pijama. – Bem.

— Ótimo. – Deixo a maçaneta de lado e começo a andar em direção as escadas. A resposta que recebi não foi ruim, mas já recebi melhores. Afinal o que eu queria, não é? É o Sasuke, mesmo com o rosto machucado continua sendo ele.

— Vai dormir na varanda? – Estou no topo da escada, quando escuto sua pergunta feita alta demais. E fico me perguntando como ele sabe disto. Afirmo positivamente e ele se aproxima. E o ar me falta bobamente. A vontade de abraça-lo surge. Sakura, deixei de tolices.

— Quer vir? – E sem pensar faço a pergunta mais idiota do planeta. – Está calor. – E justifico da maneira mais tosca para dar uma variada no meu repertório de desastres. – É, está calor.

Dou lhe as costas, para que, ele não veja meu sorriso ao perceber que ele aderiu a minha ideia. Cada degrau que desço posso sentir os seus olhos sobre minhas costas. Me viro e o encontro. Droga mesmo com aqueles machucados ele fica bonito.

Deito no colchão e ele faz o mesmo. Ofereço uma ponta do meu cobertor e ele aceita em silêncio. E ficamos a ouvir as ondas e o vento uivar, pois tanto eu como ele não temos nada a declarar no momento.

E eu tinha tantas coisas para dizer, mas nada me vem no momento. E sei que ele compreendera meu silêncio. E que ele não precisa justificar suas burrices, não comigo. Mesmo que eu tenha ficado decepcionada a saber de seu passado. Sou uma garota que supera as coisas muito fácil.

— Não está enojada comigo? – Tiro meus olhos do teto para fitar os seus. Me viro de lado e nossos rostos ficam próximos. – Não, e por que eu estaria?

— Pelo o idiota que fui. – Escuto sua resposta rápida, baixa e seus olhos fugirem do meus por um instante. – Você ainda é um idiota. – Digo e seu rosto continua sereno. Desta distância posso decorar cada traço, cada machucado, cada expressão e sentir sua respiração leve.

— Eu sei. – Ele diz e me faz sorrir. E mesmo que ele concorde com tudo que digo e eu goste deste fato eu não quero que seja assim. Pois este Sasuke na minha frente está fragilizado e o outro que me acostumei não concordaria de primeira com minha ofensa por assim dizer. Talvez na segunda vez, mas nunca de primeira.

Sinto seu braço pesar sobre meu corpo e sua mão nas minhas costas me puxando. Me aproximo sem pensar, pois não há necessidade. Eu quero isso.

Seus lábios se encostam nos meus por um instante. O abraço de forma desajeitada e logo ele resolve se ajeitar comigo nos seus braços. Nem em mil anos eu imaginaria este momento na minha cabeça. Ele puxa o cobertor me cobrindo por inteira. E mesmo confusa com este momento eu não quero questiona-lo em absolutamente nada, eu só queria que ele retornasse a olhar em meus olhos e isso ele já fez.

— Sasuke. – O chamo depois de um tempo, agora com o sono batendo na minha porta. Maldição, quando eu quero que o sono não chegue ele faz o contrário. – O que foi?

— Tudo vai ficar bem, nós só precisamos dormir. –Fecho meus olhos sentindo o seu perfume. E dane-se minhas dúvidas. Antes de tudo eu e Sasuke somos humanos e humanos erram o tempo todo. E caso isso seja um erro. Coloque na minha lista, pois a do Sasuke está um pouco cheia e não me importo nenhum pouco.

— Este é o seu jeito de dizer que não muda nada? – Afirmo positivamente e seus braços me apertam. E droga eu não queria estar em outro lugar agora. – Sim, você não é o melhor em comunicação verbal e dificulta as coisas.

— Tsc, eu sei. – E bem você já me disse tudo com os olhos, tudo o que eu precisava saber, como o fato de que se importa com meu julgamento e sinceramente me senti importante com isso. E desta vez eu não quero mais tréguas, não quero que ele saia correndo quando as coisas ficarem complicadas. Eu quero que você fique ao meu lado, Sasuke.

— Prometa que vai ficar aqui. Ficar comigo. – Seu silêncio é profundo, mas sei que ele está acordado pelo simples gesto de acariciar meu braço com os dedos. Acho que está será minha resposta e bem desde que ele fique eu não me importo.

— Talvez eu falhe, mas prometo. – O vento uiva e sacode o cata-vento pendurado na madeira. E apenas o seu tintilar das pedrinhas é a única coisa que me faz acreditar que isso é real. Sasuke é surreal. E uma pontada no meu peito aperta, pois não estou sendo justa com ele.

Estou pendido para ele ficar sendo que eu serei a primeira a partir, quando tudo acabar. E eu sei que vai acabar. Mas o meu eterno pode durar para sempre, pelo tempo que eu quiser. E agora ficara para sempre na minha memória. Ele ficará para sempre a meu lado, mesmo que o para sempre, sempre acabe.

— Eu vou ficar ao seu lado, sempre que você queria. – Como agora. E bem eu não quero ser sua namorada ou andar de mãos dadas nos corredores da escola. Ou muito menos ser apresentada a sua família num dia qualquer e receber presentes em dadas comemorativas. Eu só quero ficar ao seu lado.

— Sempre, detestável. – Escuto ele dizer e consequentemente o calor do seu corpo junto do afrouxar do aperto de seus braços. Iremos dormir em questão de minutos. Acho que era apenas isso que o sol estava esperando para nascer. Os pequenos retalhos costurados numa rede de acertos. Do fim dos nossos desentendimentos para o amanhã sorrir.

TenTen POVs

Tudo parece ter acontecido tão rápido e ainda estou absolvendo os resultados de minhas ações. E não me arrependo, mas agora pensando mais calmamente talvez eu tenha me equivocado em algumas partes. Neji e Sakura já eram amigos antes do nosso pequeno envolvimento e talvez eu tenha me equivocado nesta parte. Eu parecia aquelas namoradas loucas que querem que o namorado se afaste de todas as amigas. E por Deus eu não quero ser assim e tem mais Neji e eu não somos namorados.

E depois de hoje mais cedo as chances de isso se concretizar foram reduzidas a zero. E agora a única coisa que me prende a ele é o campeonato, pois agora sei que irei para equipe de futebol assim que tudo acabar. Agora falta apenas duas etapas e o tempo não será tanto assim.

Estamos no final da primavera e início de verão deve ser por isso este calor todo que não me deixa dormir. Mesmo reconhecendo mais uns fatores desencadeantes na minha falta de sono e um deles tem até sobrenome. Escuto uma música, mas não consigo reconhecer a tempo já que ela sumiu.

Quem será que está acordando nesta hora? Neji já deve estar dormindo a décadas. Levanto e abro a janela do quarto que ocupo sozinha já que Sakura preferiu dormir na sala invés de colocar seu colchão ao lado da minha cama. E não sei avaliar sua atitude, mas não me importo afinal eu queria ficar sozinha para pensar.

O vento chega a uivar de tão forte refrescando o quarto assim que invade o cômodo. O céu está incrivelmente estrelado e se minha preguiça não fosse tanta eu subiria no telhado agora. Da janela consigo ver um colchão e seus ocupantes na varanda. Que cena bonita e que me faz sentir uma completa idiota, mesmo achando que quem nutri sentimentos pela rosada é o Hyuuga e não ao contrário.

Quer saber? Vou deixar tudo isso para lá, afinal tudo é uma questão de tempo, não é? Logo outro cara vai ocupar a minha cabeça e vai me fazer sorrir por nada em outra paixão passageira. Isso, pois a enfermidade que me atingi não passa de uma paixão efêmera e sem reciprocidade. Mesmo ele dizendo e agindo o contrário, mas eu nunca gostei do segundo pódio. De ser a segunda opção e não vai ser agora que vou mudar de ideia, nem que isso resulte no abismo que irei abrir entre nós. Entre eu e ele.

E agora que ele é um Hyuuga assumido não faltara adulações de diversas garotas e sem sombra de dúvidas não serei uma delas de forma alguma. A porta recebe pequenas batidas e fico na dúvida se devo ou não atender. Quem será? Sigo até a porta, mas não a abro. Vejo a maçaneta ser girada e um pequena fresta surgir. Não me diga que é você? Está ideia faz minha boca ficar seca e o ar faltar. Não consigo ver quem é a pessoa do outro lado da porta e no momento que resolvo abri-la de vez ela retorna a se fechar.

Encosto na porta e com dificuldade escuto passos abafados. Seja o que for não era urgente, mas a ideia de que talvez pudesse ser ele me faz sorrir. Esta possibilidade é ridícula, afinal o que ele iria fazer aqui? Pedir desculpas, quando fui eu que lhe dei as costas sem ouvir seus argumentos?

Eu deveria ir falar com ele, mas sei que tudo é passageiro. Igual está noite quente de primavera, a qual demora a acabar. Feito a minha cabeça que insiste em continuar a pensar nele, em Hyuuga Neji. Entretanto a noite vai e o dia vem e por mais que demore a passar, uma hora passa. Tudo acaba e seguindo desta lógica minha paixão também, já que a dele nem chegou a existir.

Mesmo achando que em alguns momentos ele apenas me queria, como na vez da piscina e aquele pequeno passeio pela cidade, como na noite passada que ficamos acordados juntos. Isso tudo me faz rir e ter vontade de chorar, mas droga. Eu sou ou não a sua garota? Como você costuma dizer, Neji?

E a única resposta que tenho é o uivar do vento batendo a janela, a qual terei que fechar, como irei fechar o livro da minha pequena aventura ao lado dele e agora definitivamente.

Notas finais
Gente! Este Gaara sentado no degrau da escada olhando Ino e virando a cabeça para o lado é praticamente uma cópia de um gesto que o Tom Cruise faz na maioria de seus filmes. Eu não resisti em usar. Eu acho ele é lindo demais! E este gesto então me derrete inteira. *...* A primeira vez da Hinata, gente! Já perceberam que quando eu começo a falar de algo nos capítulos anteriores fiquem espertos porque logo acontece. Esse Naruto é sonho de consumo. Ah tem algum garoto lendo está fanfic? Caso sim, manifeste sua opinião. E olha aí umas dicas para você conquistar a mulher da sua vida. Caso funcione bem, caso não pelo menos você a fez rir. “ Eu estarei ao seu lado” Não usei está música a uns capítulos atrás por nada, viu. Esta frase se repetiu na mais sucinta declaração de amor entre os compositores da dupla S. E o momento ShikaTema. Eu quis que com eles fossem mais diferente, sabe? Eles são mais parceiros e achei que eles estão sincronizados o suficiente para serem mais ousados na cama. Enquanto a Tenten, bom vamos aguardar a cenas mais adiantes. ;) Como o que acontecerá com os dois e a grande semifinal do campeonato. Beijinhos e desculpe qualquer coisa ♥