Golden Years
19 Siga em frente
Notas iniciais
Seus olhos estão vividos e fixados na mulher que enrola ao anunciar a última equipe classificada. Os meus deveriam estar postos na mesma figura, mas não consigo para de olhar para ela, mesmo andando de um lado para o outro. Estratégia pensada para disfarçar essa ação para Naruto não perceber e abrir aquele bocão.
Ela está diferente... bonita. Tenho que admitir, mas tento ignorar está sensação de querer saber o que acontece na vida daquela garota. Tsc, como se não bastasse o cabelo rosa os sapatos e os lábios estão da mesma cor, entretanto nem mesmo minha razão está conseguindo convencer que a imagem não está agradável.
Naruto não está errado, apenas exagerado. Fiquei impressionado quando as luzes se acederam e ela apareceu fazendo pose de séria. E agora estou aqui vendo a segurar a mão da Hyuuga como se ela fosse sua última esperança.
Ela está diferente... de todas as vezes que eu estive com ela, está vai ser a primeira vez que eu desejo proximidade entre nós. Eu estou ficando louco, muito louco. E a culpa é toda dela, sempre a culpa será dela, mesmo que ela não esteja envolvida.
Encosto na parede e desvio meus olhos para as outras competidoras, que diga se de passagem não deixam a desejar, me olham como se eu fosse um pedaço de carne e elas um bando de leoas famintas.
Contudo não me importo com os sorrisos convidativos ou os olhares provocantes e estou começando a desconfiar que fui submetido a uma lavagem cerebral. Não estou me reconhecendo. E um lapso de analise me faz perceber uma coisa: se a desclassificação ocorrer isto tudo irá acabar e o convívio com estes seres irá se findar. Tenho uma breve dúvida sobre isso, não sei se quero que isso acabe.
— E como prometido a última equipe classificada é: As panteras. – Não acreditei de imediato no resultado, apenas virei meu rosto para ver sua expressão de desapontamento; Sakura parece estar sofrendo a perda de algo a mais do que uma classificação. As palmas das outras equipes me atordoam e a voz da apresentadora fica completamente distante. O que houve de errado? Em que parte? Fomos melhores do que este grupo, eu afirmo.
— Não acredito que fomos desclassificados. – Escuto algum dos garotos murmurar, afirmando a veracidade das palavras da apresentadora. Então é isto? Fomos desclassificados e agora isso acaba? Reparo na expressão de frustação de todos, não quero nem ver a da Tsunade. Não esperava por isso.
— Bom, nós fizemos o melhor. – Ino já parece amortecida e é a primeira que consegue formular algo para confortar o restante, mas seu sorriso fino é tão forçado que parece que vai sangrar. Naruto sentou no chão ao lado de Gaara enquanto o restante ainda absorve a notícia. Eu pensei que isso fosse importar menos para todos... me importar menos! Que droga!
— Sim, nós fizemos. – O Nara solta a Temari do abraço, a qual apresenta um misto de expressão entre tristeza e fúria. A Hyuuga tenta segurar as lágrimas que começam a brotar e deixa seus olhos levemente vermelhos.
— Desculpe pessoal, a culpa da desclassificação foi minha, devo ter feito algo errado durante... – As lágrimas são justificadas, o sentimento de culpa a abate, como se ela tivesse alguma culpa.
— Deixa disto Hinata, você não tem culpa nenhuma. – Neji diz visivelmente nervoso com algo. Temari abraça Hinata tentando reconforta-la, Neji não é a pessoa mais indicada para dizer estas palavras.
— Que droga! Vamos embora daqui. – Digo, pois não aguento ver a decepção de mais ninguém, começo a andar rumo a saída quando escuto os passos apertados virem na mesma direção. Sinto uma mão menor que a minha me agarrar o pulso. Algo inexplicável me paralisa, como se a pessoa fosse de grande importância e por um segundo penso ser ela, ser a Sakura.
— Uchiha Sasuke, aguarde com sua equipe para a classificação extraordinária. – Viro me e vejo um rosto desconhecido de uma moça da equipe organizadora.
— Classificação extraordinária? – Ela parte me deixando com dúvida, como assim? Há outra oportunidade de ingresso no concurso? Me animo brevemente com a possibilidade de vê-la sorrir, mas prudente não dizer nada, pois não seremos classificados e decepção por decepção, é melhor ficar na mesma.
Encosto no corredor obedecendo a moça, cruzo meus braços e olho para o pessoal mais distante. Provavelmente agora irá retornar tudo como era antes. Minhas atividades, meus amigos, enfim minha vida de volta.
— Tsc, era melhor nem termos começado com este negócio. – Deixo meu pensamento se concretizar em voz alta. O pior de tudo é que já sabíamos do resultado desde o início, não sei por qual motivo brotou essa vontade de ser classificado, talvez apenas para comprovar que somos capazes de executar qualquer coisa.
— Pois é, pelo menos a Hinata não iria chorar. – Fico em alerta por reflexo, pensei que estava sozinho, mas percebo que não ao olhar para o lado. Sakura está com os saltos na mão direta e anda completamente descalça pelo chão de madeira.
— Se perguntarem pela minha pessoa, diga que estou na lata velha. – Sua decepção poderia ser palpável.
— Atenção! Agora por consensualidade entre os cinco jurados uma equipe a mais será classificada, conforme a disposições gerais do campeonato, conhecida como classificação extraordinária, ou seja, a que ultrapassa as ordinárias, as quais já foram decididas.
A voz enjoada chama a atenção principalmente dos competidores, agora entendo o motivo de ninguém estar desapontado feito a minha equipe, pois acho que Tsunade esqueceu de avisar este detalhe a nossa equipe. Sakura cessa o passo e franze o cenho, provavelmente questionando o que está acontecendo.
— E por melhor execução vocal, adequação de figurino e execução instrumental a equipe selecionada... – O brilho de esperança em seus olhos relampejam por um breve instante e o sorriso vai tomando-lhe a face com a possibilidade de classificação. E a maldita pausa parece uma eternidade.
— Lions! – A equipe é anunciada e a expressão de perdida dela seria hilária, caso eu não estivesse no mesmo estado. Sakura abre os braços segurando cada salto em uma mão e pula de felicidade.
— Nós fomos classificados, nós passamos Sasuke! – Seu movimento é rápido demais para conter o abraço de comemoração, contudo percebo que meus braços a envolve igualmente em um abraço, como se tivessem ganhado vida própria. Um sentimento estranho me preenche e me pego sorrindo feito bobo.
O seu cheiro me inebria, o contado da sua pele macia me faz não querer solta-la. Passo minha mão esquerda em seus cabelos finos apertando os fios entre meus dedos.
— Sim, nós passamos. – Minha voz sai baixa e sem minha permissão, como se eu tivesse tentando convencer-me do fato. E sem pensar suspendo-a do chão, como se ela fosse um troféu. Seus olhos estão surpresos como das últimas vezes que a provoquei, contudo, um brilho diferente os toma. Estão tão verdes, nunca tive nada contra está cor. Ah, até ver seu conjunto íntimo. Tudo parece rápido demais, as palmas, os olhares direcionados a nós. A ela... tenho certeza que todas estas pessoas estão olhando para ela e para seu sorriso viciante. O que eu estou pensando? Afinal o que está havendo comigo?
— Eu sei que o momento do casal está lindo, mas vocês precisam subir no palco. – Uma organizadora me puxa para realidade. Não consigo não rir e coloco a Sakura no chão. Que equívoco pensar que somos um casal, como se estivéssemos agindo feito um.
Sakura corre descalça até o restante do grupo e chegando lá coloca os saltos em completa euforia. Todos estão olhando na mesma direção, que no caso é onde estou. Coloco as mãos na nuca e ando devagar. Neji faz uma expressão querendo dizer algo fazendo um gesto com a cabeça em direção da Sakura. Ah qual é? Foi apenas a emoção do momento.
— Beija não, senão vou vomitar. – O riso é coletivo e após olhar para Temari e para o Nara entendo o comentário de Naruto. Temari mostra o dedo do meio para Naruto, que sem dúvida tem o maior sorriso entre todos.
— Equipe número seis! – O número é chamado e todos se entreolham. Naruto puxa a mão da Hinata e somem através da cortina e percebo que os outros já foram apenas ficando ela.
— Vem, afinal eu querendo ou não você faz parte da equipe. – A criatura provocativa retorna para o corpo habitual e a Sakura de minutos se foi.
— Para meu azar, melhor para seu azar. – Digo e fecho os olhos para não ver sua expressão, mas é impossível conter meu sorriso. Sinto sua mão puxar meu pulso e quando abro os olhos a claridade dos holofotes me machucam. Olho para plateia e encontro TenTen ao lado da Tsunade sentada como se estivesse acabando de se recuperar de algo.
As palmas retornam, fito a plateia, os integrantes do meu grupo e aquela sensação estranha, a qual eu não soube definir retorna, contudo agora sei exatamente o que é. Sentimento de pertencimento... é acho que posso me acostumar com isso.
Gaara Povs.
— Lions! — A voz daquela mulher anunciando o nome do colégio ainda ecoa em minha cabeça, se fosse apenas isso seria ótimo, todavia tem mais.
A mesa redonda do bar está completa e como o combinado a rodada que Sasuke prometeu está sendo paga. O volume está absurdamente alto e o local está lotado, como pessoas dançando e se beijando por dizer assim.
As garrafas sobre a mesa já demonstram o tanto que já bebemos. Talvez devêssemos parar por hoje, mas seria um pecado sair deste clima. Hinata está bebendo o mesmo que eu e não sei se é uma boa ideia deixa-la consumir álcool.
— Eu ainda não acredito que passamos. Poxa, foi uma decepção ouvir um não e daí do nada o nosso grupo é chamado. – Ino comenta enquanto bebe a cerveja no gargalho mesmo e começa a rir desenfreadamente. Acho que ela já bebeu demais.
— Eu quero dançar. – Hinata larga o copo e levanta de seu lugar um pouco sem censo de direção e totalmente fora do habitual. Ela parte para pista de dança e some entre as pessoas que lá estão.
— Alguém tem que ir com a Hinata. – Temari diz gritando para que todos escutem, Sasuke empurra Naruto que para de comer uma menina com os olhos. Sakura aponta para a Hinata na pista de dança sendo paquerada por um rapaz.
— Ah, já vou indo. – Naruto levanta contragosto e segue para o local.
— Naruto é sem dúvida um cego. – Neji comenta sobre a falta e lucidez sobre o interesse da Hyuuga em relação ao cego em questão.
— Vamos Shikamaru, quero dançar. – Temari diz e puxa a preguiça humana pelo braço. Não tenho nada a declarar sobre este novo envolvimento. A mesa vai se esvaziando conforme alguns saem ou para dançar ou para fumar feito Neji. TenTen já não está entre nós e tenho minhas dúvidas onde a mesma foi parar, ficando somente Ino, Sakura e Sasuke na mesa. De preferência cada um mais longe do outro.
Meu corpo está totalmente relaxado por conta da bebida e me sinto bem assim, sem precisar de mais nada. Poderia ficar neste estado para sempre, todo mundo feliz e sem cobranças. Sasuke se aproxima com o semblante sério, mas carregando sua garrafa.
— Gaara, fiquei sabendo que você ficou com a Ino. – Ele diz alto, mesmo a loira estando na mesa. Só que a música impede que qualquer um escute suas palavras, claro exceto eu. Mas isso não importa e sim por qual motivo ele quer escutar minha resposta a isso.
— Pois é. Tem algum problema com isso? Afinal fiquei sabendo que já se envolveu com a mesma. – Bebo minha cerveja e espero a resposta do Uchiha, seria uma pena se nós desentendêssemos por conta disto, afinal não tem nada demais.
— Claro que não, problema algum. – Ele ri e olha para ela por um momento. Será que ainda tem o sentimento de posse sobre ela? – Só queria dizer para que não dê ouvidos sobre o que falam dela. Não é verdade, apenas boatos.
Ele joga a cabeça no banco estofado e parece aliviado, como se tivesse obrigação de dizer tal coisa. De certa forma ele tem já que os boatos sempre citam seu nome.
— Ótima informação, mas não pretendo ter nada sério com ela. – Afirmo tanto para Sasuke, como para eu, tentando me convencer de tal decisão. Sinto a mão do Uchiha pesar no meu ombro esquerdo, viro meu rosto para o dele que está mal iluminado, mas consigo ver seu sorriso irônico.
— Eu também pensava assim e olha no que acabou. – O mesmo volta a prestar atenção nas garotas que se exibem ao passar pela mesa onde estamos. Ino joga a cabeça para trás e olha para o teto visivelmente frustrada com algo.
— Eu vou ver se aquela mocinha está precisando de ajuda. – O Uchiha diz e aponta para uma loira de belas pernas no outro canto do bar. Vejo Sakura parar de brincar com os canudos e seguir o mesmo com os olhos... não me diga que apresenta interesse no garoto que ouvi horrores de reclamações?
A menina que recebe a atenção de Sasuke está sorrindo feito boba enquanto a sua ex namorada olha para cena e balança a cabeça negativamente e com certeza reprovando a ação. Sakura levanta logo em seguida saindo do bar. Resumo: eu e ela.
Seus olhos pendem sobre a minha figura demoradamente e sem descrição alguma. Bebe da sua garrafa novamente e morde o lábio em seguida. Seria uma pena terminar a noite assim, apenas bebendo sendo que a garota que toma meu pensamento está a menos de dois metros, linda e sozinha apenas esperando que alguém tire a para dançar está música agitada dos infernos.
Entretanto direcionar a palavra diretamente a ela parece ser uma tarefa inexequível, impossível como se aqueles lábios vermelhos nunca tivessem se encostados no meus. Chega a ser ridículo, mas estou travado diante da reação que a mesma pode ter.
Olho para os outros ocupados demais para estarem prestando atenção em nós na mesa e com um rompante de velocidade, digo coragem ela senta ao meu lado. Sempre gostei de tomar inciativa, mas por hora está bom.
— E então vai ficar apenas olhando? – Ela pergunta como se quisesse travar um assunto qualquer e minha vontade de responder é mínima, quero mesmo é fazer algo mais produtivo do que isto, pelo menos neste momento.
— Depende, do que exatamente você está falando? – A provoco sem olhar sua face, seria besteira encara-la, não conseguira me conter mais nenhum segundo.
— De dançar o que mais seria? – Escuto sua risada descontraída, sem dúvida está completamente bêbada. Arrisco em afirmar que quase todos aqui estão.
— Não sei, o que me sugere? – Encaro por um momento e vejo seus olhos deslocarem para meus lábios sem disfarçar. Pessoas bêbadas não se importam com estes detalhes mínimos. Seguro me para não responder algo inapropriado, agravar a minha imagem ruim seria péssimo.
Mas fechei meus olhos ao sentir sua mão subir pela minha nuca e bagunçar meu cabelo nesta região, de puro prazer apenas por sentir o seu toque. – Está cansado, seria ótimo uma massagem.
A voz próxima faz algo além do meu controle despertar, abro meus olhos e vejo seu rosto corado por conta do álcool e me lembro de seu estado. É obvio que está fazendo isso por conta da bebida. Olho mais uma vez para cada pessoa do grupo e estão preocupados demais com o que estão fazendo para notar o que eu irei fazer.
Coloco a garrafa na mesa e o meu movimento faz ela retirar sua mão da minha nuca.
— Não é uma má ideia, mas acho que tem algo que condiz melhor com o momento. – Ela franze o cenho por um instante e depois faz uma expressão de surpresa. Passo meu braço pela sua cintura e puxo para mais perto possível de meu corpo. O peso de seu joelho nu sobre minha perna faz com que me lembre da sua vestimenta. Sempre adorei saias, pelo simples fato de serem mais práticas.
Mas algo me faz parar ao pensar em acaricia-la, como se isto pudesse esperar e meus lábios não. Mas tenho a breve sensação que não é por este motivo e sim pelo fato do envolvimento sentimental ou é apenas a razão gritando que eu iria me arrepender absolutamente depois.
— Gaara... eu quero que você sabia... – Pego seu queixo pequeno com meu polegar e o indicador fazendo a mesma cessar em suas palavras. Com a outra mão faço sinal de silêncio e ela fica sem entender o que eu desejo dela, é ela por completo e não explicações.
Na oportunidade de seus lábios entreabertos aproximo os meus... agora a única coisa que consigo pensar é em nada, consigo apenas senti-la e como se o calor de seu corpo misturado ao cheiro de seu perfume aumentasse a minha urgência dela.
Ino Povs.
Eu estou começando a acreditar na teoria do magnetismo e como se na primeira oportunidade, na primeira brecha de estar a sós com ele me puxasse para si. Minha cabeça está girando e não sei se estou fazendo o que é correto, meu senso de moral foi fortemente afetado pela bebida e agora por Gaara. A pressão de seus lábios somada com a música ensurdecedora me faz lembrar que estou em um local com mais pessoas provavelmente observando-nos.
E não sei se me importo com isso. Sinto sua mão vacilar pela extensão da minha coxa e recuar logo em seguida, entretanto me puxando completamente para seu colo. Seu corpo está quente e seu perfume me desnorteia por completo. Afasto-me de seus lábios para colocar ar em meus pulmões. Estou completamente perdida, abro meus olhos e encontro os seus exibindo puro desejo e ânsia por mais. Sento novamente no estofado, não seria prudente continuar do modo em que me encontrava.
— Ino. – Seu sussurro está completamente rouco pelo desejo e por um momento não sei se fico feliz por isso. Com certeza a bebida está afetando meu emocional. Olho para seu semblante e ele não parece estar embriagado, pelo contrário bem mais lúcido e consciente de suas ações. Me afasto por completo e ele joga a cabeça para trás deitando e fitando o teto.
Droga, o que eu estou fazendo? Ele me olha diretamente nos olhos como se quisesse entender. Deve estar imaginando por que a intitulada vadia parou? Ou está se fazendo de difícil depois de tudo? Bebo novamente cerveja tentando arrancar o amargor da minha garganta e afastar a ardência de meus olhos.
Afinal um garoto só me quer para isso, para fazer sexo e mais nenhuma finalidade e eu não quero mais isso, já chega.
—Ino, o que foi? – A pergunta possivelmente feita por mera educação rasga seus lábios e fere meus ouvidos. Não precisa Gaara, fingir que se preocupa. Sinto sua aproximação repentina e seu braço entrelaçar meu ombro e fico totalmente perdida com sua ação. Sua mão entrelaça com a minha e a vontade de chorar me toma.
Deito minha cabeça em seu ombro e escondo meu rosto. – Me desculpe, estou completamente bêbada. – Forço minha garganta soltar a minha desculpa, a qual justifica minha recaída emocional. Por quê disto agora? Hoje foi um dia tão alegre, necessitava terminar assim?
— Não precisa se explicar... estou aqui para você. – Assusto me ao ouvir seu murmurar e aperto meus dedos entre os seus. Não parece conter falsidade em suas palavras, mas isso não combina com ele. Não me faça me apaixonar por você, Gaara. Afundo ainda mais meu rosto, não quero pensar no que virá a seguir, apenas quero ficar assim sendo abraçada por ele, fingindo ser importante para alguém.
Hinata Povs
Eu estou feliz, tanto é o tamanho da minha felicidade que estou com pique para dançar por vários dias. Minha cabeça está leve, meu corpo também e uma felicidade me consome. Não estou me importando com nada, se estou passando vergonha, em meu sobrenome ou se amanhã o colégio inteiro estará comentando da minha conduta, como o ocorrido com Kiba.
Ah, quem é Kiba mesmo? Lembrei, não é ninguém. Estou com vontade de usar este tipo de roupa sempre, aliás nem sei o porquê de ter desatado o nó da camisa. O coque do meu cabelo já desmanchou por completo de tanto balançar a cabeça no ritmo da música e estou parecendo uma louca.
— Hinata! – Escuto meu nome no meio da aglomeração de pessoas e não quero saber quem é. Continuo a dançar até reconhecer o rosto bronzeado, mas com a expressão séria demais. O que houve com o Naruto?
— Naruto, dança comigo. – Ele puxa meu pulso devagar fazendo nossos corpos se aproximarem. Ele está mais bonito do que o normal, como também está mais sério.
— O que foi? Aconteceu alguma coisa? – Pergunto para ele que franze o cenho, ao certo não me ouve pelo som alto.
— Não, não aconteceu nada. Quer ir embora? Já está tarde. – Franzo meu cenho, por que Naruto está assim? Ele nunca é o primeiro a ir embora. Balanço a cabeça negativamente e afasto me para dançar com mais facilidade. Naruto fica parado no meio da pista de dança e eu não consigo entender o motivo de seu comportamento estranho.
— Ei, moça. Aceita tomar um drink? – Um ruivo se aproxima e murmura em meu ouvido a proposta. Um rapaz bem mais alto do que eu e bonito, deve estar cursando a faculdade.
— Não, obrigada. – Volto a dançar olhando para o globo colorido fixo no teto, as cores são tão belas.
— Vai, aceite. É quase um pecado privar alguém de sua companhia. – O rapaz, o qual não sei o nome diz e me faz rir. Ele nem me conhece e defere este argumento?
— Ela já disse não; vamos Hinata. – Naruto aparece do nada e me puxa pelo punho para fora da pista de dança.
— Naruto, eu queria dançar mais um pouco. – Olho para pista que se anima ainda mais pelo fato de ter começado uma música conhecida pela maioria.
— Hinata, você não estava vendo que aquele cara estava te paquerando? – Naruto fala alto para que eu escute e aponta para pista de dança visivelmente nervoso.
— Sim, mas ele já tinha desistido... – Ele fecha os olhos e cruza os braços e eu desisto de terminar minha justificativa.
— Hinata, ele apenas queria se aproveitar de você. – Ele argumenta como se fosse o meu pai. Não estou entendo mais nada. Começo a andar para fora da discoteca deixando Naruto para trás. Então é assim que ele me enxerga? Como uma incapaz de perceber quem está ou não querendo se aproveitar?
O ar gélido me faz querer retornar para dentro, viro-me e dou de cara com o peitoral de alguém. Levanto o meu rosto e Naruto me olha nos olhos, abre um pequeno sorriso e passa a mão na nuca.
— Eu só não quero que ninguém magoe mais você, me desculpe. – Seu sorriso aumenta e eu não consigo evitar o meu. Que contraditório, o garoto que estou me apaixonando dizendo que não quer me ver magoada, sendo que ele será o único que poderá fazer isso.
— Vamos voltar para dentro. – Seu braço passa pelo meu ombro e caminhamos para dentro em silêncio. Eu tenho que resolver isso, não posso ficar neste mar de esperança. Ou eu o conquisto ou desisto de vez.
Naruto Povs
Hinata voltou a dançar e aqui do balcão fico vendo vários homens a cobiça-la com os olhos. Me senti um completo otário no momento em que fui na pista de dança para tira-la de lá, como se eu tivesse direito de fazer isso. Este ato me faz pensar o quanto me importo com Shion, a mesma coisa acontece quando saímos juntos e eu não me importo nenhum pouquinho.
Entretanto com a Hinata é diferente...ela não parece estar preparada para canalhas, diferente de Shion. Entretanto não quero pensar nisto agora. Bebo um último gole da minha bebida e resolvo observa-la mais de perto. Seu cabelo longo balança com seus movimentos nada sutis, realiza-os conforme a música exige. Ela está tão bonita, seu sorriso é viciante e seus olhos estão brilhando mais que o comum.
Me aproximo e ela me puxa para mais perto, aposto que se não estivesse alcoolizada jamais faria este ato. A bebida está dando um efeito bem melhor do que a primeira vez.
— Está linda. – Murmuro apenas para mim, mas seus olhos denunciam que escutou, mas não me importo, afinal não falei nenhuma mentira. Seu sorriso se abre por completo enquanto balança a cabeça, nunca fui muito bom com dança e então me sinto um peixe fora da água.
— Agora a pedido de um casal... – Escuto a voz do promotor anunciar que a música será trocada por uma mais romântica e pede que os casais ocupem a pista de dança. Hinata olha para os lados e resolve sair, mas por um ato sem pensar seguro seu pulso.
— Dança comigo? – Faço o mesmo pedido que ela realizou a meia horas atrás. Seu sorriso sem dúvida é estonteante, deveria sorrir mais. Apoio minha mão na sua cintura totalmente desconfortável e sinto seu rosto se encaixar em meu pescoço. Mais ao longe vejo Shikamaru numa situação similar a minha. Bom, hoje está liberado, estou completamente bêbado e tenho certeza que ela também. Fecho meus olhos e apenas sinto seu perfume, sem dúvida esta vai ser a melhor dança que já dancei.
TenTen Povs
Escuto a música romântica vir de dentro do local, nem parece que horas passadas estávamos decepcionados pela desclassificação e agora estamos aqui comemorando. Estou sentada do lado de fora, o barulho está demais para aguentar.
— Não quer dançar? – Escuto uma voz familiar e vejo Neji se sentar ao meu lado. Nego com a cabeça e ele se cala. O vento gélido da madrugada me faz lembrar do horário um tanto que avançado.
— TenTen, quero me desculpar por aquele dia. – Sem semblante sério me faz duvidar se está bêbedo ou não. E então lembro da cena inapagável da minha memória. Afirmo positivamente, ele me deixa sem fala, sem reação.
— Consertou o ônibus hoje... parabéns senão fosse por você, não estaríamos comemorando agora. – Ele bebe diretamente na garrafa e percebo que é a primeira vez que estamos conversando e que recebo um elogio. Não consigo evitar meu sorriso. Ele está completamente diferente das outras vezes.
— Obrigada. – Sussurro baixo demais para que ele escute, Neji se levanta e começa a andar em direção a entrada, mas para bruscamente.
— Você não vem? – Vira de relance esperando uma resposta, seu esboço de sorriso permanece na face e automaticamente levanto-me e sigo em sua direção. Observo suas costas logo a frente e a possibilidade de me divertir por um momento me parece viável.
Entramos no ambiente e retornamos a mesa, a qual está vazia. Vejo Hinata e Naruto na pista de dança feito Shikamaru e Temari. Os dois casais estão lindos, tirando o fato que uma dupla não é um casal, qualquer um que os viste pensaria que sim.
Sasuke está no balcão bebendo sozinho, olho para a garrafa e decido beber algo também, acho que não vou me arrepender. Ingiro um gole de cerveja e acho a bebida terrivelmente amarga, como conseguem beber isso? Escuto o riso de Neji, provavelmente sobre minha ação e em vez de me envergonhar também começo a rir.
— TenTen, vamos sair daqui. – Em um rompante Neji anuncia como se fossemos íntimos, levanta e puxa me pelo pulso. E sem reação apenas consigo segui-lo. Vamos até seu carro e ele joga as chaves em minha direção.
— Vamos para um lugar mais divertido. – Ele retira a camisa xadrez ficando apenas com a regata branca. Fico um pouco sem entender suas ações, mas mesmo assim abro a porta do carro e sento no banco do motorista e ele no de passageiro.
— Quero que sabia que não é qualquer um que dirige meu carro. – Seus dentes brancos estão expostos em um sorriso continuo, não consigo segurar o riso, como também não consigo entender este momento.
— Mas e os outros? E a Sakura? – Questiono sobre o restante do pessoal, não iremos nos despedir? Mas nem sei onde vamos.
— Eles não irão notar nossa ausência. – Acho que Neji está se revelando uma caixinha de surpresas. Ele me fita por um instante e minha indecisão de girar a chave e partir para qualquer lugar some.
— TenTen, deixe-me te compensar... pelo beijo. – Sua voz sai séria e seu argumento final é deferido, após isso giro a chave e deixo de pensar no que virá a seguir. Viva apenas o momento, deixe as consequências para depois. Sinto meu interior queimar, como se eu estivesse preste a cometer um crime. Observo seus olhos, os quais me encorajam a cometer uma possível besteira e acelero o carro para direção indicada.
Neji Povs
A sua ansiedade ou receio pelo o que virá a seguir seria palpável, mas apenas seu corpo demonstra isso. Garota, você não sabe que não precisa se preocupar? Pedi para ela dirigir até o ginásio da cidade e como solicitado ela está fazendo. Seus olhos não desgrudam da pista totalmente deserta por nenhum instante, mas eu sei que faz isso apenas para não olhar me.
Estaciona o carro perfeitamente, afinal a única pessoa alterada aqui sou eu e não estou medindo nem um pouco o resultado das minhas ações. Descemos e ela me olha questionadora, mas não tira o sorriso do rosto.
— Vem aqui. – Chamo e ela se aproxima com receio, dou suporte para ela pular o muro e faço o mesmo em seguida. Rompo o cadeado com facilidade da porta lateral, afinal tenho facilidade com este tipo de coisa.
— O que você está fazendo? Enlouqueceu. – TenTen diz baixo como se houvesse mais pessoas no local e me olha espanta por um breve momento. A puxo pela mão e seguimos para a piscina do ginásio e a confusão em seus olhos brotam novamente. Retiro minha regata e os calçados, apenas ficando com as calças, pois se eu a tirar, a garota vai morrer de vergonha.
Será que ainda é virgem? Está possibilidade passa na minha cabeça ao ver o constrangimento em sua face, acho que isso não é muito comum em sua rotina.
— Vamos entrar. – Pego distância e entro na piscina realizando um mortal. O contato da minha pele com a água fria proporciona uma sensação de paz. Fazendo me recordar dos tempos que não levava muita coisa a sério. Volto a superfície e vejo em pé do lado de fora. Será que está com medo.
— Eu não sei nadar. – Ela grita de longe, mergulho em sua direção e submerjo próximo a beira da piscina gigantesca.
— Não é tão funda, você consegue ficar em pé. – Não estou mentido, mas ela está firme em sua decisão, como se seu fosse deixa-la se afogar caso isso aconteça.
— Entre, vou estar aqui se algo acontecer. – Sinto me forçado a dizer, quero que ela entre e sinta a mesma coisa que estou sentindo. Fica indecisa se tira a roupa ou não e por um rompante de coragem retira a camisa e a saia rapidamente, provavelmente para não se arrepender.
E me surpreendo a constatar que ela é mais linda do que imaginei, por que eu passei um bom tempo pensando nela. Seu conjunto preto faz sua pele branca realçar na iluminação fraca do local e a forma de seu corpo definido não é segredo para ninguém. Garota, o que você está fazendo comigo? É inevitável não sorrir.
Senta na beira da piscina e toma coragem para entrar, seu corpo logo e coberto pela água e logo submerge sorrindo.
— Está um gelo. – Ela segura na borda da piscina visivelmente com medo de afundar novamente. Ri nervosa pela minha aproximação, pego sua mão livre e solta a outra segurando no meu ombro. Seu corpo está longe do meu, mas a distância e pequena.
Ela segura em meus ombros e sigo para o meio da piscina, seus olhos castanhos são enormes desta distância, sua respiração está ofegante e seu receio é evidente. O que eu estou fazendo?
— Você está completamente bêbado, não é? – Seu sorriso de nervosismo fica evidente e se alarga após eu negar com a cabeça.
— Pelo contrário, sei exatamente o que estou fazendo. – Puxo a para perto e retiro uma mecha do seu cabelo completamente encharcado de seu rosto. – Está bem, talvez eu esteja um pouco bêbado.
Digo a fazendo rir, ela parece frágil demais para uma garota que concerta carros. Seu hálito me faz lembrar os chás de hortelã e a lembrança de seu beijo retorna a minha mente.
Seus olhos estão fixos em meus lábios e não consigo interpretar este sinal como negativo, agarro ainda mais. O contado da sua pele quente, suas unhas cravadas em meu ombro devido ao medo de afundar me faz puxa-la para mais perto. Seguro em seu queixo e não vejo um mínimo sinal de protesto sequer. Seus lábios apresentam-se tímidos comparados com a primeira vez, ela recua por um momento e seus olhos parecem querer dizer algo.
Finalmente sinto seus lábios macios e suas mãos afrouxarem, minha língua ultrapassa meus lábios invadindo a sua boca sem permissão, mas não consigo esperar. Meu corpo se anima apenas com a possibilidade de ultrapassar o limite.
Retorno a beija-la com mais vontade e não tenho impedimentos, levo para a beira da piscina e em vez de enquadra-la contra a borda eu encosto na superfície gélida, deixando espaço para ela se afastar se quiser. Mas a mesma não se afasta me fazendo rir durante o beijo, contudo até eu descer a mão para seu quadril, desvencilha dos meus lábios e se afasta.
— Desculpa, mas não posso fazer isso. – Seu murmúrio é quase inaudível, porém totalmente compreensível. Afinal isto era previsível.
— É claro. – Direciona o olhar a minha face e articulo algo em resposta rapidamente para que ela não perceba meu estado se é que já não percebeu minha excitação. Que droga eu estou fazendo.
Acabo de beijar novamente a garota que prometi ignorar. Meus parabéns. Ela sai da piscina e fico a observa-la a colocar sua roupa. Corrijo o que disse, estou completamente bêbado.
— Quem está aí? – Escuto uma terceira voz que possivelmente pertence ao guarda noturno. Droga. TenTen pega minhas coisas e faço sinal para ela sair pela porta a qual arrebentei o cadeado. Saio da piscina a tempo de não ser pego em flagrante.
TenTen já está do outro lado do muro e me pergunto como ela conseguiu pular, faço o mesmo e a encontro no carro, apenas me esperando.
— Ei, esperem um momento, vocês não podiam entrar aqui. – A lanterna do guarda aponta ao longe e sua voz está se aproximando. TenTen acelera dando ré e segue por um bom tempo assim, surpreendente para uma garota. Quando já estamos longe do local para o automóvel e começa a rir me fazendo a acompanhar.
Termina de vestir sua camisa e eu lembro de colocar minhas roupas, está noite está valendo a pena sem sombras de dúvidas. Este sem dúvida é o melhor momento de paz que tive nos últimos tempos.
— Você não parece nadinha com o cara mal-encarado que vejo todos os dias, o que fez com ele? – Pergunta zoando com minha cara e acredite estou fazendo a mesma pergunta. O que você fez com ele?
Sakura Povs
Tive a breve impressão de ver Neji e TenTen sair de carro e a pergunta que não quer calar é: vou embora como? Retorno para dentro e não consigo achar ninguém.
— Pensei que tivesse ido embora. – Sasuke me assusta chegando por trás, eu digo o mesmo para você. Pensei que tinha levado aquela garota para qualquer lugar. Ele não parece bêbado, mas sei que está pelo tanto que o vi bebendo.
— Vamos embora Sakura. – Ele deixa a garrafa no balcão seguindo para saída. Sigo o de perto, ele parece que vai cair a qualquer momento. Deveria gravar isso para esfregar na sua cara quando estiver em sã consciência.
— Você dirige. – Joga as chaves em minha direção que cai no chão. Sério? Realmente ele não parece bem. Entro no carro e espero que o alcoólatra em questão adentre o automóvel. Giro a chave e lembro que sou uma péssima motorista. O rádio liga no momento que o motor ronca e eu levo um ótimo susto, fazendo Sasuke sorrir. Desligo após ouvir as horas. Está tarde, muito tarde.
Afogo o carro uma ou duas vezes até conseguir colocá-lo na pista, Sasuke me olha vazio, sem zombar da situação.
— Vamos, só mais um pouquinho eu chego em casa. – Só de pensar que amanhã ainda é quarta. Que porre que tomou hein bonitão?
Tranco o carro após fazê-lo descer, afinal o mesmo parece querer dormir. – Sakura?
Escuto ele me chamar quando estamos nos degraus da escadaria, vamos Sasuke colabore. Não está sendo difícil apoia-lo, mas seu peso é superior ao meu então fica meio complicado ajuda-lo a caminhar.
Abro a porta com dificuldade e Sasuke senta no sofá de olhos fechados. Suspiro, não posso deixa-lo ir assim para casa. Que irresponsável! Sento-me a seu lado, o que irei fazer com você?
— Você me acha um cretino, não é? – Escuto sua voz soar em uma pergunta sem nexo, realmente ele está fora de si. Não respondo, sei que a resposta não o interessa realmente. O deito no sofá após colocar um travesseiro, retiro seu calçado e sua blusa de frio. Sua carteira do bolso e outros objetos, como preservativo.
Não me surpreendo por isso, mas amanhã quero ver sua expressão ao acordar em minha residência. Estou cansada e pelo jeito Sasuke também. Abre os olhos mais uma vez e esboça um sorriso. O cubro com lençol devido ao calor e quando estou terminando está tarefa escuto seu murmúrio.
— Que garota detestável. – Qual é? Até bêbado ele me ofende. – Adoravelmente detestável. –Escuto o restante de seu balbuciar e agora tenho certeza que apagou por completo. Adoravelmente detestável? Só pode ser brincadeira. Provavelmente refere-se a minha pessoa.
Apago a luz da sala e sigo para o chuveiro, preciso tirar este cheiro de Sasuke, antes que eu comece a pensar asneiras. Coração, não faz eu pagar minha língua... não me faz apaixonar por este idiota.
Shikamaru Povs
Vê-la dançar está sendo meu passa tempo neste lugar e sinceramente não sei se devo continuar a observa-la deste modo. De vez enquanto ela me olha e ri brevemente. Procuro o restante com os olhos e apenas consigo ver Sakura saindo junto de Sasuke.
Vejo Naruto entrar no banheiro feminino segurando Hinata, coitada enfim a parte ruim de beber a atingiu.
— Shikamaru, vamos embora, estou cansada. – Temari chega e me tira da minha observação sobre a situação da Hyuuga. Afirmo positivamente até escutar um estrondo vir da direção que Naruto estava.
— Oh meu Deus. – Temari balbucia e apenas viro para ver Naruto sair no soco com um grandalhão. Ferrou geral. Temari corre e tira Hinata de perto, até que o loiro está se saindo bem, mas outros caras resolvem se envolver.
— Vai ficar vendo ele apanhar? – Gaara para ao meu lado e a resposta para isso seria positiva, mas me sinto na obrigação. A música dançante é substituída por um rock pesado.
— Vamos lá? – Questiono para o ruivo até agora ausente da boate. O soco que Naruto defere atingi o estomago de um cara que arca no chão. Que violência!
— Pelo grupo. – Gaara bebe e joga a garrafa no chão indo para a aglomeração. Por que será que isto começou? Pelo grupo, tsc que desculpa mais esfarrapada para poder brigar. Mal chega e acerta a cadeira nas costas de um que segurava Naruto, já posso sentir a dor dos possíveis murros que irei levar... mas vamos nesta.
Temari Povs
Droga, droga! Não bastava Naruto estar brigando com meio mundo, agora Gaara resolveu se envolver. Não duvido nada que a polícia chegue aqui. Hinata disse que o motivo da briga foi gerado pelo assedio para cima dela, Naruto não gostou e deu no que deu. Shikamaru se envolve no meio da aglomeração de homens totalmente bêbados.
— O que está havendo aqui? – Ino chega e se assusta, onde ela estava? E cadê o resto dos meninos... Shikamaru vai morrer. Ao ver o soco no queixo de Naruto, Hinata se desespera. Gaara bate como muita violência, afinal é acostumado com estes eventos. Shikamaru empurra Naruto da aglomeração e o mesmo tenta voltar, mas Ino o agarra pelo braço o segurando com dificuldade.
— Temari, tira ele daqui. – Escuto o Nara gritar, onde ele aprendeu a bater deste jeito? Ajudo Ino segura-lo e empurra-lo porta a fora.
— Me deixa voltar, eles faltaram com respeito a Hinata. – Sai contragosto em um acesso de raiva, seu olho vai ficar roxo sem dúvida. Empurro ele dentro do carro do Nara.
— Vem Hinata, entra aqui. – Ino faz Hinata entrar no carro de Shikamaru, a garota desatou a chorara por presenciar tal cena violenta. E falando de violência dou me conta que Gaara ainda está lá dentro.
Shikamaru sai logo em seguida com a boca sangrando, caramba cadê meu irmão? Pergunto com os olhos para o Nara que aponta para o ruivo saindo logo em seguida com a boca cortada. Ino deixa Hinata e segue em sua direção em completo desespero.
— Vamos embora, antes que aqueles caras resolvam vir a aqui para fora. – Olho para dentro do local de estrutura rústica e observo o desenrolar de uma briga generalizada. Ino segue para o carro de Gaara e liga o motor. Vou para de Naruto e faço o mesmo, deixando o Nara ir levar Hinata em casa.
Olho para Naruto apagado no banco do passageiro, qual é loirinho? Precisava de tudo isso? É inevitável não rir pelo bico que ele faz inconscientemente. Cruza os braços e murmura algo incompreensível. Acelero o carro e vejo Ino me ultrapassar, para quê a pressa? São apenas quatro horas da manhã.
Para onde levo este mocinho? Vejo Shikamaru buzinar para segui-lo, faço como pedido e percebo que estamos indo para um lugar onde já estive anteriormente. Após minutos estaciono o Camaro SS enfrente a casa de Gaara, seu carro também está aqui.
— Vamos, precisamos devolver Hinata para sua casa. – O Nara chega e tenho minhas dúvidas se ele está alcoolizado. Subimos a escada e encontramos Gaara deitado no sofá com Ino colocando uma bolsa de gelo em sua face. Que coisa bonita de se ver, meu pai iria surtar.
Shikamaru entra logo atrás com Hinata no colo, onde o vegetal encontrou força para carrega-la? Bom depois da briga que travaram não duvido de mais nada. Olho para Naruto que senta no chão. Neji vai surtar ao ver todo mundo aqui.
Vou para o corredor e vejo Shikamaru ajudar Hinata a joelhar se para vomitar, me olha como se eu tivesse culpa no cartório, como da primeira vez.
— Não tive nada com isso, eu juro. – Ele abre um sorriso e afirma positivamente, sua sobrancelha esquerda está com um corte mínimo.
— Cuida desta aqui. – Abro o chuveiro e tiro a roupa da Hyuuga com dificuldade com a porta aberta mesmo, está todo mundo bêbado para ficar olhando. Coloco em baixo da água fria e ela grita pela água gelada, temos que fazê-la retornar ao normal a não ser que queiramos morrer ao deixa-la em casa, mas cessa o grito logo em seguida.
Deixo em baixo do chuveiro e vou para o quarto de Gaara, mas me arrependo. Da porta consigo ver a cena que se desenrola. Ino está sentada em sua cama e segura a cabeça de Gaara posta em seu colo. Eu não duvido nada que isso vai acabar em briga.
Vou para o quarto de Neji e vejo que o mesmo não está em casa, onde será que foi? Procuro por suas roupas e acho uma camisa cinza comprida o suficiente para servir como vestido para Hinata. Volto para cuidar da Hyuuga, da próxima vez irei me lembrar de não deixa-la beber.
Sasuke Povs
Sinto meu corpo reclamar ao mexer me, que droga. Minha cabeça lateja em dor e a luz do meu quarto machuca meus olhos. Sempre digo para fechar as malditas cortinas. Sinto o cheiro de café e abro meus olhos, ninguém bebe café em casa exceto eu. Tem algo errado nesta equação. Fito o teto branco, mas vejo o ventilador de teto. Não tem ventilador em meu quarto. Vejo outro sofá e percebo que estou em um. Afinal que raio de lugar é este?
Olho no relógio posto em cima da porta e ao olhar seus ponteiros quase tenho uma síncope, são duas horas da tarde. Puta que pariu.
Levanto-me e quase chego a cair, passo os olhos no local a procura de alguém, mas não encontro ninguém. Uma música baixa soa de algum canto da sala, a brisa entra pela janela do apartamento refrescando o local. Estou com as mesmas roupas de ontem, a única coisa que lembro é de ter chamado aquela moça loira, a qual passei meu tempo de Sakura. Tsc, maldição.
— Ah, finalmente acordou. – Escuto a voz da detestável, até longe dela consigo imagina-la. Mas vejo sua figura se sentar no outro sofá com duas xicaras em mão. Me estende uma e eu não nego. Queimo novamente a língua ao bebericar o café, isto já está virando um costume.
— O que aconteceu? – Encosto no sofá e vejo seus olhos verdes me olhar com intensidade, estão diferentes das últimas vezes.
— Simples, resumindo muita bebida e você acabou dormindo aqui. – Diz e levanta partindo para qualquer canto da casa. Não imaginei que chegaria a este ponto novamente, mas pelo que me lembro sempre acordava na casa da Karin.
— Suas coisas estão aqui. – Joga minhas blusa e calçados no outro sofá e a chave do meu carro em cima da mesa de centro. Que dor de cabeça. Acho que isto é um sinal para que eu me vá.
Levanto e calço meus sapatos, recolho minhas coisas e vejo com o canto dos olhos encostada na parede de braços cruzados. O que será que fiz para estar séria deste modo?
Abro a porta e paro no meio fio, sinto me na obrigação de agradece-la. – Obrigado por não me deixar na rua.
Seu sorriso provocativo não aparece e começo a pensar na teoria que passei dos limites. Ela afirma positivamente e saio porta a fora sem me despedir. Parabéns Sasuke, você se superou.
Vejo meu carro do outro lado da rua e do Naruto também. Deve ter apagado. Tento ligar meu carro, mas o mesmo não quer pegar. Após várias tentativas finalmente funciona.
— Bom, agora vem a parte difícil. – A parte que tenho que encarar meus pais, ouvir Karin e tentar lembrar que merda eu fiz com a detestável.
TenTen Povs
Quarta-feira, pensei que este dia não chegaria. Terça-feira de madrugada Neji me deixou em frente de casa um pouco fora do comum. Eu não sei o que passou pela minha cabeça em topar aquele momento. Não nego que foi divertido... e até prazeroso, mas bem inconsequente.
E agora, me diz? Vou ficar olhando para sua cara séria e fingir que nada aconteceu? Não consigo identificar da onde surgiu a coragem de ficar seminua e entrar na água sendo que não sei nadar.
— Bom dia. – Escuto a voz de Hinata e tranco meu armário, viro me e cumprimento igualmente, não me lembro de ter visto ela partir antes que eu. Ela parece estar bem, pelo jeito também faltou a aula terça. Uma menina me contou que todos os integrantes do grupo de música faltaram e eu imagino o motivo da ausência.
Sakura e Ino vem em nossa direção juntas, aparentemente normais e logo atrás Temari chega. Todas estão estranhas ou sou eu? O corredor já está lotado de alunos caminhando de um lado para o outro e nada dele chegar, mas querendo ou não irei vê-lo.
Temari começa a rir por algo que desconheço, mas até ela apontar para frente. Paro de fita-la e sigo na direção indicada. As pessoas sedem passagem para os três que caminham lado a lado. Shikamaru está com um corte na sobrancelha e caminha ao lado de Naruto que usa óculos escuros, mas é perceptível o roxo no olho. Entretanto a imagem mais danifica é a de Gaara. O corte no seu lábio inferior é de causar dor em qualquer um apenas de olhar. Seu braço está roxo e parece que os três acabaram de sair de uma briga.
— Mas o que foi que aconteceu? – Sakura questiona espantada pela aparência dos três. Hinata faz uma expressão de dor e suspira.
— A história é um pouco longa. – Ino diz e sorri encostando em seu armário. Naruto chega junto dos outros dois, sério.
— Vocês estão bem? – Hinata pergunta mais tímida que o costume e aperta o caderno contra o peito. Gaara olha para Ino de forma constante e Temari apenas ri indo para o lado de Shikamaru. Ninguém oficializou, mas acho que os dois são um casal.
Os três afirmam com a cabeça e neste momento Sasuke chega, levanta a sobrancelha e abre um sorriso. Ele também está com um roxo no pescoço, mas não parece advir de briga e sim de outra coisa.
— Uau em qual rodovia vocês estavam quando o caminhão passou por cima de vocês? – Naruto faz bico e mostra o dedo do meio em um gesto obsceno.
— A pergunta que não quer calar é onde você estava na hora do pau. – Naruto diz fazendo Ino e Temari rir.
— É pelo visto a surra foi boa. – Escutar sua voz fez meu corpo estremecer, seus olhos pairam sobre mim por um instante e seguem para os garotos. Gaara aplica um murro em seu ombro fazendo Neji reclamar.
— Foi ótima e onde você estava? – Gaara questiona o paradeiro de Neji, o mesmo abre um sorriso e me olha brevemente.
— Estava fazendo algo melhor do que levar porrada. – Diz e ri. Suspiro em alivio, ele está completamente descontraído igual a todos os outros rapazes.
— Ei, Sasuke. Para qualquer coisa eu estava com você. – Naruto diz sem tirar o óculos, ele está tão charmoso usando este acessório.
— E você comigo. – Sasuke diz e todos começam a caminhar para classe, afinal o que aconteceu com este povo. Shikamaru sai primeiro junto a Temari segurando a pela cintura. Neji e Gaara saem conversando logo em seguida, feito Sasuke e Naruto que combinam os detalhes sobre um ser o álibi do outro, garotos.
Ino e Sakura partem sem dizer nada e entram na sala conversando, ficando apenas Hinata ao meu lado.
— Entranho, não é? – Escuto sua voz macia e afirmo positivamente sem saber do que realmente afirma.
— Estranho todos parecem amigos desde o maternal. – Conclui sua frase e realmente a palavra estranha ganha mais força. Seguimos para sala e o professor Asuma já preenche a lousa.
Naruto e Sasuke discutem para ver quem vai sentar no canto, ou seja, próximo a parede para dormir a aula toda. Neji e Gaara estão no fundo sentados um ao lado do outro, enquanto Ino mostra algo a Sakura em sem caderno. O Nara e a Sabaku estão próximos a janela discutindo algo trivialmente. Hinata se senta ao meu lado e sorri.
— É você tem razão. – Volto minha atenção para lousa, mas não consigo me concentrar em nada produtivo, apenas no episódio da piscina.
Gaara Povs
Dizem que não importa o tanto que você bate e sim o tanto que consegue apanhar. E na minha concepção nós conseguimos apanhar bastante, mas também não apanharam pouco. Lembro de ter dormido com Ino pressionando a bolsa de gelo próximo ao meu lábio, mas quando acordei ela não estava lá.
E procurando uma loira em minha casa acabei encontrando Naruto dormindo no sofá. Me recordo de pouca coisa da madrugada de terça tirando as porradas que levei, é claro.
Ela estava receosa ao continuar o que começamos na mesa em que estávamos, mas conforme aquela atitude de casal seguia se agravando ela acabou por voltar a me acariciar, entretanto nada passou de uns beijos bem dados. E tenho minhas dúvidas se eu queria que passaste disto.
E agora ela está sentada na carteira da frente sorrindo e conversando com a Sakura, como se nada tivesse acontecido. Escuto o estalar de dedos e a mão de Neji invadir minha visão.
— Terra chamando Gaara. – O cara parece outra pessoa, será que está feliz por qual motivo? Vou descobrir agora.
— Afinal onde você se meteu no momento da briga? – Neji larga a caneta e resolve deixar a tarefa de lado.
— Acho que eu já tinha ido embora antes de começar. – Não duvido que seja mentira, Neji parece ser um cara que não costuma fugir de brigas.
— Deve ter sido, mas o mais engraçado é que quando cheguei você não estava em casa. – Vejo ele levantar a sobrancelha e sorrir em seguida.
— Se você não morrer em uma briga, sua curiosidade vai te matar. Fui dar um mergulho na piscina do ginásio. – Manifestou o restante e fitou TenTen por um instante. Ah, agora entendi que espécie de mergulho foi este.
— E levou a consigo? – Ele afirmou sem vergonha alguma, como diz as garotas: homens! É pelo visto este aqui não dá ponto sem nó.
— Eu te disse que ela não sabia nadar. – Lembro que em umas das nossas conversas disse a Neji que quase deixei TenTen se afogar. Vejo ele afirmar.
— Eu sei, mas eu sei nadar. – Que cara esperto, provavelmente TenTen entrou na piscina e não precisa ser um gênio para concluir que ele não ficou longe dela.
— Hum e agora? E pretende fazer o que agora em diante? – Questiono e ele levanta a cabeça. Olha para Ino e depois para TenTen.
— Pretendo fazer nada, não estou obcecado por ela feito você pela Ino. – Ri e recebe um olhar provocativo de uma garota que não sei o nome. Sério que ele vai fazer isso com ela? Não que eu pretenda fazer o diferente com Ino, mas é diferente.
— Sabe que vai partir o coração dela, não é? – Me sinto na obrigação de dizer esta frase absurda. Decepciona-la é o mesmo que decepcionar a Hyuuga, são garotas que caras como nós não devíamos brincar.
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