Notas iniciais
Oi queridos. Boa leitura! Espero que estejam gostando. E muito obrigada a quem comenta, é importante e muito estimulante.

Mulheres! Nunca pensei que iria me estressar tanto com elas. Várias idades, mas a que mais me apavora tem seis anos. Isso tudo me cansa e ainda tenho que estudar. A única coisa que era para ser primordial em minha vida, mas ficou em última categoria entre os mais importantes.

As semanas estão passando rapidamente e a menina parece acostumada a nova rotina. Só espero que não comece me chamar de papai. Isso seria demais. Depois vem a Sakura com aquele jeito peculiar dela, na primeira vez eu diria que ela é louca, mas agora percebo que é só mais uma pessoa cheia de problemas.

É o que não falta, problemas! Depois de deixar Ino em casa Sakura finalmente calou a boca. Talvez aquele grupo de música de algum resultado, enfim as coisas não são ruins, só um pouco. Todos são pessoas que aparentemente parecem toleráveis, a pior delas é minha vizinha e já me acostumei com ela.

Tsunade me enviou uma cópia do documento onde afirma ser ela minha tutora, agora é oficial ela irá fazer o que quiser comigo, claro dentro da lei. Mais o mais surpreendente não foi isso e sim que trouxe o envelope.

Acho que Sasuke se encontra em situações similares ou piores que a minha. Coitado, está perdido!

Já são três horas da manhã e eu não consigo dormir e só de pensar que tenho que levantar a seis me estresso ainda mais. A dona do quarto ao lado acostumou a dormir a duas horas da manhã. Por um lado é bom porque ela fica dormindo até que eu volte da escola, mas isso acaba comigo. Eu não sei como vou cuidar dela. Maldita hora que aceitei esta tolice. Onde estava com a cabeça?

Levanto-me, não vou conseguir dormir mesmo. Será que a Sakura já dormiu? Provavelmente. Vou até a sala e ligo a televisão trocando do canal infantil para o do noticiário. Só tragédia! Encosto na poltrona desviando minha atenção para o lugar onde moro. Se me dissessem que minha vida estaria assim a um ano, eu diria que está pessoa que ela era louca, mas olha só para a situação.

Escuto a voz da repórter mencionar meu sobrenome chamando minha atenção para televisão. Ela diz algo sobre as empresas Hyuuga e logo parece a cara do meu pai em uma entrevista, só que não é meu pai e sim meu tio dizendo algo que não faço a mínima questão de saber. Lembrando dele, só de pensar que Hinata está no mesmo grupo que eu, causa me repulsa. Está certo que a menina não tem culpa de nada, mas é filho dele e isso já basta.

Tenho que mudar de grupo antes que ela queira uma aproximação, já que tenho certeza que ela percebeu a nossa semelhança nem um pouco sutil. Tenho certeza que isso é coisa da Tsunade.

Ah, esqueci, mais uma mulher. E pensando em mulheres talvez seja melhor começar a me envolver com alguma. Nada sério como sempre, na última vez que fiz isso fiquei com o papel de idiota. Pensando melhor, acho que não.

Chega de mulher se intrometendo na minha vida. Já basta duas que são permanentes e mais duas que estão com uma aproximação rápida. Sakura é inevitável, mas a loira ainda está em tempo de cortar está aproximação, mas talvez não seja ruim assim como estou pensando. Não que ela seja irritante ou não seja bonita, mas quando você menos esperar elas estão comandando sua vida e você nem percebeu. Sem contar a minha priminha do coração. Acho que vou pedir água, não estou suportando mais está luta e ela está só no início.

Imagina só quando Hiashi descobrir sobre minha existência? Sobre Coral, a qual vou dizer que é minha filha. Provavelmente ele vai surtar ou não, não dá para saber o que um Hyuuga vai fazer.

Vou até a janela e abro para poder fumar um cigarro. Fui proibido de fumar dentro da minha própria casa por conta da menina, quando a dona do apartamento veio cobrar o aluguel e me aplicou um belo sermão, como diria meu pai. Entretanto ela está certa.

Apesar de tudo, tudo segue bem. Não tenho alternativa com o grupo, melhor aceitar e esperar que isso acabe logo, acho que não vou ter problemas. O tal do Sasuke dá para tolerar, até que ele não é tão ruim como imaginei. Acho que vou dar me bem com eles, principalmente com Gaara. O cara não fala nada e quando fala é para insultar, gosto disto. A sua irmã não me dirigiu a palavra, também gostei dela. Só espero que ela continue assim.

Ino e Sakura prefiro nem pensar nestas duas, são de acabar com a paciência de qualquer um. A louca de cabelo rosa não perde a oportunidade de infernizar e ela gosta muito da ajuda da outra que não percebe qual é a intenção da Sakura, só espero que ela não queria que Hinata participe da tortura que ela faz propositalmente.

E por último tem a garota que derrubei no dia que fugi da Tsunade. Pensando assim até pareço um covarde e talvez eu seja. TenTen é seu nome e não tenho o que dizer sobre ela. Naruto parece gostar bastante dela, deu para perceber pelo jeito que ele a apoia, talvez eles tenham algo as escondidas, já que Naruto namora aquela menina que não lembro o nome.

O meu cigarro acaba, melhor fechar a janela e tentar dormir. – Puta que pariu, que sorte! – Não tinha visto meu isqueiro na janela e quando a fechei ele caiu para o lado de fora, no jardim. Vou busca-lo com certeza, era o isqueiro do meu pai antes de ser meu. Só coisa boa acontece comigo!

Observo o corredor e não escuto nenhum barulho, Coral não vai acordar. Desço as escadas rapidamente, eu realmente mereço. Quando chego no jardim não consigo visualizar meu isqueiro. Se eu quebrar estas rosas, tenho certeza que vou levar um tiro ou coisa pior. O procuro com cuidado, não estou a fim de furar o dedo na roseira.

— Ei, o que está fazendo? – Fecho meus olhos, não estou acreditando que ela está acordada. Viro me para trás e encontro minha vizinha amada, acho que vou alugar outro apartamento.

— Não está vendo? Estou plantando uma rosa as três horas da manhã. – Digo e nem espero ela torcer o rosto, volto a procurar meu objeto valioso enquanto ela fica quieta, um milagre. Talvez ela não fale tanto como eu penso, mas passar um bom tempo com Coral que não para de fazer mil perguntas já é o suficiente, fiquei traumatizado.

— Pensei que estava colhendo uma rosa para me presentear, já que você fala de uma maneira tão carinhosa e delicada comigo! – Escuto sua risada irônica, viro me para ver seu rosto iluminado pela luz da rua.

— Se quer ganhar uma rosa peça a Sasuke, porque hoje só faltou vocês se agarrarem. – Seu sorriso se desfaz rapidamente, não espero ela dizer nada e volto a procurar, nossa onde foi parar? Seu silêncio chega a ser engraçado, deve estar com vergonha. Afinal não parece tão desafiadora como da primeira vez que a conheci.

— Não é o que você está pensando. – Ela se aproxima e se abaixa ao meu lado, balanço a cabeça em sinal negativo. – É claro que não, quem sou eu parar pensar alguma coisa? O que está fazendo aqui fora?

Ela volta a sorrir e eu me arrependendo da pergunta que fiz, aposto que ela vai devolver o troco. – Estou sem sono, acho que vou plantar umas rosas também. – Ela ri e depois coloca a mãos em uma rosa levemente iluminada pela luz, retorno a procurar meu isqueiro, estou com tanta sorte estes dias que é possível ter caído dentro de um formigueiro e elas devem estar fazendo uma fogueira bem grande agora!

— Olha o que eu achei? Acho que as formigas estavam fazendo uma fogueira. – Sakura me mostra o isqueiro que fiquei procurando durante no mínimo quinze minutos. Tomo o isqueiro da mão dela que faz uma careta.

— Obrigado, isso é meu. – Levanto me e estendo a mão para ela que aceita. – Você deveria se casar comigo, eu de dou sorte. – Levanto uma sobrancelha de propósito, acho que ela pensou isso em voz alta, já que não sabe onde coloca o rosto.

— Sorte? Se você me desse sorte eu estaria... Deixa para lá! Vem, vamos dormir. – Cada coisa que tenho que ouvir neste horário. – Não, eu vou caminhar um pouco!

Olho para ela que caminha apontando para rua deserta meio desconcertada, vira-se de costas e começa a caminhar. Vou em direção as escadas e quando coloco o pé no primeiro degrau minha consciência grita, deixar ela ir sozinha não me parece muito certo. Ah, porcaria!

Vou para rua e consigo ver a lesma a poucos metros, no momento que ela disse que iria caminhar pensei que era caminhar mesmo e não contar quantos passos da até a esquina! Ela não percebeu que estou indo em sua direção, se fosse um maníaco ela estava ferrada, vou aproveitar a situação. Saio da iluminação da rua para que ela não me veja.

Que inocente, nem se dá conta do susto que vai levar! É uma criancice, porém necessária. Para ela parar de ser louca e andar de madrugada. E bom não tenho nada melhor para fazer no momento. Chego em uma proximidade regular para dar lhe um belo de um susto.

Ela está de costas e andando perto da sombra, onde a luz fraca da rua não alcança. Espero ela se aproximar mais um pouco e pronto. Puxo ela pelo ombro para o escuro e o grito que ela dá machuca meu ouvido, me arrependi profundamente. Solto ela antes que resolva gritar socorro e vou para luz. Ela me olha assustada.

— Está rindo porque seu imbecil? Quase me matou de susto! – Ela apoia as mãos no joelho ofegante e começa a rir. – Idiota!

Pragueja novamente e começa a caminhar para casa, vou atrás dela. – O que foi? Desistiu de caminhar?

Ela me mostra o dedo do meio, ficou brava com a brincadeira. Se ela soubesse o tanto que inferniza não ficaria tão brava assim.

— Eu te odeio! – Corro até ela, não parecia que a distância era grande assim. – Ah, qual é? Nem ficou assustada assim. – Ela para e me soca o ombro com toda a sua força, que não é muita. Olhando assim de perto, ela realmente está assustada.

— Desculpa, foi uma brincadeira idiota. – Ela retorna a andar e faz um sinal com a mão que indica que está tudo bem.

— E então, quando iria me contar? – Ela abre o portão anão branco e fecha me deixando do lado de fora. – Te contar o que?

Realmente ela não sabe do que estou falando. Fico em silêncio esperando que ela descubra. Pulo a cerca baixa de madeira e ela solta o portão. Vou em direção a área e ela fica parada feito estátua na frente do portão.

— Relaxa, não precisa me contar nada. Eu já sei, a dona Marieta me contou. – Finalmente ela resolve sair do transe que estava. Sua graça some por completo, assim fica evidente o quanto é difícil para ela.

— Obrigada, com licença! – A Sakura habitual volta depois de termos subido as escadas, filha da mãe. Ela para em frente da porta dela e eu abro a minha.

— Vai dormir, vai. – Digo e ela não dá a mínima. – Vai você, eu não vou mesmo para a escola amanhã.

Ela joga os ombros para cima e abre a sua porta deixando a bagunça da sala visível. Não vai para a escola, isto explica sua caminhada, ela olha para dentro. – Já são quatro e dez, melhor se apressar senhor grosseria.

— Você vai ficar bem? – Não sei por qual motivo perguntei isto para ela, talvez seja pelo susto. Abaixo a cabeça para não olha-la, putz o que eu estou fazendo?

— Vou, até amanhã Neji. – Ela finalmente diz e entra. Depois desta vou dormir eternamente. Talvez eu esteja voltando a ser o que eu sempre fui, um idiota. Passo pelo quarto da mulher número um da minha vida, eu querendo ou não. Dorme feito uma pedra. Vou ao meu quarto, retiro meu isqueiro do bolso e coloco debaixo do travesseiro.

— Isso não, com ela não! – Sem chance alguma, acho que eu preciso dormir antes que eu comece a pensar em coisas idiotas.

Ino Povs.

Kakashi nunca me pareceu tão feio. Ele não para de falar e falar, não aguento mais. Eu estou morta de sono, não consegui dormir ontem de jeito nenhum. Olho para sala e para os integrantes do grupo de música. Alguns estão piores que eu. Com certeza o Naruto está dormindo. Ah, graças a Deus hoje não tem ensaio, santa quinta-feira.

Por que será que Sakura não pode ir nas terças e quintas? Bom, seja o que for eu estou amando. Hoje ela não veio assistir as aulas, mas acho que não deve ser nada grave. Admito que estou me afeiçoando a ela. Desde que Sasuke espalhou aqueles boatos sobre mim, muitos deixaram de participar do meu círculo de amizade que cada vez foi diminuindo mais, até não sobrar ninguém.

Quando voltou as aulas eu já não tinha mais ninguém ao meu lado, alguns ainda me cumprimentam, porém não passa disto. A Sakura estava estudando aqui quando os boatos surgiram, mas ela nunca disse nada ou me olhou torto. Talvez no final das contas ela esteja com pena de mim.

Entretanto eu vou ficar bem, sempre fiquei. E quando acabar o colegial pretendo ir embora de Konoha.

— Agora que todos prestaram atenção no que eu disse, sentem-se em dupla e façam os exercícios complementares. Podem sentar com quem quiser, desde que façam. – Kakashi diz e sai da sala não prestei atenção em uma palavra que ele disse. Ótimo, vou sentar com quem? O povo desta sala me ignora.

E Sasuke fica lá com sua namorada, como se não fosse responsável por nada, cretino! Gaara senta com sua irmã que resmunga algo, eu não sei como ela consegue ser a irmã deste cara. As vezes que tentei conversar com ele, foi muito estranho.

Se ele fosse uma pessoa normal, nós já seriamos amigos, a não ser que ela já sabia do meu passado horrendo. Provavelmente sabe, já que as líderes de torcida espalham para qualquer novato que entre na Lions.

Fico sentada em minha carteira enquanto todos trocam de colega. Rock Lee que estava ao meu lado já está longe e eu sozinha. Fecho meus olhos, eu poderia até dormir agora.

— E então, eu faço ou você faz? – A cadeira sendo arrastada e a voz próxima a mim indica que alguém resolveu ser meu parceiro nesta atividade. Abro meus olhos e encontro com Neji tentando. Ele parece com mais sono do que eu.

— Oi, você faz. – Desencosto da cadeira e apoio minha cabeça em uma mão, jogando meu caderno na parte da sua mesa. – Você podia fazer, eu estou muito cansado.

O cabelo dele é enorme, chega até no meio das costas, chega dar inveja. Então foi por isto que ele se sentou comigo? Porque está com sono demais para fazer sozinho.

— Não, hoje não tem ensaio, você vai ter tempo para descansar. – Sorrio da cara que ele faz, deste jeito ele nem parece o mesmo cara que sempre é ríspido com todo mundo.

— Você poderia quebrar essa né? Afinal você me deve, por infernizar junto com a Sakura. – Do que ele está falando? Ele abre a apostila e começa a fazer o primeiro exercício.

— Eu não sei do que você está falando. Então não vou mais aceitar suas caronas, mesmo que seja a Sakura que ofereça, como todas as vezes. – Ele termina o exercício e coloca o caderno na minha parte da mesa, olho o exercício que sei resolver facilmente.

— Sabe a Sakura gosta de você, deveria se aproximar mais dela. – Fico um pouco confusa com o que ele diz, afinal minhas conversas com a Sakura sempre foram estranhas e curtas e não parece que ela goste de mim. Ele esfrega os olhos claros parecidos com a de Hinata, isso é muito estranho.

— Ah é! Não parece. – Foco me no exercício terminado rapidamente, ela passa os olhos pela sala observando os outros.

— Pense comigo, por que não? Você sempre está sozinha e as vezes chorando. E já que estão no mesmo grupo seria bom, você não acha? – Ele me olha sem expressão nenhuma, é como se alguém tivesse congelado o seu rosto. Nossa, eu não sabia que estava tão na cara assim minha solidão.

— Você está fazendo isto por qual motivo? Acho que a Sakura não vai gostar de saber disto. – Empurro o caderno e ele começa a fazer o penúltimo exercício em silêncio. Acho que não vai me responder. Todos fazem a atividade quietos, apenas nós conversamos.

— Eu só acho que seria conveniente. E a Sakura não vai saber sobre está conversa, afinal não é nada demais. – Termina o exercício muito rápido, caramba ele é inteligente. Até que ele tem razão, não vejo mal algum em tentar ser amiga da Sakura. Começo a fazer o último exercício, o último e o mais fácil.

— E você, não acha conveniente arrumar amigos? Talvez Naruto, Shikamaru ou até mesmo Sasuke, não sei. – Ele inspira profundamente e logo passa a mão pelos cabelos.

— Eu não tenho tempo pra isso. – Escuto ele dizer enquanto destaco a folha e escrevo meu nome. – Ah, sim e para Sakura você tem tempo? Toma escreve seu nome.

Ele levanta a sobrancelha e escreve somente seu nome. – Não vai escrever seu sobrenome? – Observo ele jogar a caneta na mesa e apoiar a cabeça no encosto fitando o teto.

— Não, só tem um Neji na sala, não vejo necessidade. – Ele é estranho ou talvez cauteloso, mas por qual motivo? Observo ele colocar os olhos sobre Hinata e mudar de foco rapidamente. Será? Seria loucura se os dois fossem parentes.

— Então está bem né colega. – Levanto sorrindo da cara que ele fez. O que será que aconteceu com ele de ontem para hoje, está diferente, até sorriu algumas vezes.

Deposito a folha na mesa de Kakashi que passa os olhos sobre os resultados, logo fazendo sinal positivo com a cabeça. Tudo está certo. Volto devagar para meu lugar com um sorriso nos lábios, até que o dia não está sendo um dos piores. Sento em minha cadeira ainda sorrindo, talvez ele tenha razão. Por que não?

— Mais um pouco e você e devorada com os olhos. – Neji ri baixo de olhos fechados. Meu Deus o que aconteceu com este cara? Está diferente das vezes em que estive com ele, mesmo que tenham sido poucas. Ele abre os olhos e aponta sutilmente para frente, mais precisamente para Gaara. Volto minha atenção para Neji que joga os ombros para cima em sinal de tanto faz ou você quem sabe.

— Impressão sua, querido. – Ele tira um anel do dedo para massagear o próprio. Anel de ouro e bonito, deve custar uma nota. Guardo meu caderno em minha mochila, está quase na hora de irmos embora, até fico feliz. Entretanto não vou dormir a tarde como gostaria e sim vou para o orfanato.

— Quer uma carona? – Ele pergunta me tirando de meus devaneios. Se eu pudesse comprar um carro, seria muito bom.

— Não obrigada, eu não vou para casa e sim para supermercado e depois encontrar uma amiga. – Ele faz que sim com a cabeça entendendo a situação. – Mas da próxima vez eu aceito.

— Eu nem te ofereci ainda. – Ele ri enquanto eu solto meu cabelo, ai estava machucando. Os alunos começam a levantar e lá vem minha escória, Karin.

— Está rapidinha hein querida? Já arrumando outro macho. Não lembra do que aconteceu da última vez? – A risada dela me enoja, se ela soubesse o tanto que eu a odeio. Ignoro sua provocação para que ela saia do meu pé.

— Só mais uma coisa queridinha. Sasuke me disse que vocês estão no mesmo grupo, se você fez isto para ficar perto dele ou tentar reconquista-lo, vou te avisando ele é meu. – Termina e sai batendo o pé. Sasuke seu maldito finge que não está vendo o que a ruiva está fazendo.

— Oh, eu não mereço isso! – Abaixo a cabeça na mesa e fecho meus olhos. Toda vez que ela faz isto recordo-me do que aconteceu. Se ela soubesse a verdade, acho que não iria quere-lo tanto assim.

— Calma loira, nem vale a pena não é? – Escuto Neji dizer, até me esqueci por um momento que ele está ao meu lado.

— Não, não vale. – O sinal bate e ele se levanta e parte sem se despedir. A sala se esvazia rapidamente. Fico sozinha na sala, será que isso nunca vai acabar?

Finalmente levanto-me eu vou encontrar Rosanna, tenho que pegar a chave do quarto do fundo do orfanato. Na verdade tenho que fazer isso bem tarde, mas primeiro tenho que ir até o mercado.

Já estou no pátio, o sol está ardente e os alunos já se dissiparam. Melhor eu me apressar, afinal não tenho a tarde toda.

TenTen Povs.

Finalmente tudo está entrando nos eixos ou quase tudo. Me explica para que exercícios tão complicados deste jeito? Kakashi podia maneirar as vezes. Estou esperando o almoço ficar pronto, segundo a namorada do meu pai, o almoço ficará pronto em poucos minutos.

É estranho pensar em a namorada do meu pai quando eu não tenho um namorado. Seria algo muito estranho eu aparecer com um garoto e apresentar, pai este é meu namorado. Chega a ser trágico, porém engraçado.

Já são duas horas e Rosanna parece bem atrasada, não a culpo. Esta mulher faz mil coisas de uma vez só. Meu pai me observa de um jeito estranho, o que será que ele está pensando, coisa boa é que não deve ser!

— Está com fome filha? – Sabia, está querendo zombar da minha cara. Acho que eu estou verde de fome. – Só um pouco papai.

Ele ri da minha cara e Rosanna chega com uma bela macarronada. Ela demorou tanto para fazer macarrão? Uau!

— Desculpe querida pela demora, é macarrão de massa fresca por conta disto atrasei. – Isso explica muita coisa, eu só conheço macarrão de saquinho. Eles me olham sorrindo, o que eles estão sabendo demais.

— Nossa estou muito atrasada, fiquei de encontrar uma amiga para entregar as chaves. Entretanto ainda tenho que passar na casa onde eu cuido para pegar as roupas e levar para lavanderia. – Meu pai começa a comer e eu também enquanto Rosanna traz suco e não para de falar. Também olha só o tanto de coisa que ela tem que fazer.

— Pensei que hoje era sua folga querida. – Meu pai engole a comida e pergunta para Rosanna que acaba de se sentar. – O rapaz me liberou hoje, não é folga mesmo. Mas eu lembrei que as roupas estão quase todas sujas. – Ela explica e começa a comer, sirvo mais um pouco de macarrão e recebo um olhar de meu pai, onde diz você não vai conseguir comer tudo.

— E por que a mãe deles não leva? – Pergunto e Rosanna desvia sua atenção do prato para mim. – Oh, a mãe deles faleceu e o pai nem na cidade mora.

Nossa, que triste deve ser morar sozinho, sem mãe e nem pai. – TenTen hoje você pode me ajudar na oficina, tenho dois carros para terminar e ainda não acabei. – Faço que sim com a cabeça, é claro que posso. Eu adoro mexer nos carros.

— E como está o negócio de dança filha, está gostando? – Meu pai questiona e Rosanna franze o cenho, provavelmente ela deve ter gostando da ideia.

— Não é dança pai, é música. O clube é de música e até que não está ruim. – Vejo ele se servir de mais suco enquanto Rosanna passa o guardanapo nos lábios, caramba ela está com pressa mesmo.

— Ah é de música, desculpe. – Ele ri e Rosanna se levanta, olho para meu prato que ainda tem bastante macarrão e eu não quero mais. Meu pai apoia os cotovelos na mesa já sabendo o que eu vou dizer. Lanço o maior sorriso que tenho, sempre funciona.

— Eu te disse que você não iria conseguir comer tudo. – Ele se levanta, ficando somente eu na mesa. – TenTen depois você me conta melhor sobre o clube, agora tenho que ir.

Acena para mim e aplica um beijinho em meu pai, que horror! Eles poderiam fazer isto quando não estou por perto. – Ei, vamos para a oficina.

Meu pai me arranca da preguiça que estou de levantar. – Mais e a louça? –Questiono olhando para meu prato sobre a mesa. – Que louça, só tem o seu prato para lavar e quando terminar desce, preciso da minha menina.

Meu pai some do meu campo de visão, eu o adoro. Todos deviam ter pai como ele, tenho pena de quem não tem. Vou até a pia e lavo o que sujei, hoje o dia promete. Quando eu conseguir alcançar minha cama, tudo vai ficar bem!

Gaara Povs.

Banho gelado e silêncio são duas coisas que aprecio muito e hoje eu posso desfrutar das suas. Temari foi fazer sua visita ao nosso pai, estou sozinho em casa, até mesmo a moça que cuida daqui não está e Temari vai demorar muito para voltar se é que vai voltar.

Enrolo-me na tolha e saio do banheiro. O ardor que sinto rasgar minha garganta e reconfortante, me faz recordar de um tempo atrás. Quando eu estava em casa... em casa quem eu quero enganar. Nunca tive uma casa ou um lar, enfim qualquer coisa similar a isso.

Visto-me com uma calça preta e uma camisa cinza, parece roupas do reformatório onde estive. As coisas estão ótimas agora, finalmente tudo está bem por enquanto.

Não fiz nada que trouxesse meu pai até mim e isso por si só já é uma maravilha. Este negócio de música vai ser temporário, mas até que a rapaziada toca bem. Todos são tão quietos como eu ou quase isso. É notório que Naruto não é daquele jeito e o tal do Shikamaru um preguiçoso. Os outros dois só abrem a boca para ofender alguém, não os provocando está tudo certo.

Minha cabeça está latejando, acho que meu plano de sair hoje à noite está cancelado. Talvez seria melhor eu dormir. Deixo a garrafa de lado e jogo-me na cama fofa demais. Poderia dormir eternamente, está tudo uma paz, mas existe algo tão vazio em minha vida que impeça que eu durma, talvez mais um duas ou três doses relaxe meu corpo o suficiente para pegar no sono. Mas a garrafa já está quase no fim, já bebi tudo o que tinha para beber.

E tudo continua. Eu tenho tanta saudade de você, mas sequer eu a conheci, minha mãe. Só ficou meu pai para jogar na minha cara que eu te tirei dele, eu sinto muito e sinto por nós dois. Por mim e pelo meu querido papai!

Observo este lugar, não parece um quarto comum e sim das clinicas onde fiquei uma temporada. O que o senhor não faz não é senhor Sabaku? Para ter seu sobrenome conservado e não sujo e afundado na lama.

A janela aberta deixa o ar circular no cômodo, deixando me com frio mesmo estando um tempo quente e estável lá fora. Talvez eu precise sair, dar uma volta. Entretanto ir onde? Ainda são três e vinte. Não quero ver nenhuma garota ou encontrar com amigos que eu deveria ter, mas não tenho. Pensando bem, nada está bem tudo está uma droga.

Respiro fundo e minha cabeça doí ainda mais, não posso tomar remédio já que estou bebendo. Olho para o criado mudo ao lado da cama, uma foto da minha mãe sorrindo abertamente é a única coisa bonita nesta casa, na minha vida. A gaveta trancada me faz lembrar de algo que tinha me abstido, talvez um pouco me faça dormir, esquecer ou a dor passar. Sento-me na cama macia demais, olho para foto mais uma vez. Mãe a senhora não se importa não é? Eu também não.

Ino Povs.

Esperar não é meu forte, onde está Rosanna? Fui a mercado e levei as compras em casa, eu deveria ir até a casa dela, mas seria perda de tempo. Provavelmente ela não está. Olho no relógio de pulso do senhor sentado no banco próximo ao meu, são três e meia e nem sinal dela. Ficar nesta praça não é algo que eu goste.

— Ino, desculpe me pela demora. O carro furou o pneu quando estava na saída da cidade. – Isso é uma boa desculpa, o final da cidade é bem longe daqui, claro que a pé.

— Tudo bem, trouxe as chaves? Eu também estou atrasada já que tenho que desocupar o quarto. — Ainda essa, não vou conseguir tirar toda aquela bagunça para arrumar o quarto do novo garotinho que vai chegar a tempo.

— Trouxe sim, vamos comigo, eu vou para lá, só tenho que pegar umas roupas e deixar na lavanderia. – Ela me convida andando para o carro, até que não é má ideia, afinal descer a pé para o orfanato é de matar.

— Está bem. – Entro no carro e ela começa a dirigir. É uma ótima mulher, ela conheceu minha mãe, sinto tanto a falta dela! Rosanna está com muita pressa da maneira que ela dirige vamos acabar morrendo. É incrível como a cidade fica pequena quando estamos de carro, mas a pé é enorme. Ela estaciona no bairro mais rico da cidade, retira o cinto com pressa para sair do carro.

— Eu já volto Ino, só vou pegar a roupa, espere aqui. – Ela bate à porta e caminha até um casarão mais à frente.

— Está casa é da Temari. – Lembro ao ver a caixa de correio. É verdade, já vi Rosanna trabalhando aqui quando vim devolver as chaves para Gaara, nossa parece que faz tanto tempo. Será que estão em casa? Aposto que devem estar dormindo. Ligo o som do carro, acho que Rosanna não irá se importar. Não sei se é a pressa, mas Rosanna está demorando muito.

O reflexo do sol batendo na janela me impede de ver qualquer coisa, decido descer do carro. O sol está forte mais o vento refresca com uma brisa gelada. Onde está ela? Encosto no carro e finalmente ela sai, mas onde estão as roupas.

Ela se aproxima correndo e cada vez que chega mais perto ela parece desesperada. O que está acontecendo? – Ino, pelo amor de Deus, vamos temos que chamar uma ambulância.

Ela diz apavorada e eu sinto algo fora do comum, será que está tudo bem? Ela me puxa pela mão para irmos para dentro da casa.

— Rosanna o que aconteceu? – Ela tenta discar para o socorro chorando muito, mal consegue falar. – O garoto, está desmaiado no quarto Ino, eu não sei o que aconteceu, ele está quase sem pulso.

Ela retorna a discar desesperadamente e começa a rezar. Olho as escadas e para Rosanna desesperada, resolvo ver o que realmente aconteceu. Subo e entro nos quartos que estão vazios, mas uma porta mais ao fundo está escancarada. Aperto o passo no corredor extenso, não me sinto muito bem. Onde está Temari?

Chego até o quarto todo branco. Gaara está na cama totalmente apagado, uma garrafa de Whisky está vazia sobre o criado mudo. Acho que Rosanna se desesperou, ele bebeu demais e acabou pegando no sono. Me aproximo dele e percebo que está sem respiração.

Não, não é possível! Coloco meu ouvido sobre seu peito e não escuto suas batidas cardíacas. Isso me desespera, é impossível o que está acontecendo.

— Gaara, você está me escutando. Gaara! – Praticamente grito em seu ouvido, ele não pode estar morto, não pode. Escuto o alarme da ambulância e os passos pesados subindo as escadas rapidamente, acho que é tarde demais, mas eu não consigo entender.

A mão dele está fechada em volta de algo, o que será? Abro e encontro um pino de cocaína. Ai, que droga. Olho para sua narina que está esbranquiçada. Retiro o conteúdo da sua mão e o médico chega com sua equipe.

— Ino, venha para cá. Não fica assustada assim querida. – O olho inconsciente na cama, até parece que está em paz. Rosanna está mais estável ou sou eu que estou em choque demais. Ela me puxa para fora do quarto e não consigo mais ver o que os médicos estão fazendo. Começo a chorar pelo susto, isso é horrível!

— Calma Ino, vamos avisar o pai de Gaara. – Rosanna me puxa pela mão para descermos as escadas. Sento-me no sofá enquanto ela vai para algum lugar. A maca com Gaara desce e Rosanna vem rapidamente.

— Senhora precisamos leva-lo agora para o hospital, preciso que o responsável acompanhe. – O médico disse tudo muito rápido e eu como Rosanna ficamos perdidas. –Senhora!

O médico sério demais saiu pela porta o mais rápido que pode. – Ino, vai com ele, preciso avisar o senhor Sabaku sobre o acidente. Tem encontro no hospital.

Mal terminei de ouvir Rosanna e fui para a ambulância, ninguém me fez nenhuma pergunta, apenas sentei onde me mandaram enquanto colocavam uma máscara em Gaara. – Precisamos estabiliza-lo até o hospital, apliquem uma injeção de adrenalina.

Eu não parecia estar ali, apenas conseguia enxugar as lágrimas que escorriam. Estou com medo de perguntar se ele ainda está vivo. – Doutor, precisamos saber do diagnóstico do que causou isso. – A enfermeira fala baixo, enquanto segura a máscara no rosto de Gaara. Não sei se devo dizer, mas melhor tentar.

— Encontrei cocaína na narina dele e tinha uma garrafa de bebida alcóolica vazia em seu quarto. – Tudo saiu de uma vez, mas a enfermeira entendeu o que foi dito. O espaço é pouco e a ambulância corre muito, é incrível como eles conseguem trabalhar. O hospital não é longe daqui.

Finalmente a porta abre a maca é tirada rapidamente indo para o hospital. Corri atrás dela, isso é desesperador. Não consigo imaginar a dor que a irmã dele irá sentir, para mim já está terrível. Só de pensar que ele estava bem a poucas horas.

— Senhorita você não pode entrar aqui. – A enfermeira me impede de entrar, olho para a porta que indica que é a Unidade de Terapia Intensiva, sento nas cadeiras que ficam na recepção. – Moça, pode preencher a fixa do seu parente? – A recepcionista vem até mim com uma ficha na mão. Se eu dizer que não sou parente de Gaara eles não vão me deixar ficar aqui.

— É claro. – Ela me estende o papel e eu preencho o que sei, nome, idade, endereço é isso, somente isso! Entrego a folha e ela coloca seu sorriso de recepcionista no rosto.

— Ele vai ficar bem? – Pergunto quando ela está um pouco distante, faz que sim com a cabeça e eu coloco minhas mãos na minha. As pessoas me olham com pena ou compreensão, não sei. Sento-me novamente, onde está Rosanna?

O relógio não anda, estou a cinco minutos aqui e parecem ser horas. Por que será que ele fez isso? Será que Temari sabia e o pai dele? Não consigo pensar direito. O relógio zomba da minha cara e nunca chega ninguém, meu Deus! Ninguém me diz nada. Olho para minhas mãos, meu esmalte está tudo arrancado, passo a mão pelo rosto e finalmente a enfermeira que estava na ambulância sai pelas portas largas.

— Ele vai ficar bem? – Ela me olha com o rosto cansado parece que está sem dormir a dias. – Não se preocupe, graças a vocês ele vai ficar bem, mas se passasse mais alguns minutos, ele não sobreviveria a overdose.

Seu sorriso mal se equipara ao meu. Ela segue o seu caminho me deixando sozinha, encosto na parede e sento no chão. Só de pensar que se Rosanna não se atrasasse ele poderia estar morto, isso é terrível.

O relógio parece correr agora, mas mesmo assim ninguém chega. Será que Rosanna teve problemas com o carro? Ah, eu não quero pensar em mais nada, hoje só quero dormir.

— Ino, o que eles disseram? – Finalmente ela chega desesperada como se fosse parente dele. – Sim, ele saiu vivo desta. – Digo e um peso enorme sai dos ombros dela, como se fosse responsável por ele.

— Quer ir para casa? – Ela pergunta após colocar suas mãos sobre as minhas, faço que não com a cabeça. – Vou ficar mais um pouco, melhor você ir preencher a ficha dele até que o pai chegue.

Digo e ela suspira e coloca uma mão sobre a boca. – Quando o pai de Gaara chegar é melhor você ir embora, está bem? Vou lá. – Ela levanta e sai pela porta indo para recepção. O pai dele não deve ser nada fácil para ela estar falando desta maneira. Talvez ela se animasse em saber que salvou Gaara. Garoto inconsequente, mas quem sou eu para dizer alguma coisa, já tive em situações similares a dele.

As horas passavam voando e nem sinal de Temari, talvez seja melhor ir embora. Outro médico vem até nós após perguntar para enfermeira algo. Rosanna se levanta esperando o doutor falar alguma coisa.

— Boa tarde a senhora é responsável pelo rapaz certo. Não se preocupe, ele está se recuperando lentamente a senhora vê-lo se assim desejar, mas ele está dormindo. – Ele afirma com a cabeça para Rosanna depois que ela agradece. Observo ela pegar a bolsa e seguir a enfermeira.

— Vem Ino, depois que eu vê-lo, eu te levo para casa. – Ela me chama quando está distante e recebe um olhar reprovativo da enfermeira, melhor não contestar. Passamos pela porta e um elevador. O silêncio é constrangedor. Por que será que ela faz tudo isso? Afinal ela é só a empregada da casa não faz nem mesmo um ano. Talvez Gaara e Temari sejam bonzinhos com ela.

Seguimos para um corredor extenso e logo a enfermeira abre uma porta. – Só pode entrar uma de cada vez, mas como ele está sedado, vou deixar entrar as duas. Por favor não digam isto ao médico. – A enfermeira lança um sorriso e faz sinal para nós duas entrar.

Observo ele na cama com uma intravenosa no braço e com aquela roupa de hospital. Rosanna o olha aliviada. – Quando ele vai poder ir para casa?

Questiona a enfermeira e minha atenção desvia totalmente para ela. – Dentro de quatro ou sete dias, depende de como ele vai reagir, pode chegar a ficar até duas semanas até certificarmos que a overdose não é fatal e não danificou nenhum órgão.

Rosanna agradece pela informação, nossa é muito tempo que ele vai ficar aqui. Os minutos passam e ele mal se move. – Bom a visita acabou, senhora seria prudente em buscar umas peças de roupas para ele. Como ele está neste setor não pode ficar ninguém de acompanhante, mas dentro de dias ele será transferido para um quarto comum.

Ela termina e abre a porta para que nós nos retirarmos. O observo pela última vez, seu cabelo não cobre a tatuagem que tem na testa. Amor, acho que não tem muito amor à vida ou falta amor em sua vida, são coisas diferentes. Prefiro pensar que é a segunda opção Gaara. A segunda opção.

Notas finais
Desculpem qualquer coisa, ok? Beijos