Golden Years

35 Dancing Queen


Notas iniciais
Eu voltei para coisas que eu deixei! Eu voltei agora para ficar. Por que aqui, aqui é meu lugar. ( Cantando Roberto Carlos ) Após dez anos retornei, pessoas. Com o último capítulo da fic. ( Aeeee) Perdoem me a demora. A música utilizada neste capítulo nomeia o mesmo. Dancing Queen - ABBA de 1992! Espero que gostem de verdade. E ah! O capítulo todo está em terceira pessoa. Boa leitura! ♡

As luzes, o som, a plateia eufórica era tudo tão comum. Mas aquelas câmeras, aquelas pessoas a deixavam um pouco nervosa. Tudo aquilo era diferente das outras fases da competição. Sua vida tinha mesmo sofrido grande mudanças por conta de Tsunade. E Hinata a agradecia muito por aquilo. Entretanto sentia medo. Medo do momento que teria que contar tudo ao seu pai. E faria isto no momento que colocasse os pés novamente em sua casa. Independentemente do resultado.

Sentada em uma cadeira nos bastidores, aguardando a sua vez ela rezava para tudo dar certo, pois os Lions não estavam todos presentes. Alguns já tinham partido e os que ficaram, estavam ali para cumprir a única tarefa destinada a eles. Hinata a cumpriria. Por todos que já tinham ido. Por ela e por eles.

Sentiu a mão acariciar a sua. Ino e seu sorriso confortante. Agradecia por ela estar ali. Estava nervosa, por que ela faria uma boa parte solo da música que tinham escolhido: Super Trouper. E Sakura não estaria ali. O trio de vocalistas estava incompleto.

— Confesso que estou ansiosa. – Ino chamou sua atenção. – Queria que todos estivessem aqui conosco.

— Eu também, Ino. – Hinata a rebateu rapidamente. Tudo aquilo era um pouco nostálgico. Todos momentos que surgiram devido aquele campeonato de música faziam as memórias retornarem causando uma grande comoção na Hyuuga. – Será que Tsunade conseguiu resolver o problema?

— Não sei, Hinata. — A conversa se findou, mas mesmo assim as mãos não se desgrudaram. Nem mesmo o figurino elas tinham posto. Para chegar a vez do grupo a se apresentar ainda tinha tempo. Tsunade se aproximou com o semblante abatido.

— Meninas, foi o que pensei. – Tsunade puxou uma cadeira para se sentar. – Infelizmente a equipe pode ser desclassificada pela evasão dos integrantes do grupo.

A decepção foi grande. Talvez não poderiam ganhar ou competir por este detalhe. Hinata suspirou. Tinham se esforçado tanto para chegar na final e no fim quase tudo teria sido em vão?

— Sinto muito. – A Senju se levantou. – Irei avisar Shikamaru para não perder o seu tempo. Vamos voltar para Konoha a não ser que vocês queiram tentar mesmo assim.

— Mas Tsunade! – Hinata começou com aflição na voz. Aquilo não poderia acabar assim. – Você se esforçou tanto para chegarmos aqui... não tem nada a se fazer mesmo?

— Pelo visto não, Hinata. Mas não se preocupem comigo. Eu tinha um objetivo maior através deste campeonato sim, entretanto ele não importa tanto agora. Não em comparação com o que vocês criaram. E a amizade de vocês já é uma vitória.

Tsunade terminou seu discurso. Não podia pedir mais nada aqueles jovens. Fitaram as costas de Tsunade até ela sumir. Os outros competidores olhavam-nas quietos. Afinal aquela equipe era uma das mais esperadas. Ino bufou e escorou a cabeça na parede.

— Sakura iria gostar muito se ganhássemos. – Comentou um tanto triste. – Iria ser uma ótima notícia para dar quando ela retornasse.

— Concordo. – Hinata retirou o figurino que iria usar da caixa que estava aos seus pés o observando minuciosamente. – Seria uma ótima notícia para todos. Tenho certeza que eles iriam gostar.

— Realmente é uma pena. – Ino disse inconformada, entretanto o que ela poderia fazer? Aquelas regras eram inquebráveis. – Será que eles estão esperando para nos ver na televisão?

Ino sorriu com a ideia e antes que Hinata pudesse opinar sobre o restante do grupo chegou. Shikamaru com as mãos no bolso, Neji com o seu terrível mau humor, Naruto quieto demais e Sasuke silencioso feito antes. Já tinham recebido a notícia.

— Pelo visto Tsunade já falou para vocês também. – Shikamaru sentou-se no chão e passou a observar os outros concorrentes. – O que faremos? Vamos desistir agora ou participar somente por participar?

— Acho muito difícil que abram uma exceção. – Neji disse. – O título e o prêmio já estão longe do nosso alcance.

Sasuke escorou na parede e Naruto sorriu. Era possível que aquilo tudo era real? Poderia ser uma grande brincadeira de mau gosto.

— Até nisto eles fazem falta. – Naruto comentou sobre a ausência do pessoal e o clima ficou ainda mais nostálgico. – Isso tudo faz a falta daqueles caras aumentar.

— Então vai ficar a critério de vocês duas. – Sasuke se adiantou. Queria evitar todas as lembranças que aquele ambiente proporcionava. Tudo aquilo tinha muito da Sakura, tudo aquilo fazia ele se recordar ainda mais dela e fazer os quase três meses de distância aparentar anos.

Hinata e Ino se entreolharam. O pódio já não era atingível. O melhor que poderia fazer era ir para casa e tentar pensar nos próximos passos que daria em sua vida.

— Eu sei que você queria muito aquela bolsa de estudos, Ino. – Hinata escorou a cabeça no ombro da Yamanaka. – Tenho certeza que se todos pudessem estarem aqui, eles estariam. Por você, por todos nós e pela Tsunade.

— Ah! Hina, isso não importa mais. – Ino comentou. – Eu só queria que a Sakura estivesse aqui, para que, depois que ganhássemos este campeonato. Todos nós fossemos ao Gamba Hostil comemorar.

Hinata sorriu. Aquele dia foi realmente extraordinário em comparação aos seus dias ordinários de sua rotina monótona, aliás tudo era monótono antes em sua vida até que seus amigos chegaram.

— Sasuke. – Naruto o chamou. – Quero te contar uma coisa.

Se afastaram e Hinata tomou uma decisão a ver Neji e Shikamaru saindo para qualquer lugar. Ino passou a mão no tecido encrustados de lantejoulas prateadas. Aquilo era tão lindo e ao mesmo tempo tão intenso e ultrapassado.

— Eu gostaria de usar isso. – Ino comentou baixo.

— Então vamos usar. – Ino levantou os olhos diante da decisão e a aparente determinação da Hyuuga. – Pense, Ino. Sakura iria ficar muito relutante ao usar esta roupa. Tenten e Temari definitivamente iriam fazer piadas pelo resto de nossas vidas. Enquanto a Gaara, acho que ele iria te achar linda usando até mesmo um saco de lixo.

— Vamos fazer isso por eles? – Ino se adiantou onde Hinata queria chegar.

— Vamos fazer isso por nós. – Hinata sorriu. – Uma última música para uma última dança. Os que não estão aqui, principalmente a Sakura iram gostar de ver nossa apresentação.

Ino se surpreendeu. Definitivamente fechariam aquele ciclo de suas vidas. Hinata tinha tomado uma decisão e ninguém discordaria. Por eles.

***************

Eram o penúltimo grupo a se apresentarem e Shikamaru olhava as únicas duas garotas do seu grupo em um estado bem diferente do anterior. Elas estavam animadas com algo. O Nara escorou na parede do corredor e captou a conversa animada de Naruto para com Sasuke. E o solitário senhor sarcástico sabe tudo em um canto. Bufou. Tudo era terrivelmente chato naquele lugar. Nem mesmo as estruturas e equipamentos de linha que ele obtinha permissão para fuçar lhe dava animo.

— Shikamaru! – Ino o chamou e o Nara apenas dignou abrir os olhos. – Temos algo para tratar com você.

Ino concluiu com um sorriso um tanto apagado na face. Hinata, a qual tinha vestido a roupa um tanto brilhante se aproximou com uma fotografia na mão.

— Vamos mudar um pouco o roteiro de hoje. – Hinata arrematou e Shikamaru deixou seus devaneios de lado para ceder toda atenção que as únicas garotas que ficaram solicitavam. Mesmo que para ele, perder ou ganhar agora tanto faz.

**********

Com os braços cruzados, com o ombro encostado na parede, ele escutava a enxurrada de palavras do Uzumaki com uma certa relutância. Confessaria, caso fosse questionado por Naruto se ele realmente estava prestando atenção em seu sermão. E diria que não.

Foi ao perceber este fato que o loiro suspirou paciente. Sasuke não conseguia mais. Os seus avanços, a maioria deles obtiveram um grande retrocesso. E aquele Sasuke, aquele que ele era com ela, apenas aparecia muito raramente. Quando ele não conseguia disfarçar.

— Eu quero que saiba que iriei me encrencar muito por conta disto. – O loiro olhou para Hinata em seu vestido da apresentação, como se soubesse que tudo acabaria entre eles, assim que fosse estudar fora de Konoha. Sasuke ao ouvir aquilo cedeu a atenção merecida ao o amigo.

— Por conta de que? – Em sua cabeça uma esperança idiota surgiu, como se Naruto fosse capaz de lhe dar uma ótima notícia, a qual fosse relacionada a ela. A Sakura. Naruto sorriu, pois finalmente tinha chegado o momento.

— Eu sei que você estava tentando obter informações da Sakura todo este tempo. – Os olhos negros penderam no gesto costumeiro de Naruto. Seu interesse era mínimo, pois para ele não havia mais tempo. Sakura estava distante.

— Finalmente ela entrou em contato. – A expressão de Sasuke se alterou. Naruto não podia estar brincando com aquilo. Com Sakura ele não tinha trocado mais nenhuma palavra desde que ela partiu. Como se ela quisesse esquece-lo para sempre, como se ela soubesse que o seu fim era inalterável, imutável. – Ela está a pouco quilômetros daqui.

— Como? – Naruto ficou a observar as reações do Uchiha. De incrédulo a perdido. Afinal, ela tinha voltado?

— Parece que irão prosseguir com o tratamento na capital. – Naruto continuou mesmo Sasuke estando submerso em suas deduções. O pequeno sorriso que ele tinha dado havia morrido, pois o retorno de Sakura a seu ver significava que ela já estava bem. E tinha voltado para ele como havia prometido, mas a informação divergia do que pensava. – Eu não sei quanto tempo ela está no país. Neji não entrou em detalhes.

— Por que ele não me disse? – Sasuke questionou mais para si próprio do que a Naruto, mas o loiro negou com a cabeça. – Por que ela não me avisou?

— Sakura não quer que você saiba. – Os olhos azuis não demonstravam arrependimento, entretanto deixavam exibir uma preocupação a ver o amigo cruzar ainda mais os braços e fechar ainda mais o semblante. Provavelmente chegando em conclusões precipitadas. Sakura não queria mais que ele ficasse ao seu lado por conta dos odiados efeitos colaterais.

— Entendo. – Não entendia absolutamente nada. Apenas queria que ela retornasse bem. E se as promessas não fossem cumpridas não teria importância, pois a única coisa que o importa é ela inteira.

— Uma vez você me disse. – Sasuke levantou a cabeça para fitar o loiro. – Me disse que tinha feito uma promessa, Sasuke. Eu não sei bem em que ela consistia, mas que tinha relação com ela.

Naruto cessou sua fala por um instante para olhar para seus amigos. Ino falando sem parar nos ouvidos de Shikamaru. Hinata animada demais e Neji finalmente com um sorriso aberto, depois de tanto tempo. Sasuke observou a mesma cena e não conseguiu chegar em nenhuma conclusão.

— Acho que este não é o lugar que você deveria estar. – Abriu a mão de Sasuke e depositou um pequeno pedaço de papel. Sasuke o olhou sem entender após fitar o papel sem coragem o suficiente para abrir. Naruto se afastou um pouco, mas parou de caminhar percebendo que Sasuke permanecia no mesmo local.

— O que está fazendo aqui? – Naruto o questionou sorrindo. Colocou a mão na nuca e bagunçou o cabelo. – Você tem que pegar a estrada, Sasuke.

— Mas e a final? – Naruto sabia que aquela pergunta era apenas uma forma de Sasuke ganhar tempo. Ele estava um tanto resistente, porque estava com medo.

— Acredite, a rainha da dança não vai se apresentar aqui hoje. – Naruto sorriu, quando Sasuke finalmente juntou coragem para ler o conteúdo naquele pedaço de papel. Ele tinha entendido.

— Fico te devendo essa. – Sasuke saiu de seu estado melancólico. E Naruto viu ele sair pela porta e soube que aquele era o Sasuke. Aquele que se foi, era o Sasuke que o Uchiha era quando estava com ela. Retornou para o grupo a passos lentos.

— Vou colocar na conta. – Sorriu após concluir sua conversa sozinho. Por que Sasuke já não estava mais ali. Ele estava indo para onde deveria estar. Para cumprir sua promessa e antes de tudo permanecer ao lado da sua adorável detestável.

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Rente à mesa cheia de copos ela permanecia sentada. A sua volta, com sorrisos e olhos brilhantes estavam seus novos amigos. Sorriu ao brincar com o canudo. Tudo aquilo era perfeito. Era tudo o que ela sempre quis. TenTen não podia mentir dizendo que não estava feliz, porque ela estava. Entretanto não estava sendo da forma que imaginou. Aquele tempo todo, desde que saiu de Konoha, seu mundo era outro. E ela estava outra pessoa.

— Se anime, TenTen. – Escutou sua colega de time fazer uma pequena observação. – Venha para cá.

— Está bem, já irei! – Falou alto o suficiente para o seu grupo escutar entre aquela música barulhenta. Escorou o cotovelo na mesa e apoiou a cabeça na mão. Hoje era o dia da grande final. E mesmo que algumas coisas tivessem dado errado e acabado mal, TenTen queria. Queria estar com eles.

— O que foi, Ten? – Um novo amigo sentou-se ao seu lado e TenTen lhe sorriu. – Não se habituou a sua nova vida ainda?

— Não, não é isso. – TenTen fixou os olhos nas próprias mãos.

— Então o que foi? – Ela ergueu a cabeça e o sorriso nostálgico em sua face ficou evidente. Pois ela sabia, sabia que eles. Nenhum de seus amigos de verdade eram substituíveis.

— É que era para mim estar em outro lugar agora.

*************

— Kankuro, ande logo com isso! – O irmão mais velho tentava a todo custo sintonizar o canal de mídia internacional enquanto Temari batia o pé impaciente no tapete de sua nova casa. Se ela não assistisse o final de um concurso, Kankuro estaria em mau lençóis. O chiar da televisão cessou e a imagem ficou nítida.

Temari deu pequenos pulos devido a animação, como se fosse uma patricinha de dezessete anos ao achar o par de sapatos que tanto queria.

— Você é o melhor! – Paparicou Kankuro que enxugou o suor falsamente da testa.

— A gente faz o que pode. – Ficou deitado no tapete e Temari se aquietou no sofá. Infelizmente não conseguiu sintonizar a televisão a tempo que assistir o início da transmissão.

— Pensei que Gaara também quisesse ver isto. – Temari ao escutar a voz de seu pai sentado pacientemente em uma poltrona se recordou de seu irmão.

— É verdade, pai. Tinha me esquecido dele. – Temari saiu do sofá e subiu correndo a escada. Rasa no Sabaku levantou os olhos do jornal para fitar a televisão. Deixou as notícias do dia para então tentar descobrir o que fez seu filho mudar. O que fez seus dois filhos felizes.

— Gaara, vem! – Vestia uma camiseta, quando escutou a voz de Temari. A pose de durona dela tinha ido para o espaço após ter a família que sempre quis. – O campeonato já começou. Pena que não vai dar para ver o Shika. Aquele vegetal, tinha que pertencer aos bastidores.

Temari abriu a porta por completo e após verificar que Gaara estava desperto retornou rapidamente para a sala. Gaara fechou a porta, mas não seguiu até a sala. Muita coisa tinha mudado em quase três meses.

Chegou minutos depois na sala. Viu Temari com as pernas esticadas no sofá e olhos atentos na televisão. Kankuro deitado no tapete da sala e seu pai sentado elegantemente na poltrona posta mais longe. Os três notando sua presença passaram o observar.

— Senta aqui, Gaara. – Temari sentou no sofá tentando conter o sorriso. – Eles ainda não se apresentaram.

— Abre espaço para mim também. – Kankuro levantou do chão e fez Temari ceder espaço enquanto Gaara observava a cena. – Cadê a pipoca?

Kankuro questionou assim que Gaara se aproximou e sentou se ao seu lado. Seus olhos estavam fixos na televisão. Tentava imaginar como ela estaria? Se ela piscaria como sempre? Sentia falta de ver a cor de seus olhos. E mesmo que de longe, teria esta oportunidade.

— Pega lá na cozinha, Tema. – Kankuro pediu. – Eu já consegui a proeza de arrumar a TV.

— Não vou sair daqui! – Temari o rebateu. – Eles são os próximos.

Gaara assistia o embate silencioso e ansioso. Percebendo que aquilo iria prosseguir, Rasa seguiu até a cozinha e pegou o motivo da discussão assídua entre Kankuro e Temari. Retornou para sala e esticou a vasilha para a única menina na casa.

— Obrigada, pai. – Agradeceu. Seu pai era outra pessoa. Desde que entrou naquele carro e deixou Konoha para trás.

— É a vez deles! Vou colocar para gravar. – Temari desviou a atenção de todos para a televisão, mas Gaara percebeu o interesse de seu pai pela programação e o viu retornar para sua poltrona solitária. E tomou uma decisão.

— Pai! – Temari e Kankuro cessaram o barulho. Olharam para Gaara e depois para o próprio pai. Aquela era a primeira vez que Gaara o chamava assim. – Senta aqui com a gente.

Temari olhou para Gaara e depois para Kankuro. E quando o pai do trio sentou se ao lado de Gaara ela sentiu os seus olhos marejarem. Finalmente tinha a família que sempre quis, mesmo que tendo pago um preço por aquilo.

— Então aquela é a Ino? – A voz forte e fria do único adulto na sala ficou em evidência. Mas sua pergunta era apenas para Gaara, o qual desviou os olhos da televisão para fitar a imagem semelhante à sua. Afirmou positivo e a ver a loira e a Hyuuga sobre o palco deixou tudo de lado por um momento. Ele havia se esforçado, ele havia conquistado o pai que sempre quis e agora ele voltaria, como havia dito. Por mais tempo que demorasse.

**************

Ria de sua própria roupa enquanto terminava de passar mais um pouco de maquiagem. Olhou no espelho e encontrou a sua companheira de equipe. Hinata terminava de fechar o zíper do vestido brilhante novamente.

— Ah, Ino. Isso não para de abrir, acho que está quebrado. – Com o cenho franzido tentava fazer o zíper parar de engasgar. Ino levantou e se juntou àquela missão. E percebeu que as mãos frágeis da Hyuuga estavam um pouco trêmulas. Riu um pouco nervosa.

— Calma, Hina. – Tentou acalma-la. – Vai dar tudo certo.

— É que vendo estas câmeras lembrei de um detalhe importante. – Hinata fitou Ino. – E se meu pai me ver pela televisão?

— Mas você disse que seu pai não assisti TV. – Ino a lembrou deste detalhe e Hinata relaxou de imediato. Era verdade. – E não se preocupe, ele ficaria orgulhoso, caso a viste.

— Estou um pouco nervosa. – Riu. Ela estava uma pilha de nervos. Ino arrumou sua franja e comprimiu os olhos para impedir que as lagrimas formadas pela emoção borrassem sua maquiagem. – Acho que ela vai gostar.

— Tenho certeza. – Ino deferiu seu ultimato. Observou Shikamaru adentrar o local um pouco afoito.

— É a nossa vez.

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Tsunade estava com as mãos juntas. Sabia que não estava competindo, mas tinha conseguido que eles pudessem se apresentar. Por que no fim das contas aquela equipe tinha adquirido um certo favoritismo pelo público alvo nesta edição do campeonato.

E da arquibancada especial esperava a vez da sua equipe um tanto emocionada. Nunca tinha chegado em uma final. Nas etapas finais. Cruzou os braços após ingerir água. Desejava ficar sóbria para ver aquele show.

Percebeu que uma poltrona ao seu lado foi ocupada. E não quis brigar com o seu problema número um.

— O que você está fazendo aqui? – Questionou a Neji, o qual apenas a olhou brevemente e voltou a observar o palco.

— O mesmo que você. – Tsunade revirou os olhos. Será que ele não iria mudar nem no final? – Parece que não irão precisar de mim com o que pretendem fazer.

Tsunade franziu as sobrancelhas. Não entendia o que ele falava. Iria questiona-lo, mas desistiu ao ver Naruto tropeçando nos pés das pessoas.

— Pensei que não iria conseguir chegar aqui. – Olhou o sorriso aberto demais do Uzumaki. O que estava acontecendo? Naruto se sentou.

— Hoje o Shikamaru vai fazer tudo sozinho. – Naruto comentou mais para si do que para os presentes na área restrita para os participantes. – Pena que a Tema não está aqui para ajudar ele.

— Ah é! E onde está o Sasuke? – Tsunade questionou, pois compreendeu parcialmente o que eles fariam.

— Teve que sair. – Neji olhou para Naruto. Ele sabia o que o Uchiha tinha ido fazer. Invés de acabar com a raça de Naruto por conta disto apenas cerrou os olhos e sorriu convencido. Uma pena que não podia fazer o mesmo. A pessoa para quem ele queria voltar estava a milhas e milhas de distância.

— Certo! E o que os três pretendem fazer? – Tsunade questionou assim que Yamanaka e Hyuuga subiram no palco. Observou o alvoroço da plateia a ver as duas com um sorriso de canto. As duas estavam com brilho próprio, mas este não advinha da roupa um tanto brilhante. Parecia vir do interior de cada uma.

— Uma homenagem. – Neji a respondeu tarde demais. E agora a atenção era voltada apenas para as duas sobre o palco bem iluminado.

**************

No sofá, de cabeça para baixo ela balançava a boneca freneticamente. Logo depois jogou a mesma longe para pegar uma espada de brinquedo no tapete. Foi neste momento que os olhos claros e redondos fitaram a imagem abismada.

Sentou-se no tapete bastante próxima da TV ligada. Chegou até mesmo por a pequena mão sobre a imagem brilhante da sua irmã. Abriu um sorriso largo e tirou os longos cabelos castanhos do rosto.

Hanabi pôs as mãos sobre os joelhos e ficou a observar a imagem de sua irmã impressionada. E decidiu que quando crescesse queria ser igualzinho a ela. Igual a Hinata.

Sobre o palco Ino olhava para plateia esperando o silêncio. Achou a câmera televisiva e passou a olhar para mesma. Tinha chegado o momento. Sentiu uma mão segurar a sua e olhou para Hinata. Sua cumplice. O silêncio que esperava chegou e junto da dosagem de ar que inspirou veio junto a coragem.

— Bem, não sabemos o que dizer exatamente. – Os olhos claros prestavam atenção demasiadamente na loira ao lado de sua irmã. – Não é, Hinata?

Hanabi abriu a boca em um círculo perfeito ao ver a irmã acenar positivo para Ino. Desviou os olhos da TV por um instante procurando pelo seu pai. Não o achando retornou a olhar para televisão.

— Hoje é um dia muito especial para nós. – Ino prosseguiu olhando para plateia. Depois olhou para trás em busca de Shikamaru. — E está faltando pessoas importantes hoje.

Ino olhou para Hinata, como se pedisse para ela prosseguir antes que ficasse emocionada demais. Hinata compreendeu e segurou com mais firmeza o microfone.

— E gostaríamos que elas estivessem aqui. – Hanabi bateu pequenas palmas ao ouvir a irmã mais velha. Ela estava similar a uma estrela do cinema. – Então resolvemos fazer uma homenagem a todos, mas mais especificadamente a uma pessoa.

Hinata cessou por um momento, mas ao ver um dos organizadores apressar o discurso direcionou os olhos a Ino. Segurou sua mão novamente e ambas levantaram o braço. Aquele era o sinal.

— A nossa Rainha da dança. – Ino e Hinata falaram ao mesmo tempo. A plateia aplaudiu. O som começou estridente e ao reconhecer qual era a música da vez os jurados franziram o cenho. A vozes de ambas invadiram os ouvidos dos presentes e dos telespectadores.

Você pode dançar, você pode se esbaldar
Aproveite o melhor momento da sua vida
Veja aquela garota, veja aquela cena
Curta a rainha da dança.

Cantaram as primeiras estrofes uma olhando para a outra. O entusiasmo da plateia era gritante. E ao invés de apontar para alguém na plateia com a mão esticada enquanto a outra segurava o microfone, tanto Ino como Hinata apontaram para trás.

E neste momento um telão exibiu uma fotografia. A fotografia da rainha da dança. A fotografia que vivia na carteira de Sasuke. Exibia Sakura Haruno com um sorriso nos lábios e sapatilhas de bailarina em mãos.

Com os olhos marejados deixaram o telão. Visualizaram a plateia. E retornaram para a música com o coração aquecido. Hanabi olhava a cena encantada e paralisada, quando Hiashi atingiu a sala.

— Hanabi, vamos. – Recolheu o paletó sem mesmo olhar para televisão. – Está na hora de ver Hinata no final do campeonato de exatas.

Hiashi não obtendo resposta da pequena Hyuuga olhou para a mesma e o conteúdo programático da televisão no momento que a câmera focava somente em Ino.

— Ande, Hanabi! – Chamou novamente pela menina que emburrou imediatamente. – Hinata está nos esperando.

— Mas pai! – Os olhos redondos e similares com os seus lhe fitaram de forma tristonha. – Eu quero ver a Hina na TV.

Cruzou os braços e permaneceu no tapete da sala. Hiashi não lhe cedeu importância, mas até ver sua filha mais velha segurando um microfone e vestindo uma roupa peculiar. O que estava acontecendo? Reconheceu o lugar.

— Vamos, Hanabi. Iremos imediatamente para onde sua irmã está! – Esbravejou e a menina se preocupou. Não queria prejudicar sua irmã, mas sorriu ao perceber que viria ela de perto. E como muita sorte chegaria a tempo de vê-la no palco.

***************

Trocava de canal de forma frenética até que cessou em um. Arrumou o óculos no rosto. E ao perceber o que estava acontecendo abriu a boca abismada. Karin sentou-se melhor no sofá e bateu na perna de Shion, para que, ela despertasse.

—Ai! O que foi? – A loira acordou reclamando e Karin a olhou feio.

— Olha a TV, idiota! – Shion parou de fulmina-la e observou aparentemente um show que se passava. Então foi aí que ela a viu.

Noite de sexta e as luzes piscam
Procurando um lugar para ir
Onde toquem a música certa, entrando no ritmo
Você vem procurar um rei
Qualquer um pode ser aquele cara

Ino e Hinata cantavam sem uma coreografia ensaiada, mas mesmo assim estavam em sincronia. Apontavam para plateia, trocavam olhares cumplices durante a canção. Tudo estava um deleite aos seus olhos. Perfeito.

— Elas estão arrasando, não é? – Karin disse a contragosto, mas admitia. Tanto Ino como Hinata estavam muito bem.- Hunf! E onde está a outra?

Shion escutou a pergunta retorica de Karin. A ruiva continuou a olhar para a televisão fixamente. Shion sabia de quem ela estava falando. Diferente de si que realmente nunca gostou de Naruto, ela. Karin gostava de Sasuke.

— Você não ficou sabendo? – Karin tirou os olhos da TV para fitar os de Shion esperando que ela prosseguisse. – Sakura foi embora, parece que ela estava doente ou algo assim.

Shion se levantou deixando Karin de lado. A ruiva arrumou o óculos reflexiva. Shion suspirou, pois sabia em quem ela estava pensando.

— O que isso importa? Deixei-os para lá. – Shion retornou com um copo da água e continuou a ver a apresentação. Era de vidrar os olhos.

Karin olhou para Ino e depois para Hyuuga. Deixou um sorriso convencido e de escárnio escapar. Não tinha visto Sasuke e chegou a uma conclusão.

— Ele deve estar correndo atrás dela agora.

***********

Com os olhos fixos na pista tentava achar com a mão no rádio a estação que estava transmitindo o final do campeonato. Deixou um sorriso escapar a ver que tinha achado, mesmo com chiados atrapalhando. E outro sorriso ao ver as luzes da capital.

Nunca tivera corrido tanto como no momento. E estava muito contente por ter saído vivo. Suna era um pouco distante de Konoha, mas agora em seu conceito parecia estar localizada no outro lado do oceano.

A noite está começando e a música toca alto
Com um pouco de rock, tudo está perfeito
Você está a fim de dançar
E quando tem a chance

Deixou, novamente, um riso escapar ao reconhecer a música. E por um momento quis estar lá para ver as duas no cover que deveriam estar executando com perfeição. Mas essa vontade durou somente um milésimo. Sakura estava ali, a poucos quilômetros depois de tanto tempo. E realmente percebeu que não poderia quebrar sua promessa. A primeira que fizera. Ao pé da letra. Possa ser que eu falhe, mas prometo.

Lembrou exatamente as palavras que a disse no dia em que estavam na varanda, debaixo das cobertas. E ele realmente falhou, mas estava ali, não estava? Correndo para ela, correndo para os braços dela, como Karin gostava de esfregar em sua cara.

Balançou a cabeça, e fitando o papel com o endereço de um dos vários hospitais de base daquela cidade se esqueceu de todos por um momento. Esqueceu do campeonato, esqueceu de seus pais, esqueceu de Itachi, esqueceu de seus amigos. Esqueceu exatamente de tudo ao perceber que estava em frente do enorme hospital que ela estava.

Apenas não esqueceu de uma coisa. A única coisa que importava. Não se esqueceu da sua Rainha da dança.

**************

Sim, ela era a rainha da dança. Sim, ela apenas tinha dezessete anos. Sakura era tudo o que aquela música dizia, ela queria aproveitar o melhor momento da sua vida. Ela era de travar os olhos. Era peculiar, era excepcional.

Ino continuou a cantar até mesmo quando a plateia se juntou a ela. Hinata estava descontraída. Todo seu nervosismo saiu junto de sua voz e se dissipou no ar. Procurou Naruto e o encontrou ao lado de Neji. Ino aumentou o tom ao perceber que Hinata falhou em um momento, mas logo se recuperou.


Você é a rainha da dança, jovem e linda, apenas 17 anos
Rainha da dança, sinta a batida do tamborim
Você pode dançar, você pode se esbaldar

Olhou na mesma direção que a Hyuuga e se surpreendeu ao ver o pai da mesma um pouco atônito. Olhou para Hinata um pouco preocupada, mas a encontrou como estava antes. Cantando facilmente e se divertindo. Sem um pingo de constrangimento, sem um pingo de timidez.

Hinata direcionou o olhar para o pai, o qual aparentemente perdia o tom com Neji. E este apenas sabia rir. Viu Hanabi ao lado de Tsunade, a qual colocava a mão na testa. E ao ver os olhos fixos do pai em si e os de Hanabi tão brilhantes sorriu.

Aproveitar o melhor momento de sua vida
Veja aquela garota, veja aquela cena
Curta a rainha da dança

Veja aquela garota. Apontou para Hanabi, a qual colocou a mão sobre o pequeno tórax. Veja aquela cena. Chamou a atenção de Ino para sua pequena irmã. Curta a rainha da dança.

E ao perceber que as vocalistas apontavam para ela, a pequena Hyuuga explodiu em felicidade. Sim, era ela. Hiashi observou a cena quieto. E viu sua tímida filha mais velha trocar o foco. Deixou um pequeno sorriso escapar. A bronca poderia ficar para mais tarde.

Você é uma provocadora, você os excita
Deixe-os em chamas e então vai embora

Ino procurou as câmeras e torceu, para que, ele estivesse do outro lado. Em qualquer lugar, mas que estivesse a vendo. Pois então ela poderia o fazer sorrir com um simples ato que ele detestava. Ino piscou para câmera e abriu um belo sorriso prosseguindo sem cessar com a música. Pela tela da televisão ele pode ver sua pequena provocação. E sim, percebeu que ela ainda lembrava o tanto que ele detestava aquilo. E para além disto percebeu que ela, Ino não o tinha esquecido sequer um dia.

Procurando por outro, qualquer um serve
Você está a fim de dançar
E quando tem a chance

Hinata olhou uma última vez para a plateia e chamou a atenção de Ino a olha-la nos olhos. Tinha chegado o grande final. A última parte.

****************

Olhava no espelho fixamente. Em seu conceito estava horrível. Sorriu ao ver a detestável roupa do hospital aberta demais nas costas. Um pouco nervosa.

— Está pronta? – Uma enfermeira já com a roupa cirúrgica azul chamou sua atenção e retirou o pequeno espelho da mão da Haruno. – Então vamos.

A seriedade da mulher era habitual. Sentou-se na cadeira de rodas e sorriu a ser empurrada. Logo saiu no corredor branco demais. Os outros pacientes a olhavam de forma encorajadora. Iria ser submetida mais uma vez em uma operação. Sorriu ao seu lembrar que a aquela hora ela deveria estar em outro lugar. Se lembrou de seus amigos. De cada um deles. Começou a cantar uma música do ABBA, a qual tinham escolhido para grande final.

Tentou imaginar como estaria a apresentação e ao mexer os braços como se quisesse dançar os olhos atentos da enfermeira pendeu sobre o pescoço da paciente. Suspirou ao perceber que a paciente ainda tinha pertences consigo.

— Sakura, sabe que não pode ficar com nada no momento da operação. – A garota do estranho cabelo cor de rosa torceu o rosto. E Sakura lembrou de uma pessoa. Aquela enfermeira era mesmo uma detestável e irritante.

— Ah! Deixe-me ficar com o colar. – Sakura o tirou de baixo do tecido hospitalar fitando a bailarina. E se questionou onde estaria seu soldadinho de chumbo.

— Não é permitido, sabe disto. – A enfermeira esticou a palma da mão em sua direção e Sakura fechou o pingente com toda força na mão. Como se fosse o objeto mais valioso para si. Um enorme tesouro.

— Não! Só vou entregar para meus pais. – Sakura não deixaria algo tão precioso com qualquer um. – Eu não quero que ele suma.

A pele branca demais não fugia dos olhos treinados da enfermeira. Sakura teria que entrar naquela sala imediatamente.

— Está bem, vamos entregar aos seus pais. – As rodas começaram a girar e a cadeira se locomover. Sakura retornou a cantar. Estava com medo e tentava disfarçar. Alisava com cuidado a bailarina numa pose típica dos passes de ballet. Talvez foste a última vez que colocasse os olhos sobre aquele acessório.

Logo os olhos verdes captaram seus pais aflitos próximos ao setor cirúrgico. Sua mãe na sua compostura e seu pai em completo desespero. Sorriu, pois não conseguiria encaixar Sasuke naquela cena.

Terminou de cantar alto o suficiente para chamar a atenção de seus pais. Sua mãe praticamente matou a enfermeira com os olhos, afinal Sakura já era para estar na mesa de cirurgia.

— Olá, mamãe. – Sakura começou fazendo graça. – Por favor, guarde isso para mim, está bem?

Olhou uma última vez para o colar e sorriu. A cadeira de rodas tomou o rumo de seu destino. E o seu chiar tímido era o único audível naquele corredor extenso.

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Abriu a porta de qualquer jeito e daquele modo deixou o Corvette que tanto amava quase no meio da rua. Fitou a fachada do enorme hospital. Não poderia perder sequer mais nenhum segundo. Entretanto antes de entrar no hospital percebeu uma pessoa em situação de rua escutar a música que vinha de um mini-rádio. Sorriu.

— Ei, você pode me dar este rádio? – Questionou o homem de meia idade jogado na calçada de forma aflita.

— Quanto está disposto a pagar? – Se irritou. Não tinha tempo para negociar. Colocou as mãos no bolso da calça a procura de sua carteira e então se lembrou que tinha deixado ela com Hinata. Praguejou alto. A música estava no fim e queria mostrar a Sakura. Queria que ela ouvisse que ela era a rainha da dança.

Olhou para seu carro e não pensou duas vezes. Apontou para o automóvel e jogou as chaves na mão do homem. O qual não acreditou, mas estendeu o mini-rádio. Sasuke abriu um sorriso ao pisar na recepção com o objeto em mãos.

Questionou onde ficava o quarto da paciente a recepcionista e assim que recebeu a informação seguiu pelas escadas.

— Droga! – Praguejou, novamente, quando abriu a porta e não a encontrou. Onde ela estaria? Correu pelo corredor sendo repreendido ora ou outra por um profissional. Seu tempo estava acabando.

Onde ela, sua detestável estava? E a ver a placa que indica o setor cirúrgico uma ideia atravessou sua cabeça e uma sensação de desespero afligiu seu peito.

Balançou a cabeça em negativo. Precisava vê-la. A qualquer custo e imediatamente. Viu o apontar de uma enfermeira em sua direção e logo dois seguranças. Era o que lhe faltava. A voz de Hinata e Ino se preparavam para iniciar o último refrão. A última parte, uma última vez. Correu sem rumo até ver uma mulher elegante com as mãos postas em frente ao peito olhando fixamente para o corredor.

Você é a rainha da dança, jovem e linda, apenas 17 anos
Rainha da dança, sinta a batida do tamborim

— Por favor, guarde isso para mim, está bem? – Escutou a sua voz. Era a voz dela. Tinha certeza. Um pouco anestesiado ficou a observar o semblante assustado do casal a sua frente fita-lo. Viu a costas de uma enfermeira e tudo pareceu correr em câmera lenta.

Sakura franziu o cenho ao pensar ter ouvido Dancing Queen em vozes conhecidas por si. Percebeu o cessar da enfermeira. Sasuke primeiro viu a cadeira de rodas. Depois a cabeça raspada, sem os detestáveis fios rosas. E logo depois as esmeraldinas.

— Sasuke. – As mesmas. As mesmas esmeraldinas continuavam a fita-lo sem acreditar. Sasuke abriu um sorriso tonto. Ela estava ali, a poucos passos. Linda como sempre foi. Mas sua atenção foi desviada para os dois homens que lhe agarraram.

Sakura ficou observando a cena estática. Ele estava ali. Cumprindo sua promessa. Olhou para o rádio sem entender e Sasuke pareceu despertar de seu transe.

— Sakura! – Gritou assim que percebeu que a enfermeira a levava para longe. Ou era ele sendo arrastado contragosto? – É você! Você é a rainha da dança.

Você pode dançar, você pode se esbaldar
Aproveitar o melhor momento de sua vida

Os olhos verdes fitaram os negros por uma última vez. Escutou a voz de duas amigas uma última vez. Sim, ela era a rainha da dança. Sempre seria.

Sasuke viu pela última vez. Viu aquele sorriso. Aquele mesmo sorriso que era para ele. Aquele de deboche, mas aquele mesmo que ela o dava somente quando ele fazia ela feliz. E sim, ela estava feliz por vê-lo uma última vez. Estava feliz por ele ter cumprido sua parte na promessa que fizera.

Veja aquela garota, veja aquela cena
Curta a rainha da dança

Escutou com dificuldade a algazarra que ele fazia. E percebeu que realmente a junção daquele tempo. A junção de um ano e outro. Haviam tornado aqueles momentos em momentos dourados. Em seus anos dourados.

Rainha da dança
Rainha da dança

Notas finais
Bem, vamos la! Muita coisa rolou nesta fic, não foi? E espero que tenham gostado. Agora diz tia: Que final é este? Calma pessoal, pois nos veremos no epílogo daqui dez anos obviamente kk' (Quando retornarei) Brincadeiras a parte espero que tenham gostado e desculpem os possíveis erros de PT. Mas em comparação com os erros dos primeiros capítulos... zesuis! Como vocês foram legais comigo. Gente, eu assasinei a língua portuguesa. Mais do que agora. E obrigada por não acabarem com minha vida u.u Se possível deixei um coments aí. Quero saber o que vocês acharam. Beijinhos, beijinhos!! ♥