Golden Years
8 Convocações
Notas iniciais
A fila para pegar o lanche está absurdamente imensa, desisto antes mesmo de tentar pegar algo, afinal não estou com fome. Sento-me em um banco encostado na parede no fundo do refeitório e fico observando os alunos restantes enfrentarem a fila, comer, rir e passar de um lado para o outro. Uma mesa está vazia, mas logo é ocupada por meninas de uniforme, melhor dizendo as líderes de torcida. Umas são da mesma classe que eu estudo.
Alguns alunos passam e me encaram outros fingem que não estou ali. Vejo minha irmã do outro lado do refeitório conversando com uma garota que não conheço, aliás eu não conheço ninguém.
Alguns alunos entram no refeitório e as atenções femininas voltam-se para eles, a maioria com sorrisos, mas algumas com ódio ou sei lá o que. O machucado em meu lábio já está cicatrizado e minha aparência já é melhor, resumindo não chamo muita atenção e acho isso ótimo. O loiro que falou a maioria do tempo na aula hoje está cumprimentando a metade da escola, é isso parece ser típico dele. Carrega sua bandeja com apenas uma mão e bate com a outra nas mãos de seus amigos e nem se dá conta do esbarrão acidental em Sasuke, nome que gravei de tanto ouvir as meninas falarem de cinco em cinco segundos.
Pela cara do Uchiha ele não gostou muito do acidente, muitos do que estão no refeitório não perceberam o que houve, mas uns sins. Naruto disse algo que provavelmente foi um pedido de desculpas e seguiu seu caminho, mas Sasuke não parece muito contente. Procuro os coordenadores que caminham pelo pátio espalhados. Me sinto no maternal. Encosto minha cabeça na parede, hoje não tenho nada a reclamar apenas quero que o tempo passe!
Continuo a observar o pessoal, mesma coisa de sempre, os grupos separados, os populares em um canto, os esquisitos em outro e assim vai, até chegar nos isolados onde me encaixo somando a garota dos cabelos rosas comendo em uma mesa sozinha e a de franja, não lembro o nome dela, encostada na parede. Naruto finalmente consegue sentar-se em uma mesa para comer e o sinal bate. Espero a multidão ir para os corredores e depois para as classes, assim o refeitório fica quase vazio a não ser por uma meia dúzia de pessoas que teve a mesma ideia que eu. Levanto-me para ir para a outra seção de falação em meu ouvido, mas algo chama a minha atenção.
A garota das sacolas está sentada em uma mesa com olhos vermelhos. Passo por ela o mais rápido possível não tenho curiosidade em saber o que aconteceu ou se está passando mal, só quero ir para casa.
Chego na classe e vou para minha carteira e do estranho que se sentou comigo hoje. Usa óculos escuros e vive de touca, mas é uma ótima companhia, pois não abriu a boca para nada, nem mesmo para a porcaria da chamada oral. A porta se fecha, mas logo é aberta por alunos atrasados do intervalo. Temari não cansa de ler o mesmo livro? A porta recebe batidas e a professora abre e as meninas de uniformes entram, pode-se ver tudo se inclinar a cabeça um pouco para baixo, mas não interessa. Naruto chega e entra ainda mastigando e sua namorada revirando os olhos atrás. Ele parece não se importar com o pedaço de pano que ela usa.
—Então meus amores, todos se inscreveram-se nos grupos? Porque todos já estão cheios. Bom vou passar os horários que cada clube vai desenvolver suas atividades. – As porcarias das atividades. Começa escrever na lousa e alguns parecem animados e outros nem tanto.
Marco o horário em qual me inscrevi, melhor tomei a vaga de um garoto pois já estavam esgotadas. Natação é algo que gosto, três horas da tarde as quinta-feira. Olho os horários dos outros clubes e alguns alunos já estão reclamando. A boa batida na porta retorna e por ela entra a tal da Ino, seus olhos ainda estão vermelhos, sorri para professora e olha para lousa.
—Professora e quem não se inscreveu? – Pergunta ainda de pé, sua calça preta é justa delineia bem suas pernas, aposto que vai querer entrar para líderes de torcida. Combina com o perfil das garotas que ela pertence. – Ah Ino, a diretora disse que irá resolver pessoalmente está questão dos que ficaram sem vagas.
A professora diz e ela vai se sentar, sua carteira é atrás da minha. Sua blusa moletom verde escura está aberta deixando seu peitoral exposto. É ela se encaixa nos padrões de beleza da sociedade e no meu também. A professora começa a falar, mas não presto a atenção o cheiro de esmalte e os risos abafados me atrapalham. Viro para trás e encontro Ino enxugando uma lágrima e mordendo o lábio, procuro pelo esmalte e este está na mesa de trás da chorona e nela está sentada a tal da Karin que ri com outra menina, não faço ideia quem seja. Dar para sugerir o que está acontecendo, provavelmente a ruiva está mexendo com a loira que deve estar com sérios problemas os quais não são da minha conta. Viro para frente e olho para professora de óculos redondos e estranhamente ela me encara.
— Lee? – Este é o nome do garoto que está sentado comigo já que ele levantou a mão. É ele está empenhado em não dizer nada e se continuar assim ele vai ter um fã. – Você poderia fazer um favor? – A professora parece quer que ele fale algo, mas o garoto apenas faz que sim com a cabeça.
— Que bom então troque de lugar com a senhorita Yamanaka, faz este favor e eu não quero ter que fazer isto novamente está entendido? — Ela diz e Lee levanta pegando suas coisas, mas quem é esta Yamanaka?
Os risos acabam e eu tento me focar no conteúdo, mas minha atenção se desloca para tal senhorita. Ela senta e passa a mão pelo rosto, então este é seu sobrenome? Pelo visto nada escapa das lentes grossas da professora, terminou com a brincadeira da ruiva. Tomara que ela seja silenciosa como o garoto. Olho o relógio e cima da lousa, ainda falta tempo para acabar as aulas.
—Minhas crianças, terminem o conteúdo da página trinta e oito. Pode ser feito em dupla. – Ela diz e senta na cadeira começando corrigir qualquer coisa. Fito a apostila e é obvio que não vou fazer. O perfume dela está me enjoado, me lembrar disto para sentar ao lado de homens nas próximas vezes.
— Bom quer fazer comigo? – Estava demorando, penso que ela podia continuar chorando estava bom daquele jeito, sem ela falar. – Não vou fazer.
Digo sem olhar para ela e encosto ainda mais na cadeira. Ela começa a escrever e sua voz some. Olho para a sala e a maioria está fazendo os exercícios. O cheiro de esmalte está mais forte, droga. Viro-me novamente e vejo mais de três vidros coloridos abertos. Esfrego o nariz e acerto a mulher ao meu lado sem querer. Ela olha para mim como se eu devesse falar algo. Por fim desiste e volta a fazer a tarefa, não vou pedir desculpas. Alguém de trás levanta para entregar a folha de exercício e esbarra em Ino propositalmente que me acerta. Olho para o uniforme e para a cor do cabelo, era obvio que seria ela. Ino volta a fazer sua tarefa fingindo que nada aconteceu, isso é insuportável. Com certeza se fosse eu já teria batido a cabeça dela três vezes na parede, porém não bato em mulheres. Observo ela voltar para sua carteira, provavelmente não vai perder a oportunidade de infernizar minha colega. Passa sem fazer nada e isso surpreende.
—Ah! Esqueci de jogar o lixo. – Escuto ela dizer e a professora falar para ela se sentar, mas o salto dela faz barulho indicando que ela está em pé e em movimento. Vejo Ino terminar sua tarefa concentrada e logo depois várias bolinhas de papel cair sobre si.
— Karin pare com isso agora. – A professora grita chamando a atenção de todos da sala, será que ela não vai fazer nada? Observo Karin de pé bem perto da sua vítima, ela abaixa fuzilando Ino com os olhos e diz em um tom que somente nos dois podemos ouvir.
— Lixo tem que ficar no lixo e você não deveria ter saído de lá. – Algumas meninas se divertem e Karin retorna para sua carteira, Ino baixa a cabeça e recolhe algumas bolinhas de papel, incluindo as que me atingiram. Minha paciência está no fim, primeiro os esmaltes e agora sou deposito de lixo junto a tal Yamanaka? A professora retorna para sua mesa sem dizer mais nada e a atenção dos outros perdem o foco no teatrinho da ruiva.
— Não vai fazer nada? – Pergunto para a loira que parece surpreendida em me ouvir, ela simplesmente nega com a cabeça. Sangue de barata. Decido colocar a touca e com ela vem sujeira de apontador e bolinhas de papel.
Temari que ainda está olhando para Ino faz que não com a cabeça. Virou vidente agora, minha paciência acabou. Sinceramente eu não queria me envolver em nada, mas ela pediu demais. Levanto da carteira e vou-me até a lata de lixo que fica perto da mesa da professora, esta que me olha questionadora. – Decidi recolher o lixo. – Digo e ela afirma sorrindo, pensando ser uma boa ação. Temari me olha reprovando não sei porque ela faria a mesma coisa. Caminho até meu lugar e Ino pega a sujeira para colocar na lixeira.
— Não esquece de colocar ela também. – A tal da namorada do Naruto diz, por qual motivo marcarão está aqui? Junto todo o lixo derramado e percebo os olhares de alguns alunos da sala. Vou até Karin que já está pintando as unhas novamente. Antes de fazer o que quero faço uma pausa, será que vale a pena? Vou ver!
Pego os esmaltes e jogo na lixeira com força, já está de olhos arregalados por que? A professora começa a gritar. Ah já estou de saco cheio dela também. E por fim despejo o conteúdo da lixeira em cima da mulher e jogo a lixeira no chão. Volto para minha carteira e antes de me sentar escuto a voz de Karin.
—Por que você fez isso? – Não precisa gritar deste jeito, afinal foi só lixo escolar. Ela levanta nervosa e bate no uniforme para retirar qualquer impureza. – Da próxima vez que você resolver jogar lixo em alguém, olhe para o lado e veja se não há mais ninguém.
Não espero para ver sua reação e me sento a maioria da sala não ri, mas Naruto está rindo feito louco e é repreendido pela namorada.
—Qual é Shion, ela mereceu. – Escuto ele dizer do outro lado da sala, pego minha mochila pois tenho certeza que vou ver a diretora. – Você vai me pagar está entendendo? – Karin passa por mim e sai da sala sem autorização da professora que está desnorteada.
— Obrigada. – Ao meio dos murmúrios a voz dela soou baixa, virei-me para ela que sorri rapidamente. – Não fiz isso por você, não agradeça! – Seu sorriso some como previ, agora é só esperar as consequências. Percebo que seu corpo vira para frente e antes de ela se levantar escreve meu nome na folha de exercícios.
— O que está acontecendo aqui? – A figura de maior poder aparece na porta e ao lado dela Sasuke que entra e senta entediado, esqueci que ele é namorado da Karin, provavelmente iremos conversar mais tarde. A professora tenta formular algo, mas a diretora a corta antes mesmo de explicar.
— Bom seja lá o que for já está resolvido. Gaara o que você fez não é admito nesta unidade de ensino. – Olho para ela e a sala fica quieta.
— Está falando exatamente do que? – realmente eu não sei. A veia na testa dela começa a ficar visível. – Como assim exatamente? Estou falando de você ter tomado a vaga de um garoto no clube de natação.
— Ele não sabe nadar, foi o que ele me disse. – Respondo naturalmente e a paciência dela se vai. Naruto é o único que está rindo e tenho certeza que ele vai se ferrar por conta disto.
— Já basta! Gaara você não está no clube de natação, vou te colocar em outro e Naruto você vai para o mesmo que ele de puro castigo está me entendendo. – Naruto começou com seu protesto e quando olhei para a menina dos cabelos rosas ela estava negando e torcendo o rosto em sinal de desaprovação, mas acho que não é a minha aprovação e sim a aprovação do tal clube.
— Ah que bom que você está aqui... – Volto minha atenção para porta por que a histérica voltou de onde ela foi, mas Tsunade não deixa ela completar sua denúncia contra mim. – Silêncio e para você é senhora mocinha, vai para tua mesa agora! – O berro que ela deu deve ter chegado no térreo. Karin viu Sasuke e sorriu, finalmente foi sentar-se.
— Ino. – A diretora a chamou e a loira já levanta e pega suas coisas. – Não precisa pegar suas coisas, você não se inscreveu para nenhum clube, tem interesse em qual? – Ela retorna a sentar. – Pode ser em qualquer um, a senhora que sabe.
— Não. – Disse a menina dos cabelos rosas e Ino não entendeu o motivo, mas Tsunade parece entender.
— Sim! Temari e TenTen posso colocar vocês em qualquer um ou vão escolher? – Essa mulher está possuída, vamos relógio.
— Eu queria ir para o de futebol. – Acho que é a primeira vez que escuto a voz desta menina na classe. Futebol? Parece que alguns rapazes não concordam a não ser Naruto que faz sinal positivo para menina. – TenTen não temos futebol feminino na escola, vou te encaixar no mesmo grupo de Naruto ele vai gostar de ter você por lá. Temari?
Não deixou sequer tempo para a menina retrucar ou sua timidez não deixou, não sei. Tsunade deve ter algum transtorno ou algo do gênero porque esse jeito dela não pode ser normal, mas o que isso me importa eu quero ir embora. Então irmãzinha o que vai ser?
—Pode ser no de xadrez, eu não achei a folha quando fui me inscrever, acho que já estava cheio.
— Outra que se ferrou! – Olhei para trás e um cara de palito no canto da boca manifestou sua opinião e recebeu um olhar reprovador da diretora. – Temari o clube de xadrez fechou, mas não se preocupe eu te encaixo no mesmo que o Nara está, vocês têm algo em comum gostam deste jogo idiota!
Seu estresse é visível não sei por qual motivo ela nem soube ainda sobre o episódio do lixo. O relógio chegou onde eu queria e o alarme indicando o termino das aulas soou.
—Ninguém levanta! Não terminei nesta sala ainda. – A turma faz um coral em protesto que não adianta em nada. – Se vocês calarem a boca eu os libero! – O grito da loira de quarenta anos, deve ser sua idade, faz calar a boca da turma.
— Prestem atenção nos nomes que serão ditos. Eu os quero na escola hoje as sete horas certo? – A vontade de ir embora é tanta que alguns alunos até responderam sua pergunta com um “certo” tedioso.
— Shikamaru, Temari, Hinata, Naruto, Sakura, Neji, Sasuke, Ino, TenTen e Gaara quero vocês sem falta. Estão dispensados. – Enfatizou o meu nome e despediu-se da professora. Porcaria, o que será este clube? Bom amanhã eu descubro.
Sasuke Povs.
Provavelmente sem dúvida a pior merda que me aconteceu nas últimas semanas e o castigo por esta merda iria ser pior ainda, mas graças a Itachi Tsunade acabou se envolvendo. Na verdade não sei se agradeço ou xingo. Escutar minha namorada que parece ter algo a reclamar, como sempre, hoje nem pensar. Apenas quero ir para casa.
Não sei bem o que ela pretende com este clube, mais duas coisas tenho certeza. Primeira não deve ser tão ruim assim por que senão a Hyuuga não estaria nele e segunda vai ser o grupo mais estranho do que seja lá o que for, mas tudo é melhor do que ir para o colégio militar que meu pai iria me enviar devido o flagrante que recebi.
Estava em meu quarto apenas fumando algo considerado proibido quando meu pai resolveu falar comigo e pegou seu filho problemático, como ele gosta de dizer, fumando uma erva. Não sei o que deu nele, ele nunca quer conversar comigo, mas na sexta à noite resolveu. Sorte minha que não tinha mais nada em meu quarto, pois se tivesse provavelmente nem Tsunade iria resolver. Minha mãe ficou desesperada, não queria vê-la decepcionada daquela forma. Não soube o que fazer quando o ataque de fúria do coronel começou e quando acabou também não. O roxo devido ao soco que ele me deu não está mais visível, mas o corte pequeno no queixo ainda não cicatrizou. Foi até bom as porradas que levei, pois elas pesaram em sua consciência quando se acalmou.
Então foi quando Itachi entrou em cena, chegou como se não soubesse de nada e como é o orgulho do meu pai focou sabendo de tudo e que seu irmãozinho tolo, ou seja, eu iria para uma base militar. Porém convenceu meu pai que minha retirada do nosso meio social tão repentinamente iria causar reboliço. E meu pai o escutou porque Itachi sempre tem razão!
Foi então que Tsunade entrou, por que ela saberia o que fazer comigo. Meu pai foi até ela sábado e explicou a situação e pediu para que tudo fosse mantido em sigilo e ela aceitou em ajuda-lo me deixando a disposição da Senju para o que ela quisesse, desde que meu pai pudesse enxergar melhora em meu comportamento. E como uma boa pedagoga ela aceitou e todos ficaram felizes. Meu pai, minha mãe e Itachi que insiste em dizer que devo uma a ele pela sua ação rápida. Filho de uma ótima mãe.
Como um dos castigos o primeiro foi a retirada do meu carro, resultando na caminhada de volta para casa, mas ele vai ter que devolvê-lo pois tenho que utilizado a noite para vir na porcaria do clube onde Ino também está. Fui um dos últimos a sair da classe por isso ainda estou andando nas ruas quase desertas. Meu irmão já deve estar em casa, pois é acostumado a caminhar. Dobro a esquina e ao longe consigo ver a Hyuuga com Kiba ao seu lado, com tantas meninas na cidade e ele escolhe logo esta. Tsc, será que não conhece o senhor Hyuuga?
Mas isso não é problema meu. Vou atravessar a rua e olho para o lado para certificar-se não tem nenhum carro vindo e vejo Naruto com Shion andando abraçados. Ele é um idiota, se soubesse o que ela faz quando ele não está por perto duvidaria se a abraçaria daquele jeito. É pelo jeito vou ter que passar no mínimo uma hora do meu dia com um bando de estranhos, incluindo ele. Continuo o meu caminho devagar afinal pressa para que? Não tenho nada para fazer a tarde até a sete horas.
Hinata Povs.
Kiba finalmente se vai e eu posso pensar no clube de música. Sua companhia é agradável, mas acho que já me acostumei a estar só. Passo em frente à casa de Itachi e o vejo chegando em casa. Ele me vê e acena, retribuo o gesto e retorno a caminhar. Escuto passos além do meu e olho para trás encontrando Sasuke abrindo o portão menor. Ele a pé? Estranho.
Mas se ele está no mesmo clube que eu no mínimo ele deve ter aprontado uma. Por que foi isso que me pareceu, todos que tiram Tsunade do sério está nele, bom Sasuke, Naruto e Sakura estão no clube. Tsunade vai toda semana em nossa sala por causa dos três e acho que vai começar ir também por conta do aluno novo, o irmão de Temari.
Seu temperamento é forte, fiquei pasma com o que ele fez com a Karin e como Naruto disse ela mereceu! Ino é outra que não fica atrás de se encrencar por isso a minha conclusão. Os outros eu não posso dizer nada.
Aquele garoto é terrivelmente parecido conosco, ele deve ter parentesco com os Hyuugas, mas eu não sei como tentar descobrir algo ou me aproximar. Neji parece sempre estar de mal humor e mal fala na sala. Talvez ele seja diferente entre um número reduzido de pessoas, acho que Tsunade poderia me dizer algo antes que eu resolva comentar algo com meu pai. Porém acho melhor não adiar essa informação mais, porque se ele for da família Hyuuga, meu pai iria gostar de saber.
Chego em frente à minha casa e os portões estão abertos, meu pai deve ter chegado para o almoço, o único momento que todos da casa estão reunidos. Faço um gesto em cumprimento a Nane e deixo minhas coisas atrás da porta. Retiro minha blusa ficando somente com a camiseta lilás. Vou-me para sala de jantar e encontro Hanabi e meu pai sentados a mesa.
—Bom dia pai, Hanabi. – Sento-me e vejo os gestos com a cabeça em sinal ao meu cumprimento. Meu pai angustiado com algo e Hanabi despreocupada como sempre. O meu prato já está posto e seu conteúdo não me agrada, mas melhor comer assim mesmo.
— Pai eu estava vendo os álbuns de fotos da família. – Seus olhos levantam-se para me olhar e eu fico em dúvida se devo continuar ou não. – Sim e o que quer saber?
Sua pergunta soa séria e me arrependo de ter começado a conversa. Espera pacientemente eu terminar de mastigar para responde-lo enquanto bebe vinho tinto. Desvio meus olhos para Hanabi que presta atenção na conversa.
—E achei uma foto antiga do senhor e seu irmão gêmeo. – Suas expressões enrijecem e deixa visível o desconforto ao tocar na palavra irmão e o que ela representa. – E eu queria saber se o senhor tem notícias.
Deposito o talher no prato e fito Hanabi que me olha questionadora. Meu pai limpa a boca com o guardanapo e fica em silêncio. Agora como sempre ele irá fazer uma pergunta antes de responder a minha.
—Por que quer saber disto Hinata? – Bebe do vinho e espera que eu responda, mas fico em silêncio. – Não, eu não tenho notícias dele. – Desvio o olhar de meu pai para Hanabi que termina sua refeição. Hesito em continuar, mas ele parece aberto a responder minhas perguntas mesmo estando incomodado.
— E pai o senhor sabe se ele tem filhos? – Pergunto finalmente o que queria saber desde o início. Meu pai desvia os olhos pela primeira vez na conversa e em seguida fita o relógio. Não responde e eu não tenho coragem suficiente para questionar novamente.
— Não que eu tenha conhecimento, mas por qual motivo está interessada Hinata? – Ele deposita o talher no prato e apoia a mão na mesa. – Por nada meu pai, apenas fiquei curiosa em saber algo sobre ele. — Ele levanta e abotoa o terno. Hanabi franze o cenho pensando e algo que desconheço.
— E se ele tivesse uma filha pai? – Hanabi pergunta e Hiashi parece preparado diante da pergunta, como se já tivesse pensado sobre a possibilidade de ter uma sobrinha ou um sobrinho. Minha atenção volta se completamente para os lábios do meu pai, mais especificamente do que irá sair de lá.
— Se ele tivesse não filha, se ele tem uma filha. – Corrige Hanabi que não se importa e aguarda a resposta. – Ela seria uma Hyuuga como você. Com licença.
Começa a andar e então me lembro da reunião do clube. – Pai, hoje tem a primeira reunião da equipe na escola, irá ocorrer a sete horas. – Vejo ele parar e virar-se para me olhar.
—Dê o seu melhor. – Diz e sai do meu campo de visão, quando olho para Hanabi ela não está mais a mesa. Falando desta maneira me fez sentir culpa por estar omitindo sobre o que realmente estou envolvida. Se aquele garoto for realmente um Hyuuga, acho que meu pai vai aceita-lo sem problemas ainda mais se for filho do seu adorado irmão.
Naruto povs.
Eu e minha maldita mania de rir de tudo. Ainda bem que o Gaara entendeu que não era dele e sim da situação. Mas foi ótimo ver aquela cena. Deveria ter filmado, pois é a segunda vez que presencio Karin levando um banho. Primeiro de comida e depois de lixo e falando em lixo por qual será o motivo da implicância dela com Ino? Não pode ser apenas pelo Sasuke. Bom, mulheres são imprevisíveis e variáveis, não dá para falar de uma pautada em outra. Mas enfim estou indo para o encontro do clube em que Tsunade me enfiou só porque eu ri no momento errado. Fiz o que todos queriam fazer e ninguém teve coragem.
Vou a pé e devagar, pressa para quê? Esse clube não deve ser importante já que Tsunade colocou os que sobraram incluindo eu. Bom TenTen vai estar nele, isso é bom pelo menos vou ter alguém para conversar. Os outros não são muitos sociáveis pelo que eu me lembre.
Hoje Shion me infernizou para saber que raios de clube era esse, eu teria dito, mas a vovó Tsunade não me disse do que era. As coisas em minha casa já estão melhores, meus pais parecem que entraram em um acordo por um tempo. Acho que deve ser pelo fato de meu padrinho estar na cidade.
Olho no relógio e já são sete horas, estou atrasado, porém perto. Não tenho que me preocupar. Pelo visto não sou o único. Os dois irmãos acabam de chegar. Droga eu não sei onde é que vai ser a reunião.
—Naruto o que está fazendo aqui? – Quando estou no pátio deserto encontro o professor Kakashi que está surpreso em me ver. – Oi professor, estou aqui porque Tsunade mandou eu vir. Para tal reunião do tal clube. — A expressão de Kakashi é de incrédulo, fazendo o que eu disse parecer um absurdo.
— O que você fez? – Ele fala e ri ao mesmo tempo, como desconfiei este clube é a detenção depois da aula, as quais não fico um bom tempo. – Nada demais.
— Sei, vem comigo. – Kakashi faz sinal para que o siga e logo chegamos no auditório. Se for algo de sete cabeças eu apenas desisto, não tem nada que me obrigue a participar ou quase. Lembro ao ver a vovó Tsunade.
Tsunade Povs.
Sete horas. Acho que falei em turco pois não chegou nenhum infeliz ainda, nem mesmo Hinata, acho que vou ter que esperar alguns minutos.
—Tsunade, achei este perdido lá fora. – Kakashi me diz e atrás dele está Naruto. Quem diria o primeiro a chegar. Acho que tudo está melhor para ele, já que parece ter voltado ao normal.
— Vem Naruto, sente-se aqui. – Aponto para as cadeiras que coloquei em círculos, ele escolhe uma e senta olhando o local. Será que ele já esteve aqui? Escuto passos que são de Hinata. Aponto para as cadeiras e ela escolhe uma, bem afastada de Naruto. Logo em seguida chega os Sabaku, agora que dei me conta que os dois são parentes. Tomara que isso não seja problema. Eles se sentam separados, será que a convivência entre eles não é boa? Vou ter tempo para descobrir. Todos estão em silêncio, até Naruto e isso é preocupante para uma equipe, mesmo que seja o primeiro encontro e que a maioria desconheça o porquê de estarem aqui.
— Estou atrasado? – Minha atenção é chamada pela voz preguiçosa do Nara que vem devagar e senta-se no lado de Naruto. – Já estava indo te buscar.
Digo e vejo ele revirar os olhos e apertar a mão que Naruto lhe estendeu. Pelo menos um. Olho no relógio, sete e dez, ainda está aceitável. Hinata bate os dedos indicadores visivelmente retraída. – Desculpe o atraso.
Levanto o rosto e vejo a salvação. Ino chega e senta-se ao lado de Hinata e sorri para a Hyuuga que retribui. O silêncio retorna e Shikamaru me olha desafiador, certamente perguntando se não vou dizer a mesma coisa que disse a ele. Onde estão os outros?
A porta é aberta e por ela passa o meu problema número dois do momento, Sasuke o que vou fazer com você meu bem? Entra sem dizer nada e puxa uma cadeira ao lado de Temari e longe de Ino. Hun e ter que pensar que até o semestre passado vivia recebendo reclamações dos dois grudes nas aulas. Penso em começar, apenas falta três e dois vou esganar.
—Com licença. – TenTen abre a porta e entra ofegante. – Senta aqui TenTen. – Naruto a chama e puxa a cadeira desocupada ao seu lado. É posso começar agora que a maioria está acomodada e entediados.
— Bom falta dois delinquentes, porém vou começar mesmo assim. – Ninguém diz nada e eu volto a atenção para as folhas de aprovação. – Vocês sabem porque estão aqui?
Olho para o rosto de cada um e os que tem noção não querem manifestar-se. – Hinata querida, poderia dizer? – Pergunto para ela que nega com a cabeça. Ótimo.
—Este clube na verdade se trata de uma... – Escuto vozes atrás da porta e espero ela ser aberta. Primeiro entra meu problema número um e atrás dele a senhorita atrasada.
— Ah, vejo que chegaram atrasados, para não perder o costume não é Sakura? O que aconteceu Neji, perdeu a hora? – Sakura senta-se ao lado de Sasuke e Neji ao lado de Ino completando os espaços vazios. Não espero resposta. – Estou aqui não estou? Então começa logo.
Como esperado o esquentadinho sobrinho do Hyuuga manifesta a sua vontade de estar presente. – Já que me respondeu, me diga porque você está aqui? – Ele me olha e cruza os braços, não é divertido provoca-lo, mas quero ver a reação de Hinata em relação ao comportamento dele. Ela está atenta, provavelmente desconfia da semelhança entre eles.
—Por que uma louca me obrigou. – A resposta sem educação também já esperava, ele deve estar irritado com tudo isto. – Onde ela ficou? – Pergunto sobre a menina e somente Sakura parece saber só que estou falando. – Ficou com a vizinha.
Responde me depois de alguns segundos e Hinata está um pouco assustada ou surpresa, mas a entendo. É difícil ver uma pessoa tão parecida com seus parentes responder desta maneira.
—Bom vamos ao que interessa. Como dizia isto não se trata de um clube e sim de uma equipe. Mais precisamente de música. – A expressão de incrédulos chegaria a ser hilária se minha escola não dependesse deles. Acho que deveria ter escolhido melhor meus competidores. – Todos estão aqui por um motivo e espero que colaborem comigo certo.
O silêncio é incomodador, pois não sei se é de recusa ou de aceitação. – Temos dois meses até a primeira seleção. Funciona assim. Ocorre as inscrições das equipes em junho. O grupo musical simplesmente tem que fazer uma espécie de cover de artistas famosos ou músicas que marcaram época.
—Mas Tsunade, a senhora disse que a campeonato é em 93. – Hinata finalmente diz algo, quebrando o monologo. – Sim eu disse, mas na verdade este é a última parte da competição, dos finalistas em nível nacional. – A reprovação é majoritária e está estampada na face de cada um.
— Como dizia, não temos que criar as próprias músicas apenas cantar muito bem as quais escolhemos e o tema deste campeonato é Lembrar é reviver. As músicas que serão utilizadas só podem ser do ano 1990 para baixo.
Vejo Sakura levantar da cadeira meio pálida, não sei porque, mas vou saber. – O que foi Sakura? – Pergunto e vejo ela respirar profundamente e então recordo-me do dia em que estive na casa do delinquente. – Eu não posso participar disto. Eu não sei cantar e muito menos dançar ou fazer algo do gênero, estou fora.
Ela pega sua mochila e vai em direção da porta, os outros ainda estão sentados milagrosamente. – Sakura volta aqui agora! – Hinata leva a mão ao ouvido pelo grito que dei para Sakura que para e encosta na porta.
—É por isso que temos dois meses para nós preparamos até a primeira seleção, agora venha e sente-se. – Olho para TenTen que faz sinal negativo para Naruto. – Calma, eu posso terminar, depois vocês entram em pânico. – Sakura retorna e senta-se em sua cadeira recebendo um olhar de Sasuke aparentemente calmo.
— Eu sei que pode parecer um castigo para todos, mas é uma oportunidade. O prêmio além de uma quantia em dinheiro para a instituição também são três bolsas para a universidade. – Sasuke revira os olhos como se isso não fosse nada, este garoto me tira do sério.
— Eu sei que para alguns de vocês bolsas de estudos não é nada, mas para alguns tem muita importância e Sasuke respeite isto! – Grito a última parte, meus nervos já eram. O silêncio reina e eu arrumo os cabelos. Que dia estressante.
— Bom como eu estava dizendo temos um tempo considerável. Alguém quer dizer algo pelo amor de Deus. Algo produtivo. – Puxo uma cadeira e sento-me, Kakashi está aqui o tempo todo e não me ajudou? Filho de uma mãe.
— E como são estas competições? – Ino pergunta enquanto separa mechas de seu cabelo. Sabia que a ideia de oportunidade de cursar uma faculdade a interessaria.
— Primeiramente a inscrição é feita e então temos que esperar para ver se somos aceitos.
— Tem isso também é? – Naruto me diz assustado e faz TenTen e Shikamaru rir. – Tem Naruto e nós já fomos aprovados.
— Mas como? Não tem que ter a relação de participantes na hora que faz a inscrição? – Temari questiona e me pega de surpresa, lanço um sorriso para ela, menina esperta.
— Tem que ter sim, alguns nomes já estavam e outros eu anexei semana passada. Vocês representam a escola no torneiro. Eu já participei outras vezes do evento, mas nunca ganhei e então desisti de participar nas últimas edições, mas conheço as regras e tudo relacionado.
As meninas parecem um pouco animadas com a ideia, porém a reprovação masculina é total. Gaara e Neji só faltam sacar uma arma e atirarem nas próprias cabeças. Vou dar um jeito nisto agora.
—Continuando. Após a aprovação a primeira seleção ocorre no final de outubro, sendo que daqui três dias já é setembro. Como disse anteriormente pode-se usar as músicas, mas a parte técnica, instrumentais, iluminação é de inteira responsabilidade do grupo. – Analiso os rostinhos após está informação e o resultado é fraco, porém satisfatório.
— Ou seja quem toca os instrumentos são os integrantes, agora aposto que alguns de vocês sabem o motivo de estarem aqui. Eu não faço nada por vingança ou punição, está certo que posso até me divertir com isso, mas enfim.
Olho para Naruto que coça a nuca estampado o seu sorriso envergonhado na face. Gaara parece entender o motivo, mas aposto que está pensando de que forma eu soube de algo íntimo.
—E no caso de quem não sabe cantar ou tocar, qual é seu motivo de estar no grupo? Só porque não tinha time de futebol feminino? – Ai, isso me surpreendeu. TenTen parece irritada e me deixou em um beco sem saída, não sei o que responder. Sinceramente não esperava está reação dela.
— Organização, seleção, figurino, determinação e pulso firme. – Levanto meus olhos e encontro Kakashi sentando-se ao lado da menina. Tomara que ele não estrague ainda mais as coisas. – Ou você acha que Tsunade iria dar conta desses delinquentes sozinha? Ela precisava de alguém para ajudá-la e está pessoa poderia ser qualquer uma, mas foi você então não se menospreze. – Kakashi conclui sua fala e me alivia, TenTen não parece convencida por sua argumentação, mas aceitou. Eu deveria ter me preparado melhor.
— A alma da equipe. Vi isso em um filme uma vez. – Naruto diz sem ter noção do que fala, garoto. – Que equipe? Eu não vou participar desse circo.
Sasuke diz e se levanta enfiando as mãos no bolso da calça. Ah, garoto se eu não precisasse de você o mandaria plantar batata no inferno.
—Ah! É claro, tenho certeza que você prefere ir para o colégio militar que teu pai vai te enviar. Mande lembranças minhas. – Ele morde o lábio quando o lembro deste pequeno mais importante detalhe, ele retorna e senta.
— Bom acho que no momento é isso. Eu aviso quando começar os ensaios. Vocês podem escolher as músicas, mas lembrem-se de 90 para baixo. – Distribuo as folhas e alguns ainda estão resistentes, mas outros estão aceitando bem. Como Ino e Shikamaru, o segundo porque não tem escolha. Sinto o cheiro de cigarro e olho para trás já sabendo de quem se trata.
— Eu não vou falar nada para você, apaga isso. – Ele faz que não e pega uma folha quando passa por mim, vai até Sakura que está atenta ao conteúdo da folha e pega sua mochila.
— Estou indo embora, vamos Sakura. – A menina levanta e acena em minha direção. Respiro fundo para não surtar na frente dos alunos, minha fama já não está boa. Hinata está pasma e Sasuke com a sobrancelha arcada.
— Ei, eu posso ir com vocês? – Ino levanta e fala alto, mas Neji não está mais na sala, porém Sakura retorna e faz sinal que sim e para segui-la. Eles moram no mesmo bairro e já está tarde, faz sentido. Sasuke balança a cabeça e sai em seguida. Shikamaru pega umas folhas com Kakashi e também some.
— Ei Hyuuga, vai embora sozinha? – Temari pergunta ainda sentada. – Meu pai disse que iria vir me buscar, mas acho que teve um imprevisto. – Típico do pai dela, sempre ocupado com os negócios e nunca tem tempo para as filhas.
— Vem com a gente se quiser, moramos perto. – Hinata se despede, a única que fez isso além da Sakura, mas está fez de pirraça, até agora e segue Temari. O ruivo já não está mais entre nós.
— TenTen eu vou com você – Escuto Naruto dizer para a morena, que faz não com a cabeça, ela deve ter vindo sozinha e já são nove da noite. – Não Naruto você nem mora no mesmo bairro que eu.
— Esta tarde para ir sozinha e se acontece algo com você? Você poderia ter descido com a Sakura, mas ela nem se dignou a te chamar. – Um completo cavaleiro, certamente Sakura não sabe que TenTen mora no mesmo bairro.
— Que bonitinho, mas pode deixar que eu a levo para casa, tenho que conversar com ela. – Atrapalho a pequena discussão entre colegas. Naruto é derrotado no fim das contas.
— E você não disse que está a pé? O Vila Nova é distante. – TenTen diz. Naruto a pé, o que será que ele fez desta vez para Minato tirar seu carro. – Está bem, está bem. Então eu vou nessa, até amanhã.
Se despede e sai com Kakashi em seu encalço. Desligo as luzes e seguimos para o carro em silêncio. – Entre TenTen.
Digo e ela entra no carro colocando o sinto de segurança, viro a chave. Já estou na rua quando resolvo puxar conversa. O tempo passou muito rápido e nem lembrei de informar que o próximo encontro seria na quarta.
—TenTen, amanhã você pode avisar os outros que o próximo encontro será na quarta? – Ela afirma com a cabeça e observa as ruas.
— Temos muito trabalho para fazer. – Chamo a atenção dela que me olha entediada e sem animação. – Quem aparece na frente dos jurados são os que ficam com a parte fácil. – Acendo um cigarro com dificuldade e espero alguma reação da garota. Ela abre o vidro incomodada com a fumaça.
— Sei, e o que exatamente nós, digo eu faço? – Desvio os olhos da entrada para olha-la. – Me diz você queria cantar? – Ela suspira e aperta as próprias mãos.
— Não é isso! É que ficou parecendo com sou um tapa buraco ou um peixe fora do aquário no grupo. Por que parece que todos sabem fazer algo relacionado a música e eu sou a única que não sei nada. – Acelero meu carro fazendo ela me olhar com medo. Se ela soubesse como está precipitada em sua conclusão.
— Como disse TenTen quem canta fica com a parte mais fácil. São inúmeras tarefes a ser desenvolvidas para que uma apresentação saia da melhor forma possível e eu sei que você é perfeita para executa-las.
Ela me escuta e não diz nada, aponta para uma rua sem saída e para uma oficina no meu do quarteirão. Paro o carro e ela abre a porta, ao certo deve morar no andar de cima, as luzes estão todas apagadas. Pelo que sei ela não é sozinha no mundo.
—Boa noite Tsunade. – Ela se despede e bate à porta do carro. A má iluminação impossibilita que eu veja se ela entrou em casa, espero mesmo assim para certificar que tudo está bem. Encosto a cabeça no banco, enfim o dia acabou e minhas expectativas também.
Ligo o carro e dou ré, agora o que me resta é ir para cada antes que fique mais tarde. Amanhã promete e sorte de quem pode ficar na cama até mais tarde.
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