Golden Keys
2 Capítulo 2 - Fale sério.
Notas iniciais
Aqui vai o segundo capítulo, não demorei para escrever esse. Já tenho 3 capítulos prontos, incluindo esse :DD
Espero que gostem.
[...]
Chegando na escola, já comecei a pensar em como seria minha rotina. Acordar, comer, ir para a escola, voltar para casa, almoçar, treinar, pescar, trabalhar, voltar para casa, fazer a janta, e ir dormir.
Odeio minha rotina.
A única coisa legal nessa parte é pescar e ir ao treino. O treino não é beeem um treino, mas enfim, nós treinamos. Eu e meu amigo Loke, nesse treino nós juntamos energia mágica e armamos umas madeiras como se fossem combatentes, Loke com sua Ring Magic (magia do anel), com essa magia, Loke evoca a magia de Regulus, um leão extremamente poderoso, e ela é evocada através de um anel.
E a minha magia? Bom, eu sou uma maga estelar, minha magia está em cada uma das minhas chaves, tenho 10 chaves do zodíaco, que são as chaves de outro, e não me considero fraca. Além dessas chaves tenho algumas de prata, que são espíritos secundários, mas do mesmo jeito são poderosos. Além disso tenho meu Fleuve d’étoiles, uma corda expansiva e colorida, que me dá um suporte bem razoável!
Mas enfim, o sinal está quase tocando aquela música ridícula do estado. Um hino que dá desgosto de ouvir, no meu antigo país, o hino tinha um som calmo e tocante, ao contrário deste aqui. Loke concorda comigo, e falando em Loke, ele ainda não chegou.
Tudo bem, ele falta bastante, mas por acaso ele poderia faltar em outro dia e não neste? É um dia importante. É o dia em que o presidente do estado visita todas as cidades próximas.
– Meus amigos, e minhas amigas. Hoje irei abordar temas um pouco diferentes do normal. Não irei falar sobre melhorias. Irei falar sobre algo que está acontecendo entre as cidades. Não sei como, mas as cidades estão lutando contra si. Aguardem um pouco, e mais tarde iremos ter nossa conversa semanal! — Disse anteriormente o o presidente.
Eu ainda estava esperando Loke chegar, e ele simplesmente não chegava de jeito algum. Eu estava começando a ficar desesperada, como ele pode ser tão irresponsável em um dia como esse?
– Lucy! Ai está você, eu estava te procurando porque você esqueceu sua mochila comigo. — Disse Michell me entregando uma sacola feia e marrom.
– Obrigada, mas agora volte para sua fila.
Ela voltou para a fila cheia de gente minúscula, ela deveria dar graças aos deuses por ter nascido alta. Como ela é educada comigo quando estamos perto de outras pessoas... Nunca havia reparado nisso.
– Lucy! Oi! Eu cheguei muito atrasado? Já acabou o discurso? Desculpa...
– Loke!!! Você finalmente chegou, eu estava ficando preocupada, afinal, você nunca falta.
– Por pouco não matei aula, odeio esses discursos, para mim é tudo conversa furada.
– Não acho... as vezes eles falam algumas coisas legais, tipo melhorar essa cidade, mas acho que não. Essa cidade é uma causa perdida.
– Nem. Tem chances de mudar quando eu me tornar presidente desse país.
O sonho de Loke era se tornar presidente, e dar condições melhores para as famílias pobres, mal sabia ele que é impossível resolver esses problemas apenas se tornando presidente, mas nunca iria estragar os sonhos dele.
– É, talvez.
– Ei, vai começar, vem logo senão vamos perder nossos lugares vip.
– É tão vip que nós sentamos no chão.
Sentamos em nossos "lugares vip" e aguardamos a chegada do presidente. Ele é um velho barbudo e se parece muito com Papai Noel. Finalmente depois de meia hora esperando, o Papai Noel chegou.
– Amigos e amigas, desculpem a demora. Mas finalmente depois desse tempo eu chego para dar a boa notícia.
"Como todos sabem, nosso país entrou em guerra a pouco tempo. Essa guerra foi uma coisa criada pela própria população, com o objetivo de saber qual cidade é mais desenvolvida. Como o governo não aprovou essa guerra que deixa uma má impressão da nossa querida Copenhague. Mas, apesar de toda essa guerra o governo decidiu exatamente o que fazer. Haverão alguns sacrifícios, mas todos aqui se sacrificariam pela sua pátria, não?"
– Loke, é sério isso que ele está falando? Ele vai matar pessoas? — Eu sussurro para Loke que está a beira de gritar pedindo "Que merda é essa?"
– Não, não é sério. Definitivamente não pode ser sério. Espera, ele vai continuar. Fica quieta e vamos ouvir direito dessa vez.
– Bom, devem estar se perguntando porque estou falando isso. A decisão do governo, será posta em um jogo. Como funcionará esse jogo? Simples:
"Serão sorteados um garoto e uma garota entre 12 e 18 anos, de cada uma das dez grandes cidades desse país, irão competir em uma batalha. A população será representada nessa pessoa. E quando restar apenas um, a cidade será proclamada vencedora."
– COMO ASSIM? — Alguém sentado bem atrás gritou.
– É exatamente o que vocês ouviram. — O presidente respondeu.
– MAS QUE SENTIDO ISSO FAZ? — Gritou outro
– Assim a guerra acabará.
– MAS ASSIM CRIANÇAS IRÃO MORRER! — Dessa vez foi Loke que gritou. Eu fiquei assustada, como ele poderia desafiar o presidente dessa forma? Ele poderia até morrer... Até eu poderia morrer...
– As crianças representaram a forma de como o país está se desenvolvendo. Agora esperem até amanhã para realizarmos os sorteios em todas as cidades! Obrigado.
– EI, VOLTE AQUI SEU CARRASCO IDIOTA. — Um menino que estudava comigo gritou, ele estava chorando muito, aparentemente seu irmão tinha acabado de completar 12 anos, e assim poderia participar do sorteio. Assim isso fez com que eu pensasse também... Minha irmã acabou de completar 12 anos também, dessa forma: Ela também poderia entrar.
– Não queremos mortes antes do jogo, então por favor se afaste — O guarda falou para o garoto. Ele correu, provavelmente ao encontro do seu irmão.
– Isso me faz lembrar.. Lucy, nós temos 16 anos, podemos participar. — Loke falou para mim, com uma voz baixa.
– Não me importo de ser sorteada... Só... Michell...
– Lucy...
Ele correu para mais perto de mim, e me abraçou forte. Só que dessa vez, eu não fiquei vermelha. Eu comecei a chorar no ombro dele, Michell poderia ser sorteada, Loke poderia ser sorteado, sua irmã Áries poderia ser sorteada... Eu poderia ser sorteada.
Só que nesse jogo, não ganharíamos nenhum prêmio.
[...]
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