Going After Her
20 Capítulo 20
ADA
Não demorou até rastrear completamente o tal de Qin Mao Shi, simplesmente porquê ele era membro da Tríade. O que Ada precisava ter certeza era de todas as correlações desse homem dentro da própria organização, ele estava à mando de quem? Quem teria coragem de levar um golpe adiante contra Syaoran? A espiã tinha suas suspeitas, mas precisava de provas concretas a respeito de todas elas, e também porquê sabia que não podia simplesmente eliminar as principais aranhas, precisava destruir a teia inteira.... ou isso se repetiria.
Essa investigação sem querer a colocou de volta em sua missão original, ao que tudo indica, seu irmão foi traído por membros da Tríade que queriam se envolver com o tráfico de B.O.W’s pela Eurásia. Deter exemplares, manipular pesquisas... nisso sim a organização sempre esteve envolvida. Mas liberar B.O.W’s por aí, para qualquer um, para quem pagar mais? Nunca. A essa altura, o Vice-Primeiro-Ministro do Turcomenistão já havia entregado o ouro, provavelmente agora estava com medo de morrer pelas mãos do traidor, mas era isso ou morrer pelas mãos de Ada, não muito depois de ter sua carreira política destruída. E segundo as informações colhidas com o político, Ada e Jake já sabiam de sua próxima missão, a base espacial abandonada aos pés da Khan Tengri, o ponto mais alto do Cazaquistão, montanha assustadora e gélida. Todos pensam que a base está inativada, mas com a ajuda dos políticos corretamente corrompidos, era o melhor lugar em todo o território para esconder todo o material bioterrorista que estava escoando da China, o chefe de Qin Mao Shi, com certeza estaria lá!
Meia hora depois de terminar seus relatórios, criptografa-los e envia-los ao pai, Jake voltou, ele partiu cerca de três horas antes para arranjar os últimos detalhes para o acampamento, roupas adequadas e armamento, agora estava ali de volta, se aproximou e a beijou.
“ – Prontos?” — Ele acariciou sua barriga brevemente. Agora, estava mais aflito do que raivoso – Saiu quase chutando portas horas antes — a verdade que é Jake não concordava que ela fosse, dizia que isso não é trabalho para ela, não no estado em que estava.
Ada sentiu o bebê inquieto e chutando suas costelas violentamente durante todo esse tempo, mas bastou o ruivo chegar e o menino sossegou. Ada sabia... antes mesmo do quarto mês o feto já tinha audição e esta fica mais acurada a cada dia, estudos recentes dizem inclusive que a voz grave masculina chega mais facilmente aos ouvidos do feto do que uma voz feminina, e que esses mesmos estudos revelam que aos seis meses de gestação, o bebê já reconhece a voz do pai... Ada estava irritada com Jake nos últimos dias, mas não conseguia sentir raiva, no fundo, sabia que não era culpa dele. Não era culpa de Jake ela amar outro, não era culpa dele ela ser uma mulher tão complicada, não era culpa dele o bebê reconhecer sua voz e até seu jeito de andar e o som de suas botas... bastava Jake chegar perto, falar algo ou tocar em sua barriga que o menino se acalmava. Jake sofreria, o bebê sofreria... Como seria quando o filho nascesse e procurasse pela voz que ele cresceu escutando todos os dias, Procurando por Jake? Isso não seria culpa de Jake também. Leon poderia estar longe dalí agora, enganado, sem nem sonhar que seu menino estava para chegar, o mesmo menino que de algum modo, um instinto animal curioso criado pela natureza, acredita que Jake Muller é o pai dele – ou o macho que copula com sua mãe e toma conta do território onde ele irá nascer– seja lá qual for o entendimento humano ou animal dessa coisa toda, e isso não foi culpa de Jake, Ada sabia de quem era a culpa, sabia que era dela e de mais ninguém.
“ – Prontíssimos.” – Respondeu forçando um sorriso, e sabendo que Jake percebeu que era um sorriso falso.
“ – Isso é mesmo necessário? Alexei e eu podemos perfeitamente fazer isso sozinhos.”
“ – Jake... as ordens do meu pai são para ser obedecidas, nunca discutidas. Se eu fosse uma grávida normal que pudesse escolher ficar sempre segura, eu não teria te contratado.”
Jake estreitou os olhos, rangeu os dentes e segurou mais uma vez um protesto, ele sabia que não adiantava, já discutiram demais por esse mesmo motivo nos últimos dois dias... Haviam outros motivos para Ada estar profundamente irritada com Jake, e essas discussões não ajudavam. Mas a preocupação do rapaz com o seu bem estar e segurança era genuína, quase tocante, isso fazia a espiã relevar e voltar a manter sua calma e frieza características todas as vezes que sentia vontade de mandar o rapaz ir à merda.
“ – Bom menino.” – Ela zombou quando ele pegou as malas e deixaram o quarto.
LEON
Durante os últimos dias no Cazaquistão, Leon conseguiu não mais pensar em Ada Wong, Jake Muller nem mesmo em Helena. Não queria pensar. Estava cheio de trabalho e... tinha Manuela lhe esperando todas as noites. O agente não mudou seus planos de futuro, não imaginava filhos e uma casa no subúrbio, para falar a verdade, nunca se imaginou marido de alguém, mas nesse ponto... agora tinha sim, alguns planos. Devido as ultimas circunstâncias, abriu exceções e fez isso por Manuela.
Estava disposto a ficar ao lado dela, ser seu amigo, companheiro e protetor... ama-la a sua maneira, a maneira que era possível. Leon nunca esteve tão decepcionado amorosamente quanto estava agora. Para falar a verdade, depois daquela pessoa que ele preferia não pensar a respeito, Leon não acreditava mais em amor genuíno, aquele que é o coração quem escolhe, tal sentimento não é racional, talvez aqueles cientistas que comparem o amor a doença estejam certos. Tal sentimento lhe proporcionou explosões de prazer e felicidade extremas, com aquela mulher que ele preferia nem lembrar, Leon poderia dizer que viveu os momentos mais felizes de sua vida... mas por um preço muito alto, em troca, ela lhe cobrou também suas piores, mais amargas tristezas e decepções.
Com Manuela seria diferente, ambos tem a mesma natureza calma, generosa, solidária e abnegada. Com Manuela, Leon não viveria felicidades extremas e explosões de paixão, mas por outro lado, também não conheceria o limbo, nunca mais. Com Manuela não haveria pontos altos, mas também não haveria os baixos... sua vida seria uma constante, equilibrada, e talvez seja essa a verdadeira felicidade, a felicidade dos inteligentes. Esse ano completou 38 anos, já viveu emoções o suficiente, aventura, terror e amor impossível... agora era hora de ser realista. Sem querer a vida lhe deu a melhor opção, a mais correta. E essa opção era a mocinha que ele conheceu naquela maldita selva na fronteira da Venezuela com a Colômbia.
Leon sorriu ao se lembrar da esposa. A mocinha que virou uma mulher, a sua magrinha morena que gostava de andar descalça, que gostava de fazer tranças no cabelo enquanto assistia TV, que fazia cafuné nele até ele dormir, que organizava suas meias para não perder e pendurava suas camisas para não amassar, que pregava os botões que caiam e até cortava o cabelo dele. Manuela chegava ao absurdo de nunca reclamar quando ele largava a toalha molhada em cima da cama, nem em cima do sofá, não foi assim quando estavam em casa... e não mudou depois que transaram.
E se for pensar no sexo, sem dúvidas poderia afirmar que esse era o único item daquele casamento que definitivamente não seria morno. Manuela, apesar de tímida e muito contida com os outros, tinha sangue quente correndo nas veias e acabava virando outra pessoa quando estavam na cama. O ditado “quem nunca comeu melaço, quando come se lambuza” não poderia ser mais adequado para ela que foi privada de sua liberdade ainda uma menina e virou uma mulher adulta completamente reclusa, que somente aos 29 anos foi conhecer o que era um beijo, um amasso e por fim o que era sexo e depois orgasmo, mas quando o fez...
“ ...Eu estou me aproveitando de você... E se você está de coração partido, vai me dar o que eu quero...”
Leon já sentia o próprio corpo ansioso para chegar ao hotel e encontra-la. Não tinha as melhores noticias do mundo para dar, mas sabia o quão era difícil estragar o bom humor dela. Mesmo assim, comprou um presente para ela no caminho. Não porque queria comprar a alegria dela, era apenas um mimo, algo do tipo “lembrei de você enquanto andava na rua” ou “Hey, é bom estar casado afinal”.
Ao chegarl e entrar na suíte, a encontrou de pé, de costas para ele, observando o movimento da rua com os vidros fechados. Tinham uma visão privilegiada naquela suíte que ficava na cobertura do prédio, que seria melhor aproveitada com a janela aberta... mas sua magrinha ainda não estava habituada ao frio. No Cazaquistão até mesmo no verão as noites eram sempre frias. Leon fechou a porta com cuidado para não fazer barulho e caminhou até a esposa silenciosamente, ela assustou no primeiro segundo em que ele a abraçou por trás, mas quando percebeu de quem se tratava relaxou imediatamente deixando a cabeça recostada no ombro dele enquanto ele lhe beijava o pescoço.
Manuela deixou escapar um gemido de prazer e Leon não demorou a puxá-la pelo queixo e beija-la na boca. Os beijos dela eram sempre molhados, a boca dela estava sempre morna e ela parecia sempre ter fome dele.
“ – Eu trouxe um presente.” – Leon não sabia dizer se ela pareceu feliz por ter ganho algo ou se estava frustrada por ele ter interrompido o beijo. Ele a entregou uma caixinha que ela abriu com cuidado. Era um lenço azul esverdeado de seda pura da melhor qualidade, bordado com delicados fios de prata. Ele mesmo envolveu o pescoço longo e delicado de Manuela com o presente, ele sabia – e nem queria – que ela não usaria um véu – até porque esse em questão era transparente demais para esse fim — mas era uma peça tão fina e bem feita que tinha muitas outras utilidades – Pelo menos foi o que a moça da loja disse. “ – Realça seus olhos.”
“ – Obrigada. É lindo.”
“ – Uma lembrança do Cazaquistão... antes de partirmos.”
“ – Já?”
“ – Para falar a verdade, eu saio amanha bem cedo, antes do sol nascer. Você fica aqui, é mais seguro. Quando eu terminar de investigar a base abandonada ao pés da Khan Tengri eu passo aqui para te buscar e partimos imediatamente de volta pra casa.”
Era estranho, não fazia exatamente o seu perfil, nunca fez. Mas falar assim com Manuela, que estavam voltando para casa, Nossa casa, foi assustadoramente confortável. Ela abaixou o olhar por um segundo.
“ – O que foi?”
“ – É muito perigoso?”
Gostaria de dizer que não, mas ela era uma boa testemunha de como funcionava o seu trabalho de campo, não conseguiria engana-la.
“ – Acho que já fiz piores.” – Sorriu. Não mentiu, realmente acreditava que comparado a outros tantos, o risco desse era bem menor. “ – E você não vai ficar aqui sozinha, Helena acabou recrutada também, ela deve ficar aqui em Oskemen até eu terminar a minha parte, se tudo correr bem, ela parte para a base e assume tudo. Então eu volto.”
Leon nunca teve isso, nunca nem ao menos experimentou essa sensação, de ter alguém que se preocupa esperando ele voltar. Ter para quem voltar. Ele não sabia dizer exatamente como se sentia a respeito, a última pessoa por que alguma vez se sentiu responsável, foi Sherry... mas de uma forma diferente. Manuela dependia dele como protegida e também como mulher, o quão horrível seria para ela se ele não voltasse? A maneira como ela o abraçava agora parecia dizer tudo.
Manuela tomou suas mãos entre as dela e começou a puxa-lo até o quarto. “ – Achei que estivesse com fome, ia te levar pra jantar.” – disse como pôde por entre o beijo antes de cair com ela na cama.
“ – Meu marido está partindo essa madrugada, eu só tenho algumas horas para aproveitá-lo... mas tenho a vida inteira para comer!”
O louro gemeu quando ela serpenteou a mão por dentro das calças dele e o tocou lá em baixo. Manuela aprendia rápido... chupou a pele fina do pescoço dela, com mais força que o planejado. Os sapatos e as peças de roupa iam saindo de seus corpos, uma à uma.
Mais de uma vez, Leon escutou... de Claire, de Helena, Adam e até mesmo Chris... que ele era um típico príncipe encantado, sempre atrás de uma donzela para proteger, mas ao contrário dos contos de fada, todas as suas protegidas fugiam depois de serem salvas. A sua maior escolhida – a única, aquela que ele prefere não lembrar – por tantos anos, nunca quis e por muitas vezes nem precisou de sua ajuda, algo não estava encaixando. Talvez seus amigos estivessem certos, ele sofria de alguma “Sindrome de Cavalheiro”. Manuela era que a mais se encaixava, foi uma donzela em perigo que ele salvou e foi a única que quis continuar ao seu lado depois disso.
JAKE
Os primeiros raios da manhã chegaram bem depois de Ada e Jake levantarem acampamento, o complexo da base abandonada era enorme. Estavam há 1km do enorme muro que cercava toda a base, uma vez lá dentro, depois de caminharem 500 metros após muro, viria o primeiro complexo de prédios e por ultimo, com mais 1km de distância vinha um único prédio, discreto, pois ele daria acesso a uma construção monstruosa porém subterrânea.
Jake observava a planta virtual pela enésima vez. Aprendeu muito com Ada é verdade, mas a enorme maioria de seu perfeccionismo vinha desde antes, sabia que poderia ser acusado de qualquer coisa, menos de ser incompetente ou inexperiente. Saiu da barraca por alguns segundos para respirar um ar fresco, sentia-se confortável no frio estava acostumado, ao longe podia observar a montanha coberta de neve, que mesmo distante era assustadora. Uma muralha de negro e gelo. Observou a moto de neve chegar não muito tempo após, era Alexei.
“ – Ela só esta te esperando para repassar as ordens.” – disse Jake.
Entraram novamente na barraca militar, e lá estava Ada, tranquila, limpando uma pistola com um pedaço de pano. “ – Prontos, meninos?”
“ – Qual é o plano?” – disse Alexei.
“ – Simples, você entra primeiro.” – Jake pôde prever que esse era o primeiro passo. Alexei também fazia uso de uma Grapple Gun, normalmente era Ada a primeira a entrar quando a intenção era uma ação furtiva, mas com aquele barrigão, faria todo o sentido Alexei fazer esse serviço dessa vez. “ – Então nos dá acesso. Uma vez lá dentro, nós três estudamos uma maneira de chegar furtivamente ao primeiro complexo de prédios... se isso não for possível...” – Ela bateu levemente em sua arma. A gente parte pra ignorância mesmo.
A equipe técnica já os acompanhava plenamente via satélite, não era só a DSO que tinha uma hacker profissional, a Organização tinha vários e a própria Tríade também.
Gostaria de falar mais uma vez que era absurdo ela ir, absurdamente desnecessário, mas agora as vésperas de entrar, isso não seria mais correto. Ele tinha experiência de campo o suficiente e treinamento para saber que quando se está às portas de uma missão, deve-se manter o foco somente no objetivo principal, isso pode ser a diferença entre estar vivo ou morto, discussões desnecessárias que não mudariam as ordens de Long-Meng muito menos a decisão de Ada só criaria uma tensão desnecessária no grupo.
Alexei cumprindo prontamente às ordens, saiu na frente. Ada já partia rumo a saída, quando Jake teve um ímpeto de puxa-la de volta e simplesmente o fez. E não disse nada. Apenas a beijou, longa e calmamente. Quando terminaram e Jake abriu os olhos, Ada ainda tinha os dela fechados, suas respirações se encontravam fazendo vapor no ar frio.
“ – Eu te amo.” – Sabia que não escutaria uma resposta.
E não escutou. Sua resposta foi outro beijo, ele sabia, essa era a única resposta que ela dava sempre que ele dizia as três palavras.
“ – Boa sorte, Jakob.” – Ela sorriu de maneira provocante antes de deixa-lo e sair na frente. Jake só pode ouvi-la dizer ao longe. “ — Espero que não esteja enferrujado!”.
Exatamente 1km de caminhada, com toda atenção para não serem vistos. Alexei já estava lá dentro, Jake e Ada já recebiam o sinal dele através de seus pontos auriculares.
“ – Estou dentro, pombinhos... foi fácil. Dirijam-se para o portão lateral, é usado par a entrada de veículos grandes. Mas cuidado.”
“ – Entendido.” – Disse Jake. – Chegando ao local de destino, haviam duas câmeras de segurança, graças a Alexei e a equipe técnica, ambas foram previamente hackeadas em questão de segundos, o portão eletrônico se abriu para os dois. Entraram. Usaram a escada de incêndio para chegar ao segundo andar, haviam pouquíssimos seguranças, Jake teve a necessidade de eliminar apenas um deles para não serem vistos, e bastou quebrar-lhe o pescoço se aproximando furtivamente.
Vinte minutos depois, estavam na sala de controle onde Alexei os aguardava. Em menos de cinco hackearam a planta interna do prédio e os protocolos de segurança. Já tinham então o mapa do local e a disposição física dos homens que trabalhavam ali.
“ – Meninos, acredito que o plano mais simples é localizar o alvo e segui-lo até ele ficar sozinho, então, aborda-lo. Alexei, você começa a partir do ultimo andar, Jake e eu começamos do térreo.”
Alexei apenas acenou com a cabeça, usando a sua inseparável mascara anti-gás. Hoje, era uma daqueles dias em que O Agente, falava pouco. O russo então partiu sem mais delongas.
Jake e Ada tomaram a escada de incêndio mais uma vez, depois invadindo a escadaria normal para acesso primeiro a garagem e depois ao térreo. A garagem estava praticamente vazia, isso significa que não teve entrega de carga nos últimos dias, significando também, que a mesma estava para chegar então em breve. E então... sem qualquer aviso, surgindo como um fantasma vindo diretamente do mundo dos mortos, um homem para quem Ada instintivamente apontou sua TMP, mirando exatamente na cabeça.
O homem louro parou diante deles, ele usava um colete a prova de balas e carregava um fuzil tático também apontado para a cabeça de Ada, e só então Jake percebeu que automaticamente, sem nem ao menos ter percebido também tinha sua arma apontada para a cabeça dele.
“ – Ada.” – Ele disse. Imediatamente abaixando sua arma, visivelmente chocado, com os olhos elétricos observando a espiã de cima a baixo.
A espiã soltou um longo suspiro, muito embora parecesse qualquer coisa, menos surpresa por vê-lo ali. “ – Leon. Há quanto tempo.” – Ela respondeu, fria e cansada.
Continua...
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