Gods of cultivation

1 Prólogo: Uma escória no céu?!


Notas iniciais
Neste céu infinitamente em expansão, não me importo se não há milagres a serem encontrados Não vou esconder as lágrimas que já escorreram, não importa o que aconteça … Se eu tivesse asas, como aqueles pássaros brancos que cruzam o céu E pudesse voar livremente... Eu estaria apenas vagando, como se fugisse de tudo. ?” Aimer (Dawn)

A introdução:

Quando o primeiro floco de neve caiu sobre a terra já coberta por uma fina camada de gelo, o sol ameno ainda se deitava sobre o horizonte envolto das vastas nuvens cinzentas de algodão.

No reino de Silla, sob as montanhas da cidade de Liaoning, os pés descalços de um homem aos farrapos tocou o solo terrestre, afundando-os grosseiramente sobre o chão banhado num infinito mar esbranquiçado e friorento.

As vestes de seda dourada num misto prateado minucioso que outrora esvoaçante, acompanharam-no em sua aterrissagem delicada estavam visivelmente sujos. A ponto de o tecido uma vez elegante não passasse apenas de pedaços de panos em deterioração.

Os fios longínquos de suas madeixas brancas,— porém embaraçadas — como a paisagem invernal ao seu redor sambavam graciosamente junto ao vento e com todo seu movimento sutil, eles o cobriu, emaranhado-se entre suas peças outrora refinadas numa espécie de manto desgastado pelo tempo.

Seu rosto efêmero foi furtivamente coberto por algumas mechas, escondendo parcialmente sobre eles a expressão vazia e os olhos por trás dos cílios albinos, uma tristeza incomum: como se pudesse deixar claro o quanto sofria apenas por existir nesse mundo.

Apesar da tristeza contundente, o olhar cortante e vingativo superava a dor que emanava de seu ser, alcançando a morbidez da monotonia e a linha tênue que separava o ódio do amor. Mas essa bela e pobre criatura não detinha o vazio entalhado nas írises agora azuis como o oceano abrigado em paredes de vidro, incapaz de prover-se das ondulações que posteriormente o agitassem.

Eles, por algum motivo desconhecido, pareciam ver além do filamento de uma vida, enxergando com delicadeza o outro lado dela quase como se pudesse toca-las com à ponta de seus dedos para macular-se à ela. E no profundo de suas orbes devolutas semelhantes à um cristal, não obstante para aqueles que não temiam se aprofundar no sublime vítreo de seu âmago.

Condenando sua alma ao ávido desejo de deitar-se no solo frígido de um cemitério abandonado, ainda era visível uma apática doçura perdida entre o vácuo que consumia a luz das írises oceânicas, engolindo os traços expansivos que comprimiam suas pupilas obscuras como a noite sem o esplendor das estrelas.

Ele havia desabrochado suas pétalas cobertas por orvalhos congelados durante um inverno intermitente, cobrindo-se com seus espinhos e forçando-se à fazer parte da terra coberta por neve cujo suas raízes cravaram suas estruturas e o fizeram, na verdade, perecer. Sua beleza vinha à ser superior à das sete maravilhas do mundo, no entanto, seu estado deprimentemente vinha à ser digno de pena.

Infelizmente, tamanha graça ainda não supriria a falta vivaz de humanidade que outrora o habitava e que, ocasionalmente, se perdeu. Tampouco, seu estado lamentável faria com que sua beleza exótica não fosse vista, ou poupada por àqueles que tinham bons olhos, malícia no olhar e ações obscuras à findar em uma noite onde as ruas vazias se tornavam um dos palcos preferidos de suas almas em decadência.

Ele estava, portanto, condenado a vagar. Sendo usado, e aos poucos, aprendendo a usar. Porque para se viver em um mundo cruel, é preciso muito mais do que honra e um orgulho caprichoso.

Os fatos:

No fim, Park Jimin era somente um miserável com a aparência de um príncipe.

Um infeliz que deitava-se ao lado do infortúnio e emaranhava-se à ele como se fosse um maldito homem que se deita ao lado de sua mulher todas as noites à fio, mesmo sabendo que seu casamento já não era vívido de amor, e seus dias não eram abençoados como o de costume.

Ele quase conseguia ver sua vida como um desperdício de espaço no mundo. Mas não entendia como, — mesmo sendo um ser desnecessário tanto para a humanidade quanto para o mundo — ainda poderia estar vagando pela terra após incontáveis e arrastados setecentos anos.

Sua existência não fazia o menor sentido para si mesmo, o motivo de ainda estar vagando na terra com uma aparência de quando ainda tinha seus vinte e quatro anos porventura detinha em um motivo único; Os Deuses claramente o odiavam. Um fato simples que não fez esforços mirabolantes para chegar à essa triste, porém verdade, conclusão.

Jimin na verdade sequer esperou chegar aos cem anos de idade para saber que não teria o privilégio de se deitar no berço da morte.

Não quando logo que completou trinta anos, chegou ao pico da infelicidade, e procurou veementemente uma morte rápida e indolor. Quase como se ela fosse a mãe que nunca teve, — ou em outras palavras, a mãe que não se lembrava de um dia ter tido — cobrindo-o de baixo de suas asas protetoras para que sua alma tivesse, no mínimo, um devido descanso.

Ele definitivamente havia tido diversas fases corriqueiras em sua vergonhosa vida, e havia se esquecido gradativamente de todas elas com o decorrer dos dias. Contudo, Park ainda se lembrava, claro como o sol, e escuro como a noite, das inúmeras tentativas falhas de suicídio.

Se Jimin esforçar-se um pouco mais, podia até mesmo sentir claramente seus ossos se quebrando quando decidiu pular de uma montanha conhecida pelos transitantes do local como; a mão que leva aos céus, ou de como se engasgar com o próprio sangue após rasgar a própria garganta com um punhal e não poder morrer definitivamente era, violentamente, aterrorizante.

Sinceramente, ele se lembrava exatamente do terror que sofria nesses momentos que se propôs voluntariamente a enfrentar, mas assim como a pele cicatriza e o dia seguinte surgi sem esperar por alguém, Jimin ironicamente se acostumou com a dor que banhava sua alma em desespero assim que entendeu que era com o desespero que ele andava lado à lado.

Mas é claro, suas desventuras não acabavam em apenas isso e modéstia parte, quem dera fosse.

Este homem, condenado a viver, havia passado por todo tipo de situação que sua vida miserável vinha à ser cômica a ponto de fazer alguém chorar depressivamente de tanto rir. Park, então, sem muitas escolhas ou opções de vida, aceitou seu destino, bem como seu mal agouro.

O que no fim, o livrou de sucumbir ainda mais diante das circunstâncias.

Em um determinado momento, este que perdeu a dignidade e a vontade de viver se acomodou à sua infelicidade, fazendo com que a raiva parasse de o devorar, e coisas pequenas e sutis fossem verdadeiramente capazes de preenchê-lo momentaneamente de um amor que ele nunca teve — e tampouco terá — o prazer de conhecer.

Desde que Jimin se conhecia por gente, o mais perto que ele chegou de saber sobre si mesmo realmente, foi de se lembrar durante um lapso de memória e se apegar ao próprio nome como se seu ser dependesse disso assim que acordou em meios aos porcos. Um acontecimento simples para o que viria a ser o começo de um passado ainda mais cruel, mas que de fato, no momento, não mais importava.

Logo, por mais que a fome e a sede o pegue desprevenido as vezes, mesmo que seja “assassinado” em um beco escuro uma vez ou outras a cada seis anos, mesmo que seja pisoteado e taxado como bruxo ou feiticeiro devido aos seus longos fios esbranquiçados, nada, logicamente, o deixará tão amedrontado quanto da primeira vez que acordou.

Ou em sua cabeça, (re)nasceu.

Ter uma vida insignificante, por outro lado, não necessariamente significava que a luz do sol estará fora de seu alcance.

Em meio essas ondas turbulentas e tempestades ávidas, a esperança estranhamente ainda surgia e o revivia.

Park Jimin era sim um pobre infeliz com um presente lastimoso com um passado ainda pior. E ainda hoje muitos Deuses choram ao ouvir a história por trás de sua tragédia, porém não é nesse passado, ou nessas dores que irão concentrar-se os acontecimentos à seguir, afinal, neste exato momento, este homem cujo a morte lhe foi fervorosamente negada, tem um espada atravessando seu corpo enquanto um punhado de sangue escorre por seu ferimento e por sua própria boca.

— Maldito mendigo! — O responsável por perfura-lo exclamou num surto de raiva antes de ser pego por dois oficiais reais.

Finalmente a guarda real havia chegado, mas não há tempo suficiente de impedir que alguém realmente fosse morto.

Sinceramente, quantas vezes teria que passar por aquilo?

— Segurem-no! Vejam a vítima! Rápido, rápido! — Estava tudo uma verdadeira bagunça e enquanto Jimin fingia cair-se no chão para sangrar até a morte, ele só conseguia pensar na pobre meretriz que havia acabado de salvar.

Parecia realmente estúpido morrer pela sétima vez só naquele mês depois de bancar o maldito herói. Não que ele se arrependesse de ter o feito só...

Era cansativo!

Mas alguém que é apunhalado tão violentamente não poderia simplesmente se levantar e agir naturalmente como se há alguns minutos atrás não existisse uma lâmina branca atravessando seus órgãos vitais.

Sendo assim, sua única escolha era agir como um morto por horas até ser enterrado e vergonhosamente cavar sua própria cova para não morrer, — de novo — de asfixia.

Além disso, pensar que seria obrigado à ter que deixar a cidade para habitar-se em uma nova como um completo desconhecido, mais uma vez...

Mais uma vez...

Arh... Céus.

Só de pensar que teria que inventar um novo nome também lhe dava ojeriza.

Mal tinha se aproveitado do nome atual e já teria que troca-lo?!

Isso sim é um desperdício de tempo.

Jimin pensou em suspirar, mas pensou duas vezes. Que cadáver demonstraria estar tão pesaroso para com sua própria morte após de ter sido apunhalado?

Isso seria no mínimo estranho. Iria render facilmente uma lenda vergonhosa em seu mais novo nome falso. O povo adorava esse tipo de coisa e não duvidaria que daqui uns anos, seu suposto espírito não estivesse vagando pelas ruas da cidade durante a noite lastimando sua morte vil.

Já conseguia até mesmo ver, nitidamente, sua estória sendo motivo de críticas por alguns anos afinal, quem diabos daria a própria vida para salvar a vida de uma puta? Só mesmo alguém tão inconveniente quanto aquela que foi salva:

Um mendigo velho e magricela...

Tudo bem que ele concordava com o fato de sua vida ser uma inconveniência, mas isso é porque ele mesmo não à apreciava.

Pensava que considerar a vida de alguém insignificante somente porquê eles não concordavam com seus meios para sobreviver era, incrivelmente, irritante. Afinal, enquanto eles tinham a boca para encher com suas palavras agressivas, suas dispensas estavam fartas e suas barrigas muito bem forradas.

Essas pessoas especificamente, não tinham nada o que comer, e quando tinham, vinham de trabalhos parecidos como aquele. Ouvir aquela mulher chorando em seu encalço, no entanto, só o fazia pensar no quanto deveria ser pior para elas.

Ele mesmo já passou por algo parecido quando acharam que sua beleza era o de uma jovem beldade perdida, sem alguém para a proteger.

Por um momento, Jimin sentiu vontade de pedir para que ela parasse de chora. Belas mulheres como ela não deveriam deixar com que suas preciosas lágrimas banhassem seu rosto gracioso, mas antes que pudesse fazer algo, seu coração finalmente parou.

Park conhecia muito bem aquela sensação. Era quando seu cérebro parava de dispersar comandos para seu corpo, e o peso de ter sua vida se esvaindo aos poucos fosse desaparecendo no ar.

Daquele momento em diante, ele de fato morreria e sua alma seria colocada para descansar por míseras quatro horas. Tempo o suficiente para um morador de rua qualquer ser enterrado em algum buraco pelos oficiais.

Nessa situação, ele sempre temia acordar sem um dos membros, ou acordar e não ter nenhum, mas por sorte — se é que ele poderia ter o achismo de pensar que podia ter alguma sorte o envolvendo — isso nunca realmente aconteceu.

Mas no fim isso ainda lhe era estranho.

Os vivos realmente zelavam mais por àqueles que já morreram, seja essa pessoa alguém que pertence a alta sociedade dos reinos à um pobre coitado abençoado pela mãe das tragédias, do que a vida?

Claro que, em um mundo onde os mortos podem se levantar por determinado motivo não é extremamente seguro profanar um corpo, mas ainda sim, se os vivos ao menos fossem tratados devidamente por eles mesmos, quem sabe eles não morreriam em paz?

Jimin realmente pensou em inúmeras coisas quando seus olhos finalmente se fecharam, entre todas elas no entanto, o que se sobrepunha aos seus ideais era o fato de que, apesar de tudo que passou, ter uma espada rasgando seu corpo magro realmente ainda doía demais.

Os acontecimentos finais:

A sensação de reviver não era uma das coisas mais prazerosas do mundo, muito pelo contrário, é como levar um golpe onde mais lhe doía. Esse processo tinha o costume de ser bastante incomodativo, no entanto, ainda assim era um dos poucos momentos cujo o silêncio perpetuava a vida de Jimin.

Sua mente demorava longos minutos para assimilar os acontecimentos e suas últimas memórias. E por mais que sempre se sentisse perdido nesses momentos, o fato de seus pensamentos lhe darem alguns segundos de paz quando acordado o fazia ser grato por aquele sentimento de vertigem.

Dessa vez tinha absolutamente tudo para ser como das outras vezes, entretanto, quando sua mente finalmente começou a dar sinais de entendimento para com o ambiente ao seu redor, os burburinhos em seu pé do ouvido o fizeram afiar a audição e à automaticamente forçar os olhos a se abrirem.

Suas pálpebras ainda pesadas lutaram bravamente para manter-se fechadas, mas falharam miseravelmente quando eles se abriram em uma brecha e a luz excruciante do sol acima dele o encantou, quase como se o chamasse.

— Olhem, ele está acordando! — Foi uma das primeiras coisas que Jimin conseguiu discernir.

— Alguém pode me explicar como de repente este animal ascendeu aos céus?! — Essa foi a segunda, e mesmo que o Park estivesse ouvindo muito bem, não diria que foi capaz de entender aquelas palavras.

Ascender aos céus? Ele? Park Jimin? Não podia ser possível, podia? Não... Com certeza estava alucinando.

Primeiro que ele sequer poderia ser chamado de cultivador!

Certo...

É verdade que há alguns anos atrás ele tenha milagrosamente entrado para uma determinada seita próximo ao reino de Gusu. Mas sua intenção inicial, contudo, ainda era beber e comer de graça; ter um teto e uma cama para se deitar a noite por algumas longínquas luas, sem nutrir qualquer verdadeiro interesse em aprender algo.

E embora tenha, porventura, se interessado verdadeiramente pela arte do cultivo mais rápido do que se podia imaginar, sua estadia na seita não durou nem mesmo quatorze luas antes de ser expulso por ser considerado um estorvo para seus Shizus[1] e Shidis[2].

Um homem adulto que nunca tinha cultivado na vida não teria a capacidade de ao menos desenvolver um núcleo de energia Yin[3] decente portanto, era perda de tempo ensina-lo algo.

Ele provavelmente teria um desvio de Qi[4] e perderia o pouco de consciência que lhe restava se tivesse insistido então, quando o convidaram educadamente para se retirar da seita, Jimin não pensou suas vezes antes de tomar sua decisão.

Outra que... Aqueles que ascendem aos céus tendem a ter uma disciplina digna dos Deuses. Essas pessoas especificamente são cultivadores que em algum momento de suas vidas salvaram muitas outras.

Com um histórico ridiculamente impecável para com situações onde ele provavelmente foi dado como herói em algum país, suas mentes e corpos são livres de impurezas e vícios... E pela amor, quem Jimin queria enganar? Ele é um depravado que endurecia a pouca face[5] com gosto.

Salvou cinco ou seis pessoas no máximo... Mas nunca sequer seria considerado um herói.

Uma verdadeira vergonha! Park Jimin estava infinitamente longe de ascender os céus.

Não apenas por não saber cultivar, mas por ter a mente tão poluída e imaculado quase como se guardasse o próprio inferno dentro dela.

Fora isso, quantas vezes ele já não tentou tirar a própria vida? Quantas vezes mais, não profanou o próprio corpo?!

Analisando meticulosamente a situação. Jimin, em outras palavras, por fim chegou a conclusão; estava, definitivamente, ouvindo coisas!

— Talvez eu deva parar de beber? — Resmungou, cético e após pressionar a superfície da testa fortemente após sentir várias pontadas em sua cabeça, pode ouvir novamente:

— Vamos expulsa-lo! Com certeza houve um engano. Essa escória não pode ser considerado um Deus, olhe pra ele?! Parece até que veio do lixão! — Jimin sorriu meio desorientado, mas não sem antes pensar:

" Se você soubesse, se surpreenderia. " — Um pensamento que tinha um Às de duplo sentido que poderia ser facilmente explicado.

Primeiro que; de fato, Jimin realmente parecia ter vindo do lixão.

Seu traje não tinha mais a mesma cor intensa de antes, logo quando despertou, nem mesmo poderia ser considerado algo apropriado para se vestir uma vez que o tecido estava, literalmente, caindo aos pedaços.

Os chinelos estavam descascados e vergonhosamente comidos na sola, como quem tivesse mastigado o material horas a fio até chegar naquele estado deprimentemente a ponto de parece que estava andando descalço na maioria das vezes.

Seus cabelos emaranhados, por mais que estivessem presos em um coque, estavam podres e sem brilho. Os fios outrora albinos estavam totalmente pintados de preto, quase como se ele tivesse sido banhado por piche; parecendo grudento e seboso.

A barba arcaica escondia também boa parte de seu rosto, e estando tão imundo quanto o seu cabelo, Park conseguia sentir, mesmo que ignorasse, os pelos se juntando gradativamente numa bucha áspera e defeituosa.

Era como ver um bicho desprovido de higiene básica. Mas ficava ainda pior quando notava-se o sangue seco proeminente nos farrapos que essa pobre criatura usava.

Fétida, Jimin era uma verdadeira ferida para os olhos naquele momento. Mas quem diria que por trás de todo aquele aspecto asqueroso, escondia um dos seres mais misteriosamente belos que o homem e até mesmo os Deuses poderiam ver?

Park tinha sim total noção de sua verdadeira aparência, mas quando ela começou trazer mais problemas do que vantagens, a criatura mais bela tornou-se, propositalmente, a mais desgarrada das feras.

E segundo, porém não menos importante; ele não vinha vindo do lixão. Mas da lama!

— Vamos, se acalmem, deve haver alguma explicação plausível para isso. — A conversação prosseguia fervorosamente, e embora Jimin ignorasse boa parte dos comentários, após se recuperar definitivamente de sua instintiva reanimação, ele passou a ter mais cuidado para onde e para o que olhava.

Notou entretanto que estava deitado sobre um chão de mármore branco — no centro — raios pincelados em amarelo lembravam-no a uma constelação adornando em dourado a neutralidade do espaço límpido.

Ao seu redor haviam aqueles que falavam de si, mas ao redor deles, quatro grandes estatuas se localizavam fora daquilo que supôs ser um altar.

Essas estatuas não tinham olhos ou boca, mas suas mãos e cabeças erguidas iam em direção ao sol que banhava singelamente aquele espaço com seus raios; pintando sobre eles sua cor vívida e iluminada.

Alcançando, porventura, um único ser entre eles.

Os dedos que miravam o céu como se pudesse acolhe-lo por dentre eles tinha envolvido em si grandes pedaços de seda que iam até o chão e beijavam o altar.

A imagem por si só é semelhante a uma queda de cachoeira, e quando uma brisa sútil soprava e chegava em seu corpo, ele podia ver como os tecidos transparentes sambavam quase como se estivessem em uma valsa singela ao lado do vento sorrateiro.

Assistindo aquilo com um certo fascínio, percebeu mais além, onde se iniciava a cidade dos Deuses. Das médias aos maiores templos e pagodes, do mais amarelo ao mais vermelho intenso, das mais belas estátuas aos mais simples ornamentos, seu coração finalmente, após tantos anos, lhe oferecerá um enigmático sinal de vida.

Numa puxada de ar extremamente violenta, um célere pensamento o acompanhou:

" De repente, me sinto em casa. " — Mas claro, assim como tão rápido ele surgiu, mais rápido ele desapareceu.

Jimin tinha tantas ou até mesmo mais perguntas quanto aqueles que o cercavam, mas depois de ter vivido tantos anos ao lado de humanos da pior espécie, ele aprendeu bem mais rápido do que desejaria como moldar-se perfeitamente a situações; a ser ligeiro e extremamente frio e calculista.

Ascender era sim algo surpreendente novo e inesperado em sua vida, no entanto, Park ainda sabia que dar um passo à frente sem analisar meticulosamente o chão em que estava prestes a pisar não era algo inteligente à se fazer.

Muito menos quando se tratava de uma pessoa como ele.

Jimin já havia aceitado que não nasceu com um dedo mirando o ouro mas como a bala que atingiria o próprio pé, então, para livrar-se da bala que ele mesmo uma hora dispararia, seu coração congelou.

Ele esvaziou a mente e esperou.

Se realmente havia ascendido, alguém além de curiosos incrédulos apareceria para recebê-lo. E quase como se esse alguém pudesse ouvir seus pensamentos, ela surgiu.

— Com licença, por favor, com licença! — Essa pessoa é um rapaz de cabelos castanhos madeira, de fios enrolados e bagunçados.

Sua face era larga, e apesar de seus olhos serem absurdamente gentis, seu maxilar marcado, altura, e porte físico deixavam claro que aquele jovem não era apenas um rostinho bonito e angelical.

— Pelos Deuses, olhe seu estado! — Ele comentou com desgosto, pressionando os lábios uns nos outros. — O Grande mestre precisa de uma banho e de trages novos imediatamente. — O rapaz continuou, e mesmo que Jimin não o conhecesse, não parecia ser o mesmo com o outro, que agora o ajudava a se levantar com um estranho cuidado.

Park não esperava que alguém tão bem vestido não iria se importa de toca-lo. Ele estava podre, mas essa pessoa não se incomodou o bastante e mesmo assim o ajudou a se levantar.

Ele se vestia como uma mulher cultivadora, mas por mais que as roupas fossem delicadas e femininas, os tons suaves de lilás, branco e azul entravam graciosamente em contraste para com seu rosto cheio de traços fortes, porém atenciosos, deixando sua aparência ainda mais exótica de se ver.

— Saim da frente corvos do deserto! Vocês deviam se envergonhar por seus comentários maldosos. O Grande mestre que acabou de ascender é alguém importante para o céus!

— Como diabos um bicho do mato pode ser importante para o céu, Hoseok?! — Um outro homem, também muito bem vestido, mas não tanto quanto o tal Hoseok indagou.

O jovem mestre, no entanto, apenas bateu os pés descalços no chão. Jimin pode ouvir o som de metais se chocando com o ato, e antes que pudesse se dar conta, o chão abaixo deles tremia violentamente. O rapaz de cabelos cacheados juntou o sobrolho.

— Maldito seja vocês! Se o Grande Deus Seokjin estivesse aqui agora, ele com certeza os puniria por desrespeitar o Grande mestre assim tão descaradamente! — Ele bateu os pés mais uma vez, e o mesmo som de outrora vagou entre eles.

O chão tremeu com ainda mais voracidade, porém antes que ele pudesse continuar a provocar aquele tremor. Uma outra pessoa surgiu atrás si, segurando seus punhos com veemência.

Hoseok virou seu rosto bruscamente procurando quem o interrompeu, com isso, a coroa de pedras ametistas em sua cabeça chamaram a atenção de Jimin para ele.

O rapaz, que aparentemente não parecia ser muito mais velho que ele tinha adornos que o enfeitavam dos pés a cabeça. Suas pulseiras e tornozeleiras emitiam tinidos sempre que se moviam e se chocavam, reação que particularmente deixou Park cheio de nostalgia em seu peito.

Por um instante, ele parecia conhecer o barulho daqueles ornamentos perfeitamente, mas antes que pudesse se aprofundar nesse sentimento estranho o novo chegado o encarou; simplista.

— Desculpe-nos pelo tumulto Grande mestre. Eu suponho que esteja se perguntando diversas coisas, mas se puder nos acompanhar, poderemos cuidar do senhor devidamente. — Menos ansioso, o mais novo conhecido disse antes de; com um simples mover de suas mãos, fazer um portal enfatizante abrir-se no meio do caminho.

Jimin encarou aquilo que lembrava um buraco negro de cores frias e respirou fundo. Ele por acaso teria que entrar naquela coisa?

— A propósito, sou Lee Taemin. — Este homem se ajoelhou, de cabeça baixa e com uma das mãos sobre o peito prosseguiu. Jimin estava incrédulo, mas não mais do que aqueles que até então estavam presentes no local; assistindo à tudo de olhos bem arregalados. — Este ao meu lado é Jung Hoseok. Fomos designados à cuidar de sua divindade, o Grande mestre que acabou de ascender.

— Mas quem autorizou isso?! — Alguém se intrometeu.

— Hoseok e Taemin não são as jades que servem o antigo templo do Grande Deus da criação?! Por que diabos estariam oferecendo seus serviços à uma escória que caiu no céu acidentalmente?

— As jades do Deus da criação finalmente enlouqueceram de vez?! — Dessa vez o comentário maldoso abalou até mesmo a expressão firme de Taemin.

Hoseok, que já tinha uma grande careta no rosto, foi automaticamente envolvido por uma luz azulada que lembravam serpentes de pura energia e devido a estática em seu corpo, seus cabelos começaram a sambar conforme sua energia circulava ao seu redor, faiscando como violentos raios durante uma tempestade.

Com essa liberação extrema de energia, os cabelos e olhos do Jung assumiram uma cor albina e azulada, bem como os seus próprios, mas por mais belo que fosse, aqueles Deuses que até então riam e zombavam, tinham faces amedrontadas em seus rostos.

Assistindo como tudo parecia caminhar em direção ao pior — mesmo que não tivesse feito muito movimentos bruscos — Jimin finalmente decidiu intervir. Aquela pessoa havia o ajudado, e não permitiria que ele fosse perseguido pelos outros Deuses por qualquer desavença inoportuna que sua presença causou.

— Mestre, contenha sua energia Yin, por favor. O que está pensando? Uh? Vai permitir que eles te tirem do controle assim? Não é porque é forte que precisa ser estúpido também. Não caia em suas provocações. — Quando terminou de falar, Park quase bateu em sua própria boca com toda força que tinha nos punhos.

Por que ele havia soado tão agressivo e repreendedor?

— Oh! Peço perdão ao Grande mestre por essa minha intolerância. Esta jade perdeu o controle por um momento, mas não irá errar novamente. — Jimin se espantou com a rapidez que o de cabelos castanhos prontamente o ouviu e o obedeceu, mas se sentiu aliviado apenas quando Jung sorriu para si, com a mesma gentileza de antes.

— Seu Deus sentiria vergonha de vocês agora. Como pode, as jades de um dos quatro Grandes Deuses servindo um mendigo? — Este Deus ousou cuspir no chão sagrado. — Eu os amaldiçoou! Vamos, já vimos o que não queríamos ver por hoje. — Então, como se todos seguissem aquele Deus em específico fervorosamente, estes outros o seguiram.

Jimin apenas deixou com que o ar que não notou prender nos pulmões sair de uma vez.

— A terra dos Deuses não é tão diferente da terra dos mortais.

— Isso é porquê o céu está um caos, Grande mestre! Desde que o grande Deus Seokjin foi selado no salão espiritual. Aquele falso Deus tem virado este lugar de cabeça para baixo!

— Falso Deus? — Hoseok assentiu, continuando.

— Não pronunciamos seu nome, mas esta pessoa sozinha se livrou dos quatro Grandes Deuses, expulsando três deles do céu após selar seus poderes e suas memórias. O Grande Deus Seokjin no entanto foi selado aqui na cidade divina junto aqueles que o seguiam. O Grande mestre precisa vir imediatamente conosco antes que este Deus perceba os vestígios de sua energia. Com o tempo, o selo do Grande Deus da criação tem ficado ainda mais fraco, assim que ascendeu, foi um estardalhaço! Taemin e eu pudemos imediatamente senti-lo. Mas este falso Deus não pode saber de sua ascendência. — Jimin definitivamente não entendia nada do que estava acontecendo, entendeu menos ainda quando eles falaram sobre esse falso Deus, e de como suas insinuações deram a entender.

Mas em seu coração, ele não pode simplesmente dizer não. Nesse momento, ele os seguiria, porém assim que surgisse a oportunidade de voltar para seu mundo, ele o faria sem pensar duas vezes.

Sua vida já era mesmo um infortúnio, e uma luta contra um falso Deus, que por sinal, aparentemente, conseguiu derrotar quatro desses verdadeiros Deuses, estava fora de todas as cogitações possíveis.

— Além disso. Preciso banha-lo! Está fedendo, Grande mestre. — Jimin encarou Hoseok por canto de olho, mas não soube dizer o porquê. Suas palavras foram sim, indelicadas, mas nem que quisesse ele seria capaz de se ofender.

Tudo bem, hoje em dia, Park dificilmente se ofenderia para com qualquer comentário. Mas no caso do Jung, não foi porque não se importava com que ele achava ou deixava de achar, mas porquê sentia que ele poderia confiar nele a qualquer custo.

As perguntas portanto, acumularam-se umas atrás das outras, mas Jimin fez questão de esquecer todas elas quando atravessou aquele portal, firmemente. De um segundo para o outro, ele estava em um ambiente completamente diferente, e Park não conseguiu não se surpreender.

— Onde estamos?

Taemin olhou-o surpreso, disfarçando sua expressão com um pigarro. Obviamente, Jimin a notou, mas não disse nada, apenas fingiu permanecer alheio aos detalhes mínimos aos seu redor. Inevitavelmente, aquela paisagem ainda o transmitia um certo conforto.

— Este é o templo do Grande mestre, Deus da criação, Lanbaoshi. — Taemin ditou solene, subindo degrau por degrau de uma extensa escada.

— O Grande mestre que acabou de ascender consegue ver. — Hoseok apontou pro horizonte onde o sol se punha gradativamente. Onde uma enorme cidade pintado em dourado gracioso era banhado por essa luz bem longe dali. — Àquela é a grande cidade dos Deuses e Semi-Deuses. A cidade divina. Ela fica no centro dos quatro picos abençoado por Deus. Neste exato momento, estamos seguindo para Il-Seong. O pico onde o templo do Grande mestre Lanbaoshi foi construído. Os quatro picos estão ligados por escadarias como esta, Grande mestre que acabou de ascender, mas apenas seus discípulos e Deus próprio podem entrar em seus respectivos templos. Outros entram apenas com a autorização desse Deus do pico, ou se suas jades permitirem. Além disso, esses picos estão conectados ao mundo mortal, então é normal que veja humanos no templo. Os quatro picos, no mundo mortal, são seitas. Il-Seong, por sinal, é uma seita proeminente!

— Hoseok, está dando muita informação em um curto pedaço de tempo. O Grande mestre ainda precisa assimilar que se tornou um Deus primeiro. — Taemin encarou-o, mas para sua surpresa, Jimin estava, aparentemente, resoluto de dúvidas. Ele pareceu até mesmo entender a explicação medíocre que Hoseok havia lhe dado.

Jimin realmente tinha uma boa expressão, embora sua barba escondesse boa parte de suas reações, seus olhos lhe passavam certo entendimento. E de fato, Park havia realmente compreendido, mas o que ele não entendia era o fato de isso implicar diretamente para com ele!

Aquela paisagem era tão bonita de ser vista, porque Hoseok simplesmente não poderia calar a boca e deixar com que ele aproveitasse. Não tinha muitas coisas da qual Park gostava, mas se se fosse decidir uma em específico, essa certamente seria apreciar uma bela paisagem coberta por uma imensa fauna abençoada pelo próprio Deus.

Até o verde das árvores era gritante, como se suas folhas fossem maduras e saudáveis.

Ele definitivamente se perdeu nesse momento, com isso, não se deu conta de que já estavam próximo de entrar no grande pátio do templo de Il-Seong. Park não pode expressar em palavras a beleza daquele lugar, mas só de ver grandes flocos de neve desenhado no chão, sentiu seu coração balançar em reposta.

Esse templo contudo mais parecia um palácio, e assim que pôs o pé na área externa do pátio, foi como se uma cortina invisível caísse diante de seus olhos.

Diversas pessoas circulavam de um lado para o outro, alegres e agitadas. E as coisas ficaram ainda mais intensas quando o povo os notou alí na entrada do tempo de Il-Seong.

— As jades finalmente voltaram!

— Será que trouxeram consigo Shihan[6]?

— Provavelmente! Hoseok-Shizun disse ter sentido sua energia Yin!

De repente, essas pessoas vieram em direção à eles, mas antes que pudessem se aproximar, outro portal se abriu em frente a eles. Taemin educadamente guiou Jimin para dentro, Hoseok veio logo atrás.

— Todos estão tão ansiosos...

— Infelizmente, o Grande mestre não tem tempo para cumprimenta-los. — Pela primeira vez desde que Jimin colocou aquela máscara de poucas reações, ele não resistiu a vontade de juntar o sobrolho.

— Não tenho? — Questionou, em dúvida. Mas Hoseok inesperadamente agarrou em seu robe com a intenção de tirá-lo. — O-o que está fazendo?

— O Grande mestre precisa banhar. — E Jimin estava prestes a refutar, quando Taemin surgiu com uma banheira de bambu verde.

Park olhou ao seu redor, percebendo que já estavam dentro de um cômodo rústico, enfeitado por tecidos de seda num tom dourado, e cetim branco. Os utensílios eram feito de ouro e prata, e um dos balcões próximo a cama parecia farto de frutas frescas, colhidas ainda de manhã.

Uma pessoa comum provavelmente se encantaria com todos aqueles detalhes ricos e exuberantes digno de um rei, contudo, o Grande mestre que acabou de ascender de repente parecia preocupado com outra coisa.

— Mas Taemin ainda não encheu a banheira. — Como se o citado tivesse esperado por aquela desculpa, dois portais se abriram.

Ele desapareceu e reapareceu no instante seguinte com dois grandes baldes da água.

— Por favor, Grande mestre que acabou de ascender, tire suas roupas! — Hoseok insistiu, mas Jimin negou-se mais uma vez, dessa vez, tendo um rubor tonalizando suas bochechas.

— Posso me lavar sozinho... Peço encarecidamente que me deixem fazê-lo sozinho. — Ambos homens se entreolharam, não custando muito mais que dois segundos para atender o pedido de Jimin, que com uma forte puxada de cabelo, suspirou. — Neste momento, minha vida imortal acaba de ficar ainda mais complicada! — Park pressionou o robe sobre o seu corpo, mas ele não se manteve preso à isso por tanto tempo.

O trage velho caiu por seu corpo graciosamente. Foi como ver o céu, as nuvens, o vasto azul dos oceanos celestes. Elas eram como ver as suas mais profundas tristezas. Uma pele clara e aveludada, mas que ao mesmo tempo foi agressivamente mal tratada por uma maldição.

As primeiras pessoa que viu quando acordou não eram assim tão gentis...

Suas costas haviam sido preenchidas por grandes cicatrizes, e as feridas de um corpo que havia sido diversas vezes apunhalado cobriam todo o abdômen de Jimin quase como se ele fosse uma tela de pintura imaculada pelas pinceladas grosseiras de um artista desprovido de talento.

Porém Park tinha uma sorte engraçada. Seu corpo é marcado, mas devido sua imortalidade, aquelas cicatrizes não criaram relevo. Não passando apenas de grandes manchas com significados cujo seu espírito costurado foi feito em pedaços.

Ele adentrou na água límpida, e enquanto olhava seu reflexo desmanchar-se e essa mesma limpidez desfazer-se, Jimin pensou em tudo que tinha acontecido até alí.

— Eu só queria sair de uma cova sem me preocupar. Quando e como, eu de repente me tornei um Deus?!

Notas finais
[1] Shizu/Shizun ou shifu = Mestre marcial/cultivador. [2] Shidi = Na cultivação, é o irmão marcial mais novo. Não relacionado por sangue. [3] Energia Yin = Energia de luz que forma um núcleo espiritual, Yin Yang. [4] Desviou de Qi = Dá-se à desordem espiritual. Ocorre quando o núcleo Yin passa por uma alteração forçada ou quando o corpo não suporta uma quantidade absurda de energia, tanto Yin quanto Yang. [5] Face = Refere-se à reputação moral ou ética de alguém. Por exemplo, face fina dar-se à uma pessoa moral, face grossa seria o mesmo que cara de pau. Pouca face é alguém imoral/ lascivo. [6] Shihan = Na cultivação, é o título dado ao líder de uma seita. Significa "mestre modelo" ou "exemplo à ser seguido". Apesar do compartilhamento de nomes e cultura que optei por fazer, preciso lembrar novamente que os reinos, impérios e títulos que dei aos locais de GOC NÃO condizem COMPLETAMENTE com a realidade. Esse é mundo fictício, portanto cada país, nome, e cultura que foi citado aqui possui sua própria história e etnias por de trás delas. E embora a China e o Japão tenham sim influenciado muito na Coréia, o passado deles são distintos e devem ser vistos separadamente. Em resumo, a fanfic ou essa que vós escreve NÃO tem a intenção de ofender, distorcer a verdade passando-lhes informações errôneas, e muito menos desrespeitar qualquer uma dessas culturas. Isso é tudo pessoal, nos vemos no prólogo, ok! Xoxo