God's Games

22 Operação Alison, parte I


–Tobby, você está bem?! — Alison pergunta

–Tá... Doendo... — ele responde

–VALLENTINA, CURE O OLHO DO TOBBY, RÁPIDO! — gritou Cloud

–Eu vou tentar... Espera... O olho dela não está aqui! Não dá pra eu criar um pedaço dele, eu só curo!

–Alguém pensa em algo, rápido! Ele tá sangrando! — disse Garry

–Alison, pegue o olho do robô e o coloque na órbita de Tobby... — disse Daru

Alison flutuou até os destroços do robô que haviam caído. Seus olhos e cabelos estavam negros e esvaeciam como fumaça. Alison conseguiu reconhecer o mecanismo de visão e mira automática do mecha, o recolhe e entrega para Daru:

–Não sei se vai dar certo, mas tomara que sim... — diz Daru

Daru pede ajuda para Astaroth, que ainda estava desmaiado. Ele acorda com muita dificuldade. Daru o pede para substituir o olho de Tobby pelo olho robótico. Astaroth se recompõe e pega o globo ocular tecnorgânico. Astaroth usa seus equipamentos tecnológicos e consegue fazer o olho voltar a funcionar, ele abre o compartimento escondido e puxa alguns fios. Ele coloca os fios na cavidade ocular de Tobby, com muito cuidado, ele consegue ligar o nervo óptico com o cabo de visão do olho robótico. tobby começa a gritar de dor:

–Vallentina, canta, RÁPIDO! — diz Astaroth

–Tá bom!

Vallentina se concentra e começa a cantar uma canção. A melodia era muito bonita, sua voz era suave e encantadora... A canção era sobre quando Vallentina era uma criança, ela foi abandonada e passou a viver sozinha pelo seu Reino; falava também de quando ela tentou roubar um velho elfo de fogo e ele na verdade era o seu mestre, que a aceitou em treiná-la. Vallentina derramou algumas lágrimas e Martin ficou interessado pela canção. A fenda na face de Tobby começou a se fechar, Astaroth empurrou o olho para o local correto e os vasos sanguíneos, tecido adiposo, pele começaram a regenerar e fechar o machucado. O olho fica ativo e apresenta uma luz vermelha. Tobby permanece inconsciente enquanto os outros se recuperam:

–Obrigado, Vallentina — diz Garry

–De nada — Vallentina enxuga as lágrimas

–Eu sei que o Tobby está debilitado, mas precisamos continuar... — disse Astaroth

–Mas e o escudo? Aquilo salvou nossas vidas várias vezes — disse Alison

–O tempo que estamos aqui relaxando é o que a máfia está para se proteger ainda mais, a gente tem que acabar logo com isso de uma vez por todas! — disse Martin

–Tá certo, então vamos! — disse Daru

Cloud carregou Tobby em suas costas e o grupo seguiu o caminho que TMO disse. TMO explicou que eles não deveriam se preocupar com mais unidades TITAN-O porque só existe um em cada base da máfia nas cidades e eles tinham derrotado o único de Karasu. Isso reconfortou um pouco a equipe:

–Alison, como você conseguiu usar sua magia? — perguntou Garry

–Vou ser sincera... Não sei.

–Oi?

–É cara, eu não faço ideia. Eu comecei a ler o livro e tal, mas achei muito chato.

–Isso não faz sentido, Ali — disse Daru

–Eu sei. Eu fiquei lá naquele esgoto, meditando...

–MEDITANDO!? HAHAHAHAH! — Martin começa a rir

–É sério, cabeça de fósforo! Eu comecei a relaxar e quando me dei conta, estava em chamas negras.

–Você conseguiu canalizar a mana então, deve ter sido isso! — disse Vallentina

–Sei lá! Eu só fiz, tá legal? Se não fosse por mim, vocês estariam mortos... DE NOVO!

–Tsc, tenha dó Alison! Deixa de ser tão arrogante, ok? — disse Cloud

–Pois é, fantasminha... Você tá um saco! — disse Daru

–Olha, eu vou socar a cara de vocês... — disse Alison

–Chega, Alison! Para de infantilidade! Isso aqui é sério! Se a gente morrer, já era... Todo mundo sabe que você salvou a gente, não precisa se gabar! — gritou Cloud

–Alison, tenta participar do trabalho em equipe, ok? Até eu tô me empenhando em ajudar... Eu tô tentando esquecer minha obsessão de ser o melhor em tudo... — disse Astaroth

–Seus chatos! — disse Alison

–Ali, olha pro Tobby... Ele perdeu um olho, você podia ter ajudado antes, senhorita fodona! — disse Martin

–Mas eu não tive culpa...

–Martin! A culpa não é dela... Alison, só para de se achar, tá legal?! — disse Daru

–Hmpf... Ok...

–O clima aqui tá ficando tenso... — Vallentina fala pra Garry

–Pois é... E eu ainda me sinto mal... Um pressentimento ruim...

–Aff, vira essa boca pra lá! Já nos ferramos o bastante hoje!

–Não sei se...

–Mestre! Nós chegamos na base da máfia! — TMO fala

–Obrigado, "Tee". Hora de nos infiltrarmos... — disse Astaroth

O grupo seguiu TMO até uma área segura, onde não houvessem guardas. Tobby começa a acordar e Cloud o coloca pra dormir novamente, ele usa o manto de Daru para segurá-lo nas costas:

–O plano é o seguinte. Eu vou ficar aqui com o TMO tentando invadir a rede do sistema. Eu baixei a planta da base pelo TMO. Alguns dados foram corrompidos e eu não sei quantos hospitais são ao todo, nem lembro se aquela ninfa disse quantos tinham... Mas enfim, pelo o que sei, todos tem segurança extrema, mas é fácil entrar lá por cima. Eu acho que a coroa está no 3º hospital, porque a máfia construiu vários cofres e melhorou a defesa naquele local — disse Astaroth

–E esse é qual prédio? — perguntou Martin

–É... 5º, temos que avançar mais dois hospitais então.

–Tá, mas como vamos chegar lá por cima?? — perguntou Cloud

–Eu ainda não sei ao certo... Já usei minha capacidade de voo hoje e não posso usar de novo... — disse Astaroth

–Eu levo vocês então — disse Alison

–Mas isso é impossível, Alison — disse Vallentina

–Eu coloco alguns de vocês no meu corpo, o máximo que eu conseguir, e flutuo até lá.

–Hm, talvez dê certo já que o fluido ectoplasmático atravessa a matéria que toca, então, vocês conseguiriam atravessar os prédios ou até mesmo voar já que não teria resistência do ar... — Astaroth fala

–Eu acho melhor que o Tobby fique aqui, eu cuido dele! — disse Vallentina

–Ok — Cloud tira Tobby das costas e o põe no chão e o cobre com o manto