God's Games

17 Distrito da Morte


Enquanto Tobby comia seu enroladinho de queijo os outros tentavam encontrar algum lugar do mapa que poderia ser controlado pela máfia:

–Essa cidade é muito grande... Até agora não achei nada — disse Vallentina

–Ainda não encontrei nenhum lugar que corresponda com as especificações, galera — disse Alison

–Não é possível, deve existir algum bairro, algum local... — disse Cloud

–Porque não perguntamos pra alguém sobre isso? — disse Garry

–Verdade né... — disse Alison

Martin e Daru foram até a cantina e chamaram a mulher que fazia os lanches. Ela era uma ninfa, com cabelos verdes e pele azul clara, seus olhos eram acinzentados e possuía grande beleza:

–Com licença... — disse Daru

–O que vão pedir? — ela pergunta

–Nós somos da guarda real, lá da cap- Daru é interrompido

–Ah, licença Daru, não tenho paciência. Então, "tia", a gente precisa encontrar algum local nessa cidade que não tenha vigilantes — disse Martin enquanto Daru rangia os dentes

–Tia?!

–O quê?! Não gostou? — Martin pergunta

–Martin você tá estragando tudo... — disse Daru

–Eu tenho nome, tá? Me chamo Rena...

–Desculpa então, mas você conhece ou não? — disse Martin

–Sim, eu conheço. Você deve estar falando do 13º Distrito... — disse Rena enquanto guardava as xícaras de café

–Poderia nos informar sobre o local? — perguntou Daru

–Bem, antigamente lá era um conjunto de hospitais para ricos. Pelo o que sei, uma doença começou a se alastrar por aquela região, matando todos dos hospitais, então o prefeito mandou isolar o local e desocupar as casas que estavam por perto — Rena para de falar para atender um cliente, depois ela continua — Enfim, esse lugar ganhou esse nome porque todos que iam pra lá morriam. Mas isso já faz 60 anos e lá continua desabitado.

–Hm — os dois fizeram

–Já ouvi dizer que ninguém quer voltar pra lá por que é um lugar amaldiçoado. Agora me digam uma coisa, o que vocês querem com aquele lugar???

–A gente é da Guarda Real, estamos investigando um caso sigiloso — disse Daru olhando pra Martin

–Rena, mais uma coisa, onde esse lugar fica? — perguntou Martin

–Não fica muito longe daqui, uns 6 km à oeste.

–Obrigado!

Os dois voltaram para a mesa:

–E então? Nhoc... Conxeguiram dexcobrir algo? — perguntou Tobby de boca cheia

–Sim, à 6 km tem um lugar abandonado, ninguém vai lá porque acreditam que seja assombrado — disse Daru

–A mulher da cantina também disse que lá era um conjunto de hospitais que foram isolados devido a uma doença mortal que se alastrou — disse Martin

–Acho que encontrei aqui no mapa. "13º Distrito"? — disse Astaroth

–Sim, esse mesmo! — disse Martin

–Que sorte, fica bem perto mesmo, dá pra investigarmos ainda hoje! — disse Cloud

–Fazer o quê, né... — disse Garry

–Que vontade de ganhar hein? — disse Vallentina

–Não sei não... Algo dentro de mim me diz pra eu não ir... — disse Garry

–Deixa de besteira! Vamos logo, pô! — disse Alison

–Vamos! Já terminei o café — disse Tobby

–Alison, você não usa nenhuma armadura ou túnica, como carrega suas coisas? E onde você vai levar o livro? — perguntou Cloud

–Simples, eu coloco tudo dentro de mim, os objetos ficam presos dentro do meu corpo ué — ela responde

–Nojento, sabia? — disse Vallentina

O grupo decidiu ir atrás do local. Seguiram o mapa passando por grandes lojas de roupas e grandes lojas de armas. Vallentina resolveu comprar um arco encantado, as flechas seriam o fogo que ela pode criar; o arco foi caro e ela teve que deixar sua espada como pagamento. Ela substitui a espada pelo arco no dado e o grupo pôde voltar à trajetória. Passaram também por casas de madeira e prédios de pedra construídos pelos habitantes da cidade. Algumas árvores que viram tinham casas, eram algumas das residências dos Alados [ eles preferem morar em lugares altos, por isso criaram condomínios verticais, os prédios ]. Chegando na metade do caminho, a cidade foi ficando deserta. Haviam casas abandonadas, lixo pelas ruas, construções não terminadas e nenhum sinal de vida:

–Putz... — disse Vallentina

–Que foi? — disse Astaroth

–Esse lugar tá tão assustador... — disse Vallentina

–Medrosa! — disse Cloud

–Para! Eu não sou medrosa! — disse Vallentina choramingando

–Quack! — Cloud imita um ganso e Vallentina começa a rir até cair no chão

–Fhg.[~ — disse Alison [ ela fez isso mesmo, era pra ser algum som engraçado ]

–Que merda foi essa, Alison? — disse Tobby

–Nem eu sei...

–Ô Alison, deixa eu ver a tabela de novo?! — disse Daru

–Toma — Alison entrega o papel para Daru

–Estranho... Achava que minha Magia das Sombras era Magia Negra...

–Uai, não é não? — disse Astaroth

–Pois é, pelo visto, não. Aff, achei que era fodão...

–Você é, lembra daquela catapulta de sombras ou quando você prendeu o dragão só com sua magia? — Cloud fala

–Verdade, Martin. Imagina só, se as sombras dele já são foda imagina essas Magias Branca e Negra — disse Garry

–Segundo o ranking, eu e o Garry somos os mais fodões! Toca aqui — disse Alison

–Engraçado, a Magia da Cura tá no lugar errado, não é possível... A Vallentina curou todo mundo só com a voz... — disse Martin

–Mas Martin, a cura só é defensiva, não dá pra atacar... A menos que seja um bardo com muita experiência nisso — Vallentina disse

–Bah, eu nem uso magias... Na minha opinião, deve-se usar a força pra conseguir as coisas, magia facilita a vida demais e eu gosto de viver no "modo hard" — disse Cloud

–Tá, diga isso quando o seu cabelo cair e você precisar de um mago para fazê-lo crescer novamente — disse Alison

–Hihihi. Acho que eu vou aprender alguma magia aqui, mas que seja fácil porque nós elfos não somos bons com magias poderosas... — disse Martin

–Como assim?! O fogo de vocês não é mágico? — perguntou Garry

–Não! É um poder que todos nós nascemos com ele e ao contrário dos elfos comuns, conseguimos suportar temperaturas extremas — disse Vallentina enquanto Astaroth olhava com uma expressão de indiferença

–Me ajudem! Qual magia eu escolho? — disse Martin

–Escolhe "Sumonação"! Não estamos afim de ficar andando em toda aventura, aí você sumonava cavalos pra gente... — disse Tobby

–Então tá — ele disse — Mas queria Magia de Papel... — Martin cochicha pra si mesmo

–Falando nisso, por que você não tem um poder também, Astaroth? — pergunta Daru

–Pelo que já estudei, a minha espécie, "elfo comum", foi a primeira linhagem de elfos a existir. As outras subespécies são frutos de mutações, entende? Mas ao menos nós conseguimos suportar temperaturas extremas abaixo de 0 grau.

–Saquei.

Enquanto andavam despreocupados, eram observados por alguém. Era um robô. O robô usava uma camuflagem especial para não ser percebido e espiava o grupo:

–TM-O para a base, há invasores no perímetro, câmbio.

–Unidade TM-OAI, siga-os e descubra o que querem, câmbio.

–AMM-O, se me chamar pelo meu registro completo de novo, vou pegar suas peças e montar um carro, entendeu?

–Hmpf...