Gods Gambit
1 Capítulo 1 - Wiliam e Alex -Começo de uma Aventura
Notas iniciais
Esta historia começou como uma zoera entre amigos para zoar anime isekai e acabei me inspirando e transformando em historia, espero que gostem
Todo felino gosta de um bom sono, especialmente se esse sono envolver ficar dormindo o dia todo sem precisar se levantar.
Normalmente seria contra o melhor senso de Akemi tentar acordar um certo exemplo desse facto, mas as circunstâncias a obrigam.
Se movendo em passos rápidos ela vai passando pelos corredores do templo ate chegar na frente das grandes portas do quarto, diante das quais toma um momento para se preparar antes de as abrir.
Cobertores, almofadas, e bolas de pelo adormecidas ocupam quase a totalidade do quarto, criando quase um labirinto para quem quiser chegar na outra ponta sem pisar uma cauda, mas Akemi conhece os segredos para atravessar, passando por cima de tudo com graciosos pulos ate por fim chegar no casulo de cobertores de onde sai uma cauda longa, ao lado de dito casulo um amontoado de metal e peças soltas que antes era um despertados.
— “Porque será que não estou surpresa” – Akemi pensa com um suspiro antes de se posicionar e começar a sacudir o casulo – É hora de acordar, já estas atrasada – Ela avisa.
A única resposta que vem são grunhidos e um semi entendível “Mais 5 minutos”, vendo que medidas mais drásticas são necessárias Akemi segura nas bordas do cobertor e o puxa com força.
Em um resultado que leis da física discordariam o casulo se desenrola a uma velocidade extrema ate deixar apenas uma felina bastante tonta no lugar.
— Qual a necessidade? – Ela pergunta em tom de choro – Eu estava tendo um sonho tão bonito…
Sem se deixar afetar pela tentativa de lhe causar pena Akemi coloca sua mestra ao ombro como uma saca de batatas e vai saindo do quarto – O café da manha está pronto e os jogos vão começar em algumas horas, tu ainda tem de trazer teu escolhido para cá e lhe explicar as coisas.
A gata permanece mole olhando o chão com ar pensativo – “Meu escolhido…ah sim..o jogo” – Ela solta um bocejo longo – Certeza que não te posso deixar com a explicação e dormir mais um pouquinho?
Akemi decide não responder, levando sua preguiçosa mestra ate a sala de refeição, a largando numa cadeira e colocando um guardanapo avolta de seu pescoço – Comer e ai chamar o escolhido, hoje não podes ser preguiçosa, entendido?
A gata suspira – Sim mamãe – Ela fala com tom sarcástico, pegando num garfo e atacando as panquecas.
Durante toda a refeição a sensação de estar esquecendo de algo fica batendo na beirada da mente da gata, a memoria tentando passar por entre as penas de sua mente.
No momento que a gata se lembra do feito todas as servas ouvem o som do grito.
— EU ESQUECI DE ESCOLHER UM CAMPEÃO!
Enquanto essa revelação, e eventuais resultados, decorrem, em outro ponto alguém que não sabia oque destino tinha na manga seguia sua vida.
Longe de ter a típica vida que alguém que em animes teria William não é um super normal, apenas o comum anormal, e em seus planos teve ir num evento de anime que teve em sua cidade.
Cosplay, coisas para comprar, fotos com pessoas que gostaram do cosplay dele ou que ele gostou, um dia bem passado, mas que teria sido melhor se amigos tivessem vindo junto.
Andando por entre as diversas mesas na área de atividades ele vai espreitando uma coisa ou outra em sua busca por algo para fazer ele acaba suspirando.
— “Já vi, já tenho, não tenho interesse” – A certo ponto colocar etiquetas mentais se torna mais interessante doque realmente ficar olhando as coisas, ele vai dando passos largos, ai algo chama sua atenção, um pequeno gatinho com ar assustado se escondendo debaixo de um banco.
O pobre animal, mantendo cabeça baixa, é ignorado por todos que passam, mas não por William, que se aproxima com calma do pequeno animal e estende a mão lentamente para o pegar cuidadosamente.
O pequeno gato faz apenas um indefeso miado antes de ser colocado entre os braços do garoto, que lhe oferece algum carinho para o acalmar.
— Eae pequeno – William fala baixo para o pequeno animal – Perdido?
O gato a princípio continua encolhido e amedrontado, mas com algum carinho ele começa a soltar um pequeno ronrono e a esfregar sua cabeça contra a mão do simpático sujeito.
Nenhuma coleira com identificação ou sinal de quem seria dono, mas o gato é claramente cuidado demais para ser apenas um vadio que entrou no evento em busca de comida, William olha para um lado, ninguém aparentando buscar seu gato perdido, olha para o outro, mesma coisa.
— “Dono não deve estar muito longe” – Ele pensa colocando o pequeno gato melhor contra o peito e começando a andar – Vamos la achar teu dono, ele ou ela deve estar extremamente preocupado.
Em um evento desse tipo se vé todo tipo de coisa e pessoa com ideias criativas, mas ainda assim William esperava que alguém perguntasse o porque que ele está carregando um gatinho nos braços, aparentemente ver um Lupin com um gato é algo que nem se questiona.
Colocando observações assim a parte William vai olhando em volta, tentando pensar em onde o dono do gato estaria
— “Ele estava se escondendo na área das compras, duvido que tenha corrido muito para chegar la..então pode ser qualquer lugar do evento” – William suspira e olha para o agora calmo gato em seus braços antes de decidir ir ver na área de alimentação.
Minutos se transformam em duas horas de andar pelo evento perguntando a pessoas se reconhecem o gato, e eventualmente William se vé obrigado a parar e se sentar no pátio onde boa parte das pessoas vão para comer.
O gato acabou adormecendo durante toda a busca, e enquanto seu salvador se mostra levemente cansado o mesmo apenas dorme enrolado sobre si mesmo.
— “Bem, acho que vou ter de deixar o gato com alguém da equipe de organização” – William pensa para si mesmo antes de pegar sua sempre útil garrafa de água da mala de coisas que custam demasiado para comprar em eventos.
Apos sua pequena pausa de descanso e reidratação William nota um olhar sobre ele, um jovem com ar de seu primeiro evento, sem cosplay nem nada, o olha com a típica expressão de quem quer falar com ele, mas está com vergonha.
William engole a vontade de soltar um riso e vai ter com o garoto – Se quiseres tirar uma foto apenas tens de pedir – Ele fala com simpatia.
O garoto tenta olhar para ele, mas rapidamente volta a olhar o chão com nervosismo – Hum, n.não é isso, apenas..bem.. uma garota passou por aqui perguntando sobre um gato e..eu notei que tu tinha um e queria saber se não o..bem… — O garoto aponta na direção de uma pequena área com quadrados de relva e arvores para fazer sombra – Ela foi por ali apos ouvir que não sabíamos.
No momento que o garoto fala isso um sorriso se forma no rosto de William – Vou ver se este é o gato, mas tenho um pressentimento que é – E com isso ele apressa passo para ir ter com a possível dona do gato.
Sentido sua dona ficando próxima, ou mais provavelmente o movimento apressado de William, o gato acorda, se virando nos braços do sujeito e olhando em volta.
Não tem muita coisa nessa parte do lugar alem de pequenos quadrados de relva com arvores no meio, oque torna mais fácil para William notar uma garota baixinha com um cosplay extremamente bem feito de Tsumiki Miniwa com orelhas de gato, sentada com ar triste olhando o nada.
— “Que fofa!” – William pensa para si mesmo, parando por momentos para olhar bem a garota, que parece sentir a observação pois as orelhas felinas, baixas em tristeza, se levantam para melhor captar sons – “As orelhinhas até mexem”.
Engolindo seus instintos de otaku para poder dar a ação a seriedade necessária William bota cara seria e se aproxima – Desculpe, este gatinho é seu?
A velocidade com que Tsumiki Miniwa vira a cabeça faz William ter um leve medo que ela se tenha machucado, mas se o fez não dá muito sinal disso, levantando as mãos para pegar o gato, que pula neles e é abraçado pela garota de cabelos violeta e olhos soltando lagrima de felicidade.
— E.Eu achei que te tinha perdido para sempre – Ela fala enquanto esfrega o rosto do do gato, que responde com ronrono feliz e um pequeno miado.
Apos alguns momentos a garota parece se lembrar que William existe e começa a corar antes de olhar para ele – O…o…obri… — A cada tentativa de agradecer ela fica mais vermelha, fazendo com que a batalha de William contra seu instinto de abraçar a pequena garota e a proteger de todos os males do mundo fique consideravelmente mais difícil de vencer.
— “K.kawai!!” – Não conseguindo fazer muito diante da extrema fofura William apenas fica a observando com um sorriso levemente bobo.
A pequena garota apos algumas tentativas falhas apenas encara o chão – Obri…obri… — Desistindo ela segura o gato com bastante carinho e cuidado e faz uma vénia estilo japonês – Doumo Arigatou.
Essa fala se mostra a gota de agua, e antes que ele mesmo perceba William leva a mão a cabeça da garota e começa a fazer carinho, recebendo um som de surpresa e a visão de uma cauda e orelhas de gato se levantando com surpresa.
— Dou itashimashite – Ele responde movendo sua mão para mexer numa das orelhas da garota que apos isso parece um tomate com cabelo de cor exótica. – “Tão realísticas..” – Ele pensa com espanto esfregando atras da dita orelha.
— N.n – A garota parece tentar protestar contra o indecente afeto, mas antes mesmo de poder formar uma palavra ronronos são tudo que consegue sair de sua garganta.
Para um espectador aquilo que William e a garota com orelhas de gato estão fazendo pareceria algo extremamente indecente, mas nem um nem outro parece se importar, William estando demasiado fundo em sua curiosidade e a garota no prazer do carinho.
Sem que ambos percebam o pequeno gato desce dos braços da garota e começa a arranhar o chão em volta deles, lentamente fazendo um círculo.
William demora um pouco, mas eventualmente recupera bom senso suficiente para perceber que fazer coisas que podem ser mal interpretadas com uma garota pequena em publico pode não ser a melhor das ideias, e remove a mão da cabeça da garota – Bem.. – Ele fala levemente sem graça – Gostando do evento?
A garota, mais vermelha que um tomate, tenta responder em pelo menos oito línguas diferentes ao mesmo tempo, resultando em uma sonorização que nenhum humano consegue entender, e faz que sim com a cabeça.
Com o círculo feito o gato olha para sua “dona” – Meow – Ele fala de forma seria.
A garota olha para o gato, depois para William – T.tens a certeza?
— Meow – O gato responde em um tom um pouco mais determinado.
— “Meus instintos de momento de anime estão apitando…” – William pensa, mas por algum motivo que nem ele sabe explicar apenas observa a cena, o sentimento de “tem gente mais louca que eu” começando a se concentrar nele.
Apos mais alguma troca de palavras e miados o gato entra no círculo e a garota olha para William, ainda com ar de vergonha e dá um passo para traz.
Antes que William possa perguntar oque se passa, ou falar qualquer coisa, o chão abaixo de seus pês some e ele começa a cair.
Sendo uma pessoa corajosa por natureza William desce como um homem, gritando em plenos pulmões.
A queda não é longa, mas enquanto dura todos os instintos de William falam que ele vai morrer, que essa queda apenas vai terminar em ossos quebrados e órgãos rebentados, mas quando o dito impacto chega, o mesmo é contra algo macio e não com mais força que alguém sentiria se fosse correndo e pula-se numa cama.
Por vários momentos William permanece parado, nem respirando por medo que algo aconteceria, mas quando se apercebe que acabou ele abre os olhos, ate ai fechados pela queda, e olha em volta.
O lugar faz lembras uma mistura de um templo japonês com algo tirado de um mmo, pilastras segurando o teto, lâmpadas de papel iluminando e pequenos animais saltando pelo corredor.
William esfrega seus olhos e olha envolta novamente, quando a visão não muda ele chega numa conclusão.
— “Devo ter batido com a cabeça em algum lugar” – Ele se levanta e prepara para ir embora, mas o som de passos o faz se virar.
Uma garota alta, de cabelos castanhos longos que lhe chegam a cintura e olhos como os de um gato se aproxima, quando seu olhar se cruza com o de William ela faz uma reverencia.
— Saudações, imagino que está se perguntando oque está acontecendo, peço que venha comigo e tudo vai ser explicado.
— “Portal para lugar desconhecido, garota estranha falando que tudo vai ser explicado… entrei num anime isekai…” – William pensa para si mesmo e com um suspiro pergunta – Eu morri e vou ser julgado por uma deusa para se decidir se irei ou não ser reencarnado em um mundo magico?
— Esse..foi um palpite bem perto do ocorrido, ainda errado, mas bem perto – Ela fala e começa a andar para guiar William, que a segue por falta de outras opções.
Pelo caminho todo William vai examinando os lugares em volta, e esse templo parece repleto de gatos, coelhos e outras criaturas pequenas e felpudas, e cuidado dos mesmos garotas gato que alimentam, escovam e acarinham as criaturas, algumas acenam para ele, outras nem parecem o notar de tão focadas em seu trabalho estão.
A guia para de andar quando chegam na frente de uma grande porta dupla e se vira para William
— Tenho de avisar que a mestra é um pouco… Diferente doque imaginaria de uma deusa e tem alguns problemas com ...características bem obvias, então agradecia que não a provoques muito, era realmente precisa de tua ajuda mas se irritada não pensa direito.
William sorri em resposta – Prometo me comportar madame – Para realçar sua promessa ele faz uma vénia.
A guia suspira e abre a porta, do outro lado estando uma grande sala repleta de almofadas, e na ponta da mesa um altar onde uma garota gato pequena, cabelos longos que parecem lhe chegar aos pes, segurando um cajado e parecendo uma criança tentando parecer seria.
— “Que fofinha” – William pensa contendo um riso e se aproximando da garota – Tu é meio pequena para uma deusa.
Um suspiro se faz ouvir de traz de William, a guia cruza os braços e espera oque certamente vai acontecer.
A garota gato infla suas bocejas e olha para o humano a sua frente com ar de ofendida – Mas não incapaz de transformar quem me ofender em cinzas – Embora o tom de ameaça a expressão de loli amuada faz William a querer apertar, ela então se vira para a guia – É este o sujeito Akemi?
A guia, Akemi por sinal, dá um passo em frente, ficando entre William e a felina – Sim, é aquele que os procuradores acharam que se enquadra ao que querias, e com isso dito, as apresentações – Akemi se vira para William – Está é Rin, deusa da luz e da fofura, tu foi convocado para ser seu campeão e fazer grandes coisas em seu nome – Ela então se vira para Rin – Imagino que podes explicar o resto.
A felina acente com a cabeça e olha para William ainda com ar levemente amuado – Toma atenção pois apenas irei explicar uma vez — Ela ergue seu cajado, que começa a soltar um forte brilho e diante dos olhos de William as paredes e o teto mudam, começando a mostrar um mundo diferente daquele que William conhece, um mundo de castelos e criaturas estranhas.
— A muitos anos atras um evento apenas conhecido como A Fusão trouxe diversas realidades juntas, com suas criaturas, habitantes e entidades tendo de partilhar um único mundo logo chaos ameaçou destruir tudo. -Rin faz uma pausa dramática, mudando as imagens que rodeiam para as de exércitos marchando por diversos pontos – Para impedir que tal coisa se tornasse realidade o grande jogo foi criado, as entidades foram impedidas e interagir de forma direta com o mundo e de tantos em tantos anos elas são permitidas escolher indevidos de entre pessoas desta ou outras realidades para servirem de campeões, espalhando sua influência em troca de poder e gloria.
Ouvindo tudo que a garota gato fala atentamente William assente com a cabeça antes de falar – Então tu esta falando que eu vou ter chance de ter uma vida de aventuras fantásticas como eu sempre quis, mas não deixo de ficar curioso de, porque eu?, de tanta gente no planeta porque que tu decidiu me pegar a mim? – Ele pergunta com um tom sério e encarando a gata nos olhos.
Rin é claramente não esperava ser perguntada isso – Bem..eu te escolhi porque… — Ela claramente não tinha uma história pensada e começa a se esforçar para pensar em uma.
— Ela esqueceu de procurar um campeão ate a última da hora e queria alguém desesperado por mudar de vida e que gosta-se de garotas pequenas – Akemi fala antes que Rin possa o fazer — Lamento ter de interromper a conversa, mas amenos que queiras começar depois de outros melhor agilizar
Rin olha para sua serva como se a mesma tivesse a apunhalado – Isso era suposto ser segredo – Ela fala em um tom semelhante a um miado, recebendo apenas um olhar de quem pede desculpa vindo de Akemi.
Não conseguindo resistir mais William estende uma mão para a deusa felina e começa a bagunçar o cabelo dela, recebendo som de gata irritada como resposta.
Não deixando isso o impedir ele leva a mão ate uma das orelhas de Rin, fazendo carinho – Então fui escolhido por puro acaso… — Ele fala para si mesmo, sua expressão se tornando seria por um momento antes do sorriso retornar – Me conte, Rin.. – Ele se abaixa levemente para seu rosto ficar na mesma altura do da garota gato – Acredita em sorte?
— E.eu sou uma deusa, não preciso de sorte – Ela fala, suas faces ficando rosadas e seus esforços se focando em não ronronar diante do seu servo.
Apos alguns momentos ela se afasta, cruzando os braços e começando a andar para fora da pequena sala – Anda, temos de nos despassar senão vais entrar no jogo com atraso.
William ri levemente da reação da deusa, indo atras dela a passo um pouco mais rápido para acompanhar – Mostre o caminho – Ele fala se aproximando casualmente e voltando a fazer carinho na cabeça de Rin – E aqui prometo, vou te fazer acreditar em sorte.
A deusa felina para de andar no lugar, seu rosto ficando bem vermelho e por um momento William parece ver vapor saindo de suas orelhas, antes de Rin apertar o cajado e se virar.
William sente um impacto contra seu peito e é jogado com força para traz, batendo as costas contra um pilar.
— N.não fala coisa como se fosse promessa romântica – Rin reclama batendo os pés no chão e continuando a andar sem ele.
— “Will um, Rin…zero ponto cinco” – Ele ri baixinho se levantando e sacudindo as roupas antes de a seguir, não demora mais que meia dúzia de passos para algumas servas com vassouras aparecerem para limpar o chão.
Demora uns minutos para Rin se acalmar o suficiente para continuar a conversa, oque permite que William veja as vistas do lugar que está, apos a sala com a luz e estatuas eles saíram para um jardim grande, rodeado por uma parede alta e tendo uma nevoa branca cobrindo o chão, fazendo com que demore um pouco para William reconhecer a forma de gatos e coelhos se movendo para olhar sua mestra.
Rin finalmente para de andar, se virando para William com um suspiro – Eu estava a espera de poder explicar tudo, mas parece que vou ter de dar a versão de bolso – Ela bate levemente com o cajado no chão e um par de bancos aparece para ambos se sentarem – Para começar, o jogo não é uma simples competição, é a forma de nos deuses podermos influenciar o mundo mais diretamente, campeões são soltos para fazer oque bem entenderem para entreter a entidade patrona que escolheu, vos ver crescer e mudar o mundo, esse é o objetivo que o jogo tomou.
William se sentou na frente de rin, ouvindo oque ela fala atentamente – Então é um jogo sem fim? – Ele pergunta – Apenas fazermos oque quisermos sem objetivo final?
Rin não responde imediatamente, pegando numa das criaturas que começaram a rodear o par, um coelho branco, e o deixando em seu colo.
— Sim e não, se apenas vos soltássemos poderia levar muito tempo para conflito surgir, então como incentivo, o campeão, ou campeões caso grupos de aliados se formem, recebem um desejo se vencerem todos os outros campeões, um desejo que vai ter de ser concedido por todos deuses, a limitação sendo que não podem pedir para se tornar deuses, esse poder tem de ser merecido por ações próprias, não ganho por poder de outros.
William sorri de forma malandra ao ouvir essa informação – Não posso pedir para ser um deus... posso pedir para ter poderes divinos então? – O tom dele deixa claro que esta brincando.
A resposta de Rin é apertar seu cajado novamente, como fez quando o jogou para traz a pouco – Uma pancada não foi suficiente? – Ela fala em tom de ameaça
Sabendo quando se render William ergue suas mãos em sinal rendição – Ok, mudando de assunto, mais alguma coisa que precise saber?
— Sim, campeões são diferentes de mortais em diversas formas, a maior é que cada um tem um item de poder magico com ele, uma philacteria se preferires esse termo, esse item permite que mesmo que os corpos sejam mortos eles possam retornar ao jogo apos um tempo recuperando, porem se outro campeão, ou alguém com conhecimento suficiente, tomar posse do item de outro pode obrigar o dono a obdecer suas ordens, ou simplesmente pode absorver o poder do item para si, tornando o campeão que era dono mortal.
— Então tu vai me tornar um lich…interessante, vem incluído com a perda de sentimento e personalidade? – William pergunta, interessado em saber mais sobre o assunto.
— Isso seria extremamente entediante – Uma voz nova comenta de traz de William – Todo o conflito seria o mesmo, a graça esta em ver como vocês fazem vosso caminho em ambos lados.
— Ambos lados? – William se vira para ver o dono da voz, vé uma figura esguia de um homem magro caminhando por entre a nevoa, suas roupas sendo formais, um terno vermelho com calça negra, uma cartola e em seu rosto uma máscara branca com olhos negros e um grande sorriso. A visão faz william ter uma única duvida – “Quem é esse esquisitão?” – Ele não vocaliza sua duvida apenas pelo facto da forma como o mascarado falou indicar que ele também é uma das entidades.
Antes que uma resposta possa ser dada Rin se levanta, encarando o homem com um rosnar – Oque fazes aqui Ekwen?
Embora seu rosto esteja coberto William quase consegue sentir o sorriso por traz da mascara – Visitando minha gatinha favorita, vendo seu escolhido, coisas do tipo – Ele fala em tom de casualidade, se virando para William – Não deixa o jeito dela te afetar garoto, o lado gato a faz ser agressiva com todos.
O som da madeira do cajado de Rin começando a ameaçar se quebrar chama a atenção de William para a pequena neko, que começa a tremer – Me dá um bom motivo para não te chutar de MEU domínio – Ela aponta o cajado para Ekwen
Decidindo que não queria estar no centro de uma possível briga entre entidades William levanta as mãos e fica entre ambos – Não estava faltando pouco tempo para começar? , talvez seja boa ideia eu ir indo.
O mascarado ri – Não precisas ter medo garoto, eu sei quando parar de puxar a cauda a Rin – Ele fala ajeitando a cartola e se virando para a gata – Que tal assim, eu dou a explicação sobre o equilíbrio e apresento o meu campeão já que vi o teu, ai os enviamos e ficamos por aqui, pode ser?
A felina cruza os braços e se vira, deixando Ekwen falar
Suspirando ao ver que não tem como não sair da situação sem irritar mais a garota William apenas se senta
Ekwen se senta na mesa e mexe os dedos, fazendo aparecer neles uma moeda – Serei breve porque já sei que Rin pode decidir que quer me mandar embora a qualquer minuto, entre as incontáveis coisas que foram adicionadas ao jogo ao longo do tempo para manter o interesse existe o equilíbrio – Ele começa a girar a moeda entre os dedos – Seria um grande desbalanço no mundo pela quantidade de “heróis”, para manter as coisas equilibradas os heróis recebem influencia da luz – Ele para a moeda para mostrar o simbolo do sol – E das trevas – Ele vira a moeda para mostrar uma lua, funciona do seguinte jeito, quando sobre influencia da luz tuas virtudes ficam mais na tona, tu seria um “Heroi” , mas quando sobre influencia das trevas teus maiores defeitos se tornam mais poderosos.
Ekwen parece que ia falar mais, mas por algum “acaso” ele escorrega da beirada da mesa e cai no chão, Rin volta a se sentar na frente de seu campeão
— A influencia muda quando tu é derrotado e volta, então se fores bom em escolher tuas brigas tem chance de nem sequer passares por isso, agora – Ele se vira para Ekwen – Nos apresenta logo teu escolhido e vamos acabar com isto
O mascarado se levanta e sacode a roupa – Carinhosa como sempre… de qualquer jeito, apresento a vocês – Ele estala os dados e a nevoa começa a circular e levantar, formando uma meia esfera – Meu campeão.
A esfera se desfaz, revelando um jovem alto de cabelos negros como a noite e em seu rosto uma marcara prateada desprovida de feições, apenas tendo desenhos nas bordas, William e o recém-chegado se olham por um momento antes do mesmo remover a mascara, revelando ser um certo amigo de William.
— Alex? – Ele pergunta surpreso, se levantando e indo ate ao sujeito – Realmente, tu és do tipo que arrumaria jeito de te botar no meio da situação
Alex solta um pequeno riso – E tu o tipo que conseguiria ser escolhido por uma loli, e por sinal veio em pacote duplo, neko e loli
William fica com um sorriso meio sem graça, esfregando a parte de traz do pescoço – Que posso dizer, quando sorte vem é com quantidade, acho que estou virando imã de tsunderes – Ele fala antes de soltar um riso.
A conversa é interrompida quando Rin, que tinha ficado parada e calada des que Alex aparecer, pula em Ekwen com claras intenções agressivas – Seu trapaceiro! , tu pegou amigo de meu campeão de propósito! – Ela fala tentando aranhas a cara, ou mascara, de Ekwen fora enquanto o mesmo apenas tenta se defender.
Os dois campeões apenas observam antes de se irem sentar na mesa, William é o primeiro a falar – Então Alex, tu sabe como funciona – Ele sorri com o desafio que deixa no ar
— Não tentar matar um ao outro, mas ver quem se dá melhor? – Alex responde, ainda de olho no par de deuses – Achas que devíamos tentar os separar?
William dá uma olhada, Rin ainda tentando morder e aranhar, Ekwyn a segurando, volta a olhar para Alex – Nos somos apenas os servos, deixa eles resolverem seus problemas
Demora alguns minutos, mas Ekwen parece se cansar da brincadeira a amarra Rin, a deixando sentada no chão tentando se soltar.
O deus mascarado ajusta suas roupas e se vira para Alex e William – Bem, já que Rin está um pouco ocupada, irei abrir o caminho pra vocês.
Ekwyn ergue a mão para um dos cantos do jardim, e do chão começam a sair pedras e pedaços de madeira que vão se empilhando ate formarem um par de portas imponentes, semelhantes as de um castelo que ao se abrirem mostram um vortex de nevoa.
Alex bota sua máscara e se levanta – Gente se vé do outro lado – Ele fala antes de ir ate a porta pegando impulso e pulando pelo portal.
William se prepara para fazer o mesmo quando Ekwen senta a Rin amarrada na frente dele – Falem vossas despedidas – Para dar privacidade ele some na nevoa.
Rin desvia o olhar, claramente desconfortável por estar indefesa na frente de seu servo – Bem..hum.. – Ela mexe uma mão, formando uma carta selada – Não abre ate eu falar que podes, entendido?
William pega a carta, e resistindo a tentação a coloca no bolso – Pode ser tentador demais, mas vou tentar – Ele então se afasta e vai ate a porta, parando la e se virando uma ultima vez – Gente se vé por ai
Com essas palavras William se joga de costas pelo portal, a inicial sensação natural de estar caindo é substituída pela de flutuar, não mais existe chão ou teto, apenas uma espiral de luz e nevoa por onde ele ganha velocidade.
Um vento forte começa a se fazer sentir, levando consigo pedaços das roupas dele e em seu lugar deixando umas de aspeto mais antigo, de tecidos e couros, seu cinto ganha uma quantidade grande de bolsas e frascos com bem diversos líquidos e seus sapatos se tornam botas de caminhada.
Apos essa mudança de visual ficar completa o túnel termina e a gravidade volta a tomar posse de William, o fazendo cair de costas em relva
Por algum tempo ele apenas fica la deitado, olhando o céu e sentindo os elementos, o sol sobre sua pele, o vento passando por seus cabelos.
— Se tu estiver desmaiado eu não te vou arrastar para a cidade mais próxima – Uma voz familiar mas estranhamente desprovida de emoção faz William erguer o olhar.
Um ser estranho devolve o olhar a William, seu rosto escondido por uma mascara prateada, seu corpo coberto por um manto, as poucas partes com pele exposta apenas mostram mais mistério para a anatomia dele, sua cor sendo de um tom de azul escuro quase achando o negro e sua textura parecendo mudar a cada momento, uma hora sendo pele, outra estando coberta de escamas ou penas.
A própria figura parece ficar em constante mudança entre aparência mais masculina e mais andrógena.
— “Não fosse a mascara que que não o reconheceria de certeza” – Ele pensa se levantando – Estou bem sim, valeu pela preocupação – Ele fala sacudindo poeira e folhas soltas das roupas antes de examinar o amigo meus de perto — Eu sabia que tu tinha dado azar tendo aquele deus esquisitão, tu parece que deu problema na hora de formar.
— Serio? – Alex pergunta com espanto enquanto olha para as próprias mãos – Eu tinha notado o azul, mas esperava que continuasse a parecer humano..aomenos as roupas são relativamente normais – Ele fala começando a mexer nas ditas.
William aproveita o momento para olhar em volta e formar uma ideia de caminho a seguir – Não fales antes do tempo, vai que teu manto é um mimico simbionte.
Diante de si William vé a descida de uma colina para uma grande planície onde ovelhas de aparência relativamente comum pastam, entre elas um caminho de terra batida que leva a uma cidade grande visível no horizonte apos ela, a sua esquerda montanhas distantes se fazem visíveis bem ao longe separadas do resto por arvores, e por fim a direita e atras apenas floresta parece rodear o resto do lugar
— “De facto diferente” – William pensa colocando as mãos nos bolsos, neles ele sente algo, pelo tato um bloco de notas – Parece que nos enviaram com uns extras – Ele comenta o tirando do bolso e virando para o amigo.
Alex também achou algo em seu manto, uma pena de um tom amarelado, ele fica a mexendo entre os dedos por uns momentos e parece ir falar algo, mas sua máscara e a pena começam a brilhar.
Diante dos olhos de William a pena pega fogo, virando uma esfera que começa a circular Alex, que espantado nem tenta lutar, apos algumas voltas, a esfera aumenta de tamanho, engolindo Alex inteiramente antes de começar a regredir mostrando uma forma feminina em armadura de combate com os braços cruzados sobre o peito, seus longos cabelos cor escarlate de movem livremente, a mascara prateada ainda existe em seu rosto e mantem o brilho, por fim a garota parece ganhar vida, abrindo os braços, fazendo o fogo sumir e um par de asas aparecer.
— Eu sou o fogo que ilumina as trevas – Ela fala de um jeito dramático, dando uma volta sobre si mesma enquanto passa uma mão pelo rosto, sua mascara some e no lugar um pequeno chapéu aparece no topo de sua cabeça, quando volta a ficar de frente para William ela faz uma pose – Malfeitores se escondam ou enfrentem meu poder!
A emoção é forte no tom de Alex, animo e determinação quase podendo ser tocadas, por parte de William, apos todo o show, embora rápido, o deixaram petrificado no lugar, apenas olhando para a anja a sua frente.
Apos diversos segundos de ambos lados apenas se encarando, do imóvel William começa a sair um som que se espalha por seu peito, ate ele por fim voltar a se mexer, rindo descontroladamente da cena, chegando ao ponto de se dobrar com as mãos sobre a barriga
— Eu..eu falei que tu tinha um azar imenso – Ele por fim começa a acalmar, retomando um pouco de sua compostura – Se bem que tu sempre teve cara de mahou shoujo – Ele acrescente com inocencia.
Caindo ficha sobre oque acabara de acontecer, e oque acabou de fazer, Jade cora até a raiz dos cabelos, pegando as asas e se cobrindo com elas – I.isto não tem graça Will! – Ele/ela fala com indignação, batendo um dos pés – Eu acabei de sofrer mudança de sexo por pegar uma pena, QUE TIPO DE PENA MUDA O SEXO DE UMA PESSOA! – A medida que fala Alex se torna cada vez mais sonora e fumaça começa a sair de entre as penas das asas.
William se afasta por motivos de segurança – “Ok.. energético e flamejante…” – Ele engole seco, sabendo bem que se regras de anime aplicarem uma palavra em falso e ele pode sentir na pele o fogo – Alex, te acalma porfavor, tu tá soltando fumaça…e eu tenho muita coisa inflamável no cinto.
Alex permanece o encarando, mas começa a inspirar e expirar em um exercício de calma, fazendo com que aos poucos a fumaça pare, oque deixa o potencialmente explosivo William bem mais calmo.
— Começa a fazer piadas e eu não posso garantir que não vais aprender a fazer de team rocket – Alex avisa, soltando as asas, que se abrem soltando algumas penas – Aomenos virei uma garota bonita? – Segundos depois de fazer a pergunta Alex parece mudar de ideias – Pensando melhor, não respondas, prefiro não ter alguém que me conhece como garoto me falando se sou bonita ou não.
William revira os olhos – Podia ser pior, aomenos não estas de saia – Ele fala se aproximando da agora amiga e passando uma mão por uma das asas dela – Tu parece ser algum tipo de raça que muda de forma, se minha teoria for certa e aquilo fosse uma pena de anjo tu absorveu ela e pegaste a forma..embora o porque da transformação dramática vá alem de minha compreensão.. e tu virou uma garota fofa – Ele acrescenta por último, não resistindo ao instinto de provocar
Mais uma vez Alex fica rosa, dando um passo para traz – B.b.BAKA! – A frase típica sai da boca de Alex, que imediatamente coloca as mãos sobre a boca.
Tendo de se distrair para não brincar de forma ainda mais literal com o fogo o ainda masculino amigo de Alex pega seu bloco de notas e começa a virar suas páginas.
Uma variedade de receitas de poções, óleos, e alguns desenhos, cobrem as paginas, todos ao mesmo tempo estranhos e familiares para ele.
— “Terei de perguntar a Rin depois se o jogo nos dá uma backstory no mundo ou se aparecemos do nada com habilidades” – Sendo uma pessoa preparada William arruma um espaço no bloco de notas para fazer anotações sobre o novo Alex, nomeadamente escrevendo aviso para ele mesmo para não ter coisas inflamável quando falando com ele/ela.
Apos retomar a calma e enquanto William escreve Alex começa a testar suas asas, de inicio não conseguindo fazer mais que as mexer levemente, mas aos poucos instintos começam a falar oque fazer, permitindo que ela começe a abrir e fechar elas, e por fim, em um ato de fé, Alex pula fechando as asas com força de forma a ganhar impulso.
A brisa surpresa faz William tirar os olhos das anotações e olhar para Alex fazendo oque parece uma imitação de galinha tentando voar.
Movimentos brutos e claramente cansativos, postura desajeitada, já é de espantar que Alex não tenha caído como uma pedra, mas ela não desiste, se esforçando ate conseguir ganhar altitude e apos isso apenas praticar não cair.
— Nada mal, não vais ganhar prémios por graciosidade, mas nada mal – William fala voltando a guardar o caderno.
Alex desce em um mergulho e volta a pegar impulso para cima, por sorte não raspando o corpo no chão – Olha, tu ganhou um caderno, eu tenho um par de membros que nunca tive antes, queres mesmo fazer critica?
— Quero – William fala em tom de provocação – Mas bem, melhor seguirmos nossos caminhos enquanto a luz de sol, vou ser simpático e te dar 15 minutos de vantagem antes de seguir caminho – Ele fala indo ate uma pedra maior e se sentando
Alex pousa, ou melhor dizendo, cai de bunda, no chão, olhando o amigo – Certeza que não queres ir junto? Seria legal, escolhidos de deuses que se desgostam lutando lado a lado no mínimo viraríamos musica inspiracional – Alex fala com humor na voz
— E te fazer personagem secundário de minha historia de conquista? – William responde em tom brincalhão – Nada disso, insisto que tu seja o personagem que aparece de vez em quando para fazer crossover
Alex solta um pequeno riso, se levantando e limpando a relva da roupa – Duas coisas, primeira, fuck you, peitos me tornariam a principal automaticamente, segundo, com tua sorte de protagonista de anime vou te achar em uma semana com pelo menos 2 garotas lutando por teu coração
— Eu não sou assim tão charmoso.. Duas semanas, no mínimo – William fala, conseguindo permanecer serio por meia frase antes de começar a rir – Agora vai de uma vez, gente se acha depois para trocar historia.
Alex suspira – Que seja, ate a próxima então – Ela então toma impulso, salta, e volta levantar voo, partindo para o horizonte.
William cumpre sua palavra, ficando la olhando Alex indo na direção do horizonte, em seu coração a sensação de uma nova aventura esperando para começar, um sonho concretizado, a hora de aventura que ele sempre esperou chegar.
Notas finais
Imagens para quem quiser ter uma ideia geral da aparencia dos personagens:
Rin - https://pbs.twimg.com/profile_images/729762007000461314/G9vpmG34_400x400.jpg
William pos entrar no mundo do jogo - http://mariafresa.net/newimages/black-hair-clipart-cute-boy-6.jpg
Alex na forma de anjo - https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQMH5ArOEIYD3PAWxiTktrHuOqzPv-hSPtimA8YPO2lU6aRzz5X
Ate o proximo Chap e um bom dia/tarde/noite
Abraços deste escritor portugues
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