Godless Soul
6 Atrás das barras da prisão.
Notas iniciais
Gente desculpa pela demora pra postar ,dessa vez foi culpa minha (Koneko)..
Eu to sem internet em casa (pra variar, vcs devem ter se acostumado né) e eu queria postar um capítulo pra variar, mas euesquecidepostarnasemanapassada e agora vim postar >.< .......
bem aproveitem, esse capítulo é bem quente u3u
Chapter 5: atrás das barras da prisão.
Ela sabia que isso aconteceria. Pensara que talvez acontecesse cedo, mas não tanto. E muito menos no meio da madrugada! Lie se levantou do chão, rogando pragas para a alquimista de cabelos curtos à sua frente. Suas feições não eram perfeitamente visíveis graças à escuridão daquela noite. Envy ergueu-se ao seu lado também, um pouco mais alheio à situação.
- Ei! Qual o seu problema?! – perguntou.
A alquimista sorriu.
- Sou Kirii Kylie, a Lightning Alchemist. E fico feliz de ter encontrado vocês tão cedo, pensei que fosse demorar mais.
- Eu já esperava por isso – Lie murmurou. Envy olhou para a namorada e ela precipitou-se a responder: — Ela trabalha para o Mustang. É um cão do exército.
- Ah! Isso significa que eu posso matá-la?
- Uhh, eu não queria ser obrigada a isso, mas se Mustang realmente nos acha culpados, receio que aumentar a ficha não faça diferença. – ela suspirou.
- Ah, que bom, estava cansado de perder para você. – ele se colocou em posição de batalha. – Finalmente vou poder lutar sério.
- Não pretendo lutar muito. – Kirii falou. – Primeiro quero propor que venham comigo pacificamente.
- Sem chance – Envy respondeu.
Ela sorriu.
- Que resposta precipitada. Acho que vai se arrepender.
- Normalmente ele se arrepende do que fala. – Lie comentou, revirando os olhos.
- Ei! Você não está ajudando! – ele gritou.
- Tanto faz – Kirii disse, unindo as mãos e colocando-as no chão. Quando as puxou para cima, uma lança havia se materializado. Ela realmente era uma alquimista. – Porque vocês não vão passar desta noite sozinhos!
“Ela transmuta sem o círculo?!” Lie pensou.
Ela saiu correndo em direção a Envy. O Führer lhe dera anteriormente dicas sobre como deveria lutar com esses homúnculos. Segundo ele, o garoto era o mais fácil de ser derrotado graças a seu comportamento presunçoso e a garota era mais problemática. Mas disse que ela faria de tudo para salvá-lo caso fosse necessário. Kirii planejara como poderia usar isso contra os dois e agora punha seu plano em prática, prevendo as ações de cada um deles – apenas algo que aprendera com Mi-Cha.
Envy pulou para trás várias vezes, desviando dos ataques. Lie atacou a alquimista por trás, mas esta já estava preparada e investira o cabo da lança contra o abdômen dela. Lie caiu para trás, mas quando Kirii vinha com a ponta afiada da lança contra ela, Lie rolou rapidamente, ajoelhou-se e deu uma rasteira na alquimista.
“Argh!” Kirii pensou, surpresa “Por essa eu não esperava. Eles lutam melhor do que eu previ”
Enquanto Kirii se levantava, Lie se distanciou e teve uma leve visão do círculo de transmutação que havia desenhado na sola da bota da alquimista.
- Então é assim, não é? – murmurou consigo mesma. – Esperta.
Envy partiu para cima dela de novo, mas Kirii desviou, passando por debaixo dos braços dele quando ele tentara desferir um soco. Lie saiu correndo na direção dela também, sacando suas adagas ao mesmo tempo em que Envy ia na mesma direção. Kirii olhou para os dois lados.
- Isso! – sussurrou. E quando eles estavam perto o suficiente, ela saltou, deixando que os homúnculos trombassem um contra o outro sem conseguirem parar ou desviar.
Lie e Envy caíram um em cima do outro, atrapalhados. Antes que conseguissem se erguer, Kirii uniu as mãos e lançou-as ao chão, transmutando uma jaula de pedra em volta deles.
- Mas o quê?! – Envy rosnou, levantando num salto, correndo até uma barra de pedra e chutando-a a fim de quebrá-la. No entanto, foi inútil, ela era mais forte do que ele imaginara.
Kirii soltou um suspiro longo.
- Juro que vocês me deram mais trabalho do que eu esperava. Ainda sim, foi fácil!
Lie se sentou no chão da jaula, frustrada.
- Você está mentindo, não foi fácil. Só acha que deve dizer isso para que desenvolvamos um complexo de inferioridade com relação a você.
A alquimista franziu o cenho.
- Hein?! Do que está falando?!
- Dos seus sentimentos. O Mustang não te falou que meu nome é Lie?
Kirii ligou os pontos.
- Ah! É mesmo, Lie significa mentira, não é? – ela parecia envergonhada de não ter notado antes. – Então você percebeu quando eu falei que foi fácil...
- Duhh – Envy rebateu, ainda tentando chutar as barras para destruí-las. – Você luta rápido demais para alguém que tem um raciocínio tão lerdo.
- Você fala de raciocínio lerdo, mas não sou eu que estou tentando chutar a jaula até agora sendo que sei que ela não vai quebrar. – rebateu a alquimista.
Envy parou de chutar e lançou um olhar de desprezo a ela, remoendo-se de vontade de chutar-lhe o traseiro em vez das grades de pedra.
- Afinal de contas, o que quer conosco?
Kirii revirou os olhos e postou as mãos na cintura.
- Vocês são responsáveis por uma série de assassinatos, não acham que em algum momento alguém viria fazê-los pagar por seus atos?
- Não fomos nós. – Lie insistiu. – Acha que se fôssemos seríamos burros de não encontrar um bom esconderijo? Ou melhor, acha que ao menos ficaríamos no país?
- Quanto a isso eu não faço ideia. Homúnculos, até onde eu sei, são bastante convencidos de que ninguém é capaz de derrotá-los. Talvez suas mentes egocêntricas tenham falado mais alto do que uma boa ideia. Entretanto, isso não cabe a eu decidir, estou apenas cumprindo ordens.
Ela juntou as mãos e se abaixou. De repente a jaula ficou mais alta, pois ela colocara rodas na mesma com alquimia. Ela franziu o cenho, esperando que aquilo fosse o bastante por hora. Amarrou uma corda na jaula e começou a arrastá-la como se fosse a coisa mais normal do mundo.
Lie e Envy ficaram observando-a por algum tempo. Então o homúnculo soltou um longo suspiro e sentou-se ao lado da namorada.
- Ai, ai. Não sei por que se dão ao trabalho de nos prender, vamos acabar fugindo de qualquer maneira.
- Vocês que se atrevam. – Kirii respondeu. – Minha caça nunca foge. E se foge eu a persigo até o inferno se for necessário.
Lie bufou.
- Até parece que você caça homúnculos todos os dias. Aposto que somos os primeiros que encontra na vida.
- Mentir não vai adiantar, não é? – a outra perguntou com um suspiro.
- Não.
Mais alguns segundos se passaram em silêncio.
- Por que o Mustang acha que fomos nós? – perguntou Envy. – Estou até com vontade de ter matado o Marcoh só para estar sendo julgado justamente agora.
- Não foi só o Dr. Marcoh quem morreu. – Kirii falou. – Hoje ainda teve aquela garota, a Maria Ross... Espera! Por que estou falando isso? Vocês sabem, foram vocês que mataram!
- Maria Ross morreu? – Lie perguntou, surpresa.
Envy soltou uma gargalhada enorme.
- Dessa vez ela morreu de verdade, certo?! Não foi outro truque do Coronel das Chamas?
- Ele não é mais Coronel, Envy, agora é Führer. – Lie rebateu. – Mas de qualquer forma a morte dela me surpreende. Quem pode ter feito isso?
- Vocês não vão me convencer. – Kirii falou. – Parem de tagarelar. Mustang me avisou que você é uma ótima mentirosa, Lie, não vou cair em seu jogo.
Lie soltou um suspiro impaciente.
- Vai vir com a história de que tenho o direito de permanecer calada?
- Não tem o direito. Tem o dever.
Lie estreitou os olhos.
- Sabe, eu poderia muito bem sair daqui no momento que eu quisesse. Minha habilidade me permite isso.
Kirii parou e olhou para trás.
- Cópias de si mesma? Não, a jaula continua não sendo facilmente quebrável por fora assim como por dentro.
- Não por isso. E não vou te falar o que posso fazer, seria muita burrice da minha parte. – ela deu um meio sorriso. – Mas eu quero falar com o Mustang. É por isso que não estou lutando mais.
Kirii mandou-lhe um olhar desconfiado e virou-se, seguindo em frente.
Quando chegaram ao QG da Central, encontraram os Elric conversando à porta. O Führer havia lhes passado os detalhes da missão e eles deveriam esperar pela chegada da Lightning Alchemist.
- Olá, Elric. – exclamou Kirii ao encontrá-los. – E aí?
- Mustang nos especificou que encontrássemos com você aqui. Nós os levaremos até a cela. – Alphonse falou.
- Ora, ora, ora, se não são o Baixinho-san e o Armadura-san. – Envy murmurou com um meio sorriso no rosto. – Já faz algum tempo, hein?
Quando Edward virou o rosto para os homúnculos, encontrou com os olhos de Lie. Ela o encarava sem expressão, mas intensamente, quase como se quisesse ver o que existia no interior de sua mente. E aparentemente ela conseguiu, pois franziu o cenho e murmurou quase inconscientemente:
- Você sabe...
Edward virou o rosto para Kirii.
- Vamos leva-los a partir daqui, Kylie-san. Kyoung-san disse que se encontraria com você no hotel onde estão hospedadas.
- Ah. Certo. Obrigada, Edward-kun.
- Ok – respondeu, ainda com a voz dura.
Lie, indignada por ter sido ignorada, agarrou as grades da jaula e olhou para Edward com ainda mais vigor.
- Você sabe! – exclamou. – Edward, você sabe!
Edward olhou para ela novamente, enquanto pegava a corda da jaula com Kirii e começava a se distanciar.
- Boa noite, Kylie-san! – disse Alphonse.
- Boa noite, garotos.
Ela voltou a se distanciar enquanto eles davam a volta para conseguir entrar na área das celas.
- Edward Elric, não me ignore! – Lie protestou.
- O que quer que eu diga?
- Confirme! Você sabe!
- Sei do quê, droga?!
- Que não fomos nós que assassinamos Marcoh, Ross e os outros!
Edward parou e olhou para ela.
- Se acha que o Mustang vai acreditar em mim mais do que acreditaria em você, pode parar por aí.
Ela ficou por um momento sem palavras.
- Nós não somos os únicos homúnculos nessa cidade. – ela murmurou. – Ainda outro dia eu encontrei com outra.
- Hein? – Envy rebateu.
- Aquela garota que encontramos na banca de jornais quando vimos que Marcoh morreu, Envy.
- Como você sabe?
Lie baixou o rosto.
- O olhar dela – ela virou para Alphonse. – Não teria notado se não fosse pelo que disse sobre os olhares das minhas cópias naquele dia.
Ele sorriu e assentiu, entendendo.
- Homúnculos têm olhares diferentes dos humanos.
- A questão é – Edward falou, voltando a puxar a jaula. – que não adianta. Mustang continua achando que foram vocês.
- Mas onii-san, não poderíamos tentar falar com ele de novo? Sei que tentar convencê-lo de que há outro homúnculo aqui é difícil, mas temos que provar que não foram eles.
- Al, nem eu estou muito convencido daquele homúnculo que vimos no trem. – ele falou. – Criar um homúnculo sem que ninguém perceba, a essa altura, deveria ser impossível.
- De fato. – murmurou Lie. – O criador precisaria da Pedra Filosofal, e isso é meio improvável agora. Não houve nenhuma guerra recente.
- Ei – Envy chamou. – Estou me sentindo burro, parem de falar de alquimia.
Lie sorriu para ele.
- Você não é burro, não se preocupe.
- Não disse que sou, só que estou me sentindo.
Ela revirou os olhos.
Não demorou até que eles chegaram à entrada lateral e logo estavam caminhando entre várias celas. A maioria, vazia. Chegaram a uma das primeiras próximas a uma porta, e havia uma pessoa esperando por eles ali.
- Olá irmãos Elric! – disse Havoc, que estava sentado numa cadeira diante de uma cela aberta.
- Primeiro Tenente Havoc. – disse Edward, sorrindo. – Como vai? Já parou de fumar?
- Nem pensar. – disse ele indicando um cigarro terminado e meio queimado no chão.
Edward se virou para a jaula onde Kirii prendera os dois homúnculos.
- Colaborem comigo, por favor. – disse.
Lie suspirou.
- Só me prometa que eu poderei dar uma palavra rápida com o das Chamas.
Edward assentiu e Alphonse juntou as mãos e fundiu a jaula ao chão novamente. Lie empurrou Envy para dentro da cela enquanto ele bufava.
- Isso é completamente humilhante. – resmungou.
- Não se preocupe. – Lie falou enquanto Havoc fechava a cela e prendia a chave ao bolso. – Não ficaremos aqui por muito tempo.
- Ficarão aqui enquanto eu estiver de guarda – o Tenente retrucou.
- Bem, nós já vamos. – Alphonse falou.
- Até mais, rapazes. – Havoc cumprimentou.
Lie precipitou-se para a jaula.
- Ah, esperem! – os dois se viraram. – Edward, Alphonse... Digam-me... Qual é o poder dela? Da que encontraram no trem. Qual sua habilidade?
Edward franziu o cenho, atordoado pela lembrança.
- Ela pode materializar o seu pior pesadelo dentro da sua própria mente. Não brinque com ela, Lie.
O homúnculo assentiu e observou enquanto os irmãos iam embora.
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