Goddess of Sea
2 Capítulo 2: Chegada ao Olimpo
Notas iniciais
O Olimpo não estava como antes.
Primeiramente, a entrada principal para o Palácio havia sido alterada radicalmente. Antes, demasiadamente abarrotada de flores, a entrada agora havia sido limpa deixando poucos vasos para a decoração; os jardins, antes completamente desorganizados, foram recompostos ordenadamente; as antigas colunas de ouro e mármore, agora bem polidas. Contudo toda a nova beleza do lugar era suprimida pela excessiva descarga de água, raios e nuvens negras.
Atena levantou o olhar para os céus e suspirou cansada. Qual seria o motivo para seu tio e seu pai estarem lhe chamando depois de tanto tempo? Eles nunca haviam brigado tão feio assim desde quando ela havia saído. Então, por que agora? Disputa para saber quem era o mais bonito novamente?
A deusa rolou os olhos como o pensamento e adentrou pelas portas do palácio.
Uma das primeiras coisas que Atena observou que estava diferente, fora a escada. A antiga escada de madeira ébano (coisa que não combinava, na opinião da deusa, com o piso de mármore polido) havia desaparecido e sido trocada por uma completamente feita em mármore e ouro. O carpete que escorregava por ela era um veludo claro, em algum tom de bege.
A segunda coisa mais chamativa do reformado palácio, era, sem dúvida, a cascata interna que fora feita um pouco atrás da escada. O jardim em torno da cascata fora decorado com dançantes ninfas de pedra, seus rostos observavam as águas caírem eternamente. Algum tipo de flor olimpiana que Atena não conhecia, estavam agarradas as pedras, suas pétalas brancas e pintadas no interior com rosa, eram realmente chamativas.
Não havia ninguém pelos corredores, o que Atena achou completamente estranho. Por que todas as ninfas, deuses menores, ou espíritos das tempestades e etc. não estavam por ai em um dia como este? Eles deveriam querer saber o que estava acontecendo, não?
Suspirando, Atena seguiu o caminho já conhecido para a sala dos tronos. Seus pés movendo-se rapidamente enquanto caminhava em direção a cachoeira atrás da escada.
Os corredores ainda estavam vazios, o que a deixou preocupada. Será que tinha haver com a cara que Hermes havia feito em sua casa mais cedo?
As portas douradas da Sala dos Tronos estavam bem a diante de seus olhos, o silêncio que penetrava o ar era terrivelmente agonizante. Seu pai e seu tio estavam numa sala fechada sem grito algum vindo dela. O que a deixou extremamente preocupada. Será que eles já haviam se matado?
Fechando os olhos por um curto período de tempo, Atena pensou das várias possibilidades do que poderia ter acontecido: 1) eles haviam se matado e todos estavam apavorados por aí, 2) eles não estavam na sala dos tronos, porém do lado de fora tentavam assassinar um ao outro, 3) eles estavam se encarando mortalmente a ponto de se atracarem numa luta mortífera.
Com um último suspiro, Atena abriu as portas.
–... sofreu mesmo, por que mudar isso agora? – Zeus falou baixo, mas seu tom era terrivelmente sarcástico.
– Porque a vida é minha. – respondeu Poseidon, a voz não apresentando mais do que apatia – E que diferença faz para você? Não se importa com nada e nem ninguém, apenas com o seu trono idiota.
– Creio que me importo com as pessoas do mesmo modo que você, irmão. – Zeus rebateu.
Atena engoliu em seco.
Se ela não os interrompesse, algo ou alguém poderia sair daquela sala horrivelmente ferido. E ela esperava que não fosse ela própria. Uma briga com os dois a deixaria gravemente machucada.
– Então, deuses... – ela deslizou por meio de dois tronos e caminhou até a frente, os dois pararam rapidamente a conversa e viraram-se para ela – Por que minha convocação foi exigida?
– Atena? – Zeus perguntou, seu tom de você era como se não a conhecesse mais – Mas que tipo de vestes são estas?
O rosto da deusa mudou completamente do branco para o vermelho em questão de milésimos. Ela tinha se esquecido completamente de trocar suas roupas quando decidiu aparatar na praça central do Olimpo. Claro! Fazia tanto tempo que ela não via a presença de outro imortal que ela havia se esquecido completamente do código de vestuário olimpiano.
Ela ainda estava com a calça jeans escura (a qual sempre reclamou por ser terrivelmente apertada, Lissa sempre ria quando ela comentava isto) e uma blusa branca colada. Ótimo! Boa roupa para reencontrar com a família, principalmente com seu pai.
Hera estava em seu trono. Coisa que Atena não havia notado antes. O cabelo escuro preso em uma trança comprida que caia por seu ombro, os olhos verdes-azulados brilhando de um modo materno. Atena, internamente, agradeceu pela deusa está na sala também.
– Pai... eu... Argh... – Atena voltou a encarar o rosto do pai, que ainda parecia cético – Não deu tempo de trocar de roupas. Estava tudo um caos lá no mundo mortal. Minhas roupas provavelmente devem estar dando um passeio no jardim, porque aquele terremoto... deixou todas as minhas coisas fora do lugar. – o rosto da deusa esquentou novamente.
“Porque aquele terremoto... deixou todas as minhas coisas fora do lugar” ótima coisa para se dizer na frente do causador tarado do terremoto.
– Bem, eu... argh... – gaguejou a deusa.
– Entendemos, Atena. – Hera interrompeu a fala gaguejada – Seu pai e seu tio têm uma coisa para contar a você.
– Então – Atena indagou – O que eu tenho que saber?
Ela arriscou olhar para seu tio, mas se arrependeu logo em seguida. Ele permanecia de braços cruzados em pé, perto de seu trono, os olhos faiscando com um raiva que ela desconhecia a causa. O cabelo incrivelmente preto caia por seus olhos verdes-azulados, fazendo a deusa perder um pouco dos sentidos. Ele estava bonito. Arrrrgh! Era de se admitir isso. Mas por que ela não o conseguia encarar quando não estava com raiva dele? É apenas mais um deus!
Zeus suspirou, o que fez Atena regressar o olhar para ele.
– Então? – pediu a deusa, já puxando uma das mechas do cabelo loiro para frente e o enrolando entre os dedos. Seu nervosismo era palpável.
– Seu tio e eu estávamos a discutir por horas a fio uma questão ainda pendente entre nós. – Zeus rolou os olhos quando Poseidon pigarreou – Quase resolvida. – o deus do céu lançou um olhar mortal para seu irmão, que sorriu sarcasticamente.
– E o que tem haver comigo? – Atena questionou, remexendo a mecha entre os dedos mais rapidamente – Se vocês dois brigam, por que tem de me chamar?
– Na verdade, querida... – Zeus suspirou – O assunto envolve você.
– Como assim? – os nervos da deusa já estavam a flor da pele. Os fios loiros cacheados sofrendo com o rápido mover dos dedos da deusa no meio deles – Como as briguinhas de vocês tem haver comigo?
– Atena... é... – Zeus a olhou de modo paternal, coisa que Atena não via há anos.
– Zeus, fale logo. – Hera comentou irritada em seu trono.
– De todas as coisas que seu tio imbecil, poderia ter me pedido neste mundo – esquecendo do tom formal, a voz de Zeus saia com o tom de ódio, seus olhos flamejando como raios – Ele me pediu você.
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