Notas iniciais
Adorei os reviews, obrigado, esse cap. é para aquelas pessoas diwas que comentaram xD

Capítulo I — Cortes

Ela saltitava pelo Jardim de Perséfone; cheirando flores e tudo mais, seus cabelinhos voando, enquanto ela saltitava.

— Reia — chamou Perséfone.

— Mamãe! — e a garotinha abraçou Perséfone.

— Oh, querida, o quê...? — ela olhou em volta, o Jardim estava todo arrumado, as romãs colhidas numa cesta. — Querida, você comeu alguma romã?

— Não — Reia respondeu, sorrindo.

— Ah, ótimo... — ela murmurou. — Quero te levar a um passeio...

— Para onde, para onde? — ela perguntou, repetindo as frases.

— P-para perto de um rio... — sua voz falhou.

— E! — exclamou Reia, saltitante.

(...)

Elas caminhavam até o Rio Lete, o chão cheio de cacos de vidro, rasgavam as solas dos sapatos...

— Mamãe... — Reia choramingou. —, m-meus pés...

Reia olhou para baixo, o sangue dourado corria para fora de seus pés, Perséfone a tranquilizou:

— Isso só vai doer um pouquinho...

A garotinha gemia de dor; o sangue dourado escorria, icor...

— E-eu não consigo, mamãe — a garotinha gemeu.

— Espere — Perséfone parou, pegou a pequena no colo. O sangue ainda escorria, Perséfone levou ela até o rio.

— Posso entrar? — perguntou a pequena Reia.

— S-se quiser — respondeu Perséfone, trêmula.

Perséfone colocou ela no chão. Ela correu direto ao rio. Estava à centímetros de uma gota, cinco centímetros, quatro, três, dois, um... ela tocou no Rio.

Alguns segundos depois, Perséfone tirou Reia de perto do Rio.

Pegou-a no colo, e tirou um fio de cabelo dos olhos da pequena.

— Sono... — murmurou a pequena. — Sono... — ela fechou os olhos e adormeceu instantaneamente.

Perséfone caminhou até o palácio do Mundo Inferior, falar com Hades.

Chegando lá, Hades estava na sala do trono, administrando os mortos.

— Ah, Perséfone, querida, onde você estava? — perguntou ele, franzindo a testa ao ver a pequena Reia nos braços de Perséfone. — Você colocou ela no Rio Lete? — perguntou ele, com frieza.

— Por que você odeia tanto ela? — Perséfone perguntou.

— Pois ela é filha do meu irmão — Hades respondeu, amargamente.

— Hades, se você me permite, eu poderia levar ela ao Acampamento...

— NÃO! — exclamou Hades. — Você não vai levar NINGUÉM ao Acampamento.

— Por quê...? — perguntou Perséfone.

— Pois, você ama essa coisinha — ele apontou para Reia. —, e não vai querer deixar ela com Quíron, e esconderá esse coisinha, e vai deixar ela crescer... blá... blá... blá...

— HADES CHEGA! — berrou Perséfone, andando em círculos. — E NÃO CHAME REIA DE COISINHA!

— Eu chamo de que eu quiser — retrucou Hades, friamente. — ELA NÃO É A MINHA FILHA!

— Mas, para mim é como se fosse — Perséfone fuzilou Hades com o olhar, e se virou.

— Perséfone, não se atreva a ir... — ele disse.

— Eu vou e ninguém vai me impedir! — ela retrucou, com raiva.

— PERSÉFONE! — quando ele gritou ela já tinha ido para o Acampamento Meio-Sangue.

Chegará na frente da Casa Grande — uma casa de quatro andares, pintura desbotada — a neve não havia entrado no acampamento, pois, Sr. D. não havia autorizado.

Perséfone ouviu o galope de Quíron, e se virou rapidamente.

— Quíron — chamou Perséfone.

— Sim?

— C-cuida desta criança? — ela perguntou. — Não é minha filha, nem de Hades, é.... é.... de... Zeus... e.... e.... Hera... — ela gaguejou.

Ele franziu a testa, tentando entender.

— É isso mesmo, Quíron — confirmou Perséfone. — Ela é uma deusa, e muito poderosa. Mas, está sem memória, eu acho que vou implantar algumas...

— Se você quiser, Perséfone, e eu prometo que vou cuidar bem dela... — prometeu Quíron.

— Mas, tente esconder ao máximo de Dionísio, capaz dele.... — ela foi interrompida por Quíron.

—... contar para o Acampamento todo — completou Quíron. — Mas, acho que vai ser difícil camuflar isso, mas, a gente pôde conseguir.

— É. — confirmou Perséfone. — Posso leva-la lá pra cima?

— Ah, claro, Perséfone — deixou Quíron.

Ela fez um gesto com a cabeça e subiu, por sorte Sr. D. não estava, ela emitiu um murmuro, tipo: Ufa! e continuou a subir. Subiu até um quarto, era bem espaçoso, Perséfone achou grande para a pequena, mas, mesmo assim a colocou na cama.

Ela implantou algumas memórias na pequena, mas, foi interrompida por... Hades.

— O que você quer, Hades? — ela perguntou, friamente.

— EU DISSE QUE EU LEVARIA A MENINA! — berrou Hades a Perséfone.

— Ah-ah, é assim, quer saber ela. Não. Vai. Lembrar. De. Nada. — disse ela, pausadamente.

— O.k., Perséfone, você venceu. — ele andou de um lado para o outro. — Mas, você nunca mais verá essa criança...

— Hades... por que você é assim? — perguntou ela, fuzilando ele com o olhar,

— Não. Te. Interessa. — ele retrucou, rispidamente. — Agora, vamos voltar, Perséfone.

— Tá — ela deu um último beijo na menininha e foi embora.

Ela se remexeu na cama, sonhando.

Ela estava numa arena — a do Acampamento Meio-Sangue — ela olhava em volta, a procura de alguém.

— Tem alguém ai? — ela perguntou. Sua voz soava como vinte pessoas falando as mesmas palavras. — Ei? Alguém?

Ela se sentou no chão, olhou em volta, e deitou no chão, fechou os olhos e depois abriu-os, a cena havia mudado.

Ela estava no Mundo Inferior. Mais precisamente nos Campos de Punição.

— Onde eu estou? — ela disse. Sua voz ainda soava como vinte pessoas falando. — O que é isso? — ela apontou para um espirito, e mordeu o lábio inferior.

Um espirito se aproximou, mas, ela se afastou, e tropeçou em alguma coisa.

— Não chegue perto de mim — ela mandou. Os espíritos continuavam a chegar mais perto. — ISSO NÃO É REAL! — ela berrou, e acordou, atordoada.

Olhava em volta para ver onde estavam os espíritos, mas, viu que não tinha nenhum, ela suspirou e, desceu da cama.

Desceu as escadas, e viu um cara gorducho e, um centauro.

— Q-quem é você? — ela perguntou ao gorducho.

— Sr. D. — respondeu ele, tomando um gole de refrigerante.

— Hm... — ela murmurou. — e ele? — ela se referiu a Quíron, o centauro.

— Eu sou Quíron — respondeu ele, sorrindo.

— Vocxe — ela falou com um sotaque diferente (n/a: por causa das memorias implantadas de Perséfone...) — é o que?

— Um centauro, querida — ele respondeu, gentilmente.

— E-eu o que soux? — ela perguntou, falando com seu sotaque novo e diferente.

— Uma meio-sangue — mentiu Quíron. — Não sabemos de quem você é filha...

Ela piscou, tentando entender, loading...

— Quer comer alguma coisa, querida? — perguntou Quíron (e Sr. D. revirou os olhos).

— Sim...

— Não — interrompeu Sr. D. — Ela terá de comer junto dos meio sangues...

— Ah, por que, Dionísio?

— Porque ela é uma MEIO-SANGUE! — ele exclamou.

Notas finais
Postarei em breve...