Goddess Is Calling

4 Capítulo 3 - O Fugitivo e a Divindade de Ain


Notas iniciais
Nota: A história original do game na visão de Ain foi alterada, a partir de Elder, o personagem seguirá a sua jornada sozinho.

CAPÍTULO 3 – O FUGITIVO E A DIVINDADE DE AIN

Ao entrar dentro da árvore, Ain acaba se deparando com alguns bandidos conversando em algumas passagens do interior da árvore. Eles conversavam sobre o roubo do fragmento de El, o que despertou a curiosidade do sacerdote em querer descobrir mais sobre o ocorrido. Ain se esconde atrás de um emaranhado de plantas e começa a ouvir a conversa.

— Temos que manter o contrato com Wally. – disse um dos bandidos. – Caso nós não entreguemos o fragmento de El o quanto antes, ele vai cortar as nossas cabeças!

— Eu sei! – disse um outro bandido. – Por isso irei entregar o fragmento ao Benders, provavelmente ele saberá o que fazer… aqueles malditos soldados de Ruben não vão encontrar o fragmento nem em baixo da terra!

Um outro bandido entra na conversa.

— Temos más notícias… – disse o bandido.

— Qual é a nova?

— Aqueles soldados de Ruben estão vindo em direção a árvore. – afirmou. – Já comuniquei ao Benders, ele está furioso!

— É melhor entregarmos o fragmento a ele, antes que mais problemas apareçam pra nós.

Os bandidos se deslocaram para outro local daquela imensa árvore… Após ouvir a conversa, Ain teve sua primeira conclusão: O roubo não teria sido feito somente por “roubar”, e sim, por puro interesse comercial… havia dois tipos de mandantes. Benders e Wally, governante da vila de Elder… Ain disse:

— Interesse comercial… – disse Ain surpreso ao descobrir o motivo do roubo do fragmento. – Cretinos! Nunca pensei que os humanos chegariam a esse ponto… claro, eles são bandidos. Mas mesmo assim… isso me surpreende de forma tão negativa… Droga! Tenho que fazer algo.

Ain foi para o andar superior da árvore para investigar mais a fundo, de repente, ele acabou ouvindo uma voz… porém, ninguém estava falando com ele. Percebeu-se de que esta voz vinha de sua própria mente… Ain ficou assustado.

— Você não deve se submeter a isso! – disse a misteriosa voz, dizendo para Ain desistir da missão. – Você está se arriscando demais…

Por um segundo, Ain pensou que aquela voz pertencia a divindade se comunicando com ele, porém, aquela voz não tinha a mesma suavidade e simpatia da divindade… era uma voz sofrida e sem emoção, como se fosse uma pessoa sofrendo.

— Você está fazendo algo que não deveria! – disse a voz. – Não deveria se intrometer em algo que não é da sua conta!

Ain tentava resistir, mas acabou cedendo suas emoções… sabendo que se responder em voz alta poderia alarmar os bandidos, Ain decidiu usar sua comunicação mental para responder a voz.

— Eu estou fazendo isso pela divindade! – disse Ain mentalmente. – Não posso deixar de submeter aos favores de minha criadora… isso seria falhar em minha missão.

A voz disse:

— Sua missão não vale nada! – disse a voz sobre a missão de Ain ser inútil. – Você está sendo feito de marionete pelos deuses… eles estão apenas o usando! Por que você acha q ficou preso no vazio por 10 anos? Humpf… você está sendo usado por estes incrédulos! Eles prenderam você no vazio… para a divindade, você não vale nada!

Sua cabeça estava começando a doer…

— Isto é mentira! – disse Ain ao negar o que aquela voz tinha dito. – Se fosse verdade, minha missão teria sido dada a outro sacerdote… a divindade não perderia tempo comigo. E eu… não estaria aqui.

A voz persistiu…

— O que os olhos não veem… o coração não sente! – disse a voz. – Pense nisso, Ainchase Ishmael!

Logo aquela voz cessou, Ain não conseguiu ouvi-la mais, mesmo ainda não acreditando no que a entidade misteriosa tinha dito… porém, algumas perguntas surgiram em sua mente. Logo Ain acabou ficando em dúvida sobre a sua missão, porém, ainda decidido a continuar sua missão… Sem perceber, Ain percebeu que com a força mental que utilizou para comunicar-se com a voz, sua cabeça permanecera a doer e seu nariz sangrava.

— Mas que droga! – disse ele limpando o sangue. – Não posso ter estes transes de ouvir vozes… muito menos, na frente daqueles jovens. Concentre-se em sua missão!

Ele subiu até o andar superior da árvore para descobrir mais sobre o roubo do fragmento de El.

Enquanto isso

Elsword, Aisha e Rena esperavam por Ain após ele decidir entrar sozinho na Árvore de El. O trio de jovens conversava a respeito de Ain, questionando o por que dele estar lá e o por que dele agir “estranho” para eles…

— Faz mais de 20 minutos que Ain entrou na árvore… – disse Rena. – Estou começando a ficar preocupada com esse cara.

Aisha diz:

— Querem saber de uma coisa? – disse a garota.

— O que foi, sabichona? – indagou Elsword a garota.

— Eu acho que este cara tá escondendo alguma coisa! – disse Aisha a respeito de Ain.

— Infelizmente vou concordar com você, Aisha. – disse Elsword. – Não que eu não vá com a cara dele, mas tipo… o Ain literalmente age muito estranho. Quando descobrimos algo sobre o roubo do El, ele faz uma cara de desprezo, como se ele culpasse a nós, humanos!

Rena disse:

— Não acho que chegue a tanto. – disse ela. – Mas eu acho q ele esconde algo de nós… eu sempre vejo ele muito, sei lá… pra baixo ou triste com algo. Sei não… mas esse cara parece muito “sombrio”.

— Bem, eu que não irei esperar por ele! – disse Elsword levantando-se. – Vamos entrar nesta árvore e acabar com todos os bandidos que estão nela!

Rena diz:

— Eu esperaria mais um pouco… – disse a elfa. – Mas, como faz 20 minutos que Ain entrou lá e não deu mais notícias… então é melhor nós entrarmos lá e ver o que está acontecendo.

Aisha concordou com a elfa.

— Rena tem razão! – disse ela. – Vamos entrar lá e ver o que está rolando lá dentro.

O trio decide entrar na árvore para descobrir sobre o paradeiro de Ain.

Enquanto isso

Quanto mais subia no interior da árvore, mais a consciência de Ain ficava fraca… Ele tentava comunicar-se com a divindade, porém, sem retorno algum. Sua cabeça doía tanto, que tinha vezes que ele gritava de dor… o jovem não aguentava o excesso de dor. Ao chegar no topo mais alto da Árvore de El, sua consciência voltou ao normal, e a dor de cabeça diminuiu… Ain podia investigar o local sem “sofrer” com as dores.

Uma voz se ouviu um pouco a frente do jovem.

— Hmm, o que um jovem como você faz aqui? – disse um bandido de estatura alta e musculosa, olhara para Ain com ódio.

Ain disse:

— Eu pergunto o mesmo para você! – disse ele. – Por acaso você tem a ver com o roubo do fragmento de El?

O homem disse:

— Huhuhu, e você ainda pergunta? – disse o homem levantando-se de seu banco, semelhante a um trono. – É claro que eu tenho relação com o roubo… sou um bandido muito renomado neste vilarejo de traças!

Ain tirou sua conclusão e ao mesmo tempo confirmou… aquele homem em que estava a sua frente era Benders.

— Então você é Benders! – disse Ain.

— Huhuhu, claro que sim! – disse ele confirmando ser o indivíduo em que Ain imaginava.

— Droga! – disse Ain, logo ele pediu para que Benders entregasse o fragmento de El. – Devolva o fragmento de El!

Benders negou:

— Infelizmente não poderei entregar esta peça magnífica. – disse Benders com sarcasmo. – Eu já entreguei o fragmento de El ao Wally… hehehe, mesmo assim, isso não me impedirá de… acabar com um ratinho como você!

Ele sacou uma espada, muito maior do que a espada em que Ain usava… o sacerdote não demonstrou medo, ao contrário, para ele, Benders seria fácil de ser derrotado. Aliás, era um humano contra um sacerdote.

— Você acha que eu tenho medo de uma espada gigante e um homem com quase 2 metros de altura? – disse Ain com um sorriso simpático. – Humpf, não vou me exaltar em lutar contra você.

Ain se comunicou com a divindade, pedindo para que pudesse utilizar uma porcentagem de seu poder como servo da deusa. Por sorte, ela concedeu o seu poder a ele.

O corpo de Ain começou a ficar mais leve, e seus sentimentos se transformaram em nada mais e nada menos que um resquício de uma energia celestial… a magia da criação e o poder da divindade estavam fluindo em sua mente, logo Ain, foi tomado por uma vasta magia celeste.