Goddess Is Calling
24 Capítulo 23 - Uma Nova Esperança
Notas iniciais
CAPÍTULO 23 – Uma Nova Esperança
Capela Subterrânea, 55 minutos antes da batalha final
Ao entrar na assombrosa e temida Capela Subterrânea, Ain decide começar a sentir a energia que dominava aquele local. Um ar pesado e sombrio, semelhante ao mesmo ambiente que sentira na Floresta das Sombras, dominava sua mente e seu corpo lentamente…
— Você está conseguindo sentir o poder daqui? – disse Add.
— Muito… – disse o sacerdote com os olhos fechados. – O poder daqui é mais pesado do que de costume… O poder de El daqui está desaparecendo aos poucos.
Eles caminharam por mais alguns metros pela capela, quando o sacerdote avista uma estátua da deusa despedaçando-se com a dominação do poder das sombras naquele local. Ele olhara fixadamente para o objeto, que o fascinara aos poucos… lentamente, ele se aproximara da estátua.
— Tenho que sentir o que está havendo aqui… – disse Ain com a voz entrecortada, suas dores de cabeça estavam começando a surgir mais uma vez. – Não posso mais evitar a vontade de olhar as memórias deste local…
Raven disse:
— É melhor você não fazer isso. – afirmou o homem. – Isso é arriscado demais!
— Raven tem razão… – disse Add. – A gente pode procurar outro caminho até o Altar da Devoção. Este lugar é muito arriscado para você!
— Fiquem aqui! – disse Ain pedindo para os dois ficarem ao seu lado. – Eu vou ver as memórias deste lugar, só por favor, não me deixem aqui… eu vou estar bem.
— Ainchase… – disse Add preocupado.
— SÓ ME DEIXA FAZER O QUE É CERTO! – disse ele com a voz firme, seu corpo estava enfraquecendo devido a energia das sombras o penetrando lentamente.
Ain se aproximou da estátua, invocara seu pêndulo e começava a sentir as memórias que percorriam aquela capela escura e assombrada… Seus olhos ficaram brancos e seu corpo começara a iluminar, diversas linhas de energia surgiam em suas mãos e rosto.
— Você está usando energia demais! – disse Add.
— Precisa manter a sua existência ativa. – disse Raven.
Seu corpo congela imediatamente…
MEMÓRIAS II: O Misterioso Motivo e a Dama de El
10 anos atrás…
A Dama de El estava ao lado de um homem em meio a capela, eles vagavam pelo local como duas plumas. A garota segurava a mão dele, ele olhara para ela com simpatia… Seus olhos demoníacos a hipnotizavam, ela não tinha ideia do que estava prestes a cometer.
— É aqui… – disse o homem para a garota.
Ela diz:
— O que eu preciso fazer? – indagou ela.
Ela tocara suas mãos em um fragmento de El, sentia seu poder circulando pelo cristal.
— Este poder divino, criado apenas por mim… – disse Harnie. – Sinto orgulho de eu ter sido capaz de manter os fragmentos ainda vivos após a explosão.
O homem segurara seus ombros, olhara para a garota fixadamente.
— É, irmã… – disse ele revelando que Harnie era a sua irmã.
Ele tocara no fragmento, sentindo aquele imenso poder… de repente, a circulação do poder de El começara a se tornar sombria, fazendo com que o ambiente do local se transformasse imediatamente. Vários demônios surgiram no local, que o lotou em poucos segundos… A energia demoníaca se expandiu por toda a Vila de Peyita, formando uma enorme explosão.
A força da explosão foi tão grande, que parte dos céus do continente de Elios foi rasgado, formando uma enorme entrada para o vazio, ou seja, Henir.
— Este poder divino que você tanto amava… – disse o homem. – Graças a mim, se tornou em um poder demoníaco e assombroso.
Harnie disse:
— P… Por que você fez isso, irmão? – indagou a garota.
Ele acariciava seu sereno rosto.
— Eu fiz por você, irmã. – afirmou ele. – Para te proteger… logo, Elianoad será devastada pelo poder de Henir. E o mundo afora, será somente nada mais nada menos do que um vazio escuro e sem fim…
Ain olhara para os céus daquele imenso Henir que se formara em sua frente.
— Então foi por isso que eu fui sugado para o vazio… – disse ele. – A transformação de um dos fragmentos foi capaz de romper a circulação do poder não só aqui, mas em Elianoad também… Isso é mais grave do que eu imaginei.
A Dama de El segurava o fragmento repleto de sombras e escuridão, ela sentira aquele poder com a força de sua divindade.
— O El está se tornando em sombras… – afirmou Harnie, logo seu irmão colocou as mãos no fragmento mais uma vez.
— Prepare-se para o melhor… – disse o homem tomando o cristal das mãos de sua irmã.
Ele absorveu todo o poder do cristal, e depois o transformou completamente em sombras e trevas, formando uma enorme explosão de Henir pelos arredores de todo o continente de Elios… O ambiente em si fora sugado para dentro do vazio.
— Mas que merda… – disse Ain ao ver tudo ao seu redor sendo engolido por Henir, logo depois, ele acaba sendo sugado mais uma vez para o vazio.
Com a dimensão completamente distorcida, Ain começara a sentir mais uma vez preso no vazio… Dessa vez, estava mais sombrio e distorcido do que no dia em que ele realmente havia sido mandado para o vazio.
— De novo não… – disse Ain. – Isso só pode ser brincadeira!
Várias sombras demoníacas se formaram ao seu redor, semelhante a criaturas necromantes…
— Isso só pode ser uma alucinação… – disse Ain sem sentir a energia daquelas criaturas. – Não possuem energia alguma sem ser o poder de Henir.
As criaturas se aproximavam dele…
— Não vou hesitar em acabar com estes malditos demônios! – disse Ain invocando seu pêndulo, circulando uma imensa e vasta magia de circulação em seu corpo. – Idiotas! Responsáveis pela destruição sagrada do continente, e ainda são capazes de formar um portal apenas para destruir Elios!
Ele começara a atacar as criaturas com toda a sua fúria, destruindo todos os demônios sem dó nem piedade. Ele invocara sua espada de projeção, começava a cortar aquelas criaturas em pedaços, sujando suas mãos e rosto de sangue.
— Eles são fracos demais para me enfrentar! – disse Ain enquanto os atacava. – Droga, vou acabar com aquele que está voando!
Ele lançara diversas esferas de Eides nas gárgulas, as destruindo por completo.
Mais demônios acabaram surgindo, ele não hesitou em atacá-los.
— Humpf, mais demônios! – disse ele segurando sua espada com firmeza.
Ele começa a golpeá-los incansavelmente, finalizando com uma poderosa onda de energia. O resto dos demônios desaparece misteriosamente, sem deixar rastros.
— Eles desapareceram… – disse Ain respirando fundo.
Ele caminhara por aquele vazio, quando de repente, várias memórias surgiram…
— E… Estas memórias… – disse Ain. – S… São minhas?
Ele avistara seus resquícios de memória, pertenciam aos duros 10 anos em que passara preso em Henir.
— Isso não pode ser verdade… – disse Ain ao encontrar uma de suas memórias vagando pelo vazio. – Isso não pode ter ocorrido mais uma vez…
Sua memória disse:
— Você não está preso aqui… – disse o resquício. – Isso tudo é apenas uma ilusão criada em sua mente!
Aquela memória desapareceu sem mais nem menos, mas outra apareceu em seu lugar.
— É só você se libertar deste pesadelo! – disse um outro resquício.
— Você tem forças para não estar mais interligado a este mundo!
Ain avistou um outro resquício de memória um pouco longe dele, estava dominada por energia de Henir…
— Então você é o Errante… – disse Ain ao avistar aquela entidade. – Você é a verdadeira forma dele!
A entidade se virou a ele.
— Você tem que sair daqui, ou você se transformará em mais um de nós! – disse a entidade.
Ain começou a pensar.
— Então todos eles estão presos aqui… – pensou o jovem. – Eles são as minhas emoções, todos estão interligados em Henir, mas meu corpo continua no mundo real.
— Exatamente… – disse o Errante, sua aparência era muito diferente do Errante que se comunicara com Ain. – 50% de você está aqui, mas sua forma física continua no mundo fora daqui. Se você quer se libertar de vez deste lugar, é só acordar deste pesadelo… você consegue!
A entidade segurava a sua mão…
— Não se torne em mais um de nós… – disse ele. – Se liberte!
Aquele mundo estava começando a desabar, Ain não teve outra escolha a não ser acordar daquela memória. Ele concentrou seu poder, de repente, um resquício da energia de El foi vista muito distante… Ele segue aquela pequena luz, todos os outros resquícios de memória haviam desaparecido.
— Eu nunca estive sozinho… – disse Ain para si mesmo.
Ele segue em direção a luz, de repente, aquela cena chega ao fim…
Capela Subterrânea, 30 minutos antes da batalha final…
— Ain, acorda! – disse Add chacoalhando Ain, de repente ele desperta.
— Ah… o que? – disse ele se levantando.
Raven disse:
— Você desmaiou. – disse o homem. – Pensávamos que você tinha morrido!
Add abraçou o sacerdote.
— Eu pensei que você tinha me deixado! – disse o garoto.
Raven indagou:
— Descobriu algo? – indagou ele.
— Sim… – afirmou Ain. – A transformação do El foi a responsável por me jogar para o vazio.
— O que? – indagou Raven. – Ain, do que está falando?
— Ele ficou 10 anos preso em Henir! – disse Add. – Cara, isso deve ter sido horrível para ele.
— E foi! – disse Ain. – Cara, eu nunca percebi isso… Um homem foi o responsável por isso…
— Descobriu quem era este cara? – indagou Raven.
— Não. – disse Ain. – Mas a Dama de El estava com ele… só que, ela estava hipnotizada.
— Então a Dama de El existe mesmo… – disse Raven.
— Ela sempre existiu! – disse Ain levantando-se bruscamente.
O homem se aproximou de Ain, consolando ele pelo ocorrido de 10 anos atrás.
— Cara, sinto muito pelo que você passou… – disse Raven. – Por que você nunca me contou?
— Não faça este tipo de pergunta. – disse Ain. – Eu tenho os meus motivos para não ter falado nada a vocês…
— Encontrou ele? – indagou Add. – O Apostásia?
— Não… – disse Ain. – Mas eu encontrei meus resquícios de memórias, elas foram as responsáveis por eu acordar. Se não fosse por elas, eu teria morrido aqui mesmo.
De repente, um poder negro foi sentido nos arredores da capela.
— Parece ser Ametista… – afirmou Raven.
O trio seguiu para o centro da capela, onde lá, eles enfrentariam Ametista. Mesmo sabendo que aquela batalha seria complicada sem Elsword, Ain manteve-se confiante. Afinal, ele possuía a energia de Eides como uma grande aliada para a batalha.
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