Goddess Is Calling

2 Capítulo 1 - O Mundo Real


CAPÍTULO 1 – O MUNDO REAL

Um portal formado com uma energia cósmica, semelhante a energia de Henir, surge nos arredores de uma pequena cidade, localizada em algumas montanhas… um ser estranho sai do portal, olhara para seu redor com admiração pelo local, porém seu rosto estava sério e pensativo, como se aquele lugar não fosse adequado a ele. Sem acreditar que haviam se passado 10 anos desde a explosão, Ain pensara que havia perdido grande parte de seu tempo preso no vazio, e que sua missão havia fracassado. Porém, ao comunicar-se com a divindade, percebeu que ainda não falhou em seu objetivo… pelo menos, por enquanto.

— 10 anos depois daquela explosão, parece que tudo por aqui continua como se nada tivesse acontecido. – disse Ain, confiante de que as coisas no mundo real estavam normais mesmo com a explosão do cosmo. – Não é a toa, que eu como um servo da divindade, fui mandado para cá com o objetivo de restaurar a energia cósmica perdida com a explosão… mas, o que será que causou esta explosão? Quais foram os fatores? Hmm… terei que investigar mais a fundo.

O jovem decidido a investigar o motivo da explosão, começou a analisar as fontes se energia cósmica espalhadas pelos arredores do local, pareciam estar normais pelo fato de não apresentar nenhum tipo de sobrecarga. Ain continuou analisando aquela energia, porém, sem resquício de anormalidade ou sobrecarga…

— Sem sobrecarga ou alguma anormalidade… – disse ele com os braços cruzados e voz calma, porém sem emoção. – parece que este mundo continua como sempre foi… vazio e sem anormalidade.

Ele começa a vagar pelos arredores da pequena cidadezinha, nomeada como Ruben, um nome muito simples para um mundo cheio de paisagens admiráveis… Ain foi para aquela pequena cidade, mas uma coisa o fez distrair-se.

Uma criatura, semelhante a um lobo, estava enfrentando dois jovens… um jovem de cabelo ruivo que usava uma espada, e uma garota de cabelos roxos, semelhante a uma maga. Lutavam contra a criatura sem exaustão ou qualquer tipo de cansaço, pareciam muito empolgados com a batalha… Ain decidiu assistir a batalha escondido por trás de um arbusto, pois ele não queria chamar a atenção nem daquelas crianças, e muito menos da criatura, mesmo sendo capaz de derrotá-la… seu poder de luta ultrapassava os 10 mil, enquanto Ain passava dos 25 mil.

— Aquilo é… um demônio? – indagou Ain ao ver a criatura, expressava medo ao ver que criaturas de outro mundo estavam no mundo real… o que para ele, era muito anormal.

Enquanto isso…

O jovem de cabelos ruivos lutava contra o demônio, ele tentava golpear a criatura com a sua espada. Porém, sem sucesso algum, a criatura era muito mais forte que ele…

— Grr, não vou desistir de derrotar esta coisa. – disse o garoto tentando surtir golpes de espada no demônio.

A garota de cabelo púrpura disse:

— Não se preocupe, eu irei cuidar deste monstro! – disse ela lançando um feitiço no monstro, porém, sem efeito algum.

O demônio estava mais forte, tão forte que ele chegou a empurrar os dois jovens para trás… Ain observava a luta, ainda sem a intenção de intrometer-se. Porém, logo ele pensou em sua missão, e o que poderia acontecer se ele se “intrometesse” naquela luta… logo ele disse:

— Hmm, não irá fazer mal algum caso eu interfira nesta batalha. – disse Ain pensativo. – Talvez eu possa descobrir sobre mais coisa caso eu me enturme com eles… mas para isso, terei que me dar bem com eles.

Ain acaba interferindo naquela luta… ele encarava o monstro com um olhar furioso, como se para ele, aquele demônio fosse um inseto que deveria ser eliminado imediatamente. Ele invoca o seu pêndulo, e o transforma em uma espada… um sorriso se forma em seu rosto sério e simpático, mesmo assim, concentrava-se em lutar.

— Parece que este garoto tem uma energia maior do que eu esperava… – pensou Ain a respeito do garoto de cabelos ruivos. – Sinto uma poderosa aura emanando de seu corpo, superando até mesmo os meus poderes. Será que ele é o motivo da explosão cósmica?

O demônio foi ao ataque, porém na hora, Ain consegue bloquear o ataque da criatura e de repente, golpeia-o com a espada… ao perceber que ele era poderoso demais, a criatura foge, mas antes, ela diz:

— Grr, este moleque tem um poder que supera os meus… tenho que sair daqui antes que eu acabe sendo derrotado. – disse a criatura, mas parece que ele não estava se referindo a Ain…

A criatura abandona o campo de batalha, deixando os três jovens largados…

— Droga! – exclamou o jovem de cabelo ruivo. – Eu estava quase derrotando ele.

A garota de cabelo púrpura diz:

— Como é? – indagou a menina. – Eu estava conseguindo lidar com este monstro, e você quem leva os créditos? Grr, faça me um favor!

Ain interfere na conversa.

— Vocês humanos são tão… estranhos. – disse ele em um tom de sarcasmo, os dois jovens estranharam a sua reação. – Porém, peculiares… na verdade, nenhum de vocês dois estava lidando com esse demônio.

O garoto se irrita com o comentário de Ain.

— Quem é você afinal? – indagou. – Você por acaso é mais um dos bandidos que vieram roubar o fragmento de El?

Ain responde a pergunta do jovem…

— Eu sou um servo da deusa. – afirmou o jovem com um sorriso simpático. – Vocês dois estranham de pessoas que vocês nunca viram também?

A menina diz:

— Grr, seu idiota! – disse a garota. – Por acaso você não viu as vestes dele?

O garoto diz:

— Sei não, hein… – disse ele. – Pra mim tá mais pra um bandido disfarçado de sacerdote, do que um sacerdote de verdade.

Ain pensou:

— Só pode ser brincadeira, né? – pensou o jovem, porém, disfarçando sua reação com uma risada simpática. – Os humanos daqui são mais grosseiros do que eu imaginava… a ponto de pensarem que eu sou um… bandido? Aiai, enfim, este é o mundo.

Os dois jovens perguntam a Ain sobre sua pessoa:

— Como você se chama? – disse a menina de cabelos roxos. – Eu sou a grande e genial Aisha.

Ain diz:

— Muito prazer… é… Srta. Maga. – disse Ain ao esquecer-se rapidamente do nome de Aisha, o que deixou a garota um pouco frustrada.

O garoto de cabelos ruivos se apresenta.

— Me chamo Elsword… – disse o jovem.

Ain diz:

— Muito prazer em conhecê-los. – disse ele com um leve sorriso. – Eu me chamo Ainchase Ishmael, mas se quiserem, podem me chamar somente de Ain… sou um servo da deusa e…

— Você já falou isso… – Aisha interveio na fala de Ain.

Ain fica sem palavras…

Uma garota de cabelos verdes aparece repentinamente no local, sem nenhum aviso… os três jovens estranham da presença da elfa.

— Ei, vocês! – disse Rena, uma elfa que residia nas ruínas próximas da Árvore de El. – Olhem pra cá… aqueles bandidos roubaram o Fragmento de El.

Elsword diz, surpreso:

— O que? – indagou o jovem. – Mas isso não pode acontecer…

Ain pensou:

— Parece que esta missão será mais difícil do que eu imaginei… – disse o jovem pensativo, seu olhar mudou de simpático para sério ao ver que o fragmento de el havia sido roubado. – Nunca imaginei que um objeto tão sagrado para nós seria roubado, sem mais nem menos… hmm, vou ter que me enturmar com estes… jovens…

Rena diz:

— Ei, você tá bem? – indagou a menina para Ain.

— Oh? Sim, sim… hahaha. – diz Ain disfarçando sua insatisfação com o roubo do fragmento. – É claro que eu estou bem… afinal, eu sempre estive bem.

A garota diz:

— Me chamo Rena… – afirmou. – E você é?

Elsword responde por Ain:

— Ainchase Ishmael. – afirmou Elsword.

Rena diz:

— Hmm, vou chamá-lo de Ain… – diz a garota.

O quarteto segue em direção a vila de Ruben, provavelmente, para encontrar mais pistas sobre o paradeiro do roubo do fragmento de el.