Godan
5 Leito eterno - Parte I
Notas iniciais
PARTE I
Darkkus havia pegado Krïeger com sua mão direita, com exceção de seu braço direito, a mão de Darkkus envolvia todo o tronco de Krïeger. Suas enormes bocas estavam abertas próximas à cabeça do jovem guerreiro, mas seu braço livre foi ao necessário para escapar das garras do dragão negro.
Krïeger puxou seu facão, que estava em suas costas, e enfiou no enorme polegar do dragão, Darkkus gritou e imediatamente soltou o garoto. Krïeger rolou no chão e com um movimento com o ombro esquerdo, seu arco de madeira cedeu à sua mão. Rapidamente ele puxou uma flecha; o dragão voou até ele com a boca que cospe fogo aberta, foi a oportunidade de Krïeger acertar sua garganta com a flecha, e ele o fez.
O dragão era muito resistente, com um suspiro, a flecha alojada em sua garganta se converteu a cinzas, Darkkus investiu novamente, fez um movimento rápido com sua calda negra derrubando Krïeger pesadamente no chão da caverna. A cabeça do guerreiro bateu com força, o que o deixou tonto, mais uma vez Darkkus atacou fazendo três grandes arranhões em seu rosto, mas ele ainda teve forças para se levantar. O dragão estava entre Krïeger e a espada, Soltou uma rajada de gelo, porém Krïeger rolou para o lado direito e aproveitou o momento; usou o chão congelado como rampa de escorregar, ele deslizou e subiu na direção da cabeça do dragão, usou a cabeça esquerda de trampolim, deu um mortal no ar e caiu de pés sobre sua espada.
Kido se lembrou do passado, quando ele era apenas uma criança, sua irmã mais nova gostava de ler lendas sobre dragões. “Kido, você sabia que o ponto fraco de um dragão é o peito?” “Papai diz que isso é apenas uma lenda, mas eu acredito que eles existem e precisam parar de comer pessoas” – Dizia ela.
Krïeger pegou seu arco, apesar da dor da queimadura em seu braço e da dor de cabeça insuportável, ele sentia-se determinado.
–Veremos se isto é apenas uma lenda, Akemi. – Disse ele ofegando. Puxou uma flecha, não havia vento, seria certeiro. O dragão voou em sua direção, ele atirou a flecha, que acertou o olho esquerdo da “cabeça de fogo” do Darkkus, ele imediatamente se contorceu de dor, assim, expos seu peito. Então Krïeger empunhou sua espada e correu gritando na direção do monstro, enterrou-a no coração do dragão; o chão da caverna tremeu, Darkkus gritou, raios amarelos e vermelhos saíram de seu coração; Krïeger puxou a espada para cima, deu um giro e cortou as duas cabeças do dragão. A dor em sua cabeça era insuportável, ele caiu desmaiado no sangue do dragão, que jorrava no chão de pedras da caverna.
* * *
O mundo é dividido em dois países continentes, “Godan”, o país do ocidente e “Gondir” o país do oriente. Gondir é dividido entre os povos orientais, eles apresentam características muito semelhantes como: olhos puxados e cabelos escuros; as pessoas que vivem em Voltumna, os Monges, possuem pele amarelada e falam a “língua das montanhas”. Krïeger é um oriental descendente de Samurais, que por um acaso passou a viver com os humanos, ele passou anos treinando com Natasha, aos 12 anos foram aceitos no exército como caçadores, mas apenas Krïeger conseguiu mais duas promoções, hoje ele é da cavalaria; depois de algum tempo, ele foi reconhecido por Balder (o rei falso) e se tornou o Krïeger. Muita coisa aconteceu em uma única noite, inclusive o fato de ele ter descoberto o verdadeiro rei, que por sinal não aprovava ele, então ele decidiu ir atrás do dragão para provar seu valor a Erick.
Depois de quase cinco horas inconsciente, Krïeger abriu os olhos devagar, com grande esforço ele se levantou, observou o lugar e a primeira coisa que ele notou, foi sua espada, que havia ficado dourada devido ao contato do metal dom o sangue do dragão.
–Dizem que os metais que entram em contato com este sangue tornam-se um tipo de ouro resistente, sempre afiado, indestrutível. Minha espada jamais será a mesma. – Disse Krïeger guardando sua espada. Uma luz azul iluminou seu rosto, ele caminhou até o corpo duplamente decapitado do dragão; um feixe de luz saia do peito de Darkkus, Krïeger se aproximou e notou que o coração havia se separado em dois cristais luminosos do tamanho da palma de sua mão.
Um cristal era branco e o outro era vermelho, Krïeger pegou o branco, imediatamente sua mão congelou e depois voltou ao normal.
–Isto... São cristais de magia! Então é assim que são feitos, ele me reconheceu como mago, posso manipula-lo como eu quiser, se isto quebrar nas mãos de outro poderá criar um poder inimaginável. E pensar que existem cinco cristais destes na espada de Tsuki... Imagino quantos dragões foram mortos. Em compensação, acho que ele venceria qualquer pessoa.
Krïeger passou alguns segundos checando seu facão, agora com a lâmina dourada. Sentia-se mudado, seu sangue fervia enquanto ele andava de volta para o acampamento no escuro da madrugada.
Chegando à tenda de Balder, o mesmo estava na parte de trás da tenda dormindo numa cama alta feita de carvalho. Ele afastou a poltrona de ouro e desceu as escadas; abriu a grande porta, e lá estava Erick III, sentado em seu trono, observando os olhos de Kido, que brilhavam no escuro, o direito estava vermelho e o esquerdo brilhava num tom branco com apenas uma pequena pupila negra.
Ele sacou sua grande espada, agora com a lâmina dourada, e cravou-a no chão. No momento da colisão um raio dourado percorreu o chão. Tendo a espada como ponto de partida, o lado direito do salão teve o chão totalmente chamuscado, o esquerdo foi superficialmente congelado.
–Darkkus está morto, meu senhor.
–Percebo. –Disse Erick com um sorriso sádico. – Você parece finalmente forte, aos meus olhos. Eu o reconheço como Krïeger! — O coração de Kido se encheu de alegria, agora ele poderia voltar para seus amigos e Natasha para aguardar o início da guerra que está por vir. . .
* * *
Nos primeiros raios de sol, um sino irritante tocava no acampamento dos Humanos. Kazuno abriu os olhos, ouvia vozes e homens correndo por toda parte.
–Devem ser algum tipo de escravos do Erick – Disse ele, então voltou a dormir.
Natasha entrou na cabana de Kazuno e começou a gritar:
–Kazuno! Takahashi! É o chamado, levante! – Disse ela, então o pegou pela gola da camisa, no entanto ele pegou a mão dela, retirou-a, jogou Natasha em seu colchão e ficou sobre ela com seu punhal na garganta da mesma. Mesmo Natasha sabendo que aquilo foi puro impulso, ela revidou, e de certa forma estava gostando disso.
Ela deu uma joelhada nas costas de Kazuno e aproveitou o momento para girar e ficar sobre ele segurando seus braços. Parou um momento e ficou olhando nos olhos de Kazuno enquanto o corpo dela estava sobre o dele, então se lembrou de Krïeger, ele ainda poderia estar vivo.
–Levante-se, vista sua armadura. Estarei esperando do lado de fora. –Disse ela com o rosto corado, então se retirou.
Kazuno se trocou e encontrou com ela, foram andando junto com uma grande tropa de soldados fortemente vestidos e armados, encontraram Sora, que vestia seu, sobretudo preto com um emblema da folha verde nas costas, o símbolo dos camponeses, os três continuaram a caminhada, que com o passar do tempo ficou organizada e se tornou uma marcha.
Marcharam por quinze minutos, então pararam em um grande campo. O exército de Scorpyus estava parado do outro lado do campo, eles se apresentavam em inúmeras filas indianas formando um muro de grandes homens na horizontal com escudos enormes; suas armaduras eram de um cinza escuro para o azul, suas armas alternavam entre machados, clavas ou espadas de lâmina larga.
No meio do campo Tsuki estava parado usando uma armadura de bronze e aço e uma capa marrom feita de algodão envolvia seus ombros e ocultava sua espada. Ao seu lado direito, Balder, o Erick falso, segurava um bastão de vinte centímetros marrom; ao seu lado esquerdo, Scorpyus segurava um bastão com as mesmas medidas, porém azul. Ambos entregaram os bastões à Tsuki.
–O que está havendo aqui? – Perguntou Kazuno a Natasha.
–Um tipo de cerimônia de abertura para a guerra, agora o guerreiro mais forte deles, Brokk, irá enfrentar o nosso Krïeger. – Respondeu ela.
–Isto é extremamente recreativo, parece um tipo de jogo.
–Um jogo onde só há um vencedor e sobrevivente. – Disse Sora. – Por falar em Krïeger... Estamos aqui há quase uma hora e não vi sinal dele, tudo o que vejo são Vikings gritando na língua do norte.
Natasha lembrou-se imediatamente da noite anterior, olhou em volta preocupada e realmente não encontrou Krïeger.
–Sora, por favor, volte à floresta de ontem e procure a montanha de Darkkus, você sabe onde fica?
–Sim, eu me lembro de ter visto uma montanha com uma caverna, por que eu deveria voltar lá?
–Para certificar-nos se Krïeger está morto.
Sora soltou um palavrão em gondiriano.
–Morto?! Como?
–Ontem a noite ele desceu até os bosques para lutar contra Darkkus, por favor, vá rápido.
–Parece que o Guerreiro Humano não irá comparecer, ele tem uma hora para comparecer conosco. – Afirmou Tsuki tomando voz como anfitrião do evento.
Sora seguiu para a floresta imediatamente e Kazuno, por sua vez, seguiu para as cabanas, onde teria esperança de encontrar Krïeger descansando.
Kazuno corria como o vento, retirou o seu elmo para correr sem aquele peso na cabeça, segurou-o com a mão direita e continuou no mesmo ritmo. Desceu a ladeira em direção ao acampamento, seus pés tocavam a grama com a leveza de um ágil mercenário.
Ele foi até a cabana de Krïeger, seu coração estava pesado e seu pulmão ofegante, temia não encontrar o amigo. Afastou a tenda da entrada, deu dois passos para frente, e então sentiu uma grande surpresa, e nem um pouco de alívio.
Krïeger estava deitado no chão, adormecido, na lateral de sua cabeça, próximo à orelha, havia sangue seco, seu braço estava com queimaduras recentes; quanto mais Kazuno olhava para ele, mais ele se preocupava. O que diabos Krïeger estivera fazendo na noite anterior? Não havia tempo para ele se explicar, Kazuno devia acorda-lo.
Kazuno cutucou a testa de Krïeger três vezes com seu dedo indicador direito, o jovem guerreiro abriu os olhos com dificuldades e observou o amigo agachado em sua frente.
–Antes que você pergunte ou tente me explicar qualquer coisa, levante-se. Temos pouco mais de 30 minutos para sua luta contra Brokk. – Disse Kazuno com um olhar severo.
–Ora Kazuno, não vê o estado em que eu me encontro? Mesmo que eu tente, não conseguirei abater Brokk, meus reflexos estão lentos, minha cabeça dói e meu braço esquerdo queima! É meu desejo lutar pela honra de nosso reino, mas não posso lutar assim.
–Olhe ao seu redor, vê um reino? Não. Tudo o que vê é um amontoado de cabanas, ou seja, somos apenas um acampamento, e disso não passaremos se continuarmos neste ritmo.
–E por acaso você teria algum medicamento para eu lutar queimado e ferido? Eu mal posso ficar de pé e minha armadura não está em boas condições.
–Na verdade tenho sim. – Disse Kazuno retirando de sua bolsa de couro dois cristais que brilhavam numa cor amarelo fosco. – Diretamente de Haiagriva: cristais de cura! Esmague um destes e todas as suas feridas se curarão. Pegue todos, se precisar do outro... Não sei se Brokk vai quebrar algum osso seu.
–Meu amigo, se estes funcionarem não o darei a oportunidade de fazê-lo. – Disse ele apanhando os cristais com sua mão direita. Guardou um em seu bolso e esmagou o outro com sua mão.
Uma fumaça amarela envolveu a mão de Krïeger no momento em que ele esmagou a pequena pedra, aos poucos esta mesma fumaça rastejou em seu corpo deixando uma sensação confortável, como se estivessem envolvendo ele em lençóis de seda. Em poucos segundos, quando a fumaça desapareceu, Krïeger já conseguia se levantar, em seu rosto já não havia marcas de batalha, e em seu olhar, apenas determinação.
–Kazuno, onde encontrou estas pedras?
–Tsuki me deu uma e mandou lhe presentear com a outra, mas decidi que não precisava, então fique com a extra.
–Obrigado irmão, sei que não deveria recebê-las, mas sinto que precisarei. Por favor, espere dois minutos, vou trocar minha armadura.
* * *
Os Vikings já cantavam vitória, Natasha estava nervosa e com receio das notícias que poderia receber, faltavam 20 minutos e nem Krïeger, nem Sora apareceram. Ela olhou para seu lado direito, o lado do acampamento, em seguida para o lado esquerdo, onde avistou um homem com roupas pretas correndo em sua direção. Era Sora.
–Natasha-san! – Gritava ele de longe. Correu mais uns 10 metros e encontrou com a amiga já impaciente por notícias. – A caverna... – Ofegou ele. – Havia um dragão decapitado, um dragão de duas cabeças decapitado! O chão da caverna está inundado de sangue e o elmo de Krïeger estava lá, mas corri para lhe dar a notícia e acabei esquecendo. Não havia corpo de humano lá, só sangue, gelo no chão e paredes em brasas. Corri o máximo que pude. Talvez ele esteja na floresta desacordado ou... – Sora ia sugerir que Krïeger estivesse no acampamento, mas um estrondo o interrompeu. O exército Humano vibrava com o guerreiro que descia os campos, sua armadura prateada cintilava ao sol, sua capa preta farfalhava ao vento, sua mão direita segurava o cabo de sua longa espada, sua mão esquerda acompanhava o movimento de suas pernas que marchavam em direção ao centro da arena improvisada pelos exércitos de Scorpyus e de Erick. Era Krïeger, a sombra de seu elmo cobria seus olhos escuros, mas todos o reconheceram; o melhor guerreiro humano vivo.
Todo o exército humano abriu alas para Krïeger passar, quando ele chegou ao meio olhou ao redor e viu à sua esquerda Tsuki com suas vestes formais de mago, em sua frente um guerreiro de mais de dois metros de altura, sua armadura com uma tonalidade de cinza escura, um elmo redondo com chifres curtos em suas laterais, a armadura cobria seu corpo todo, menos sua face. Este era Brokk.
Scorpyus apareceu dentre os Vikings, ele trazia o bastão azul; entregou-o à Tsuki, que igualmente recebeu o de Balder.
–Que comece o combate! – Disse Tsuki se retirando.
Brokk gritou algo na língua do norte e um homem trouxe uma aljava com lanças de arremesso, ele sacou uma e lançou em Krïeger, que abaixou; em seguida lançou outra sem dar a oportunidade de Krïeger reagir, ele se esquivou para a esquerda e a flecha passou sem tocar em seu braço direito.
“Agora é a minha vez” – Pensou Krïeger, então sacou sua espada e correu na direção do grande oponente, ele tentou espeta-lo com a espada, mas Brokk também era ágil e esquivou seu grande corpo para esquerda dando uma joelhada na barriga de Krïeger com seu joelho direito.
A armadura o salvou das dores, porém a joelhada foi o suficiente para fazê-lo cair pesadamente de costas. Brokk pegou-o pela cabeça e o levantou, em seguida jogou ele em cima de um dos guerreiros humanos; consequentemente ambos caíram.
–меч! (Espada!) – Gritou Brokk na língua do norte. O mesmo homem veio e trouxe uma grande espada com o punho igualmente grande para acomodar a enorme mão do mesmo. Brokk puxou a espada e investiu pesadamente contra Krïeger, que ainda estava no chão. Krïeger rolou para direita, os Humanos gritaram com os punhos para cima. Krïeger levantou-se e procurou sua espada, mas não havia tempo para pegá-la, Brokk estava investindo novamente, desta vez tentando partir o jovem guerreiro ao meio, mas ele se abaixou então Brokk deu uma de suas poderosas joelhadas, desta vez em sua face, quebrando o nariz de Krïeger; então os Vikings que gritavam.
O sangue jorrava do nariz do garoto, Brokk deu uma gargalhada e caiu sentado em cima da barriga dele, em seguida deu um pesado soco no rosto de Krïeger, outro soco, mais uma vez. Ele não tinha mais esperança; um grande silêncio inundava os espectadores no campo de batalha.
* * *
Kazuno não poderia mais assistir aquilo sem fazer nada, uma única lágrima escorria na bochecha de Natasha. Ele não poderia interferir, mas poderia gritar. -Krïeger! O cristal!
Assim Krïeger arrumou forças para sobreviver, levou sua mão ao seu peito onde havia uma pequena bolsa com o cristal, ele não teve forças para destruir o cristal só conseguiu rachar o mesmo, foi o suficiente.
Imediatamente ele se sentiu revigorado, avistou a fumaça vazando por suas narinas; o nariz não doía mais.
Quando Brokk armou o próximo soco, Krïeger sacou seu facão, que estava em suas costas como sempre, cravou-o nas costas de Brokk na região do rim esquerdo.
Brokk gritou e se afastou de Krïeger como um animal gigante ferido. Krïeger se levantou e correu para sua espada, armou-se e apontou-a para o oponente ferido.
O Viking levantou e mancou com sua espada em mãos, atacou na direção da clavícula esquerda do Humano, Krïeger atacou no sentido contrário.
* * *
Natasha estava cada vez mais apreensiva, e desta vez Krïeger morreria; por mais larga que fosse sua espada, não resistiria a um impacto com a de Brokk, com certeza se partiria.
As espadas se chocaram
A ESPADA DE KRÏEGER ESTÁ INTACTA!
* * *
Por mais incrível que fosse, Krïeger estava com vantagem, empurrou com uma força desumana a espada de Brokk; o empurrão foi tão forte que ele teve de girar o quadril, aproveitou a abertura que apareceu no peito de Brokk e com um movimento enterrou sua espada no lugar desprotegido, retirou a espada e guardou em sua bainha.
Brokk se ajoelhou enquanto via o próprio sangue jorrando de seu peito; Krïeger andou até as costas de Brokk e retirou seu facão, segurou o queixo de Brokk com sua mão esquerda, sentiu sua barba rala, olhou para Scorpyus que estava boquiaberto, olhou nos olhos de Balder que sorria sadicamente, enquanto encarava o rei falso, levantou o queixo do oponente praticamente morto e cortou sua garganta.
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