Godan

2 A autoconfiança de Takahashi


Notas iniciais
Pessoal, os capítulos que virão a seguir é o que John leu e escreveu para Carl, não será escrito como que ele estivesse lendo será uma prosa comum como na introdução, bem chega de embolação, aí vai o segundo capítulo de “Godan”!

Em uma manhã ensolarada de quinta-feira no ano de 752 depois da constituição, um esquadrão de quatro camponeses penetrava as montanhas de Voltumna. Eram três homens e uma mulher como de costume. Seus integrantes se resumiam em: Sora* (o capitão faixa verde*), um garoto de aproximadamente 1 metro e 75 centímetros de altura, com cabelos e olhos negros, os irmãos Hideki* e Hyato*, gêmeos com características similares às de Sora e às de todos os outros orientais, e a garota Milla*, com 1 metro e 50 de altura longos cabelos negros amarrados em um rabo de cavalo e olhos da cor do carvão que emanavam uma energia de determinação.

–Milla, como combinado, você deverá ficar para trás e nos aguardar. – Disse Sora com a liderança masculina que Milla detestava.

–Certo “capitão” – Concordou com uma amarga ironia. Milla detestava ser deixada para trás ou ser subestimada por ser uma mulher, em seu clã as mulheres sempre eram submissas aos homens, o que de fato irrita muito a camponesa.

E assim os jovens gondirianos apertaram o passo com orgulho em direção ao palácio dos Monges para cumprir a missão que lhes foi dada por seus superiores. A previsão da missão havia informado que não haveria inimigos de nenhum tipo no caminho, mas de acordo com os olhos de Hyato estava errada.

–Senpai*... Alvo suspeito vinte metros abaixo na direção das duas horas, de acordo com o que estou vendo porta um tipo de símbolo nas costas, aparentemente um samurai. – Identificou Hyato com precisão.

–O Sensei* informou que poderíamos investir contra o inimigo se não houvesse muitos alvos, com certeza é um samurai, irei atacar deste ponto, Hyato como seus olhos são os melhores daqui, você está encarregado de me dizer se o alvo foi eliminado. – Disse Sora sacando de suas vestes negras uma Kunai* e arremessando na direção do inimigo que se encontrava desprevenido.

–Tāgetto* abatido, área limpa, muito bom Senpai — Afirmou Hyato após observar a Kunai de Sora perfurar o olho do Samurai, o que consequentemente o matou.

Chegando próximo ao corpo do inimigo notaram que havia azul e preto em sua armadura, as cores da corte imperial Samurai. Sora decidiu avançar mais para ver o que conseguiam.

Alguns quilômetros à frente Sora começou a ficar intrigado:

–Alvo identificado... São muitos, o que é aquilo? – Falou olhando para Hideki e Hyato.

–É uma carruagem Senpai, e vários sentinelas ao redor dela – Disse Hyato aguardando a próxima ordem.

–Agora não temos opção, nosso armamento é pouco, não podemos usar a Nimpou, se um de vocês morrerem Sensei me mata junto. Abortar missão! Vamos buscar Milla e sair.

Mais alguns quilômetros para voltar e Sora já estava cansado e ainda intrigado pela presença dos samurais naquele lugar e ainda tinha Milla, que acabara de entrar para o grupo e estava no auge da adolescência, ultimamente só sabia reclamar.

–Ué, já voltaram? O que aconteceu lá? – Perguntou Milla esperando uma resposta do capitão, porém Sora não estava com paciência para ela no momento.

–Problemas Milla, a missão não deu certo, o lugar é perigoso, enfim temos que voltar. – Disse Hideki, que costuma ficar calado nas missões.

–Ah entendo, e obrigado pela atenção Sora!

–Sou seu capitão, não sua babá, não tenho que te dar atenção. – Respondeu Sora sem olhar para ela. – Vamos voltar para Ishikawa* o mais rápido possível.

Após uma longa viagem de volta, Sora já estava preparado para dar as notícias para o Sensei.

Kyou* era um homem velho de olhos escuros, como todo oriental, ele tinha uma grande coleção de armas tortas que ficavam nas paredes de sua casa como se fossem quadros importantes. Uma coleção um tanto esquisita para um dos homens mais importantes do clã dos camponeses, Kyou é o Sensei do grupo de Sora, ele fazia parte do “clube dos três” onde se encontravam os homens mais poderosos do clã, ele era Jonior (o cargo número dois). Sora fez testes para entrar no grupo na classe dos Chuniores, mas tudo dependia da missão que acabara de comandar.

Sora é um garoto de 18 anos, , costumava ser um garoto alegre, mas os testes para o “Clube dos três” haviam mudado ele um pouco, hoje ele andava nervoso sob um sol do meio dia e inseguro sobre o resultado do teste depois que narrasse o relatório da missão para Kyou-Sensei.

Sora bate na porta aguardando a permissão de entrar...

–Entre Sora! – Adivinhou Kyou.

Sora adentrou aquela sala aconchegante com cheiro de chá de erva-doce, olhou para Kyou que tomava seu “chá pós-almoço”.

–Como foi a missão? Você ta com cara de que foi um desastre... O líder dos monges não aceitou o pedido de aliança?

–Nem cheguei a falar com ele – E então Sora relatou a missão.

–Bem como eu recomendei, foi um ato nobre você se preocupar com seus companheiros, mas que fique claro que embora eles sejam seus companheiros, se apresentarem risco à missão você deve executá-los. Por exemplo, se Hideki quebrar a perna você corta a garganta dele para ele não gritar, entende? Parece cruel, mas é importante, o mesmo vale pra você, se for necessário você se sacrificar pelo êxito da missão.

–Entendi Sensei, outra coisa que eu queria falar é que não eram Samurais comuns...

–Eu sei, são da corte, também estou preocupado com isso, fomos buscar uma aliança e acabamos não conseguindo nada...

Kyou terminou a conversa com esta frase que dava um tom de preocupação à situação que os camponeses estavam, na verdade todos estavam preocupados em Ishikawa, porém a situação de preocupação não era a mesma no palácio dos Monges em Voltumna, Kiko IV o Líder dos Samurais estava na parte aberta do lugar aguardando o líder dos Monges para uma conversa quando encontra com um velho conhecido de quem poderia explorar um pouco: Tsuki.

Tsuki era o Mago secundário da Lava, era ocidental, mas tinha algumas características orientais como a pele amarelada e os cabelos negros, seus olhos eram azuis. Ele estava descansando encostado em uma parede segurando sua espada que continha quatro cristais misteriosos, vestia roupas sociais e estava com cara de preguiçoso (como sempre).

–Tsuki? O que faz aqui?

–Você... Admira-me que venha até aqui, o que faz aqui?

–Me admira que esteja usando uma gravata Tsuki-Sama* hahaha, poderíamos falar em meu idioma? Sei que você é fluente em gondiriano.

–そこがあり、素晴らしいユーモアの感覚を、私たちは今真剣に話すことができた?(há, há, ótimo senso de humor, mas poderíamos falar sério agora?) – Disse Tsuki mudando o idioma imediatamente.

–よ く、直接的なので、私は自分の軍隊を改善したい、それが私たちの強力なウィザードを持っていることは常に良いですが、あなたとの同盟を形成するようにした い。” (bem, sendo direto, eu quero formar uma aliança com você, quero melhorar meu exército e é sempre bom ter um mago poderoso conosco.)- Disse Kiko aguardando uma resposta positiva.

–ありません (negativo) – Respondeu Tsuki literalmente negativamente. –それは、世界の憲法上の言うことで、最悪の場合にのみ同盟をマウントすることができます...そしてあなたではない大丈夫、最悪ののですか? (Pelo o que diz na constituição mundial, vocês só podem montar aliança se estiverem na pior... e você não está na pior, está?)

–Pense na escolha, posso lhe dar o que quiser... Ouro, fama... o que quiser

–De fama não preciso... Já sou bem famoso por aqui, e você é um grande imbecil se acha que vou aceitar dinheiro, dane-se seu exército e me deixe em paz se não quiser complicar as coisas pro seu lado – Respondeu Tsuki grosseiramente como sempre – Eu vou andando, tenho coisas pra resolver na capital...

“aquele velho maldito vai pagar caro” – Pensou Kiko com vontade de expor as vísceras do Tsuki. – Os mercenários cuidarão de você.

–Acha que mercenários vão me pegar... Verei o nível do desafio – Disse Tsuki em tom baixo, mas alto o suficiente para Kiko ouvir.

Assim que Tsuki saiu Kiko desceu as escadas e berrou:

–Contatem os três mercenários mais próximos imediatamente! De preferência quero que o garoto Takahashi esteja entre eles!

Em algum lugar Kazuki* Takahashi* recebia por uma ave um cartaz de procurado com o rosto de Tsuki:

–Ótimo... Finalmente voltarei à ativa, já estava ficando fora de forma, até que o cartaz está bem feito pra algo que foi feito à mão.

Kazuki Takahashi é um garoto de dezenove anos, embora o nome seja oriental ele é totalmente ocidental, seus cabelos eram ruivos, seus olhos eram verdes, sua pele era pálida e em seu rosto se encontravam algumas sardas. Ele costumava ser agressivo e arrogante com todos.

Ele agora precisava encontrar em Hideki um mensageiro que o guiaria com informações.

Após 400 quilômetros de viagem a cavalo ele encontra o mensageiro, mas não ouviu o que queria.

–Olá Takahashi-san – Cumprimentou o mensageiro com educação e medo.

–Onde estão as informações?

–Infelizmente tudo o que eu sei é que Tsuki está indo para a capital.

–INÚTIL DESGRAÇADO, quer dizer que estou aqui perdendo tempo com você em vão? Preciso ir ou vou perder a recompensa.

Kazuki se dirigiu à capital o mais rápido possível onde 3 horas depois já estava atrás de Tsuki que estava entrando no palácio dos magos. Ele iria esperar do lado de fora até a reunião acabar para depois matar Tsuki.

A reunião havia acabado Tsuki ainda não havia notado a presença de Kazuki, ele entrou em um lugar esquisito, Kazuki esperaria Tsuki dormir para atacar.

Em seu esconderijo favorito, Tsuki deitava em uma cama macia onde pensava na reunião com os magos, onde Nixes o mago secundário do aço queria ludibriar os monges e as fadas para desviar dinheiro. Então Tsuki decidiu agir, havia notado Kazuki desde a fronteira, segurou o cabo de sua espada e fechou os olhos. Assim o cristal roxo de sua espada brilhou e sua alma saiu por sua boca.

–A técnica da morte falsa... Minha técnica favorita – Disse Tsuki quando sua alma assumiu sua forma original, embora Tsuki tivesse a aparência jovem ele tinha mais de cem anos, logo sua alma tinha a aparência de um velho barbudo. – Esta técnica me permite ver através das paredes, a dimensão dos mortos é incrível! Um arranhão aqui tem a dor de uma facada na barriga.

Foi então até a porta do esconderijo onde dava pra ver Kazuki encostado, enfiou sua mão no corpo de Kazuki e puxou sua alma, que tinha uma aparência jovem como seu corpo.

–O que está acontecendo? – Disse Kazuki olhando para suas próprias mãos, que estavam cinza assim como sua alma.

–Olá Takahashi, já pode se considerar morto.

–Quem é você?

–Sou quem você tanto persegue: Tsuki. Vamos ver se você é tudo isso o que falam sobre você... Lento demais! – Terminou, no momento em que sacou sua espada e fez um profundo corte na horizontal no peito de Kazuki. Ele nunca tinha sentido tamanha dor, o grito que Kazuki soltou foi alto o suficiente para acordar tudo o que adormecesse no local, o corte fazia sua alma dissipar, a dor era alucinante... Não havia meios de sobreviver.

Notas finais
Então pessoal Kazuki tá bem ferradinho. Obrigado por terem paciência e ler até o final, mas vou exigir um pouquinho mais de vocês com esse guia de pronúncias dos nomes e curiosidades que não foram explicadas na história. -Sora – Sôra – Significa Céu -O capitão faixa verde- No ninjutsu há apenas 3 faixas (para os homens acima de 15 anos) faixa branca, verde e preta. Caso você tenha menos de 15 anos há uma faixa amarela entre a branca e a verde e caso você seja uma mulher é obrigatório a amarela em todas as idades e há uma vermelha antes da verde também. -Hideki – rridêqui – significa árvore soberba. -Hyato – rriátu – nada específico. -Milla – Mira – não significa nada específico, foi uma referência que fiz ao cavaleiro de escorpião Milo (Miro) de “Os cavaleiros do zodíaco”. -Senpai – Significa superior. É usado como sufixo para pessoas mais graduadas Ex. Sora-senpai. -Sensei – Significa professor. É usado como sufixo para professores. -Kunai – Cunai - Tāgetto – code-nome para alvo morto nas operações especiais. -Ishikawa – Ichicáua – Nada específico, na história é a cidade-estado metrópole dos camponeses. -Kyou – Quiú – Nada específico. -Sama – Sufixo para pessoas de grande importância. -San – Sufixo para pessoas de respeito. -Takahashi – Tacarráchi – Ponte alta -Kazuki – Cázuqui - Primeiro de uma nova geração Obrigado por terem lido, se puderem comentem para me ajudar com a história e compartilhem com seus amigos, até a próxima semana!