God of Mischief | Loki
36 Capítulo extra: Pós Créditos
Notas iniciais
A mulher entrou na sala do trono com passos curtos, mas seguros, sua postura ereta e elegante. Trajava um longo vestido verde musgo de tecido leve, que valorizava suas delicadas curvas, uma ombreira de metal lhe adornava o torso. Os longos cabelos ondulados e castanhos estavam presos em um penteado elegante, que deixava a mostra o pescoço, permitindo entrever os brincos de esmeralda e o belo colar de prata. Os olhos de um tom escuro de verde estavam com uma maquiagem suave, em contraste com os lábios carnudos que traziam um vibrante batom vermelho os fazendo lembrar um botão de rosa, em um rosto de pele clara e delicada como a porcelana. Era linda, meiga, elegante e feminina. Como uma princesa deveria ser. Suave e discreta como se esperava dela. Gentil, amável e submissa como se esperava de uma mulher. Sabia se portar e tinha a eloquência dos bem nascidos. Uma deusa não apenas por nascimento. Reverenciou o rei antes de falar.
– Os soldados me disseram que ele está de volta, Majestade. Meu coração é puro júbilo. – Disse em sua voz doce. – Mas me confidenciaram que voltou acompanhado de uma mortal.
– De fato. – Odin admitiu. A expressão dela se tomou de dor e confusão. – Mas ela não representa perigo. Como bem disse é apenas uma mortal tão efêmera quanto sua espécie. Parece que não criei bem meus filhos.
– Não se culpe Majestade. Eu esperava apenas que tudo corresse como deveria. Sabe que não me importo com a perda de títulos ou com qualquer outra coisa. – A garota afirmou. – Mas me dói saber que por mais que eu tente... por mais que eu me esforce... Não há nada que possa fazer, meu rei?
– Meu dever é com o povo asgardiano e por mais que minha vontade seja executa-la em praça pública, isso apenas traria guerra sobre nosso reino. – Esclareceu. Ela assentiu com olhos baixos. – Tenha paciência. Em menos de um século terá o caminho aberto novamente.
– Eu não gostaria de ser um prêmio de consolação. – A garota afirmou. O rei a olhou de cima. – Eu já venho esperando tanto. Desde muito antes do banimento de Thor.
– Você é bonita e inteligente. Ela é apenas uma mortal. Não se equipara em nada. Faça-se notar e com sorte conseguirá motivos para que ele a mande de volta a Midgard. Do contrário aguarde seu tempo. – O rei falou. A garota percebeu enfim que nada poderia fazer. Estava refém de seu próprio coração golpeado por mãos humanas.
– Farei o meu melhor, Majestade. – Afirmou. Odin assentiu aprovando.
A jovem mulher o reverenciou uma última vez e se encaminhou para a saída. Dali voltaria a sua casa onde poderia pensar e se remoer sozinha. Cumprimentou os guardas e estava quase fora da sala quando o rei a chamou novamente.
– Quando sua hora chegar, sinceramente espero que sua natureza seja capaz de controlar a dele. E não como a dela que apenas a exacerba. – Falou firme. A garota sorriu.
– Sabe que sim, Majestade. Confie em mim.
– Espero que sim, Lady Sigyn. – Concluiu fazendo um gesto a dispensando. A mulher saiu perdida em seus próprios pensamentos, deixando o rei a sós com os dele.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.

Fale com o autor