God Save The Queen!

1 Long Life To The Queen


Notas iniciais
Enjoy!

Sherlock olhou em seu relógio pela terceira vez em menos de quinze minutos, era óbvio que sua paciência estava se esgotando, aquela nunca tinha sido uma de suas maiores virtudes, tinha pedido os resultados de algumas análises que havia feito pela manhã à Molly e, até o momento, nenhum sinal da patologista.

–Molly, já fazem duas horas -Ele murmurou para si enquanto digitava mais uma mensagem de texto, estranhando o fato da morena se atrasar, ela era, sempre, extremamente pontual.

A sempre doce e estabanada Molly. Deveria admitir que a patologista fazia seus dias serem mais alegres e interessantes, fosse pelo jeito simples e sincero de ser ou pelas trapalhadas que cometia quando estava perto do detetive. Molly Hooper conseguia arrancar uma gargalhada do frio e insensível Sherlock Holmes sem fazer o mínimo esforço e aquilo, para muitos, era um feito louvável.

Ela lhe dava uma sensação única de paz, quando tudo parecia desmoronar ao seu redor ele sabia que poderia contar com o “ombro amigo", bem... De amigo não tinha nada. Era explícito que Molly sentia algo mais pelo moreno e ele sabia disso, só não sabia como demonstrar. Essa era a parte ruim de ser um sociopata altamente funcional, você menospreza as pessoas que você ama e isso o irritava profundamente, o máximo que conseguiu foi dizer que ela contava, que se importava, not a big deal!

Sua lealdade e gentileza o impressionavam, ao contrário do que muitos pensavam, Molly era uma mulher frágil e sofrida, escondida por trás da armadura honesta e sensível. A fragilidade nasceu quando ela se viu sozinha, órfã de mãe e de pai, sem mais ninguém com quem pudesse contar, apenas Molly Hooper, solitária e impotente.

Por mais que gostasse de pensar na patologista, sua demora já passava dos limites.

–Oh Deus, quanto tempo alguém precisa para imprimir uns poucos resultados? –Sherlock bufou e nem percebeu John entrando no laboratório

–Irritado? –O loiro perguntou com sarcasmo.

– Não é óbvio?

–Ás vezes me esqueço com quem estou falando.

Sherlock deu de ombros e puxou o celular do bolso novamente, não era normal que Molly demorasse tanto. Resolveu então ligar, suas 25 mensagens não pareceram surtir efeito, Ligou a primeira, segunda, terceira... Nada. Talvez agora estivesse começando a ficar preocupado, na oitava ligação foi atendido.

–Graças a Deus, Molly quanto tempo você precisa para fazer algo tão simples como imprimir resultados? Você faz isso todos os dias! –Ele falou áspero, mas não foi a voz suave e delicada da morena que respondeu.

–Oops, acho que ela não pode atender, bye. –Os olhos do detetive quase saltaram das órbitas ao ouvir aquela odiosa voz, desligou o telefone rapidamente e passou as mãos nos cachos desalinhados com desespero.

–Você trouxe a sua arma? –Ele perguntou ao loiro

–Trouxe, aconteceu alguma coisa?

Ele nem se deu o trabalho de explicar, apenas saiu correndo e John o seguiu. Desceu as escadas o mais rápido que pode, amaldiçoou mentalmente quem projetou aquele hospital, dia errado para ter o necrotério no subsolo.

Após sete longos lances de escada, ele parou de súbito à porta do necrotério. Sua mente trabalhava a mil por hora.

–Não deveria estar tão escuro, não deveria estar tão quieto. –Ele falou com rapidez.

–Sherlock, calma...

–Molly é barulhenta, não gosta do silêncio, a faz lembrar do velório do pai.

O detetive empurrou a porta lentamente, por mais que odiasse admitir, estava com medo. A sala estava escura, a bolsa e o casaco da patologista estavam cuidadosamente pendurados nos ganchinhos presos à parede, seu celular em cima do balcão, vibrava e anunciava as inúmeras mensagens deixadas pelo moreno. Continuou andando até a área de autópsia. Havia sangue por todos lado, lavava o chão perfeitamente polido e escorria pelas paredes brancas em um símbolo conhecido e extremamente bizarro. Então ele a viu e definitivamente foi a pior imagem que ele poderia ver.

A morena estava caída, em sua mão esquerda uma maçã mordida com o mesmo símbolo desenhado na parede. Sherlock se ajoelhou em meio a grande poça de sangue não se importando se estava estragando suas calças ou se manchava a camisa extremamente cara. Tudo que importava naquele momento era ela. John observava a cena com grande pesar, tudo estava muito quieto, muito sombrio, mesmo para Sherlock, era um grande incomodo.

–Ela está morta, pelo menos há duas horas... É tão injusto, não existiam motivos. –O loiro falou com lágrimas nos olhos.

–Ela contava! –O detetive respondeu com o corpo inerte nos braços, afundou seu rosto na dobra entre o ombro e o pescoço pressionando a silhueta esguia da patologista contra o si.

Ele sentiu seu celular vibrar no bolso e tremeu de raiva ao ver a mensagem na tela do aparelho.

“O xadrez começou.

A rainha está fora! –JM”

“Movimento errado. –SH”

“Joguemos de forma

séria então –JM”

"O jogo acabou.A caçada começou — SH"

“Sério? Sabe, eu perguntei se

ela queria ser minha rainha.

Eu quase disse que a amava –JM”

"Se amava, por que a

matou? –SH”

“Ela era um ponto fraco em comum,

eu odeio ter pontos fracos. –JM”

“Você mexeu com a pessoa

errada, despertou a minha ira! –SH”

“Estarei esperando =) –JM”

Sherlock encarou o grande “I O U” pintado em sangue com ódio.

Jim Moriarty tinha brincado com a pessoa errada e agora sofreria as consequências.

Notas finais
Espero que tenham gostado e perdoado os erros :/ Ana,eu sei que não foram três minutos Desculpa sz Beijinhos ^^ Vitória Weasley
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!