Goal!

6 interesses


Notas iniciais
ùltimo capitulo desse fds os próximos provavelmente virão fds que vem! Espero que estejam gostando! =] Agradeço a todos que acompanham! Azumi-san, meu anjinho como sempre betando para a mim!

O sol já mostrava que passava do meio-dia, a claridade e o calor foram o que fizeram o capitão do Kashima começar a despertar lentamente, murmurando pela dor no corpo e pela dor de cabeça, resultados da bebida.

Tinha uma leve consciência de um corpo ao seu lado. Ainda sem abrir os olhos, virou de lado no colchão e apertou o corpo deitado de bruços um pouco para si,acariciando suavemente as costas e aspirando o cheiro de uma mistura de bebida e sabonete adocicado. Pena não lembrar qual garota tinha trazido para o apartamento no dia anterior, gostaria de saber o nome dela quando fosse acordá-la.

O corpo adormecido também murmurou algo inteligível, aproximando o rosto próximo ao seu, tocando os lábios suavemente nos lábios alheios, onde estava mesmo? Que garota tinha arrastado ontem?

Num lapso de memória sincronizado, ambos se tornaram conscientes de que o dia anterior foi o dia de um empate de jogo, que não saíram para comemorar, que foram beber com os amigos, e principalmente... que não havia garota alguma.

Os olhos se abriram ao mesmo tempo, assustados, alguns flashes de memórias confusas, da noite anterior, sendo passadas na mente. Encararam-se por exatos 3 segundos, antes de perceberem a situação de uma forma superficial e se sobressaltarem, afastando-se com brusquidão, sentando-se no colchão com rapidez. Ação bem sucedida só pelo moreno, já que assim que o loiro tentara sentar uma enorme dor o fez voltar a sua posição inicial, e de repente era sensível que todo seu corpo doía, em especial seu traseiro

-Merda! – Uruha xingou sentindo a cabeça latejar, e os membros doloridos... que merda tinha feito? Não era o que ele estava pensando, era?

-Meu Kami! – o moreno exclamou ao olhar o corpo nu e completamente descoberto ao seu lado, que porra tinha feito noite passada?

-Caralho! Tudo dói! Que porra a gente fez? — o mais novo perguntou, querendo acreditar que as imagens em sua mente eram alucinações

-E-e-e-eu acho... que a gente transou! – Aoi respondeu entre gaguejos, ainda não queria acreditar no óbvio diante de si.

O loiro arregalou os olhos, a verdade finalmente encontrando voto de entendimento em sua cabeça, e o desespero também.

-Não,não mesmo... como assim? Não! – falava entre gritos exasperados, enquanto tentava se mover, reclamando de dor quando tentou mais uma vez se levantar, caindo de novo, deitado de bruços na cama – merda! Meu traseiro ta doendo!

-Kou,para de se mover, calma! – o mais velho gritou numa seriedade anormal assim que viu uma mancha vermelha no lençol branco, os olhos percorrendo o traço vermelho de sangue seco pela coxa do mais novo, até pararem na fonte do ferimento, encarando com susto aquele ponto,levando a mão á boca numa demonstração de espanto – oh! Kou,me desculpa, oh merda! Que merda eu fiz? – começou em desespero, não sabendo se tocava no corpo machucado ou se saia correndo dali.

- O que foi? O que tem? – o mais novo perguntou alarmado ao ver e escutar o mais velho. Seguindo seu olhar até atrás de si, assustado com o que quer que o moreno tenha visto. Levou os dedos com cuidado até a origem da dor aguda, tremendo de medo quando sentiu algo melado e de textura seca, entre suas nádegas, tocando com cuidado ali, sentindo a substância pegajosa mais fresca. Puxou os dedos sujos com rapidez até a altura de seus olhos, encarando com horror a mistura branca e vermelha em sua mão.

-Kou, me desculpe, ah meu Kami!Como isso aconteceu?Me desculpe, Kou, me desculpe! –o moreno repetia, se decidindo por tocar o ombro do corpo ainda deitado e atônito mirando os dedos melecados com sêmen e sangue seco.

-Mas... como? – o mais novo perguntou ainda sem emoção, mais algumas imagens da noite anterior voltando... eles...ele tinha transado com Aoi, tinha tocado-o, beijado-o, se esfregado nele e deixado ele fodê-lo... ainda gemeu e gozou com aquilo... não podia ser verdade! –Merda! – murmurou dolorosamente, a confusão, dúvida, e desorientação lhe invadindo, jamais tinha acontecido algo assim antes... – eu... você...você... me fudeu? – perguntou em uma voz embargada pelo que parecia ser o começo de um choro, o que fazer agora? Não era mais homem? Estava humilhado?O que diriam?Já não bastava toda a especulação e piadas sobre sua aparência?O que diriam quando soubesse que ele tinha dado para um cara?

- Calma Kou, calma! – o mais velho começou em dor, ver o mais novo naquela confusão e tristeza toda o estava rasgando por dentro, se apoiou nas costas alheias, inclinando-se para baixo, pousando sua cabeça na do outro, deitada de lado na cama, tentando de alguma forma lhe passar calma e segurança enquanto acariciava seus ombros.

-Vão ficar me humilhando, agora que me depenam mesmo...o que vão dizer quando souberem disso? – o mais novo vocalizava seus medos –o que eu vou fazer com isso? Eu não sei o que fazer! O que isso quer dizer? Por quê?

- Ninguém precisa saber Kou, ninguém vai saber, nós somos amigos, não somos?A gente não conta pra ninguém!Vai dá tudo certo Kou, precisamos nos acalmar e ver o que podemos fazer, juntos nós conseguimos dar um jeito, a gente sempre consegue! – Aoi respondeu com uma confiança e certeza não possuída. Tentando se convencer de suas próprias palavras. Ele mesmo não sabia o que fazer, e nem como agir! Por enquanto era melhor se acalmarem, tentar tirar toda tensão desesperadora, e realmente esperava conseguir fazer uma brincadeira com aquilo– olha só!Eu me responsabilizo, até caso com você, o que acha? –brincou, tentando bravamente sorrir fácil com aquilo. Tudo melhorou quando o mais novo correspondeu ao sorriso timidamente.

-Já ta querendo me amarrar, Yuu? – rebateu a brincadeira, pela necessidade de frear todo desespero dentro de si.

-Sabe como é, qualquer chance é lucro! – Aoi sorriu novamente, mais aliviado com o clima de humor instaurado entre os dois, beijou a bochecha do mais novo levemente e se deitou de lado, encarando com um sorriso a face cansada e divertida do loiro, deixando seus dedos acariciarem de leve as madeixas claras... quando foi que ele tinha ficado tão lindo daquele jeito? Um calor gostoso invadiu seu peito ao ver com graça o mais novo corar com seu olhar, se mostrando incomodado e desviando os olhos para qualquer canto... “Fofo!” foi o que pensou antes de abrir mais o sorriso.

O sorriso do mais velho foi cessado quando os olhos chocolate o encararam com profundidade, não soube o porque daquilo, nem Kouyou o sabia, mas não conseguia parar de olhar os orbes negros. Uma vontade estranha se fez presente no loiro, e foi com a aproximação do rosto do mais velho do seu que soube que a mesma vontade tinha surgido no moreno.

-O que está acontecendo com a gente? – perguntou num sussurro confuso, hipnotizado pelos olhos escuros do mais velho.

-Eu não sei! – respondeu quase inaudível, próximo aos lábios do mais novo, antes de tomá-lo em um beijo calmo, curioso, que se transformou em um ósculo intenso, com contatos molhados de língua e carícias voluntárias dos dedos nas peles alheias, calmas e suaves. Sem que se desse conta, o corpo do mais novo já estava se inclinando em direção ao mais velho, deitando-se levemente de lado, a sensação letárgica dos toques distraindo-o do incômodo atrás de si. O beijo ganhando força, as mãos do loiro puxando a nuca do moreno para si, aprofundando mais, os corpos tentando se tocar.

Mas foi quando Yuu, impensadamente, o colocou deitado completamente com as costas no colchão que a dor forte se fez dominante e um resmungo alto saiu dos lábios do mais novo, partindo o beijo. O momento sem pensamentos se esvaindo, a realidade tomando forma, a confusão estampada nos olhares assustado de ambos, e mesmo assim, seus corpos se negaram a se afastar, assim como suas mãos não saíram de onde estavam. Alguns segundos apenas se encarando, tentando a comunicação muda que sempre tinham, apesar de cada um não saber e não entender nada que estava se passando consigo.

-E-eu... – Aoi começou, sem ter nada pensado para dizer, ainda sem ser capaz de desviar seus olhos, não sabia o que fazer, não conseguia pensar direito, respirou fundo, deixou a testa se apoiar na testa do loiro, fechou os olhos, puxando o ar mais uma vez – eu... vou te ajudar a se banhar! – disse deixando toda sua confusão interna de lado, não iriam conseguir decidir e organizar nada daquele jeito, estavam sujos, cansados, com dores pelo corpo e dores de cabeça, ressaqueados e cheirando a sexo e bebida. Um banho seria mais do que bem vindo para se situar melhor, e o loiro não estava em condições de se levantar, a culpa de certo modo era sua.

Se levantou e pegou uma tolha no guarda-roupa próximo, não se importando em estar nu, se eles tinha transado noite passada duvidava que isso seria constrangedor depois de tudo. O que ele não percebeu é que Kouyou não tirou os olhos do moreno, e quando percebeu isso, corou furiosamente, voltando a se deitar de bruços e enfiando o rosto nos travesseiros, o que ele estava olhando?

Aoi enlaçou a toalha na cintura, pegou outra e voltou até a cama, tentou não olhar para o corpo do mais novo e o cobriu com ela, tendo cuidado em segurar nas costas e na junção dos joelhos quando em um impulso o virou e pegou-o no colo, logo soltando as pernas, para que este se apoiasse no chão.

Kouyou, meio surpreso, quase caiu quando os pés tocaram o solo, mas se equilibrou, apoiando-se no corpo do moreno. Franziu o cenho com a dor aguda, porém, respirou fundo e se ergueu, dando passos lentos, usando o ombro do amigo como apoio, ambos indo em direção ao banheiro. Realmente! Constrangedor! Estar nessa situação! Para Kouyou... ele só queria um buraco para se enfiar!

............................................................................................................................................

Os rostos sorridentes e juntos de dois jogadores vestidos com uniformes vermelhos apareciam na tela, algumas palavras como “O segredo da dupla dinâmica” ligado a imagem de um produto para lesões corporais, um comercial cheio de cores e animação, e os sorrisos dos dois jogadores no que parecia ser uma brincadeira de bola deixava bem claro isso.

No sofá, estava outro jogador, a cabeça raspada e o olhar fechado encaravam a tela da televisão com fúria, um garotinho de quase 5 anos estava no chão da sala, olhando fascinado para a tela

- O almoço está pronto! – a voz feminina se fez ouvir antes da presença da mulher alta e magra na sala, um olhar inquisitivo de ordem para o marido e alguns passos até o centro do cômodo para pegar a mão do filho – inveja mata, sabia? – provocou a esposa antes de sair da sala, em direção à cozinha, com o filho atrás de si – venha almoçar ou vai esfriar! – ordenou mais uma vez antes de desaparecer pelo batente do apartamento de luxo.

Hozu respirou pesado, desligando a TV, espremeu o controle entre os dedos antes de se levantar e se dirigir até o outro cômodo. Esses dois,tinham arruinado sua aposentadoria como estrela, principalmente aquele moleque com cara de puta, nunca fora tão humilhado em toda sua carreira, ficar na zaga, perder o posto de capitão e perder a confiança do time... tudo só tinha acontecido por causa do novato, mas o loiro que se cuidasse, pois ele faria de tudo para descobrir um podre daquele projeto de barbie masculino,e arruinaria sua brilhante carreira, assim como ele estava arruinando com a sua.

.............................................................................................................................................

-Kou, a gente transou ontem, vergonha agora pra quê? – o moreno perguntou um pouco divertido com o jovem de 19 anos que se recusava a retirar a toalha e entrar debaixo do chuveiro.

-Não precisa ficar lembrando isso! Você ta aí todo à vontade porque não foi você que levou um pau no cu! – respondeu com impaciência – queria só ver se eu que tivesse te comido!

-Tá legal! Parando de birra garoto, quer ficar com meu sêmen aí dentro pra sempre? – apontou desafiador, sorrindo de lado ao ver o mais novo novamente corando.

-Para de falar essas coisas, sério! Tá me deixando mal, eu posso me banhar sozinho, você espera lá fora! – rebateu beirando uma raiva incontrolável, por que Aoi tinha que ser tão idiotamente sacana? Nem acreditava que sempre achou engraçado isso no amigo, agora só lhe dava ânsia de socá-lo, se conseguisse dar três passos sem ter que se apoiar em algo, com certeza o socaria.

-Você não consegue nem andar sem se apoiar em algo, e se você acabar caindo? – o mais velho perguntou, preocupado, a situação já estava ruim o bastante para o jogador se machucar mais, não queria nem pensar no que fariam no treino de amanhã! – a gente tem treino amanhã.

O mais novo abriu a boca para protestar, mas as últimas palavras do moreno o acertaram em cheio, tinha isso... o técnico e o treinador perceberiam se ele jogasse mal por causa daquilo... como ele podia estar tão malditamente – em toda extensão da palavra – fodido? Era melhor não arriscar piorar as coisas.

-Que merda Aoi, se está tão louco para ficar me apalpando, tudo bem, então! – bracejou, finalmente se desfazendo da toalha e usando a parede para andar até o chuveiro próximo, onde o moreno o aguardava.

Aoi sorriu, não lhe era despercebido o corpo nu do atacante, mas com certeza toda birra e constrangimento do mais novo eram totalmente adoráveis.

Uruha fechou a cara, e entrou debaixo da água, virando de costas para o amigo e se apoiando na parede, deixando a água morna lhe cair pelas costas. Se sobressaltou ao sentir o toque esponjoso em sua pele, virando o rosto, encarando um sorriso gentil do mais velho que segurava a bucha ensaboada, ajudando-o a se limpar.

-Fala sério! Só quem me dava banho era a minha mãe, e quando eu tinha 4 anos! – resmungou.

-Oh! Consegue se movimentar bem? Por que se consegue, eu te entrego a bucha e você tenta se lavar! – o mais velho rebateu.

-Ok! Você fez o estrago, você que limpe! – retornou o mais novo, mal humorado e constrangido, voltando a encarar a parede.

O moreno sorriu mais uma vez com a implicação do amigo, despejou o sabonete líquido em uma das mãos, olhou para a parte mais “suja” dali, por se dizer. Não acreditava que faria aquilo, mas era como o loiro tinha dito “Você fez o estrago, você que limpe!”. Levou os dedos com cuidado até a fenda entre as nádegas, ensaboando com suavidade, tinha certeza de que aquilo devia estar doendo muito, pelas reclamações do mais novo. Uruha nunca fora de reclamar e dor, era até bem resistente, então se ele estava fazendo aquele drama, com certeza aquilo devia ser bastante dolorido.

-Que merda você... – o loiro começou a protestar ao sentir os dedos do mais velho ali.

-Estou limpando Kou, tem coisa aqui dentro se esqueceu? – cortou antes que o outro pudesse terminar – talvez machuque um pouco, agüente firme aí! – avisou antes de insinuar um dedo para dentro do orifício inchado do atacante, recebendo um resmungo alto de protesto – calma, já ta terminando – falou antes de retirar o dedos e deixar a água lavar o local, voltando a manusear a bucha pelo corpo magro e definido.

-Nunca me senti tão ridículo na minha vida! – o jovem murmurou desgostoso – eu não acredito que a gente fez isso!

-Sabe... não foi ruim transar com você! – o moreno comentou sem nem ao menos pensar no que dizia.

-Ah! Sim! Estou bem melhor agora! Pena que não posso dizer o mesmo! – Kouyou retorquiu, a irritação voltando, ele não tinha nada melhor para dizer?

-Não pode dizer o mesmo? Sabe, não lembro muita coisa noite passada, mas dá pra lembrar algo, se não me engano você estava gemendo lindamente de prazer e gozou que foi uma maravilha! – Aoi provocou, um pouco ofendido, um pouco divertido.

-Para de falar essas coisas, sério, está me enchendo! – Uruha bracejou, as bochechas coradas.

-Ah! Você sabe que eu sou um chato, e mesmo assim você é meu amigo, é por isso que a gente dá tão certo, só você para me aturar, qualquer um já teria me espancado até eu desmaiar! – o mais velho sorriu, e mesmo assim não negou que suas palavras eram sinceras, apesar de não saber direito o que aquilo significava.

Kouyou sentiu um calor no peito, e realmente, se assustou com aquilo tudo, o deixava confuso, dava dor de cabeça, preferia não pensar naquilo.

-Vamos parar por ai Yuu, vamos parar por aí! – pediu seriamente, e foi o limite que Aoi soube já ter atingido, era melhor parar.

............................................................................................................................................

-Hum! O que está fazendo aqui Suzuki-san? Hoje é dia livre! – Takanori perguntou, estranhando o jogador em frente ao seu consultório dentro do estádio de treino dos Kashimas.

-Ah! Eu... liguei para Matsumoto-sama, ele disse que você estaria aqui! – o lateral respondeu, desviando o olhar para o lado, não sabia mesmo porque diachos tinha vindo ali – por que está aqui em dia de folga? Ninguém da equipe está trabalhando! – perguntou, mudando o foco do assunto para si.

-Só ajeitando algumas coisas, alguns dados, acho que posso melhorar o treinamento de vocês, Técnico Medeiros falou que iria pegar pesado depois do empate de ontem, estou vendo um jeito de seus corpos não sofrerem com isso, do treino ser mais puxado, mas sem risco de debilitar alguma parte do corpo de vocês! – respondeu ajeitando o óculos, que Akira jurava nunca ter visto antes.

-Você usa óculos? – perguntou sem perceber.

-Hã? Só quando minha vista cansa, passei a manhã lendo e relendo coisas, achei melhor usá-los,mas você não me disse por que estava me procurando!- observou curioso, Suzuki sempre fora o mais arredio,e ultimamente vinha até evitando falar com o auxiliar, por que justo ele viria, em um dia de folga, falar com ele?

-Bem... está saindo agora? – retornou com uma pergunta.

-Sim, estou indo almoçar, mas posso te atender se é alguma coisa grave.

-Não, não, não é isso, bem... por que não almoçamos juntos? Sei que desde que você entrou na equipe que estou te desrespeitando, eu... queria me desculpar, você está cuidando tão bem de todos nós e... eu nunca soube te agradecer e reconhecer o seu trabalho, então...eu pago o almoço? – perguntou meio sem graça, não acreditava que estava fazendo aquilo,apenas sentiu vontade e saiu, não tinha planejado parar justamente em frente ao atormentador de sua mente e heterossexualidade convidando-o para almoçar.

Takanori ergueu uma sobrancelha, um pouco desconfiado, mas o lateral parecia sério, não demonstrava ser uma brincadeira, só achou muito estranho o esforço do jovem em lhe encontrar, tudo para se oferecer em pagar um almoço, seria possível que...

-Suzuki-san, por algum acaso, o senhor é gay? – perguntou seriamente.

-Não, não, não que isso, não mesmo, sou completamente hétero! – respondeu exasperado, jamais assumiria que estava em dúvida consigo mesmo, muito mais por causa do auxiliar.

-Bem... não me leve a mal, mas pareceu que estava me chamando para sair! – o menor se explicou, retirando os óculos e pendurando-o na camisa social branca que usava, não estava de uniforme, visto que não era dia de trabalho.

-Sério? Oh! Não percebi, eu só... estou tentando ficar nas pazes, afinal você tem o poder de ferrar com o meu corpo se quiser, acho melhor mostrar mais respeito – brincou em tom humorado, arrancando um risinho do menor.

-Tudo bem, comida grátis de qualquer forma! Vamos indo então! – respondeu sorridente, fechando um botão do colete aberto que usava por cima da camisa social e checou o celular no bolso do jeans – vamos onde? – perguntou, retornando o celular para o bolso.

-Bem! A cidade de Kashima não é tão diversificada quanto Tokyo, mas temos lugares bons, já teve a oportunidade de ir em muitos locais? Tem só alguns meses que se mudou para cá não? – o lateral perguntou, começando a andar, sendo acompanhado pelo menor.

-Não muitos, sou uma pessoa muito ligada ao meu trabalho, peguei vocês logo perto de um campeonato, só vou sossegar quando tiver terminado o período de jogos! – respondeu sinceramente.

-Hum! Então vou te levar no meu restaurante favorito! Não é o mais requintado, mas adoro as pessoas de lá, acho que você vai gostar, e a comida é ótima! – Akira comentou em expectativa, por que estava agindo como um adolescente a fim de uma garota?

-Neh! Do jeito que você falou, pareceu novamente que estamos indo para um encontro! – o fisioterapeuta observou.

-Desculpa, eu sou meio bobo às vezes! – o lateral respondeu e corou suavemente, como estava dando tão na cara assim? Cadê o macho que sempre falava ser? Se derretendo agora por um carinha?

-Tudo bem, eu gosto de pessoas bobas! – o menor disse com um sorriso gentil.

Akira sentiu o coração falhar uma batida, como aquilo tinha duplo sentido! Mas duvidava que fora a intenção do auxiliar, era melhor parar de ficar fantasiando coisas, não era só porque ele estava em dúvida quanto sua preferência sexual que de repente daria a sorte de Takanori ser homo, ou bi, muito menos de corresponder o estranho interesse do lateral nele, não tinha como ser tão sortudo!

Notas finais
Até sábado neh?devo continuar?