Goal!
14 intenção de vingança
Notas iniciais
Mais um cap nesse sábado!
Quase certeza a os próximo só virão amanhã! Coisas aqui para resolver
mas ao menos mais um vai ter ok?
=]
etto... Azumi-chan como sempre betando para mim! *manda beijo e coraçãozinho para ela"
e agora... boa leitura
-Se você ousar levantar dessa cama, eu dou um jeito de te deixar sem andar! – Aoi resmungou ainda de olhos fechados ao notar a movimentação do mais novo já com um pé para fora do colchão.
Era dia e o sol brilhava anunciando uma manhã avançada e de tempo aberto.
-Eu quero me banhar! – o loiro rebateu tentando se levantar da cama sem provocar mais a dor insistente em certa parte de seu corpo, estava dolorido, não chegava nem perto da última vez, mas... mesmo assim, ainda estava dolorido e todo sujo.
-Vamos banhar juntos, deixe-me só criar coragem, estou acabado! – o mais velho propôs abrindo os olhos preguiçosamente, se virando nos lençóis desarrumados e deitando-se com as costas na cama, esticando os braços.
-Também, foi com muita sede ao pote... cara, ‘to todo assado, sério! – Kouyou resmungou infantilmente já de pé e analisando o corpo nu em frente a um espelho de corpo inteiro em frente à cama.
Yuu sorriu divertido, se levantando rapidamente deixando à mostra toda a pele despida, se colocando atrás do mais novo que ainda analisava o estrago da noite que tiveram... realmente, jamais tinha sido tão marcado em uma noite de sexo!
-Está lindo! Tem minha patente espalhada por tudo quanto é canto! – Aoi provocou, colando o corpo ao do loiro, fazendo suas mãos atrevidas passearem pelo abdômen definido, descendo para a virilha. Kouyou foi incapaz de resistir ao carinho e deixou a cabeça pender par atrás, se apoiando no ombro do moreno alguns centímetros mais baixo que si... quando tinha crescido tanto? Lembrava que era levemente mais baixo que o mais velho quando se conheceram há quase meio ano atrás.
-Hum! Você vai me limpar então? – Uruha murmurou dengoso com a carícia.
-Vou, como um bom namorado, não? – Aoi respondeu.
-Quer dizer que estamos namorando? – tornou a perguntar, admitia que não tinha pensado ainda no depois de toda a chuva de emoções da noite passada.
-Não aceito menos que isso para começo de jogo! – respondeu depositando um beijo suave no pescoço do mais novo... iam ter problemas para esconder todas aquelas marcas, ainda bem que tinham mais três dias de folga!
-Tudo bem, mas sabe que temos que esconder, não sabe? A minha carreira e a sua estariam arruinadas se descobrissem, sem falar na discriminação, escândalo, e tudo mais! – Kouyou apontou, levantando a cabeça do ombro do mais velho e se virando de frente para ele, iniciando o contado visual que tanto gostavam.
-É claro que sei, garoto! Damos um jeito, juntos a gente sempre consegue... além disso todos têm certeza de que somos completamente héteros! – Yuu respondeu calmamente, acariciando de leve o cabelo desgrenhado do outro, depositando um selinho carinhoso nos lábios.
-Bem... nem todos — o mais novo começou, como se tivesse cometido alguma falta.
-Como assim? Contou para alguém o que ... – Aoi começou a perguntar.
-Não contei, ele meio que... descobriu, mas... não sabe que foi com você, só descobriu que eu tinha tido sexo com um homem – cortou meio receoso, aquilo poderia complicar muito as coisas para eles... devia ter desmentido melhor as suposições do auxiliar do treinador.
-Quem? Ele quem? – Aoi perguntou encarando os olhos chocolates a fundo.
-Matsumoto-san, o auxiliar do treinador, foi no dia do treino intensivo, ele acabou fazendo um bocado de insinuação, eu estava tão perdido com tudo que estava acontecendo que acabei sem conseguir desmentir, ele... disse que não iria contar para ninguém e que... era ... gay também! – respondeu ainda pesaroso consigo mesmo, tinha deixado uma ponta solta, uma brecha na defesa e se o auxiliar fizesse um contra-ataque?
-Gay? Huuum! Quem diria! Ele é todo tamanho pocket, mas é tão sério e todo cheio dos diplomas que realmente, não pensaria assim dele, me parece uma boa pessoa, sempre é gentil e tenta ajudar da melhor forma, não ficamos lá amigos, mas... acredito que ele realmente não vá contar nada! – Yuu falou meio pensativo, inconscientemente selando mais uma vez os lábios nos do outro .
-Mesmo assim... acho que devo tentar falar com ele... conversar... quem sabe não consigo ficar amigo e... talvez até peça algumas dicas, afinal... ele já viveu bem mais tempo que eu e tem esse tipo de relacionamento há bem mais tempo também! – Kouyou continuou em um tom mais calmo e divertido.
-Neh... quando você disse “viveu bem mais tempo que eu” doeu, eu sou mais velho que ele ainda! Estou me sentindo um aliciador de menores, judicialmente você ainda não é maior de idade para certos tipos de coisas! – o moreno comentou, meio divertido, meio fingindo-se de magoado.
-Oh! Aliciador? – Uruha sorriu de lado, envolvendo a nuca do mais velho com as mãos e aproximando o rosto sugestivamente da face do outro – E vai me aliciar mais no chuveiro?
-Pode ter certeza disso! – respondeu segurando o quadril do loiro possessivamente.
-Se te faz mais feliz... mês que vem faço 20 anos! – continuou, beijando a jugular morena com provocação.
- Aí vai faltar apenas um ano para eu te arrastar para a Espanha e fazer você subir no altar comigo! – o moreno rebateu cedendo aos lábios do mais novo em sua pele.
Kouyou congelou, os olhos se arregalaram e a boca se afastou da jugular alheia, encarando com espanto os orbes negros, tentando encontrar a explicação para aquilo.
-Você está brincando, não está? – perguntou ainda assustado.
-É claro que eu estou – Aoi respondeu sorridente, Uruha ainda ficou meio desconfiado, mas acompanhou o sorriso.
-Então vamos parar de conversa e banhar logo, estou todo melecado! – ditou ainda sorrindo e andando para o banheiro, não percebendo o olhar audacioso do moreno para seu corpo nu, em especial para sua bunda.
Estava brincando? Talvez sim, talvez não...
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- Kotoya, mais pra esquerda, olha para o Aoi! – o técnico gritava enquanto os jogadores do Kashima Antlers faziam seu treino de partidas simuladas – Hozu, não é por que está na zaga que vai ficar parado, corre, porra! – e a última palavra foi gritada em português, mas o técnico já estava no mando do time há muito tempo para todos saberem que aquilo não era uma palavra muito boa.
E os treinos já tinham recomeçado, estavam na liderança do campeonato empatados com mais dois times e um deles... Yokohama F. Marinos! Boatos sobre a contratação de um técnico brasileiro pelo Yokohama circulavam pela mídia, mas até agora não tinha confirmado, porém o técnico acreditava que os Marinos estariam mudando a tática de jogo com essa contratação, que ele parecia saber de quem, então os treinos estavam extremamente mais pesados.
-Não é possível prosseguir muito tempo a mais ou alguns poderão se machucar, estão jogando partidas há mais de 4 horas, mesmo com o revezamento, é impossível para seres humanos – Takanori apontou com o devido respeito a Medeiros, sua vontade era de gritar que o técnico estava exagerando, mas isso só pioraria as coisas.
-Mais alguns minutos essa defesa e meio ainda não estão bons! – Medeiros falou sem se importar realmente com as palavras do auxiliar.
Takanori olhou implorativo para o avô, pedindo para colocar algum juízo naquela cabeça ocidental, mas o velho Matsumoto apenas abaixou a cabeça em sinal de que quando Medeiros insistia em algo era difícil fazê-lo desistir.
O fisioterapeuta olhou para o resto da equipe de treino escalada para o dia, todos estavam aflitos e alertas, do jeito que estavam a qualquer momento um dos jogadores poderiam cair de exaustão, queriam prevenir que isso acontecesse.
-Merda Hozu, o que está fazendo? – Medeiros continuou gritando.
Foi com espanto que Takanori ouviu um baque e percebeu os para-médicos da equipe correrem para o meio do campo. Voltou seus olhos para o gramado, o coração parando ao reconhecer o jogador que estava no chão... Akira, seu Akira!
Correu sem nem perceber e sem se importar com nada, seu namorado estava no chão, podia ver sangue em seu rosto, não podia ficar parado, mesmo não sendo médico e mesmo sabendo que a função de socorro era de outros foi impossível não sair correndo até o lateral direita ferido.
-Ele quebrou o nariz, segure a cabeça, vou tentar desobstruí-lo para que não sufoque! – as palavras vinham de um dos para-médicos seguida das mãos deste no nariz deformado do jogador, um grito de dor foi ouvido pelos colegas de time que se aglomeravam ao redor do corpo caído. Akira fechou os olhos lentamente, caindo em inconsciência.
-Ele... vai ficar bem? – Takanori perguntou, tentando controlar seu tom de voz ao máximo, como era doloroso não poder se agachar e segurar o loiro! Não podiam mostrar que tinham algum envolvimento, mas... estava tão preocupado!
-Vai, só desmaiou por causa do choque e da dor, vamos levá-lo para dentro! – o outro pára-médico respondeu chamando o pessoal da maca, removendo com cuidado o corpo dali.
Takanori observou atentamente o namorado ser levado em direção às instalações internas do estádio, e só percebeu a discussão já em ânimos agitados quando o lateral sumiu de suas vistas... queria tanto ir com ele, ficar ao lado dele... merda! Por que tinha que ser tão difícil?
-Parando, ninguém vai bater em ninguém! – a voz firme do técnico fez parte da discussão se silenciar – sei que estava exagerando no treino, mas que merda você fez Hozu? Ficou louco por algum acaso? Viu o que fez?
O auxiliar finalmente decidiu dar atenção a briga, afinal... como Akira tinha fraturado o nariz?
-Eu não vi! – o zagueiro e ex-capitão gritou, toda aquela reação contra ele o tinha deixado mais estressado ainda.
-Não viu? Eu vi, você deu a cotovelada por que quis! – Hitoru acusou.
-O que ele fez? – Takanori perguntou, e desejou que a sua pergunta não tivesse saído autoritária demais, mas estava com uma imensa vontade de socar o jogador careca e de olhar mal encarado.
-Você não viu? Ele e Akira subiram para pegar uma bola de cabeça, ele deu um cotovelada na cara do Reita de propósito, ele nem era para estar no ataque, foi para lá não sei porque, era para ele estar na zaga, sem dizer que o Reita estava no time dele! – Hitoru praticamente cuspiu a acusação.
-Eu não o vi atrás, porra! Eu não vi! – Hozu se defendeu insistentemente.
-Se você viu ou não, Reita provavelmente ficará de fora do próximo jogo, já é uma perda grande para ainda termos alguém no time titular que encara seus parceiros como adversários e quer ser a estrela das jogadas! – Aoi interveio, o tom sério pouco usual dele se fazendo presente – sinto informar Medeiros-san, mas se Hozu entrar em campo no próximo jogo provavelmente perderemos.
-Hozu,você já deu muita contribuição a esse time, não sei o que diabos está acontecendo com você, mas sugiro que reflita sobre suas ações ,e até lá você está suspenso de jogos e ficará no banco como reserva! – o técnico ditou, irredutível, para a comemoração de muitos e o crescimento da ira de certo zagueiro que fuzilava o atual capitão do time, “Você me paga, Shiroyama, você e esse seu amiguinho putinha!”
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-Está muito feio? – o lateral perguntou aos amigos que circundavam sua cama em uma ala hospitalar.
-Ele nunca foi muito bonito, só ficou meio esquisitinho! – Aoi brincou arrancando risos de outros jogadores que se encontravam no local, sem uniformes, com roupas comuns apesar de ser final de tarde do mesmo dia do incidente de Akira.
-Está muito feio Matsumoto-san? – Akira perguntou, olhando direto para o baixinho à porta do quarto, achando estranho chamá-lo novamente por um nome tão informal.
-Não! – o pequeno respondeu com um sorriso moderado, reprimindo toda a vontade de enxotar aqueles jogadores todos e ficar as sós com seu namorado para poder abraçá-lo, beijá-lo e dizer que estava lindo como sempre esteve.
-Ah! Ao menos agora você paga uma cirurgia plástica e aproveita para dar um jeito nesse seu nariz estranho de uma vez! – o goleiro de tranças continuou brincando, todos sorrindo novamente, fazendo um Reita enfezado aparecer, como gostaria de poder socar cada um de seus ditos “amigos”.
-Deixem ele rapazes, vão todos voltando para casa, Suzuki-san logo será liberado, então saiam! – o velho Matsumoto-sama ordenou gentilmente, fazendo com que o grupo se despedisse do lateral e se retirassem do quarto.
-Meu neto! Pode ir para casa também, eu cuido da burocracia do hospital! – o senhor idoso falou com gentileza.
-E-eu... – o baixinho começou, tentando encontrar alguma desculpa para não sair dali, mas não achando nenhum.
-Eu gostaria de Matsumoto-san checasse as condições do meu corpo, estou com um pouco de dor nas pernas, você poderia, Matsumoto-san? – Akira perguntou tentando bravamente parecer desinteressado com o assunto.
-Ah! Sim! – o pequeno respondeu fingindo não se mostrar empolgado.
-Bem... então vou à recepção cuidar da papelada, volto já para levá-los para casa! – o avô deu de ombros, saindo pela porta do quarto e fechando-a atrás de si.
Foi só o clique na fechadura anunciar o trancamento e os passos serem ouvidos se distanciando que o baixinho quase correu em direção ao jogador sentado na cama de hospital, pegando o rosto deste entre as mãos e beijando os lábios do mais novo com carinho.
-Foi tão difícil fingir que não estava morrendo de preocupação! – Takanori desabafou, abraçando gentilmente o loiro maior, sendo correspondido.
-Está tudo bem, foi só um acidente! Eu estou bem! – Akira falou pausadamente, tentando acalmar o mais velho... não sabia que Takanori ficaria tão preocupado consigo.
-Não foi acidente, aquele maldito Hozu, nem é tão velho e já esta caducando, vou fazer ele sentir muita dor no próximo check-up dele, ou falar que ele está bem para jogar mesmo se ele estiver com um osso fora do lugar... se bem que vai ser difícil ele deslocar algo já que vai apodrecer no banco por um bom tempo! – e a face raivosa do baixinho colocaria medo a qualquer um, mas para Reita... era adorável! Como tudo no pequeno! Se sentia envaidecer com tudo o que despertava no mais velho, e tudo que o mais velho mostrava sentir por si.
-Eu estou bem senhor “Eu me vingarei”! Só meu nariz que ficou todo defeituoso, vai me deixar agora que estou feio e estranho? – o mais novo perguntou fingindo tristeza, mas em sua brincadeira tinha uma pontinha de verdade, ainda não tinha se visto no espelho, mas se seu nariz já não era dos melhores formatos antes, fraturado então...
-Até parece, você está lindo... lindo, gostoso e fofo como sempre! Não sei se você tem noção, garoto, mas agora que te encontrei... não vou deixar você escapar por tão cedo! Você é tudo que eu precisava Aki, tudo mesmo! – respondeu carinhosamente, voltando a beijar o loiro maior, só que de uma forma mais intensa.
Reita não conseguiu aguentar muito a excitação e num movimento rápido segurou firme a cintura do menor, o levantando com a ajuda deste e colocando-o sobre seu colo... aquele pequeno... sempre o deixava louco!
Takanori aceitou de bom grado a iniciativa do namorado que ainda insistia no respeito à regra de 1 mês, sentou-se sugestivamente, deixando suas nádegas bem posicionadas em cima do baixo ventre do namorado, começando a movimentar-se, e puxando os fios loiros da nuca com sedução, passando a língua no céu da boca do outro.
Akira sentiu seu baixo ventre arder, e agarrou ainda com mais força a cintura do outro, prendendo a língua atrevida entre os dentes e sugando-a com força modera. Deixou as mãos escorregarem para as nádegas e as apertou com vontade, sabia que aquilo excitava o menor, e tinha aprendido algo sobre como se excitar um homem lendo alguns sites do gênero, tudo para que seu namorado mais velho e experiente não tivesse nenhuma reclamação de si e o considerasse o melhor cara com quem já esteve, seja na cama ou na vida, estava apaixonado demais para permitir que Takanori chegasse um dia a lhe falar que tinha encontrado alguém melhor. Era meio inseguro, e daí? Sempre foram suas namoradas que terminaram os relacionamentos, não queria que a história se repetisse com o menor também! Queria realmente ser tudo o que outro precisava, e que este não precisasse de mais nada além de si. Era possessivo? Sim, por demais, mas só com as coisas que amava.
O cômodo já estava quente quando o som de passos foram ouvidos, já próximos. Ambos se espantaram, e logo Takanori estava praticamente saltando do colo do lateral, se colocando de pé ao lado deste e tentando se recompor. Akira puxou o lençol da cama para cobrir sua ereção e o baixinho deu a volta na cama, ficando atrás desta para esconder a sua, parecendo meditar firmemente para se acalmar. O que tinham na cabeça? Fazer isso no quarto de um hospital?
-Já podemos ir rapazes! – Matsumoto-sama anunciou enquanto abria a porta do quarto – Algum problema Suzuki-san? Está meio vermelho!
-Hã? Não... acho que é apenas o calor, o quarto é abafado! – tentou mentir, mas com certeza não foi convincente, era péssimo nisto.
O velho treinador ergueu uma sobrancelha, estranho a resposta do rapaz afinal estava quase noite e estava frio, mas deu de ombros, não era da sua conta.
-Bem, vamos indo então! – ditou saindo pela porta novamente, não pegando os olhares cúmplices dos dois ainda no cômodo.
De alguma forma... parecia que o avô do menor estava destinado a interromper seus momentos mais picantes!
Notas finais
Tinha que colocar o nariz do Reita na história neh! Afinal o que é Reita sem faixa no nariz?
hehehehe
=]
Beijos
Até o próximo!!
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