Goal!

21 Investidas


Notas iniciais
OLá! Mais um cap!!!!!VOu tentar trazer mais um hoje!=]Ah! O cap ia ser betado pela minha linda Azumi-chan, mas eu sai e acabei esquecendo de enviá-lo para ela ( se dar um tapa)Mas eu revisei, se tiver algum erro me avisem neh?=]Obrigada!

-To-san! – a pequenina Lovilie chamou sorridente em uma fala embolada de bebê, os passinhos incertos e bambos em direção ao pai.

Miyavi abaixou-se para pegar a pequena no colo antes que ela acabasse caindo no chão, agarrou o corpo diminuto e rodopiou com a filha, um sorriso amplo no rosto, gostava de quando tinha tempo para ficar em casa, junto de suas crias.

“Vou passar um tempo na casa dos meus pais, levarei a bebê comigo, cuide da Lovilie-chan e pense bem no que você vai escolher! Sua família ou... ele!”

Foi o que Melody disse antes de sair porta a fora, com certeza queria que sentisse o peso de um casamento e duas filhas, tinha certeza que teria deixado a caçula* aos seus cuidados também se esta ainda não tivesse sendo amamentada, sua linda esposa sempre foi boa em fazer os outros decidirem pela experiência e prática. Mas a culpa não era dela... a culpa era sua, completamente sua, dele e suas incertezas, dele e suas enganações, medos... Melody não tinha culpa, Kai não tinha culpa... ele merecia todo o aperto no coração e todo o vazio que sentia, nunca fora capaz de decidir-se e encarar as coisas, sempre temendo por sua imagem.

Tentou se convencer todo esse tempo que tudo não passara de passado, que Kai estava fugindo e por isso não valia mais a pena... estava se enganado... ele mesmo era o fugitivo, Kai estava apenas se protegendo de continuar a ser ferido, ele, por sua vez... estava fugindo de encarar tudo o que sentia... até vê-lo novamente. Não tinha acabado, não era passado, seu coração ainda batia forte apenas em olhá-lo, toda sua impulsividade tomou o controle e o desejo de falar com ele, de explicar, de... tê-lo de volta eram impossivelmente fortes! Sua esposa nunca fora boba, lógico que percebera sua mudança, suas ações... o casamento nunca fora um mar de rosas, mas também nunca fora um inferno, ele era só como devia ser... de aparências. Por mais que Melody se esforçasse, por mais que ela o amasse, ele... não conseguia retribuir, por dois anos e meio conseguira fingir, tentar, mas... não dava mais. Amava suas filhas e odiava que elas tivessem que sofrer algum dia por sua culpa, porém... não conseguia mais, tinha que tentar, aquilo tinha que terminar, fosse qual fosse o resultado.

O empresário, vestido em roupas casuais, seguiu com a pequena em seu colo, rumo a porta de seu apartamento, iria deixá-la com uma amiga por umas horas e... acabar com aquilo de uma vez por todas.

Mesmo sabendo que Kai tinha todo o direito e razão em não querer ouvi-lo e mesmo sabendo que o jornalista possuía mais do que motivos para nem se quer chegar perto de si mais uma vez ele não podia desistir, porque... seu coração ainda era totalmente do moreninho, e isso não parecia querer mudar, rezava para que o final daquilo fosse o melhor possível.

Em sua utopia Kai o aceitava de volta, os dois se amavam, enfrentavam todas as complicações juntos e viviam felizes para sempre, mas... o mundo não era uma utopia e ele mesmo só tinha complicado mais as coisas... esperava que não fosse tarde demais, não sabia se suportaria ver seu Kai nos braços de alguém mais, mesmo que não tivesse direito algum de pedir isso.

E a imagem daquele cara baixinho que os interrompeu aquele dia se desenhava em sua mente, o ciúme anormal lhe invadindo. Não queria, não podia deixar, nem sem ao menos tentar.

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- Não acha meio arriscado sairmos juntos assim? – um Uruha tenso perguntou aquilo pela terceira vez, sem nem perceber, enquanto tentava andar afastado do moreno e se esconder atrás dos óculos escuros e da toca preta

-Kou, para de ser paranóico, meu amor, sempre saímos para o cinema juntos antes, porque seria arriscado agora? – Aoi repreendeu divertidamente, era engraçado ver o garoto olhando para os lados todo o tempo e puxando cada vez mais a toca para cobrir seu rosto, será que ele não sabia que daquele jeito só ficava mais suspeito?

-Porque agora nós temos o que esconder! – o loiro bradou em baixo tom, tentando não olhar para o rosto do namorado, vai que tinha alguém por perto com uma câmera e achasse os olhares entre eles estranho?

-Kou... para com isso, sério, aos olhos de todo mundo somos apenas dois desconhecidos em um cinema... – o mais velho argumentou pacientemente, parando em frente aos cartazes — ... qual filme quer assistir?

-Qualquer um! – o mais novo respondeu rapidamente, fingindo não estar falando com o moreno, mantendo uma distância anormal

Aoi sorriu mais uma vez, o garoto realmente estava muito paranóico com aquilo. Talvez fosse melhor deixar cinema para outro dia, tinham apenas 2 dias de folga, queria aproveitá-los com o namorado, comemorar a recuperação deste, a volta deste aos campos, sair. Kouyou não aceitou ir a uma boate, não queria ir a um restaurante, não queria sair com os amigos de time, foi um sacrifício fazê-lo aceitar ir ao cinema – depois de muito argumentar que o cinema era escuro e que ninguém nem os veriam – mas, pelo jeito, o que deveria ser diversão estava se tornando uma cena de filme de suspense para o atacante

-Kou... – Aoi chamou, se aproximando do loiro, estranhando este se afastar, tentando fingir que ele não tinha dito nada e que não o conhecia. Ok! Já era demais! Tinha perdido a graça – Takashima – bradou, demonstrando que não estava mais com paciência

Uruha gelou, quando o mais velho o chamava pelo sobrenome algo estava errado!

-Que foi? – cochichou receoso para o moreno, olhando para o lado logo em seguida

-Para com essa idiotice, ninguém vai nos reconhecer, e não é estranho dois homens em um cinema, a não ser que entremos em uma sala de filme de romance, o que obviamente não vamos fazer, quer parar com essa esquizofrenia toda? Finalmente você está recuperado e finalmente vamos sair juntos depois desse tempo todo de confusão e você parece um foragido da polícia, se escondendo... pra quê essa toca e esse casaco? Não está frio! Isso sim é suspeito, só chama mais atenção! – explodiu em uma reclamação moderada, não parecia estar brigando, mas para quem conhecia o moreno de personalidade animada e educada sabia que aquilo era o máximo de irritação que tiraria dele em uma situação comum.

Kou abriu a boca para começar uma discussão, mas se viu sem argumento algum, pareceu gaguejar mudamente consigo mesmo durante alguns segundos, desistindo logo em seguida e abaixando a cabeça, se dando por vencido, Aoi estava certo, estava exagerando e bancando o louco.

-Desculpe! – murmurou pesaroso – é só que... eu não quero pensar no que aconteceria se nos descobrissem...

-Não vão nos descobrir por estarmos indo a um cinema, hun!- Yuu voltou ao tom gentil, aproximando-se mais do namorado que pela primeira vez não se afastara – mas se não está no clima, o que propõe que façamos? Quero que se divirta, não desejo que se canse de mim por eu ser velho, chato e parado!Você ainda tem 19, com certeza deve gostar de uma rotina mais movimentada do que a teve no último mês... – o moreno pareceu lembrar-se de algo no meio de sua fala, algo que o fez dar um tapa em sua própria testa – nosso aniversário de um mês de namoro foi ante-ontem, como eu pude esquecer?

Kouyou ponderou por um segundo, gargalhando baixo logo em seguida

-Será que foi porque estávamos treinando para o jogo de ontem? Sinceramente, não precisamos ficar lembrando essas datas todas, eu nem fazia a mínima ideia do tempo que já temos juntos... e que negócio é esse de velho, chato e parado? O que aconteceu com o gostoso, talentoso e rico? – o mais novo rebateu humoradamente, cruzando os braços em desafio

- Sério que não se importa de eu ter esquecido? Quando meus relacionamentos conseguiam passar de um mês minhas exs sempre reclamavam comigo se eu esquecia os aniversários, isso quando elas não terminavam por eu esquecê-los... – o capitão comentou, meio incerto de que o loiro não tinha mesmo se chateado, com os óculos escuros a comunicação de seus olhares era quase que totalmente apagada

-Ei! Eu não sou uma garota, sou um cara, lembra? Também já levei bronca por esquecer aniversários de uma semana de namoro, de um mês, do primeiro beijo, da primeira olhada e tantos aniversários que elas inventam! – o maior interrompeu, ainda sorrindo – às vezes acho que você se esquece que sou homem e me trata como se eu fosse uma mulher! – resmungou, fingindo insultado

-Hum! Você acha? Eu acho que te trato como você merece, mas se quiser que eu seja mais grosso, então tudo bem... vamos deixar essa porra de cinema pra lá e vamos para um motel que eu quero te fuder agora, loirinho!- rebateu maliciosamente, tentando usar um timbre rude que não era acostumado a usar

Kouyou não conteve a gargalhada e se deixou acometer por risos, tendo que tampar a boca com a mão para não chamar atenção

-Ui! Já vem assim? Eu cobro três mil por hora, gatinho! – o mais novo entrou na brincadeira, apoiando as costas no cartaz de algum filme

-Oh! Pra ser tão caro, deve ser muito bom! Quanto sai a noite inteira? – o mais velho continuou, tomando lugar a frente do loiro, fingindo desinteresse

- Bem, quem prova, não reclama, e a noite inteira sai muito caro, tem dinheiro para tudo isso, moreno?- indagou em uma voz dramaticamente vulgar

-Eu não quero me gabar, mas sou um jogador famoso, sabe! Ganho milhões por mês, e tenho uma fortuna avaliada em mais de 2 bilhões ... é o suficiente pra te ter? – o moreno rebateu, um sorriso indecente nos lábios

Uruha deixou-se surpreender-se, desencostando-se da parede bruscamente

-Mais de 2 bilhões? Por que você não mora em uma mansão na Europa? – perguntou exageradamente, tentando manter a voz baixa

-Eu gosto de uma vida mais simples, um apartamento legal e espaçoso, menos glamour e assim por diante!- o moreno respondeu, divertido com a reação do mais novo – não ficou sabendo dessas coisas quando era minha fangirl?

-Não, quer dizer, nunca saiu nada assim sobre você! Não que eu me lembre! Sempre soube que recebia muito e que tinha alguns investimentos, mas nunca disseram quais, que diabos você faz? — respondeu a expressão surpresa ainda presente

-Eu não sou do tipo de astro do futebol que torra tudo em festas, carros e mulheres, invisto meu dinheiro na compra de ações de algumas empresas, estou quase pendurando minhas chuteiras, posso não ter terminado a escola, mas sei que meu salário não vai ser tão alto quando me aposentar no futebol, tenho que ter outra fonte de renda, vai me dizer que você ainda não começou a pensar em uma alternativa depois do futebol? – Aoi retomou, agora ele quem estava indagativo

-Ainda não... quer dizer, metade do meu salário geralmente vai para os meus pais, eles investem em algo, mas... eu só guardo o que sobra...! – respondeu, se sentindo um pouco inferior e constrangido, não era toda vez que sentia a diferença de idade entre os dois daquele jeito, mas quando sentia era notável o quanto podia ser imaturo, mesmo que sempre tentasse o contrário

O mais velho sorriu de lado, às vezes se esquecia que seu loirinho ainda nem era maior de idade, “Ele tem 19 anos, Yuu!”

-Olha que sorte! Você tem um namorado rico e esperto que pode te ajudar muito nisso! E então... aquele motel... vai rolar? – retomou maliciosamente o moreno

-Rola sim, mas vou subir meu preço pra cinco mil por hora, você pode pagar! – respondeu o loiro com um sorriso sacana, começando a andar em direção a saída do cinema

O moreno o acompanhou com um sorriso semelhante e nem um dos dois percebeu o jovem detetive que os seguia tomar o mesmo rumo que eles, uma expressão séria e preocupada, já estava seguindo-os desde à tarde. Não conseguiu instalar câmeras no apartamento do capitão, a segurança do prédio era muito boa, mas rezava para conseguir algo dos dois fora do prédio. Quase entrou em desespero ao perceber que eram muito discretos em público e mal saiam de casa, porém, para o bem de sua vida, os jogadores decidiram sair hoje, torcia para conseguir algo convincente ao seu “chefe”, afinal seu prazo terminava amanhã.

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-Neh! Você ainda não desistiu? – Nao perguntou ao sentar-se em sua cadeira e mirar a tela do computador de seu chefe, que descaradamente fazia uma busca com seu nome

-Você me desafiou, estou procurando armas para me defender! – o moreno se resumiu

-Eu disse, não foi um desafio, foi um pedido para que pare de caçar coisas sobre mim, fala sério! È difícil aceitar que eu estou feliz sendo um simples assistente de um jornal de Kashima? Tem gente que precisa de pouco para ser feliz, sabia? – o menor indagou, tomando um gole de seu chá... não acreditava que tinha mesmo se interessado por aquele jornalista maluco

-Eu vou encontrar algo que me ajude na internet? – Kai perguntou sem se importar com as palavras do assistente

-Não! – Nao respondeu, direto

-Então tem que ser uma pesquisa de campo, com entrevistas a pessoas! – afirmou, fechando a página do buscador

- Ah sim! E você vai até Tokyo, só para isso! – o menor sorriu descrente, mas por dentro de perguntando se seu chefe ia mesmo tão longe para matar uma curiosidade

-Não, planejo buscar na fonte! – o moreninho rebateu, rolando sua cadeira para perto de seu assitente, rodando a cadeira deste para que o baixinho ficasse de frente para si

-Ah! Sim! E eu vou muito te responder todas as suas perguntas! Está me tomando por idiota, garoto? – Nao perguntou seriamente, não era costume seu ser rígido com as pessoas, sua personalidade e aparência tinha facilitado muito seu trabalho, mas à vezes era necessário um pouco de rudeza

-Quem sabe se eu perguntar com jeitinho... – Kai continuou, puxando o assento do menor perigosamente para perto si, deixando seus rostos bem próximos, sem se importar com as demais pessoas no departamento — ... sei que sente algum tipo de atração por mim!

Nao gelou e corou ao mesmo tempo, sabia que era meio obvio em demonstrar interesses pelas pessoas e há alguns dias atrás adoraria saber que o outro havia percebido suas investidas, mas nesse momento, depois de descobrir coisas sobre o passado de seu chefe e depois deste insistir em revirar sua vida... aquilo era muito ruim.

Respirou fundo e controlou seus batimentos, não era um moleque para tremer daquele jeito, e nunca fora inocente para deixar se levar, o tempo fora de sua antiga atividade o deixou mais sensível, mas devia trazer toda sua habilidade de profissão e voltar a ser mais calculista e frio

-Não desminto, você com certeza faz o meu tipo... porém me enganei, pensei que fosse do tipo ativo, mas pelo tipo do seu “ex-alguma coisa” vejo que na verdade é um lindo passivo! – o mais velho contra-atacou debochadamente

-Hum? Eu jogo nas duas posições, mas posso dominar muito bem quando quero! Não quer experimentar para ver? – Kai continuou, não se intimidando, atrevendo-se a colar os lábios ao pescoço do menor

Um estremecimento passou pelo corpo do baixinho, sendo logo controlado por este, não era burro, já vivera bastante para acabar caindo em algo como aquilo

-Eu adoraria, mas costumo ser bastante possessivo quanto a relacionamentos e infelizmente seu coração não pode ser meu, pois já está completamente na mão de outro! – o assistente rebateu, percebendo com triunfo o maior parar seu jogo de sedução e voltar sua cadeira para trás de seu computador. Tinha tocado no ponto certo, não sabia se ficava feliz ou triste por aquilo, que bom que não tinha se encantado demais... não queria mesmo ter seu coração machucado... não da forma como o de seu chefe pareceu ter sido. No fundo sentia um pouco de pena do mais novo... felizmente ou infelizmente não sabia como aquilo doía, pois nunca amou verdadeiramente, mas podia imaginar a história toda e podia imaginar o quão doloroso podia ser.

-Kai-san, tem uma visita! – a voz de outro funcionário do jornal tirou a atenção do jornalista que encarava a tela de seu computador sem realmente enxergá-la

-Essa visita tem nome? – o moreno perguntou de forma direta

-Takamasa Ishihara-san, empresário do jogador Aoi-san do Kashima Antlers, parece que ele tem algo a discutir com você, está te aguardando na praça de alimentação – o homem falou, saindo logo em seguida

Kai sentiu seu coração apertar, doer. Quantas vezes esperou esse anúncio há mais de dois anos atrás? Quantas vezes inconscientemente rezava para o maior entrar pela porta de seu departamento e implorar uma chance de explicação? Mas agora... era tarde demais... Miyavi estava muito atrasado e o moreninho não queria mais ouvir nada

-Nao-san, você vem comigo! – ordenou ríspido ao levantar-se de sua mesa

-Kai-san, realmente não acho que eu deva ir, se vocês têm algo para resolver é melhor estarem a sós! – contestou, não se movendo de seu assentou

-Isso é uma ordem, desobedeça e eu te demito, se estou mandando você vir é porque você tem que vir! – ditou em uma voz gutural e pesada, assustadora na verdade, o baixinho achou melhor não contestar mais e obedecer, apesar de realmente não querer presenciar o que quer que fosse acontecer ali.

Notas finais
* EU não sei o nome da caçula do Myv e da Melody, sei que a mais velha de chama Lovilie ( na lingua inglesa) e Airi ( se for falar em japonês), se alguém souber o nome dela poderia me dizer? ObrigadaVamos continuar respondendo reviews!Reviews?=]beijo!!!!!!!!!!!