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10 Capítulo 10
Notas iniciais
Confuso e desordenado respirei fundo e caminhei de volta para a casa, olhei para a janela do quarto de Ayra e logo em seguida para o chão procurando algo que pudesse chamar sua atenção, achei duas pedras pequenas mirei-as e as taquei em sua janela, ela apareceu rapidamente com sua expressão triste que me partia o coração. Sem reação apenas continuei a olhando até que ela saiu da Janela, sussurrei seu nome várias vezes para ver se ela voltava e vi lençóis amarrados como uma corda descerem pela janela, ela apareceu e fez o sinal com que eu subisse, com um pouco de dificuldade consegui subir até seu quarto, recolhi os lençóis e quando fechei a janela logo pude sentir Ayra se abraçando a mim de uma forma tão forte e insegura me virei para ela e a abracei.
– O que aconteceu? – Perguntei com preocupação.
– Lembra... Do dia que você veio conversar comigo no Hard Rock?
– Não pensei que fosse tanto assim...
Manteve-se calada.
– O lado bom é que daqui a pouco ela irá sair de casa...
– Quer que... – Fui drasticamente interrompido pelo telefone de Ayra tocando.
Pov. James Off.
Ayra pegou seu telefone e olhou fixamente para a tela alguns segundos depois atendeu.
– Alô? – Dizia com uma expressão confusa.
– Não fuja de mim Ayra. – A mesma voz robótica reapareceu.
– O que você quer comigo?
– Apenas vamos conversar. – Disse calmamente.
– Sobre o que?
– Você fugiu de mim naquele dia, por quê?
Manteve-se calada.
– Eu não vou te matar Ayra, vou te proteger, me diga que posso lhe encontrar nessa semana.
Ainda não dissera uma palavra.
– Se não disser nada, vou te caçar.
– Podemos. – Se apressou.
Com um pouco de dificuldade pode ouvir risadas do outro lado da linha.
– No Parque Central, sexta feira.
Ayra abriu a boca para dizer uma palavra, porém a pessoa já havia desligado. Olhou para James e logo deu um breve sorriso tentando disfarçar a situação, James não acreditando em seu sorriso, cruzou os braços e perguntou:
– Quem era?
– Ninguém importante... – Tentou escapar.
– Parecia tão tensa.
– Já passou.
Ficaram em silêncio por alguns minutos até ouvir um estrondo forte.
– É isso, ela já foi.
– Precisa bater a porta assim? – Disse impressionado.
– Pois é. – Abriu um pequeno sorriso e se sentou na cama.
James a olhando pôs-se ao lado de Ayra e a abraçou.
– O lado ruim é que não posso ficar muito tempo com você.
O olhou de uma forma triste.
– E por quê?
– Porque meu irmão caçula voltou da colônia. – Puxou um sorriso no canto de sua boca.
– Entendi, seria bom... Ter um irmão. – Seria bom, ter alguém era o que queria dizer.
– Não queira isso. – Riu.
– Por que não? – Olhava fixamente em seus olhos.
– Porque você já tem a mim. – Depositou um breve beijo em seus lábios.
Ayra sorriu de uma forma radiante enquanto enlaçava seus braços em volta do pescoço de James e sentia sua cintura sendo tomada por suas mãos, se aproximaram mais e logo podiam sentir a boca um do outro, e o movimento que faziam não era calmo como o primeiro, era cheio de vontade, necessidade e amor, suas línguas travavam uma guerra dentro de suas bocas e para eles não havia sensação melhor que essa, pararam quando estavam sem fôlego, se olharam e sorriram e foi como se o mundo tivesse parado naquela hora.
Olhos fixados nos outros com sorrisos congelados, porém não haviam cansado de sorrir era um momento único cada momento juntos era único e para que se tornasse inesquecível não precisava de mais nada, James envolveu mais seus braços em sua cintura tornando-se um abraço, Ayra deitou levemente sua cabeça em seus ombros enquanto ouvia a respiração de seu amado em seu ouvido.
– De qualquer jeito seu sorriso vai ser o meu raio de sol. – Sussurrou.
Ayra só teve tempo de abrir um sorriso maior e depositar um breve selinho em seus lábios, enquanto ria abafadamente.
– Qual a graça? – Perguntou confuso.
– Não tem graça, só é... Maravilhoso.
Sorriu e a abraçou novamente, ao olhar em seu relógio percebeu que já havia passado da hora se afastou drasticamente de Ayra.
– Desculpe, eu tenho que ir, eu já devia estar em casa, me desculpe.
– Tudo bem. – Se levantou. Tenha cuidado tá?
Deu-lhe um beijo rápido em sua testa.
– Pode deixar. – Sorriu e pulou pela janela do quarto da loira.
Assustada, correu pela janela e vira que James já estava se levantando.
– Qual a parte do ‘’tenha cuidado’’ você não entendeu?
Levantou sorridente e se virou pela janela.
– Sem nenhum arranhão ou dor.
– Bobo. – Sorria.
James apenas acenou e saiu correndo em direção a sua casa, fechou sua janela e se jogou em sua cama, que tarde maravilhosa havia passado naquele dia.
Pov. Mark.
Estava na praça da cidade depois que a mãe de Ayra me expulsou de lá ainda estou com as sacolas de compras e meu hotel fica muito longe daqui. Que merda, que merda. Horas e horas haviam se passado até que avistei de longe uma mulher, me parecia familiar, porém não disse nada ela passou perto até demais e virou para mim com uma cara fechada era a mãe de Ayra, se ela tinha saído então eu podia voltar esperei perder ela de vista e corri para sua casa bati na porta e rapidamente Ayra a abriu.
– Mark! – Disse enquanto veio ao meu encontro.
Abraçamos-nos por alguns minutos.
– A comida esfriou. – Disse sem jeito.
Pude ver o pequeno sorriso que se formava em seus lábios pequenos.
– Não tem problema, vem. – Me puxou para dentro de sua casa e fomos até seu quarto. Desculpe-me pela minha mãe, eu não sabia que ela agiria exatamente daquela forma.
– Sh. – Foi a única coisa que pude dizer enquanto a silenciei com meu dedo em sua boca.
Pude perceber que ela ficou confusa e a vi corar, tão linda e frágil. Escorreguei meu dedo até perder seu contato com sua boca e a olhei fixamente, o silêncio já começava a me incomodar.
– Não precisa se explicar. – Disse tentando escapar.
– Tudo bem. – Sorriu ainda corada. Eu fiquei preocupada, afinal você tem lugar para dormir.
– Não. – Menti.
– Como você vem pra cá sem lugar pra dormir Mark? – Soltou uma doce risada que ecoou pelo quarto como uma bela música que eu gostaria que não saísse de meus ouvidos.
– Eu sou um idiota. – Sorri.
– Não é. Se quiser, pode dormir aqui.
– Sua mãe...
– Não esquenta. – Sorria. Espera, e suas roupas?
– Eu trouxe as malas e estão até agora na rodoviária posso buscá-las até 48 horas.
Vi me olhar incrédula.
– O que? Tive que ficar bonito para o baile.
Rimos juntos e assim ficamos conversando pelo resto da noite, não ouvimos nada, até esquecemos sua mãe a porta estava trancada e estávamos vendo filme era só disso que eu precisava, dela comigo agora e pra sempre.
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