Notas iniciais
Desculpem a demora, fiquei desmotivado par escrever, mas enfim, ai está mais outro capítulo, tentei deixá-lo um pouco mais longo dessa vez.

Decidi fazer alguma coisa além de ficar jogando, afinal, o dia estava lindo, com a neve ainda até caindo, decidi ir até o centro. Me despedi de Don e me vesti, preparada para o frio que estava, e sai de casa, trancando ela, andei vários quarteirões, não via muita gente passeando, mas de vez em quando encontrava uma ou duas pessoas, nada de mais, nem trocávamos olhares. Andei por bastante tempo até chegar no distrito do centro, localizado dentro de uma cratera com um grande lago no meio, várias pontes lindas atravessavam pelas bordas, conectando aos prédios mais importantes. Por todo o local estavam espalhados pinheiros, encobertos de neve por causa do inverno, vários passavam por debaixo da ponte. Me abaixei e toquei na ponta de um mais alto, peguei um pouco de neve dele e segurei entre as minhas duas mãos, fiquei por alguns momentos segurando e depois soltei para o chão debaixo da ponte. Voltei a andar logo depois, observando a grama congelada ao lado da passarela da ponte, estava tão entretida que não percebi onde andava, e acabei esbarrando em alguém.

– Ah me desculpe — Nos desculpamos em unissono.

Quando vi, percebi que era Carl, meu professor de Geografia.

– Ah, olá Sarah — Ele me cumprimentou.

– Ah, bom dia professor — Respondi.

– Dia, já é meio dia agora — Ele disse.

– Ah… Nem percebi… — Comentei.

– Heh, andou jogando demais ein? — Ele replicou.

– Estamos de férias… — Eu disse.

– Eu sei, não é como se eu também não fizesse isso — Ele respondeu meio que rindo.

– Hehe — Eu dei uma risadinha forçada.

– Enfim, tenho que ir, te vejo quando as aulas voltarem — Ele se despidiu, voltando a andar para o seu caminho, eu continuei a observar ele até desaparecer de vista, eu meio que idolatrava ele, tipo, como um deus de verdade, era mais irônico mesmo, mas eu gostava de me convencer que era real. Pois é, sou muito estranha.

Continuei a caminhar, até chegar no shopping, era uma construção grande em um formato que ficava mais fino a medida que subia, com algumas intercessões saindo da base, tudo com os telhados encobertos por plantas congeladas pela neve. Entrei no shopping e fui direto para a praça de alimentação, pedi o de sempre, um hamburger sem molho, sem picles e com alface extra. Enquanto esperava para meu pedido chegar, notei um cartaz na parede mais perto, me aproximei e percebi que era o cartaz da banda do Don. Ele estava a esquerda do cartaz, segurando seu Baixo; Lindsey, a bateirista, estava com os braços levantados no ar, as baquetas na mão, e com aquele sorriso maníaco de sempre; Haze, o guitarrista estava na frente, agaixado, segurando a guitarra numa mão e a apoiando no chão, Kerlo estava no centro, segurando o microfone. Heh, Kerlo, que apelido estranho. Eles iam fazer um show, mas dessa eu já sabia, tinha até entradas VIP para o show, talvez eu pudesse chamar a Rebbeca para ir… A banda do Don era um sucesso na cidade inteira, não era possível que ela não conhecesse eles. Meu pedido chegou, comi e fui indo de volta para casa, mas decidi tomar um caminho mais longo, afinal, não tinha nada melhor para fazer naquele dia. No caminho eu encontrei uma pequena stand, um homem com uma cara meio deprimida atrás de vários livros. Eram todos o mesmo, “Os antigos fins dos tempos: Nossa História destrutiva”. Me parecia interessante.

– Quanto é? — Perguntei.

– Ah, 16 por livro — O homem respondeu, parecendo um pouco mais contente.

– Você que escreveu? — Perguntei, enquanto ia sacando meu dinheiro.

– Foi, mas parece que ninguém gosta muito de história… — Ele disse num tom deprimido — Só querem esquecer o que um dia já fomos, mas.. — Ele ia falando.

– Temos sempre que lembrar, se não podemos cometer os mesmos erros de novo — Eu completei, mostrando o dinheiro para ele.

– Heh, vejo que também gosta de Calvin Joanderson — Ele comentou, sorrindo.

– Pois é, certas pessoas se interessam pela a antiguidade, pena que Joanderson era do século 21 — Eu comentei.

– Ah, mas ele ficaria orgulhoso… — Ele disse.

– Heh, imagino — Eu disse, me despedindo e voltando para a minha rota, pelo menos tinha achado algum novo livro para ler.

Notas finais
Obrigado por lerem, deixem seus reviews dizendo o que acharam da história ^^